Posts com a tag "dr. pet"

Por Equipe Cão Cidadão

O problema enfrentado pelo Sr. Osnir, no caso deste último domingo, atinge muitos proprietários: o drama de ver seu cão envenenado de forma covarde.

DSC00933 300x225 Caso do Luthor: o perigo do envenenamento

O cão Luthor, um Dogo Argentino, é um verdadeiro sobrevivente. Ele já passou por essa situação nove vezes! Isso mesmo! Pessoas mal-intencionadas jogaram pedaços de carne envenenada e ele devorava o alimento na hora, só depois sentindo no corpo as consequências do envenenamento. A sorte de Luthor foi ter sido socorrido a tempo pela filha do Sr. Osnir, que é veterinária.

Assim, a última esperança da família foi chamar o Dr. Pet para ensinar como evitar que Luthor comesse alimentos oferecidos ou jogado por estranhos.

Câmeras de segurança

Logo de cara, o Dr.Pet orientou que o dono colocasse câmeras de segurança, sensores com luz, alarme e placas com a "frase cão bravo" para que movimentos estranhos nos muros ao redor da casa fossem mais facilmente percebidos.

Do chão, não!

Além disso, o Dr. Pet ensinou o Sr. Osnir a condicionar Luthor a comer somente de seu pote, que deveria ficar num lugar mais alto que o chão, evitando que ele pegasse qualquer coisa jogada no chão.

As dicas do Dr. Pet

Para tanto, foi utilizada uma corda fina e bem longa, amarrada à coleira de Luthor, para que ele fosse, literalmente, direcionado ao local onde poderia comer. Funcionou assim: Luthor ficava andando normalmente e, toda vez que eram jogados objetos próximo a ele no chão – parecidos com comida embrulhada – o cão era direcionado pela guia ao pote de comida, no qual recebia ração e petiscos.

Assim, a associação para Luthor começou a ser a seguinte: “não posso pegar do chão, mas ganho coisas gostosas ali naquele pote!”.

A casa do Sr. Osnir possui um andar superior, de onde este treino podia ser feito de longe, sem que Luthor percebesse quem jogava as “iscas”. Mas uma dificuldade logo surgiu: jogar ração e petiscos daquela altura mostrou-se uma missão complicada, pois a comida caía no chão, justamente de onde o Luthor jamais poderia comer!

Plano B

O Dr. Pet, em sua segunda visita, deu a solução para o problema: colocar um cano de PVC que direcionaria a comida para o pote de comida, sem riscos de que caísse fora!

DSC00910 300x225 Caso do Luthor: o perigo do envenenamento

E não é que deu certo? Recompensar o Luthor por não pegar comida do chão passou a ser bem mais fácil para o Sr. Osnir!

O Dr. Pet providenciou também um sensor de movimento com alarme, instalado próximo ao pote do Luthor. Assim se o cão se deparasse com algo para comer no chão e fosse até a vasilha para pegar a recompensa por ter recusado a comida do chão, o sensor dispare um alarme. Desta forma, as pessoas da casa, ao ouvirem o alarme, já saberão que alguém jogou algo no quintal, pois Luthor deixou de comer o que foi jogado e estará no pote aguardando seu prêmio!

Teste final

No último dia, o Dr. Pet resolveu verificar a eficácia do treinamento pessoalmente e fingiu ser uma pessoa com intenção de envenenar Luthor. Subiu pela laje e jogou um suculento pedaço de carne para Luthor. O cão, como bom guarda, estranhou aquela pessoa no muro e latiu bastante. Porém, ao ver a carne no chão, deu apenas uma cheirada e... virou-se para o outro lado e foi logo buscar sua recompensa no pote de ração!

DSC00992 300x225 Caso do Luthor: o perigo do envenenamento

Resumão

Toda a estratégia deu certo! A casa do Sr. Osnir está protegida e o Luthor já está muito bem treinado a não pegar comida do chão!

Vale lembrar que existe a necessidade de fazer uma manutenção dos treinos!

E o mais importante: envenenar animais é crime, previsto no art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, pois tal ato é entendido como maus-tratos. Assim, qualquer pessoa que aja desta forma estará sujeita a ser condenada e ir para a cadeia! Se você sabe de algum caso, denuncie às autoridades locais.

Texto: Cassia R. C. dos Santos
Revisão de Conteúdo: Tiago Zoriki
Fotos: Denise Falck
Edição Final: Alex Candido

Dúvidas sobre o caso do seu bichinho? Mande nos comentários aqui do Blog do Dr. Pet! Nossa equipe vai selecionar as dúvidas mais frequentes e responderemos aqui no blog em breve!

Perdeu a exibição do caso no domingo? Assista aqui no Blog:

Conheça também os bastidores das gravações deste caso:

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Por Equipe Cão Cidadão

Há duas semanas, foi exibido no quadro Dr. Pet o caso da Natalie, uma SRD que não conseguia ficar nem um minuto longe de sua proprietária, a Dona Iracema. Se você perdeu a exibição do caso e está passando pelo mesmo problema, ou quer ficar por dentro das dicas que o Dr. Pet deu, este artigo foi feito especialmente pra vocês.

D.IracemafotoII 300x225 Ansiedade de Separação: Conheça um pouco mais sobre o caso da Natalie

Nunca sozinha

Logo que a nossa equipe começou a observar os comportamentos da Natalie, percebemos que a cachorra se tornava praticamente incontrolável quando a dona não estava por perto. E não era necessário que a Dona Iracema fosse muito longe: bastava mudar de cômodo, para começarem os sinais de ansiedade: a cachorrinha não se concentrava em mais nada, não se interessava por petiscos, choramingava ou latia, sempre e a todo momento procurando desesperadamente por sua dona.

d.IracemafotoIII 225x300 Ansiedade de Separação: Conheça um pouco mais sobre o caso da Natalie

Xixi por excitação

Além disso, toda vez que a Dona Iracema ou outra pessoa ultrapassava a linha do portão, fazendo afagos em Natalie, a cachorrinha sempre fazia um pouco de xixi no chão e ficava extremamente agitada.

Diante de todos estes “sintomas”, a nossa equipe conseguiu constatar que Natalie sofria de ansiedade de separação.

Mas o que é ansiedade de separação?

Quando um cão é extremamente apegado ao dono, o segue por todos os cantos, permanecendo ao seu lado quase que o tempo todo, é muito comum que o animal sofra de ansiedade de separação quando é deixado sozinho.

A ansiedade gera alguns comportamentos, que variam de cão para cão: extrema agitação quando ficam sozinhos – que leva à destruição de móveis e objetos da casa –; uivos, choros e latidos ao ser deixado sozinho – o que, geralmente, leva a problemas com a vizinhança –; auto-mutilação – como lamber as patas sem parar ou tentar atravessar uma porta –; apatia e falta de apetite.

Muitos cães, de tão estressados, chegam a babar tanto que, quando o dono volta pra casa, tem a impressão de que foi derrubado um copo de água no chão!

Herança

Mas você sabia que tal comportamento é herdado dos lobos, ancestrais do cachorro doméstico? Pois é! Como os cães são animais que vivem em matilha, ficar sozinho para eles é sinal de perigo, visto que eles precisam dos companheiros do grupo para garantir sua sobrevivência.

Dr. Pet em ação

O primeiro passo do Dr. Pet foi ensinar a Dona Iracema a impor limites e tornar claro para Natalie o que podia e o que não podia ser feito. A cadelinha precisava ter noção exata dos comportamentos que não ela não poderia mais ter.

Mas a Dona Iracema não se deu muito bem na hora de dar a bronca na Natalie no exato momento do comportamento indevido... Foi aí que surgiu a idéia de treinar usando uma batata em formato de cachorrinho no lugar da Natalie, na hora de treinar a bronca.

Bronca: Lata moedas

Usando uma lata cheia de moedas, Dona Iracema tinha que treinar suas broncas na batata. Para ajudar, nossa equipe usou um CD com barulhos de latidos. Assim que ouvisse os latidos, a proprietária da Natalie deveria pronunciar a palavra “não” e chacoalhar a lata.

Apesar de Natalie ter quase comido a “batata-cachorro” inteira, a Dona Iracema continuou seu treino e estava se saindo melhor. Agora o importante era entreter a Natalie na ausência de sua proprietária.

Entretida

E um brinquedo muito eficiente e que os cães adoram, pois ficam entretidos por horas, é usar uma garrafa pet com petiscos dentro!

O Dr. Pet já usou essa dica em alguns casos anteriores e é sempre uma boa saída. Para montar o brinquedo é só fazer alguns furos que permitam passar petiscos ou ração. Deixar a garrafa com o cheiro do dono também ajuda e bastante.

Por sorte, a Natalie adorou o brinquedo novo!!! Uma verdadeira garrafa-mágica!

D.IracemafotoI 300x225 Ansiedade de Separação: Conheça um pouco mais sobre o caso da Natalie

Já no final da semana, chegou a hora do teste final. Natalie foi levada para sua casinha, que já estava impregnada com o cheiro de sua dona, tornando o ambiente tranquilizador para a cachorra. E a Dona Iracema se saiu super bem na hora de dar o comando “fica” para Natalie – que continuou sentadinha dentro de sua casinha, viu a dona sair de casa e continuou quieta e tranquila! Dona Iracema e a Natalie estão de parabéns!

Resumão

A ansiedade de separação é um problema muito comum apresentado pelos cães, principalmente nos dias de hoje, já que os donos ficam muito tempo fora de casa e os cachorros sozinhos e sem entretenimento.

A maioria das pessoas não sabe que, mas ao fazer aquela festa quando chega em casa, ou fazer um baita drama na hora de dar “tchau”, acaba aumentando ainda mais a ansiedade do animal! Por isso, evite ao máximo agir assim!

Ensinar o cão a não te seguir o tempo todo, mantê-lo entretido com brinquedos e petiscos, além de dar acesso a coisas com o seu cheiro, ajudam e muito a evitar este tipo de problema.

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Texto: Cassia Rabelo dos Santos
Revisão de Conteúdo: Tiago Zoriki
Fotos: Denise Falck
Edição Final: Alex Candido

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Por Alexandre Rossi

Oi pessoal, tudo bem com vocês?
Sejam muito bem-vindos ao meu blog!

Pra começar, que tal nos conhecermos um pouco melhor? Rs
O pessoal sempre me envia perguntas no Twitter e no Orkut, perguntando sobre a minha vida e o meu trabalho. Então, resolvi fazer um post especial, respondendo as 10 perguntas que mais me fazem. Vamos lá!

Estopinha Computador 300x200 As 10 perguntas que mais me fazem

foto: Welber Osti

1. Dr. Pet, você é veterinário?
Algumas pessoas sempre me perguntam se sou veterinário, mas não sou não. Sou formado em Zootecnia pela USP e fiz uma especialização em Comportamento Animal na Universidade de Queensland na Austrália. Quando voltei, concluí meu mestrado em Psicologia também pela USP.

2. É verdade que você começou a adestrar ainda criança?
Verdade. Muita gente acha estranho, mas comecei a adestrar quando tinha uns seis anos, como eu disse no vídeo aqui no blog. Tinha um aquário em casa e comecei ensinando os peixes a passarem por argolas na hora de receber a comida. Desse momento em diante, eu soube o que queria fazer!

3. Que tipos de bichos diferentes você já adestrou?
Nossa... Muitos! Mas um dos mais exóticos, com certeza, foi o hipopótamo Joe, que eu adestrei para uma propaganda! Tive que passar várias noites dormindo ao lado dele durante o treinamento! Outro adestramento super bacana foi um no qual eu treinei algumas lhamas! Tive que ensiná-las a cuspir sob comando! Rs Também já adestrei elefantes, iguanas, macacos, jaguatiricas e até borboletas.

4. Como eu faço para adestrar o meu cachorro com o Dr. Pet?
Atualmente, me dedico totalmente as gravações do quadro Dr. Pet. Mas tenho uma empresa, a Organização Cão Cidadão, que possui profissionais altamente qualificados que oferecem serviços de adestramento e consultas de comportamento em domicílio. Quem quiser saber um pouco mais é só acessar o site: www.caocidadao.com.br

5. Você dá cursos ou palestras?
Sim! Junto com o pessoal da minha Equipe Cão Cidadão, eu ministro cursos, palestras e workshops. Pra saber quais os próximos eventos, é só ficar ligado na Agenda do site da Cão Cidadão: www.caocidadao.com.br/agenda

6. Quantos livros você já escreveu?
Ao todo são sete. Recentemente, lancei uma nova edição, revisada e ampliada, do meu livro “Adestramento Inteligente”. Um dos primeiros que escrevi foi o livro “Meu Irmão, o Cão”, que fiz em parceria com a veterinária Regina Rheingantz Motta. Em seguida, vieram três volumes da série “Conhecendo seu melhor Amigo”, em parceria com Mauro Anselmo Alves. Os fãs de gatos também não foram esquecidos! Rs Em 2008 publiquei um livro chamado “O Segredo dos Gatos”, que escrevi com a veterinária Paula Itikawa.

7. Como é fazer o quadro Dr. Pet no Domingo Espetacular?
A experiência de fazer o Dr. Pet está sendo incrível! Através das dicas que eu dou durante o programa, eu acabo ajudando não só aquela família do caso, mas milhares de pessoas em casa, que também estão enfrentando problemas parecidos. Acho que proporcionar um convívio melhor entre o animal e a sociedade é a minha missão, e fico super feliz de a Record abraçar esta causa junto comigo, me oferecendo uma estrutura e profissionais que são show!

8. Como eu faço para participar do quadro Dr. Pet?
Para participar do quadro Dr. Pet, você pode mandar o link de um vídeo do caso do seu bichinho no site do Domingo Espetacular: http://www.rederecord.com.br/programas/drpet/home.asp
Caso não tenha como gravar, você pode escrever para doutorpet@caocidadao.com.br e mandar um texto, se possível com fotos, falando sobre o problema do seu animal de estimação.

9. Como você adotou a Estopinha?
Apesar de ter pouco mais de 1 ano, a Estopinha já passou por poucas e boas. Chegou a ser adotada, mas, por ser muito sapeca, foi devolvida duas vezes. Quando entrei no lar provisório onde ela estava e vi aqueles bigodões não tive dúvidas! Rs Além de minha assistente no quadro, a Estopinha se tornou a minha grande companheira. E é uma excelente aluna, pois tem aprendido muito rápido também!

10. Onde está a Sofia?
Com certeza está é a pergunta que mais me fazem ultimamente! Inclusive aqui  nos comentários! Rs A Sofia está bem! Muitas pessoas já sabem que a Sofia é o único cão no mundo que se comunica com os seres humanos através de um painel eletrônico, utilizando sinais arbitrários para dizer quando quer brincar, quando quer comida, quando quer sair para passear, etc... A Sofia participa de um importante estudo sobre Cognição Canina na USP, e para se dedicar melhor a sua vida a acadêmica, ela deixou de me acompanhar nas gravações do Dr. Pet. Por isso, fiquem tranquilos, a Sofia está muito bem de saúde! Sempre que me perguntam dela, eu fico super feliz de ver o carinho que todos demonstram!

Pra quem ainda não viu, eu fiz um vídeo explicando tudo direitinho:

Gente, eu quero agradecer todos os comentários que recebi nos vídeos dos dois pimeiros posts!!! Valeu pelo carinho de vocês!

Quem enviou dúvidas sobre problemas comportamentais, fique atento! Minha equipe e eu vamos selecionar as perguntas que mais apareceram e vamos responder em breve aqui no blog!

Por isso, continuem mandando seus comentários! icon smile As 10 perguntas que mais me fazem

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