1 Dez as 14h50
Compulsão: Como agir com cães que perseguem o próprio rabo?
Por Equipe Cão Cidadão
Quem nunca viu um cão correr atrás do rabo? Pois é, quase todos nós já observamos nosso amigo se divertindo girando em parafusos para alcançar sua calda... Porém, quando este comportamento ocorre em demasiada frequência devemos prestar atenção e nos perguntar se o cão não está desenvolvendo uma compulsão. Para entendermos distúrbios dessa ordem é necessário que tenhamos em mente como podemos classificar um comportamento como compulsivo.
O que é compulsão?
Uma boa definição é: um comportamento repetitivo, constante e que não tem como finalidade algum propósito aparente. O surgimento desses distúrbios, normalmente, ocorre quando o animal entra em situações de estresse, conflito, frustração, ansiedade ou falta de escapes apropriados para exibirem comportamentos normais da espécie. Quando estes fatores se combinam com o tempo e uma predisposição genética do animal, ocorre a compulsão.
O que fazer?
Primeiramente devemos identificar as situações iniciais (de estresse, conflito ou ansiedade) que dão origem à perseguição do rabo. Evitar essas situações ou torná-las agradáveis, por meio de treinamento, já é um ótimo começo.
Visto que o animal com comportamento compulsivo tem uma predisposição a esse distúrbio, devemos avaliar se é interessante bloquear ou não o comportamento, já que o cão pode encontrar outra válvula de escape (outra compulsão) pior do que ele já vem apresentando. Logo, devemos inicialmente considerar os casos em que os comportamentos podem prejudicar a saúde do animal ou aqueles que são suficientemente irritantes para o convívio.
Uma das formas de tratamento consiste em promover diversas e variadas formas de exercício e interação social que, além de diminuírem a ansiedade, promoverem cansaço físico e equilibram a química do cérebro. Uma modificação ambiental também pode ser de extrema importância, fazendo com que o animal gaste seu tempo interagindo de maneira adequada, próximo ao que seria natural. Em zoológicos, por exemplo, os tratadores dificultam a obtenção de comida (congelando, escondendo, etc) fazendo com que os animais ocupem mais parte de seu tempo com essa tarefa, já que são privados da caça ou do tempo que despenderiam para se alimentar em vida livre. No caso de cães, podemos esconder petiscos pela casa a fim de estimular a investigação e exploração, ou então fornecer sua refeição dentro de uma garrafa PET com furos, para que trabalhe para retirar os grãos de ração de dentro.
Para interromper o comportamento compulsivo podemos utilizar broncas que não estão associadas à atenção do dono (punições verbais e físicas não são aceitas!). Um susto chacoalhando uma lata cheia de moedas ou uma borrifada de spray de água, normalmente, se mostram eficientes. Caso o comportamento não ocorra novamente em situação semelhante, devemos recompensar o cão por estar calmo, dando bastante carinho e petiscos.
Terapia com medicamentos que regulam o equilíbrio de neurotransmissores no cérebro também são muito úteis, pois modulam uma resposta do animal frente a um estímulo, como por exemplo, quando algo que causa estresse e ansiedade passa a ser tolerável após a terapia, ou uma bronca que não interrompe o comportamento pode passar a interromper. Por isso, não deixe de consultar também um veterinário de sua confiança.
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Texto: Daniel Svevo (Consultor de Comportamento da Equipe Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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Se você tem dúvidas sobre o caso do seu bichinho, deixe seu comentário aqui no blog! Nesta sexta-feira, a consultora de comportamento da Equipe Cão Cidadão, Priscila Felberg, responderá as perguntas dos internautas aqui no Blog do Dr. Pet.
Para saber mais sobre os serviços de adestramento e consultas comportamentais da Cão Cidadão, acesse o site www.caocidadao.com.br.
8 Jul as 10h55
Dica Pet: cães que se lambem demais, o que fazer?
Por Equipe Cão Cidadão
Ontem, trouxemos aqui no blog um texto falando um pouco sobre o que é e como agir em casos de lambedura compulsiva. No vídeo de hoje, a adestradora da Cão Cidadão, Patrícia Possa, traz mais algumas dicas valiosas para os donos que estão enfrentando este problema. Confiram:
Em casos de dúvidas sobre o caso do seu bichinho, envie um e-mail para doutorpet@caocidadao.com.br.
Para saber mais sobre os serviços de adestramento e consultas comportamentais da Cão Cidadão, acesse o site www.caocidadao.com.br.
9 Dez as 13h46
O que pode causar estresse nos gatos?
Por Equipe Cão Cidadão
Andar de carro, ir ao veterinário, ser contido para cortar as unhas, tomar banho, escovar o pelo, ou mesmo a chegada de visitas... Todas estas são situações típicas do dia-a-dia, mas que costumam deixar os gatos muito estressados.
Socialização
O primeiro passo para que estas situações não se tornem um problema é a socialização, que deve acontecer quando o animal ainda é filhote, entre três e sete semanas de idade. Apresente ao filhote, pessoas, outros animais, barulhos, faça passeios, sempre associando estas interações com alguma recompensa para o gato, seja uma brincadeira, carinho ou um petisco. Acostume o bichano a andar de carro. Tome sempre com muito cuidado para que o felino não tenha nenhum susto ou desconforto. Assim, conforme ele for crescendo estas situações não serão tão assustadoras.
Nos gatos já adultos o processo é mais lento, mas também é possível fazer esse treino, como uma forma de dessensibilização destes momentos com o bichano.
Uso da caixa de transporte
O treino para o uso da caixa de transporte também é muito útil, para quando os gatos precisarem ser transportados. Esse treinamento deve ser iniciado dentro de casa, com a caixa com a porta aberta, e sempre associada a recompensas. A caixa nunca deve ser usada como um castigo para o animal não criar nenhum trauma de entrar nela.
Acostumar o gato à caixa traz também outras vantagens, pois além do transporte, quando o felino estiver em um lugar estranho, a caixa se torna um local de refúgio para onde o bichano pode correr e se sentir seguro e protegido.
Medo de visitas
E para muitos gatos a simples chegada de uma visita já é motivo para se esconder. Ao expor seu gato a situações novas respeite os limites do animal. Se ele se esconde com a chegada de uma visita, não tente tirá-lo a força do seu esconderijo. Se um felino demonstrar agressividade ao ser pego no colo, procure soltá-lo rapidamente, antes que ele fique agressivo.
Evite também dar broncas muito diretas, que podem piorar os quadros de medo e de agressividade.
E lembre-se sempre de premiar o gato quando que ele se comportar bem.
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Texto: Cláudia Terzian (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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Você tem dúvidas sobre o problema que você e seu bicho de estimação estão enfrentando? Conte aqui nos comentários do Blog do Dr. Pet! Nossa equipe vai selecionar as dúvidas mais frequentes e responderemos no blog em breve! Ou mande o caso do seu bichinho para participar do programa! Envie um e-mail para doutorpet@caocidadao.com.br












