16 Nov as 19h24
O que é compulsão canina?
Por Equipe Cão Cidadão
Hoje em dia, fazemos tudo para tornar a vida de nosso cãozinho a melhor possível. E, algumas vezes, notamos comportamentos “estranhos” no nosso animal de estimação, como: correr atrás do rabo, latir excessivamente, lamber o pelo, caminhar de um lado para outro no quintal, andar em círculo, entre outros. Aí, surgem várias perguntas: por que o cãozinho está tendo esse comportamento? Será que é normal? Como devo proceder?
Esses comportamentos podem fazer parte do repertório do cão. Porém, se aparecerem de forma repetitiva e sem finalidade, pode ser caracterizado como um comportamento compulsivo. O problema acontece por um desequilíbrio de moléculas químicas cerebrais.
O comportamento compulsivo está relacionado, na maioria das vezes, com estresse, ansiedade ou frustração de acordo com o ambiente em que o cachorro vive e as pessoas com quem convive. Por exemplo: você está acostumado a ficar o dia inteiro com seu cãozinho e certo dia precisa viajar ou deixá-lo sozinho por muito tempo. Essa situação é estressante e frustrante, porque o cão não está acostumado a ficar tanto tempo sozinho, sem nenhum tipo de interação; também fica ansioso por esperar a chegada do dono a qualquer momento.
Essa condição pode levar a um comportamento repetitivo e sem finalidade, que serve como válvula de escape no momento, como lamber a pata. É um comportamento “estranho” que, se prolongado, tornar-se uma compulsão que pode ser agravada. Por isso, é muito importante acostumarmos nosso cão às mais diversas situações, por exemplo ficar sozinho por um período, aos barulhos, à presença de outros animais, pessoas... Tudo para prevenir o estresse nessas situações. Temos que ter muito cuidado para não reforçar tal comportamento repetitivo, como acariciar e falar com o animal, mesmo que dando bronca, chamá-lo com um brinquedo. O correto é ignorá-lo, fazer algum barulho que o incomode ou se afastar.
Alguns cães tem uma pré-disposição genética para desenvolver esse distúrbio. Um cachorro que tenha sofrido uma lesão na pata, lambe o ferimento naturalmente como uma forma de aliviar a dor e trazer bem estar, assim como pode lamber outros locais fora a ferida original em busca de sensação de alivio.
Então, como vimos a compulsão pode ser iniciada por um fator estressante de uma doença, ou pode ser causa inicial de uma segunda doença, por exemplo lambedura devido ao tédio.
Outra consideração importante, é saber como perceber e cuidar do problema compulsivo. Às vezes, observamos nosso cãozinho se lambendo e achamos que é um problema emocional ou devido à alguma ferida na pele, mas devemos tomar cuidado com essa avaliação. A abordagem correta para enfrentarmos distúrbios compulsivos é cercá-los por todos os lados, logo que se perceba o mais leve sinal. Não devemos apenas dar importância para os sinais visíveis. Se o animal está se lambendo, leve-o em um veterinário especializado em problema de pele, mas também consulte um clínico para avaliar a possibilidade de compulsão.
Um tratamento completo para compulsão inclui medicação para corrigir diretamente o problema de desequilíbrio químico dos neurotransmissores; modificação do comportamento a fim de redirecioná-lo para outro menos lesivo, como por exemplo direcionar o lambida na pata para uma almofada; enriquecimento ambiental utilizando garrafas pet e caixinhas com comida dentro ou esconder petiscos pela casa; exercícios físicos e passeios; terapias complementares e dieta suplementar.
Com todas essas informações, fique mais atento com o comportamento do seu pet, para prevenir ou ajudar na melhora, caso ocorra um problema compulsivo.
---
Texto: Rodrigo Caldarelli (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
---
Dúvidas sobre seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
9 Nov as 13h29
Cães têm depressão?
Por Equipe Cão Cidadão
Nos humanos, a depressão pode se manifestar de formas diferentes. Os sintomas mais comuns são tristeza, perda de prazer nas atividades do cotidiano, fadiga, mudanças no apetite, entre outros. Essa doença pode ser gerada por uma perda, devido a disputas interpessoais, mudanças na vida ou rotina, etc. E quando é diagnosticada, é logo tratada com antidepressivos e sessões de terapia.
Mas, será que existe depressão canina? Como ela se manifesta? E como tratar?
Os cães têm emoções e, assim como os humanos, podem ter depressão.
Durante muito tempo ignorou-se que o cão podia sofrer de depressão. Qualquer diminuição voluntária de atividade era atribuída ao envelhecimento, ou outro tipo de doença, uma vez que a dor provoca desconforto físico, afetando seu humor e seu estado emocional. Hoje sabemos que há outras causas que podem levar o cão a este quadro. Uma delas pode ser de origem genética.
Mas a causa mais comum da depressão canina pode estar ligada a dois fatores: estresse e ansiedade de separação. O estresse ocorre quando o animal é exposto a situações desagradáveis, seja de forma crônica ou traumática, como um choque emocional, mudança drástica na rotina ou de casa. Um animal atropelado, por exemplo, pode apresentar depressão não só pela dor física, mas também devido ao estresse gerado nessas situações.
Já os cães com ansiedade de separação, podem exibir sinais de grande agitação, como latidos excessivos, cumprimento exagerado quando o dono volta para casa, fazer suas necessidades por toda casa quando estiver só, ou então, exibir os sintomas da depressão. Isto ocorre, pois cães são sociáveis e gostam muito da companhia de outras pessoas, de fazer longos passeios, e interagir com outros animais. Durante toda a sua vida formam vínculos com outros seres. Quando um cão possui, por exemplo, uma relação muito próxima com um membro da família, ele pode ficar ansioso quando subitamente perde o acesso a esta pessoa. Situações como alteração no esquema de trabalho, novo bebê na família, confinamento, ou viagem após um longo período juntos tentem a desencadear a depressão no cão.
Como principais sintomas temos a falta de interesse pelas atividades rotineiras, como comer, beber, passear e brincar, dificuldades em executar funções biológicas, falta de apetite e busca por cantos da casa para se isolar. Um cão depressivo se torna um ser apático, inativo, que não se interessa por nada que o rodeia, manifestando um estado de angústia permanente.
Uma das formas de se tratar a depressão canina é proporcionar ao cão motivação, através de atenção e carinho, dessensibilização e habituação gradual do animal a separação do proprietário e mudanças em geral, enriquecer o ambiente do animal com brinquedos e distrações, e através de exercícios diários. A depressão canina pode ainda ser tratada através de antidepressivos, prescritos por um profissional. O tratamento também pode ser feito através do uso de remédios homeopáticos e Florais de Bach.
Por isso, é imprescindível a qualquer sinal diferente no cão, consultar um médico veterinário de sua confiança para um diagnóstico do caso.
É importante lembrar que uma depressão muitas vezes pode ser evitada quando proporcionamos ao cão, desde cedo, atividades saudáveis e frequentes, e adotando posturas coerentes ao seu bem estar.
---
Texto: Isabel Habrich (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
---
Dúvidas sobre o comportamento do seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
Por Equipe Cão Cidadão

Quando queremos melhorar a qualidade de vida de nossos cães, o enriquecimento ambiental é uma opção muito importante a ser considerada. Seguem algumas dicas preciosas para elaborá-los.
- Conheça algumas aptidões e habilidades de seu cão. Saber o que ele gosta e tem o habito de fazer nos permite projetar atividades personalizadas pro animal. Aproveite um brinquedo, a ração, petiscos, ou qualquer outro chamativo para motivar o seu cão a fazer essa atividade. Por mais divertido que pareça pro proprietário, pode ser que o cão não ache. Saber motivá-lo é essencial para que essa iniciativa tenha sucesso.
- Sempre parta de atividades simples que seu cão consiga fazer e vá dificultando gradualmente. Recompense-o quando acertar, dessa forma aumentamos a probabilidade dele repetir e intensificar esse comportamento. A recompensa pode ser petisco, um carinho, atenção, brinquedo, brincadeira, a própria ração, enfim, qualquer coisa que ele queira naquele momento.
- É preciso paciência. Cada indivíduo tem uma velocidade de aprendizado e gosto por atividades e recompensas diferentes. Caso haja mais de um animal não crie a expectativa de que todos consigam interagir com os enriquecimentos da mesma forma ou que aprendam a fazê-lo no mesmo ritmo.
- Seja criativo. Os objetos utilizados no enriquecimento podem ser pendurados, colados, amarrados, presos, escondidos ou simplesmente disponibilizados diretamente pro cão. Podem ser juntados uns nos outros ou em brinquedos, conforme a criatividade for fluindo.
- Reaproveite. É possível usar caixas de papelão (de leite e embalagens de alimentos em geral), garrafinhas plásticas e outras coisas que iriam pro lixo reciclável. Basta limpá-los antes do reuso.
- Algumas caixas de papelão mais grosso podem ter grampos metálicos, é necessário tirá-los. Sempre inspecione os materiais utilizados para garantir que seu animal não corra nenhum risco. Por isso evite utilizar materiais metálicos, de vidro, cortante ou perfurante que possam ferir o cão.
- Nunca reaproveite embalagens que continham produtos de limpeza ou outras substâncias químicas.
- Supervisione qualquer interação com objetos novos. Cada cão tem um padrão de interação com objetos enquanto uns gostam só de ficar carregando com a boca ou de dar patadas, outros podem destruir, morder, roer, engolir pequenos pedaços ou mesmo objetos inteiros. Tome cuidado para que o animal não ingira qualquer parte inadequada. Se seu cão engole qualquer tipo de objeto, prefira materiais comestíveis como couro.
- Há no mercado petiscos de várias formas e cheiros, eles podem te ajudar a incrementar o enriquecimento. Palitos de couro podem ser introduzidos dentro de garrafas PET furadas, dificultando a saída de ração, por exemplo.
- Esconder brinquedos ou petisco pro cão procurar é uma forma bem legal de fazê-los desenvolver o comportamento de busca, habilidade inata em muitos cães. A princípio coloque algum petisco (ou algum outro atrativo com cheiro) para indicar pro cão a localização. Você ainda pode escondê-los dentro de caixas e outros recipientes também.
- Congele frutas em blocos de gelo. Nos dias mais quentes eles podem ficar muito tempo se divertindo com esse tipo de enriquecimento. Esse tipo de enriquecimento não é recomendável em ambientes internos, já que pode fazer uma baita aguaceira.
- Mais dicas de como confeccionar alguns enriquecimentos em casa? Confira três dicas bem fáceis de se fazer, no blog da Estopinha (caixa de leite, saco de pancadas e roleta): Brinquedos para fazer em casa.
---
Texto: Glenn Makuta (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
---
Dúvidas sobre seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
19 Out as 12h37
Cães que latem pra campainha: como inibir esse comportamento?
Por Equipe Cão Cidadão
Vamos primeiramente entender, de um modo geral, por que os cães latem.
Da mesma forma que nós humanos nos comunicamos falando, os cães também “falam” através dos latidos. Existem vários tipos de latidos. Cada tipo faz com que o cão expresse seu desejo e suas emoções. O latido pode significar fome, medo, brincadeira, solidão, dor, um estado de alerta, querer chamar a atenção, ou comunicação com outros cães.
Latir é uma condição saudável e natural do cão, e não pode ser totalmente eliminado. Porém, quando é de forma excessiva, ou seja, crônica, se transforma num grande problema para os proprietários e seus vizinhos, e para o animal também! Quanto mais o cachorro late, mais ansioso fica, provocando um estado de estresse tão acentuado que poderá causar problemas em seu sistema imunológico.
Um comportamento só pode ser modificado se as suas causas forem conhecidas e eliminadas. Vamos, então, entender por que alguns cães gostam tanto de latir quando alguém toca a campainha, e o que podemos fazer para inibir este comportamento.
Os cachorros latem muito quando a campainha toca, pois sabem que uma visita está chegando. Alguém novo chegando é sempre uma novidade e por isso ficam agitados e latem. Outro motivo para latirem neste caso, é por sentirem seu território ameaçado com a chegada de um estranho. Com o tempo estes latidos vão aumentando de intensidade. Isso porque, os dono sem perceber acabam “treinando” o cão a latir cada vez mais, quando na tentativa de fazê-los para de latir dão exatamente o que eles querem. E quando o cachorro não obtém o que quer, acaba latindo cada vez mais alto, até alcançar seu objetivo. Ou seja, o animal logo percebe que quando late, e quanto mais alto for seu latido, seu problema será imediatamente resolvido.
Uma boa maneira de controlar os latidos para a campainha é criar uma situação de treinamento para o seu cão. Evite treiná-lo apenas quando chega uma visita. Isso tende a não dar certo. Peça a uma pessoa que toque a campainha, ou bata de leve na porta. Toda vez que a campainha tocar, ou que ouvir a batida na porta, e não latir dê um petisco para seu cachorro. O objetivo aqui é ensinar seu cão através de uma associação positiva onde sempre que a campainha tocar algo de bom acontecerá a ele. Neste caso, ele ganhará um delicioso petisco. Ao mesmo tempo, a atenção dele estará muito mais voltada a você do que ao som da campainha ou a chegada de uma visita. Ao invés de petisco, um brinquedo favorito também pode ser usado.
E se ele latir repreenda-o imediatamente. Uma maneira eficiente de repreender pode ser através de um susto, como chacoalhar uma lata com moedas dentro ou borrifar água na direção do focinho do cão. Nunca utilize violência, apenas um susto.
Porém, lembre-se que, a melhor maneira de estimular o cão a latir menos é de sempre recompensar e elogiar os comportamentos desejados.
Além deste treino, é importante que o animal tenha exercícios e atividades frequentes. Cães sem atividade tendem a desenvolver mais problemas comportamentais, como latir em excesso. Brincadeiras aeróbicas são bastante indicadas, pois proporcionam relaxamento físico e mental. Para isso, consulte os artigos sobre “Enriquecimento Ambiental” aqui no blog.
Aproveite também este treino para familiarizar seu cão a outros sons que possam levá-lo a latir, mas não deixe de recompensá-lo pelo bom comportamento e quando se mantiver em silêncio.
---
Texto: Isabel Habrich (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
---
Dúvidas sobre o comportamento do seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
Por Equipe Cão Cidadão
Quando moramos numa casa espaçosa, ter um cão parece ser mais fácil... Ele pode correr pela casa, correr pelo quintal ou pelo jardim... Mas para quem mora em apartamento, nem sempre as condições de espaço são tão favoráveis para o cão.
Por isso, para criar um cão em um apartamento, é importante levar em consideração alguns fatores como passeios mais frequentes e enriquecimento ambiental, para proporcionar mais qualidade de vida e bem-estar de ao animal. Cães precisam se exercitar para gastar energia. E além do mais precisam de companhia. Pois a espécie vive em matilha e cachorros são sociáveis, ou seja, não gostam de ficar sozinhos por muito tempo.
Quando o cão começa a se sentir confinado, sem possibilidades de gastar sua energia, e principalmente quando passa muito tempo sozinho, alguns problemas começam a surgir como excesso de latidos, uivos, destruição de móveis, estresse, ansiedade, depressão e comportamentos repetitivos, como andar de um lado para outro, correr atrás do rabo ou ainda correr em círculos.
Uma maneira de solucionar ou evitar tais problemas comportamentais é fazer um enriquecimento ambiental para o cão. Isso significa oferecer estímulos que promovem a expansão do comportamento adequado a cada animal. Quando promovemos um ambiente estimulante, favorecemos o bem-estar psíquico e fisiológico do cachorro, além de tirá-lo da monotonia, deixando-o muito mais feliz e saudável.
Existem algumas maneiras fáceis de entreter o cachorro na ausência do dono, ou quando este não tiver disponibilidade para lhe dar atenção, mas antes devemos lembrar que o cão deve ficar em local arejado, com luz, espaço para se exercitar, comer e fazer suas necessidades. Estas devem ficar longe do pote de água e comida.
• Busca por Alimento – esconder petiscos e deixar que o cão vá procurá-los. Com o tempo ele fará uma verdadeira “caça ao petisco” pelo apartamento, na esperança de encontrar algo muito apetitoso. Procure com o passar do tempo modificar os “esconderijos” e tornar a busca mais difícil gradualmente;
• Gelo – congelar alguns pedaços de petiscos dentro de tigelas ou embalagens com água, também pode proporcionar diversão, principalmente nos dias de calor e para os cães que estão trocando os dentes;
•Garrafa Pet com petiscos – faça furos laterais numa garrafa pet vazia, coloque alguns pedaços de ração ou petiscos. Conforme o cachorro vai rodando e empurrando a garrafa, os pedaços que estão dentro cairão pouco a pouco. Inicialmente faça buracos maiores facilitando a saída da comida e depois diminua os furos para dificultar. O mesmo pode ser feito com caixas de ovos ou caixas de papelão. Existem também no mercado vários brinquedos de formas, tamanhos e texturas diferentes que liberam alimentos;
• Roer e Destruir – talvez estas atividades sejam as que mais entretém os cachorros. Muitos gostam do desafio de arrancar pedaços de um bichinho de pelúcia, afinal a sensação é a mesma de quando caçam e comem a sua presa. Despedaçar uma bola, destruir um coco verde também é um excelente passatempo para eles. Não se incomode se ele destruir todos os brinquedos que tiver. Este é um sinal de que adorou o brinquedo e de que esta bastante feliz com ele. Mesmo que a destruição dos brinquedos seja algo positivo para o cão, tome muito cuidado para que ele não engula objetos que possam causar obstrução gástrica ou possam machucá-lo. Os ossinhos também são uma ótima pedida!
• Brinquedos em geral – existem milhares de tipos diferentes de brinquedos a venda no mercado. Mas os melhores brinquedos são os indestrutíveis e interativos, confeccionados de borracha, que duram mais e não se despedaçam;
• Sociabilização – um dos enriquecimentos mais completos para os cachorros, é estar em companhia de outros cães. Eles brincam entre si, testam forças e se estimulam. Relacionar-se com outras espécies, como gatos, e também com os humanos é muito importante;
• Esconde-esconde – quando estiver em casa, e quiser participar das brincadeiras com seu cão, brincar de esconde-esconde também é uma ótima atividade para ele;
• Esportes – permitir que o cão pratique esportes, como agility, freestyle, frisbee, natação, entre outros, também é uma boa opção de atividade em um ambiente externo.
Esses são alguns dos muitos exemplos de enriquecimento ambiental que podemos proporcionar aos cães. Todo tipo de brincadeira é muito importante para a saúde física e mental, não só dos animais, mas das pessoas também. Brincar ajuda a enfrentar o mundo, ajuda a estabelecer vínculos e aceitar regras sociais e morais, e uma ótima maneira de relaxar.
Assim, aos donos de cães que vivem em apartamentos, o mais valioso é assumir o compromisso de proporcionar a eles um ambiente que atenda suas necessidades e que estimule o seu bem-estar físico e mental.
---
Texto: Isabel Habrich (Adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
---
Dúvidas sobre o comportamento do seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
27 Set as 21h00
Enriquecimento ambiental: o que é e no que pode ajudar?
Por Equipe Cão Cidadão
Assim como as pessoas, os bichos que temos em casa necessitam de estímulos adequados para terem bem-estar físico e psicológico. Imagine-se confinado num quarto com cama, janela, TV, banheiro, e comida e água suficientes. Aparentemente dá para passar alguma horas sem nenhum problema. Porém, com o passar do tempo é natural que o tédio comece a bater e então você vai ficando inquieto a procura do que fazer, sem ter muito sucesso.
Um animal doméstico (seja cão, gato, hamster, coelho ou qualquer outro bicho) sem os estímulos adequados se encontra numa situação bem parecida com a pessoa no quarto hipotético mencionado. E, muitas vezes, por mais boa intenção que o dono tenha, essas necessidades não são supridas, levando o animal a desenvolver potenciais problemas comportamentais como agressividade, ansiedade, compulsão, destruição de objetos, etc.
O enriquecimento ambiental é uma forma de promover atividades ao animal para diminuir o tempo em que ele fica ocioso. É uma ferramenta poderosa que é utilizada em animais de cativeiro de todo tipo, não apenas nos domésticos, mas também nos de zoológico, de pesquisa e outros tipos de confinamento.
Brincadeiras e passeios são recursos importantíssimos para que esse bem-estar seja alcançado, mas não são as únicas ferramentas que existem.
Podemos observar os bichos que temos em casa e analisar seus comportamentos para oferecer as atividades mais adequadas para cada um. Há cães que gostam de manipular os objetos usando as patas, enquanto outros preferem mastigá-los. Cada indivíduo tem uma personalidade diferente e a partir desses detalhes conseguimos identificar e promover estímulos ambientais necessários para o bem estar.
Na verdade, qualquer estímulo novo e atraente para o animal, pode ser considerado enriquecimento: cheiros, brinquedos, interações sociais, alimentos diferentes ou apresentados de formas diferentes...
Em casa podemos modificar a forma que oferecemos o alimento ao cão, já que comer é uma atividade essencial para manter a saúde física de qualquer animal. Por isso, quebra-cabeças simples que precisam ser resolvidos para dar acesso a comida podem ser utilizados com bastante sucesso. Assim, possibilitamos que eles exercitem sua capacidade exploratória e se ocupem mais para conseguir o alimento. Quando oferecemos as refeições em potes, sem querer estamos reduzindo o tempo que eles gastam para se alimentar, tornando maior o tempo em que ficam ociosos.
Sabendo disso, agora é só usar a criatividade para elaborar os quebra-cabeças personalizados mais legais que seu pet pode querer, tornando a vida deles mais divertida!
---
Texto: Glenn Makuta (Adestrador da Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
---
Dúvidas sobre seu pet? Deixe seu comentário aqui no Blog!
A Cão Cidadão oferece consultas comportamentais e adestramento em domicílio! Acesse o site www.caocidadao.com.br e conheça mais sobre os serviços.
17 Set as 14h40
Consultório Pet: dúvidas de comportamento da semana
Por Equipe Cão Cidadão
Confiram agora as dúvidas de comportamento desta semana, respondidas pelo adestrador e consultor comportamental da Cão Cidadão Daniel Svevo.
Lembrando que nossa equipe NÃO RESPONDE dúvidas sobre problemas de saúde! A qualquer sinal estranho ou alteração fisiológica, procure o mais rápido possível um veterinário de sua confiança. Só ele poderá avaliar os sintomas e dar todas as orientações necessárias!
Olá Dr. Pet! Há exatamente 13 dias peguei uma filhotinha de Labrador, a Sininho. Li o seu livro todo e assisto todos os seus vídeos relacionados a adestramento, pois me preocupo em ensiná-la da forma correta. Vi que a partir dos 50 dias eles já podem ser ensinados e ela está com 54 dias. Estou muito preocupada pois fiz a latinha com moedas para que ela não relacione a bronca comigo, mas ela se assusta muito e começa a tremer, então fui dar uma olhada no livro novamente pois me lembrei que existe a primeira fase do medo. Não devo fazer nada relacionado a barulho para adestrá-la enquanto essa fase não passar? Se sim, será que já a traumatizei com o barulho da lata??? Por favor, me ajude! Obrigada!!! Karen Branta
Karen, sua cadela está passando pelo período de socialização, no qual, sim, devemos tomar muito cuidado na hora de expô-la a diferentes estímulos sem traumatizá-la. Independentemente desta fase, cada cão possui uma determinada sensibilidade a barulhos, e a bronca com susto deve ser suficiente apenas para interromper o comportamento errado, e não causar um grande trauma. Se ela está se assustando demais, provavelmente, a bronca está muito forte. Experimente fazer um chocalho menos intenso, com por exemplo, ao invés de uma lata de ferro com moedas, use uma lata de alumínio (refrigerante) com feijão. Segue um link com mais informações sobre a socialização: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=324
_____________________________________________
Boa noite, achei uma cachorra na rua da raça boxer linda mas muito judiada, levei ao veterinário, só que ela tem medo de coleira se assusta e fica toda dura, na rua ela trava e não deixa colocar focinheira para medicá-la, o que eu faço estou desesperada, porque preciso cuidar dela mas ela não deixa no restante ela é super dócil. Michelle
Michelle, essa situação pode ser um pouco complicada. Para lidar com o medo, utilizamos uma técnica que vai mostrando ao cão, aos poucos, que determinadas coisas ou estímulos não são perigosos: a dessensibilização. Para isso, devemos associar sensações positivas, como ganhar um petisco bem gostoso, no momento em que normalmente o cão estaria preocupado. Por exemplo, podemos mostrar a coleira e, aos poucos, ao invés de tentar colocá-la no pescoço do cão, fazer um arco e induzir com um petisco que o animal coloque a cabeça por dentro desse arco. É um trabalho de paciência e um profissional pode ajudar muito com orientações. Segue um link com um vídeo que comenta um pouco mais sobre este assunto:
http://www.caocidadao.com.br/videos.php?video=108.
_____________________________________________
Oi Dr. Pet, tudo bem?
Eu tenho uma filhote de Daschsund, ela tem 3 meses. Pela idade ela até que é educada, faz coco e xixi no jornal...
Só que de uns tempos pra cá, ela rasga todo o jornal, tira o coberto de dentro da casinha e faz coco e xixi em cima dele. Eu posso lavar o coberto dela hoje, se eu colocar hoje de tarde ela faz xixi em cima dele...
Não sei o que fazer pra ela parar de fazer isso.
Você poderia me dar uma dica?
Obrigada,
Karina Duarte
Karina, essa situação é mais frequente do que você imagina, não se assuste. Uma dica para lidar com esses xixis na caminha, é prender o cobertor junto a cama, assim ela não terá condições de arrastá-lo para outro local. Caso ela continue fazendo o xixi, sugiro que você encape a almofada um plástico, pois, assim, se ela fizer o xixi, sentira um desconforto maior, pois ele não será absorvido, o que pode inibir esse comportamento nesse local. Ao mesmo tempo, quando ela acertar o jornal elogie muito e recompense com um petisco.
_____________________________________________
Ola Dr. Pet!
tenho uma cachorrinha que peguei da rua ela é muito arisca quando a encontrei ela estava com queimaduras no lombo era muito difícil de chegar perto dela, pois não aceitava nenhum contato com as pessoas saia sempre correndo. Hoje já faz dois anos que cuido dela,mas ela está sempre escondida e com medo,por mais que lhe trate bem.
Gostaria de saber o que posso fazer para que ela perca esse medo das pessoas e possa viver como os outros cachorrinhos que brincam com seus donos,enfim que ela saia desse mundo solitário e de medo de tudo.
Desde já agradeço sua atenção e aguardo sua resposta. Fátima Barbosa
Fátima, existem muitas coisas para fazer, no intuito de melhorar a qualidade de vida de sua cachorra. Viver com medo é muito estressante e podemos amenizar isso. Devemos identificar quais as situações que geram esse receio e controlar estes estímulos. Com isso, podemos expor sua cadela gradualmente a pequenas situações e associá-las com recompensas e momentos agradáveis. Em determinados casos existe a possibilidade de se utilizar medicação a fim de equilibrar suas emoções e respostas ao estímulos do dia a dia. Aconselho uma avaliação de um profissional para melhor orientação.
_____________________________________________
quero saber como treinar meu labrador para
não pegar carne ou alimentos que jogam por cima
do portão, pois ja tive um cachorro que morreu com isso
por favor!!! Luan Martins Paniago
Luan, realmente, essa é uma situação complicada. Existem treinos anti-envenenamento, já coloco a seguir os links para você colocar em prática: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=124 e http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=123, porém, como verá, existe, controvérsias e polêmicas com esse tipo de treino, por isso, algumas medidas podem ser tomadas, como por exemplo, colocar uma câmera no seu portão ou ensinar seu cão a não latir no portão, afim de não criar inimizades na sua vizinhança, o que pode levar a um ato maldoso de envenenamento.
_____________________________________________
Boa noite, Dr. Pet.
Gostaria de uma ajuda. Não é para mim.Minha vizinha pegou uma menina, o vet. disse que e Labrador com Pastor. Ela ficou sem um olho, devido a maus tratos, agora está bem. O caso é que está muito gulosa, come rápido para ir as vasilhas das outras meninas(na casa tem mais 4),já separamos para comer só e depois junta. Não está dando, parece que ela está bebendo água pela rapidez que come.
Obrigado pela ajuda, lambidas a Estopinha.
Miriam Costa Vasconcelos (Mila, Fred, Vitória e Pituka)
Miriam, uma dica boa, neste caso, é dificultar o acesso à comida no momento da alimentação. Você pode pedir à sua vizinha para fazer alguns furos em uma garrafa pet e colocar a quantidade de ração da refeição dentro do recipiente e oferecer à cadelinha. Assim ela terá mais trabalho para retirar a ração e não conseguirá engolir tudo de uma vez só.
_____________________________________________
Olá pessoal do cão cidadão, tenho um maltes de 10 meses que
pensa que é meu dono, onde eu vou ele quer ir e fica agressivo quando as pessoas como meu marido, filha e mãe me beijam ou abraçam, ele começa a me lamber e não quer que as pessoas se aproximem de mim. O que pode ser isso? Por favor me ajudem, pois esta situação tá ficando muito difícil. Viviane
Viviane, seu cão, aparentemente, deve acreditar que tem a função de te proteger. Para modificar isso, você deve assumir um papel de líder, não permitindo esse tipo de comportamento. No caso, você deve interromper a investida dando um susto (use um chocalho de lata com moedas, por exemplo). Ao mesmo tempo, as pessoas que se aproximarem de você devem dar petiscos ao seu cão caso ele esteja se comportado, para que, assim, o cão comece a gostar de pessoas se aproximando de você. Ao mesmo tempo , é preciso mostrar liderança em outras situações do dia a dia, assim, sempre será mais fácil que ele se comporte. Segue um link com mais informações:
http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=98
_____________________________________________
Olá Dr.Pet e equipe. O meu sogro tem uma cadela da raça labrador, ela se chama pérola e tem pouco mais de 1 ano. A pérola está com um péssimo hábito, ela como lixo(orgânico, papel, plástico, qualquer coisa) e o coco da outra cadela (rottweiller). Já compramos diversos brinquedos, ossos para comer de todos os tamanhos, mas não tem jeito. E sempre que ela faz isso, o meu sogro briga e prende ela, mas quando solta, ela faz tudo novamente. O que devemos fazer?
Desde já agradeço pela atenção. Edlaine Pinheiro
Edlaine, aparentemente, a cadela do seu sogro tem um apetite fora do comum. No caso dos objetos, é importante que ele promova brinquedos ou ossos seguros para o entretenimento dela, ou seja, objetos que ela não consiga destruir ou brinquedos comestíveis. Feito isso, sempre dê alternativas para interagir com algo apropriado. Neste ponto, podemos dar um susto nela quando ela optar por interagir com algo proibido. No caso da ingestão de fezes, acesse esse link que explica com clareza como lidar frente a esse problema. http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=331
_____________________________________________
Olá dr pet ... Espero que você responda minha pergunta sou sua fã admiro muito seu trabalho *-*
Meu problema é o seguinte tenho um Lhasa chamado Teddy de 1 ano e 8 meses ele é muito dócil as vezes não gosta muito de adultos principalmente homens parece que tem medo late late late e ao mesmo tempo sai correndo :S mas o problema é o seguinte faz uns 4 meses que deixei ele cruzar ele sempre foi porquinho já comprei tapetinho mas nada resolve por isso fui obrigada a deixa-lo fora de casa ....
Você acha que se eu castrar ele vai resolver com a questão da urina ??? mas ao mesmo tempo tenho dó dele pois ele já é pai de6 filhotes lindos penso em quantos mais pode ter me ajuda Alexandre??? Heloisa
Heliosa, em relação à primeira situação, do medo de homens, você pode pedir para que amigos seus comecem jogando, de longe, petiscos para seu cão e, aos poucos, irem se aproximando. Assim, numa graduação em que ele não fique assustado, assim aos poucos o cão pode entender que é muito legal a presença de pessoas do sexo masculino, pois elas sempre jogam petisco para ele. No caso nas necessidades, a castração pode ajudar, sim, Porém, não é uma regra e, em determinados casos, o comportamento não muda. Discuta com seu veterinário essa possibilidade. Deixo aqui um link com dicas para os treinos que dão muito resultado e servem para todas as idades: http://www.caocidadao.com.br/artigos_caes.php?id=119
_____________________________________________
Olá Dr. Pet, preciso muito da sua ajuda...
Tenho 02 gatos adultos que sempre moraram em casa mas nunca foram para a rua, sempre ficaram dentro de casa.
Mas agora compramos um apartamento com uma área externa que fica no 11º andar e não temos como fechar pois o design do prédio não permite. Será que corro o risco deles pularem e caírem? Tatiana Rosati
Tatiana, sim, existe esse risco. Minha recomendação é que não permita o acesso dos seus gatos a esse local desprotegido. Normalmente, os condomínios não permites determinadas obras que impactam no design do prédio, como você falou. Porém, não seria o caso de utilizar uma rede de proteção? Uma conversa amigável pode ajudar.
_____________________________________________
Na próxima semana tem mais Consultório Pet! Se a sua pergunta ainda não foi respondida, não deixe de mandá-la nos comentários do blog!















