15 Jul as 17h38
Raças caninas: Rottweiler
Por Equipe Cão Cidadão
Apesar de ter a fama de feroz, o Rottweiler típico é um cão tranquilo, equilibrado e obediente ao dono. Há inúmeras histórias de animais desta raça extremamente dóceis e amorosos, apesar da má fama.
Sua origem remota é a Roma antiga, quando esses cães acompanhavam os soldados romanos. Porém, o desenvolvimento da raça se deu, como a conhecemos hoje, na Alemanha, especialmente na cidade de Rottweil. Em razão de seu porte, logo passou também a ser utilizado como cão de guarda.
Características e temperamento
O Rottweiler é um cão extremamente corajoso, inteligente, robusto e determinado. Devido a seu grande tamanho (um macho adulto pode chegar a pesar 50 kg!), está entre as raças de guarda que mais impõem respeito, sem necessidade de um latido sequer – só o porte físico já é suficiente para afastar pessoas com más intenções!
Cães desta raça são extremamente devotados aos donos, mas, apesar de serem bastante auto-confiantes (o que poderia pressupor uma facilidade para aguentar momentos de solidão), necessitam muito do convívio próximo com a família.
Um tanto quanto desconfiados, muitas vezes não se animam a fazer amizade com estranhos. Seu instinto de proteção em relação ao dono é muito aguçado, por isso, é recomendável que seja adestrado desde filhote, para que atenda comandos mesmo em situações que, para ele, poderiam significar perigo.
Por falar em em adestramento, a inteligência da raça o torna um cão que aprende rapidamente, o que é ótimo, pois necessitam de liderança e disciplina, já que têm a tendência para apresentar alto nível de dominância e territorialidade.
Saúde e cuidados
A raça é bastante robusta, mas deve-se tomar cuidado com a chamada displasia coxo-femural, doença hereditária, que faz o cão sofrer dores durante toda a sua vida. Cães diagnosticados com este mal não devem procriar, para evitar que a doença surja nas gerações seguintes.
É uma raça bem disposta ao trabalho, mas, em razão do peso, não se destaca em competições de agilidade, por exemplo.
Costumam ser bem tolerantes com crianças, especialmente se acostumados com elas desde filhotes (destacando que a interação entre cães e crianças deve ser sempre supervisionada, independentemente da raça do animal).
Mitos e verdades
O Rottweiler, em razão do porte, força e temperamento, não é cão para qualquer dono. Deve ser treinado com base no reforço positivo, para atender aos comandos do dono, tornando-se, assim, um companheiro devotado e fiel.
A potência de sua mordedura pode gerar lesões graves e, por isso, acidentes acabam sendo amplamente noticiados. Mas a agressividade sem motivo não é característica dos Rottweilers, podendo se tratar de um desvio genético ou mesmo ser fruto de atitudes erradas do próprio dono.
Assim, toda pessoa que queira eleger o Rottweiler como seu novo amigo, deve estar consciente de suas responsabilidades, para que a convivência seja harmoniosa e saudável, fato perfeitamente possível com um cão desta raça!
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Texto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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Se você tem dúvidas sobre o caso do seu bichinho? Então envie um e-mail para doutorpet@caocidadao.com.br.
Para saber mais sobre os serviços de adestramento e consultas comportamentais da Cão Cidadão, acesse o site www.caocidadao.com.br.
22 Jun as 12h12
Raças felinas: Siamês
Por Equipe Cão Cidadão
O nome siamês revela a origem desta raça felina, o antigo reino do Sião, atual Tailândia. Animal de estimação dos reis e das princesas, este bichano vivia nos templos, enquanto a população preferia criar gatos de "pelagem tigrada". Os registros mais antigos se encontram no “Cat Book Poems” de 1350, atualmente na biblioteca nacional de Bangkok. Na segunda metade do século XIX, o rei do Sião presenteou o cônsul britânico em visita a Bangkok com um casal de siameses, marcando a introdução da raça na Inglaterra. Atualmente são a segunda raça com maior número de nascimentos na Inglaterra, perdendo apenas para o Persa e terceira nos Estados Unidos, depois do Persa e do Maine Coon.
Características
O siameses possuem um tamanho médio, os machos não ultrapassam os 5 kilos de peso. Seu corpo é longilíneo, os membros longos e finos, com os posteriores levemente mais altos que os anteriores. Os pés são pequenos e ovais. Apesar disso a musculatura é bem desenvolvida, o que lhe dá o aspecto tão elegante e lhe conferiu o título de príncipe dos gatos. A cabeça afilada é triangular e o nariz longo e reto. As orelhas triangulares são largas na base e pontudas no alto. Os olhos sempre azuis são oblíquos com formato amendoado. O pescoço e a cauda são finos e alongados. As fêmeas atingem cedo a maturidade sexual, aos 5 meses, mas não devem procriar antes do terceiro cio.
A genética
Duas características são muito comuns nesta raça, o estrabismo, sempre convergente (olhos voltados para o centro) e a cauda torta, como se tivesse uma fratura na ponta. Algumas lendas contam que estes gatos teriam sido incumbidos de vigiar os tesouros do rei, e o fizeram tão de perto que acabaram ficando estrábicos. A ponta da cauda ficou torta por carregar jóias que as princesas penduravam nela. Lógico que a explicação real é a genética – os cruzamentos feitos na criação desta raça, involuntariamente selecionaram genes que acarretaram alguns defeitos, como o estrabismo, e a pequena falha na ponta da cauda. O estrabismo parece estar relacionado ao gene que causa o albinismo.
A pelagem clara, com pontos mais escuros nas extremidades, é causada pela enzima tirosinase mutante termosensível. Esta enzima está envolvida na produção de melanina. Apenas as regiões mais frias do corpo do animal, no caso as extremidades ativam esta enzima, produzindo melanina. Desta forma, todos os filhotes nascem brancos ou creme e escurecem conforme crescem.
O temperamento
Nem todos se identificam com o temperamento forte deste bichano ciumento e ao mesmo tempo carinhoso. É comum no siamês as rápidas mudanças de humor. Pode ser socializado com outros animais, mas tende a se impor pelo seu caráter vivaz e inteligente. Este gato é muito ligado e interativo com seu dono. Não é raro vê-lo passear numa coleira. Mia com uma voz áspera, emitindo diferentes sons para cada situação, numa linguagem própria.
No cinema o siamês foi representado pelos maquiavélicos Si e Am no desenho a “Dama e o Vagabundo” dos estúdios Disney.
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Texto: Claudia Terzian (Adestradora e Consultora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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10 Jun as 15h43
Raças caninas: Shih-Tzu
Por Equipe Cão Cidadão
O Shih-Tzu é uma raça chinesa muito antiga. Acredita-se que descenda de cruzamentos entre Lhasas Apsos, Pugs e Pequineses. Eram bem populares nos castelos imperiais chineses, onde eram mimados e vistos como cães sagrados.
O nome “Shih-Tzu” significa “leão” em chinês, possivelmente devido a suas características físicas: pequenos, mas sólidos, não tão frágeis quanto outras raças de pequeno porte. O formato da cabeça lembra um crisântemo e a cauda é curvada sobre as costas.
Temperamento
O Shih-Tzu é um cão de companhia tranquilo, companheiro, brincalhão e independente. Não é daqueles que querem colo o tempo todo, mas gostam de estar sempre perto dos donos, acompanhando seus movimentos, mesmo que de longe...
Estes cães costumam ser bastante “festeiros” com pessoas estranhas, outros cachorros e crianças. Além disso, trata-se de uma raça silenciosa, que late muito pouco.
Energia
Apesar de muito alegres, não aguentam longas sessões de exercícios, especialmente em horários muito quentes. E não são nada esportivos! Gostam de brincar, mas logo procuram um cantinho para tirar uma soneca. Não necessitam de longos passeios diários: dois por dia, de 20 minutos cada, são suficientes para que se exercite bem.
Seu temperamento tranquilo permite que aguentem melhor que outros cães períodos de solidão, enquanto tiram longas sonecas – sim, este é um cão bem dorminhoco!. Mas isso não significa que devam ser deixados sozinhos por muito tempo, pois cães de qualquer raça são animais sociais e precisam da companhia e interação para se manterem mentalmente saudáveis.
Saúde e cuidados
Os Shih-Tzus costumam ter poucos problemas de saúde, mas deve-se prestar muita atenção aos olhos, que são grandes e lacrimejantes, devendo ser frequentemente limpos com gaze embebida em soro fisiológico. É comum que se machuquem ao se coçar ou ao xeretar objetos pontiagudos. Também costumam ter inflamações no ouvido, que pode ser evitada com uma limpeza constante das partes interna e externa das orelhas.
A pelagem é longa e macia, mas necessita de escovação diária para que não se formem nós.
Ótimo para morar em apartamento e de bom convívio com crianças, o tranquilo Shih-Tzu é um excelente cão de companhia.
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Texto e Foto: Cassia Rabelo Cardoso dos Santos (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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4 Jun as 15h50
Raças felinas: Persa
Por Equipe Cão Cidadão
Não é possível pensar em um Persa sem lembrar-se do carismático Garfield, o gato comilão e preguiçoso das histórias em quadrinhos, que personifica muito bem alguns dos hábitos desta raça.
Estes bichanos, de pelo longo e farto, com aspecto aristocrático, são originários da Pérsia (atual Irã) e foram trazidos para a Europa no início do século XVI – embora alguns estudos mais recentes levantem a possibilidade de que sua origem possa ser na própria Europa.
A raça possui uma grande variedade de cores e um excessivo achatamento do focinho que chega a causar problemas de saúde ao animal. Os exemplares com o focinho bastante achatado são conhecidos como “flat face”. Os que possuem o nariz levemente mais alongado são denominados “doll face”.
Seu tipo físico é de um animal “brevilíneo”, ou seja, é como se ele tivesse sido todo achatado. É um gato compacto, musculoso, com os ossos curtos e fortes, pés largos e redondos. O biótipo oposto seria um animal “longilíneo”, com os ossos mais longos e finos, o corpo esguio, focinho longo, como um Siamês.
O Persa é um gato pacato, pouco ativo, muito dócil, que se adapta bem a espaços pequenos. Chega a dormir 16 horas por dia. Adora a companhia e o carinho do dono num bom sofá. Estes bichanos miam muito menos do que as outras raças e seu miado é fraco e rouco – outra característica que os tornam perfeitos para morar em apartamentos.
Parecem ter perdido boa parte do instinto dos felinos. São péssimos caçadores e não curtem tanto brincadeiras de perseguir e atacar como os gatos de outras raças. Quase não mastigam o alimento que abocanham sempre com ajuda da língua e engolem inteiro.
Seu belo pelo denso, longo e sedoso torna necessário um cuidado diário, principalmente com a escovação, para mantê-lo limpo e sem nós. Os exemplares de focinho mais achatado, possuem uma secreção lacrimal mais intensa que exige uma frequente limpeza para evitar que os pelos próximos aos olhos fiquem manchados.
Variedades
Os himalaios ou colorpoint são o resultado do cruzamento de Persas com Siameses. Possuem o tipo físico do Persa e a coloração e os olhos azuis dos Siameses.
Nos persas brancos, a cor azul dos olhos, está geneticamente relacionada à surdez. A maior parte destes animais manifesta esta característica, com exceção de uma variedade branca do himalaio. Por este motivo, tem-se selecionado persas brancos com olhos de cor amendoada.
Durante a década de cinquenta, a partir do cruzamento do Persa com o American Short Hair surge o exótico (Exotic Short Hair), um Persa hibrido de pelo curto, que inspirou Jim Davis na criação do personagem Garfield, o gato dorminhoco, que não caça e adora comer bastante.
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Texto: Claudia Terzian (Adestradora e Consultora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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20 Mai as 19h45
Série Raças Caninas: Labrador
Por Equipe Cão Cidadão
“Ágil, com excelente faro, apaixonado por água, grande capacidade de adaptação, companheiro fiel, inteligente, com muita vontade de agradar e sem traços de timidez.” É dessa forma que a Confederação Brasileira de Cinofilia descreve o comportamento do labrador, uma raça que vem ganhando cada vez mais admiradores no Brasil.
O labrador é o cão ideal para pessoas que realmente gostam de cachorro. Aprecia muito a companhia do dono e tende a ficar deprimido e/ou entediado quando é deixado sozinho. Geralmente, é aí que conhecemos a capacidade de destruição de um labrador! Eles começam a procurar coisas para fazer e acabam pegando alguns objetos da casa para se distrair. Por isso, se você pensa em adquirir um labrador, terá que disponibilizar um tempo para brincar e interagir com seu amigo. É uma raça de comportamento ativo, sendo assim precisa de exercícios regulares. Também precisa de brinquedos interessantes e que possa destruir sem que afete sua saúde.
A raça pode apresentar uma predisposição a desenvolver a displasia coxofemural. Por isso, ao adquirir um filhote, peça os testes dos pais para esta doença. É desejável que os pais apresentem a letra A, ou, no máximo, B, como resultado deste teste. Animais C apresentam grandes chances de desenvolver a doença e, consequentemente, seus filhotes também ficam mais suscetíveis. O seu cão também deve ser submetido a este teste, especialmente se estiver com algum sintoma. Esta doença se caracteriza pela má formação da articulação coxofemural, isto é, a inserção do membro traseiro na cintura pélvica. O animal afetado começa a sentir dor e mancar quando anda, principalmente nos pisos mais escorregadios. Por isso, é importante que seu labrador não fique acima do peso, e faça exercícios regularmente, de preferência em pisos ásperos, que não escorregam.
O labrador é um ótimo cão para companhia. É muito inteligente e aprende com facilidade. Para que a relação seja sempre sadia, procure satisfazer as necessidades de seu amigo, tanto em relação a abrigo, alimento e água fresca, como cuidados com saúde, educação, afeto e muito carinho.
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Texto: Caroline Serratto (Adestradora Cão Cidadão)
Revisão e Edição Final: Alex Candido
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Você tem curiosidade em conhecer um pouco mais sobre o comportamento do seu pet? Então, acesse o site da Cão Cidadão www.caocidadao.com.br.
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