Fim do Mundo
Em várias mitologias e religiões a história de fim do mundo aparece. Alguns são até malucas, contam histórias de mares invadindo, fogo pegando em pedra e chão se abrindo.
Como todas as histórias que vão passando de boca em boca e tendo poucos registros escritos e fotográficos, a coisa vai virando fantasia.
Mas uma coisa não é fantasia: o planeta está sempre em movimento, pode ser bem mais lento do que nosso tempo de vida, mas vai mudando aos poucos as coisas de lugar. Às vezes lança o mar para cima de um território inteiro e acaba com tudo. E como as plantas e os animais não contam histórias, os homens ficam encarregados de contar do jeito deles e vira história do fim do mundo fácil.
Mas além do planeta estar em movimento, o homem também aumenta a população numa escala acelerada. Os velhos vivem mais e os jovens morrem menos. Há menos guerras e as doenças estão mais controladas, mesmo com uma certa consciência das pessoas sobre as responsabilidades de se gerar um filho, o número é cada vez maior e dá impressão que aqueles filmes de ficção onde as cidades aparecem como um complexo de prédios de mais de 100 andares está para acontecer.
Quando a população aumenta é preciso de mais espaço ou mais estrutura para isso. O ideal é que cada pessoa tivesse pelo menos 3 metros quadrados de área verde e morasse em pelo menos 50 metros só para ela. Eu diria que o ideal mesmo seria 10 de área verde e 150 de moradia, mas isso parece mais ficção ainda.
Além do tamanho da própria pessoa uma cidade ainda precisa de 12 m quadrados para cada carro. Mesmo quando um carro está parado ele ocupa parte do solo e normalmente esse solo é impermeabilizado. Então são 50 + 3 + 12 = 65 m quadrados por pessoa que tenha carro. Parece pouco para um país como o nosso que é gigante. Mas essa conta não para só no solo que ocupamos.
Cada um precisa de 200 litros de água por dia e esse liquido é trazido e levado para longe. Também precisamos de pelo menos 500 gramas de alimento por dia, que também precisam ir e vir de longe. E ainda tem a energia que precisa de fios. Nem estou ainda falando nas comunicações e transportes.
Agora você tente colocar tudo isso numa equação e vai dar a cidade ou nossos complexos urbanos.
Então seria justo eu chegar numa conclusão de que para cada novo bebê nascido, vamos precisar pensar nesses números e em ampliar mais todos os sistemas que envolvem.
E outra conclusão mais boba ainda, se nessa mesma cidade onde nascem crianças sem parar e a estrutura não acompanha, ainda acontecer um grande evento onde muitas pessoas irão querer visitar esse lugar. Ih, essa minha conta anda difícil de acertar.
Seria como dizer que já não estamos dando conta do nosso dia a dia e ainda vamos preparar uma festa para todos os parentes de nossos parentes.
Na época da Copa do Mundo quero estar a muitos quilômetros daqui.
Falando sobre acessório
Difícil imaginar alguém andando na rua sem um acessório. Os homens de negócios têm a gravata que mais parece um símbolo fálico do que uma peça do vestuário, mas na verdade a gravata é uma descendente dos lanços e dos laços no pescoço. Um garoto sem boné é como estar descalço, eles até vão à piscina de boné,
E as mulheres sem brincos e sem anéis são raras. Um tipo de adorno que algumas até dormem com eles. Já fazem parte do corpo delas, alguns homens também conseguem dormir com o relógio de pulso, como se fossem realmente precisar olhar as horas enquanto dormem.
Imaginar que desde sempre a humanidade usou adornos é estranho. São poucos os animais que usam coisas artificiais para se enfeitar, os pássaros já nascem com eles. Mas na maioria são os machos os mais enfeitados e as fêmeas mais discretas. O que faz bastante sentido, já que na maioria das vezes são elas que cuidam das crias e é sempre bom manter uma certa invisibilidade para que os filhotes não sejam caçados.
Os preços dos acessórios são de espantar mais ainda do que a própria quantidade de variedades que existem. Imaginar que uma joia alcance mais de 1 milhão é como tentar entender todo o sistema de consumo através da lógica. Não faz sentido. Mas ao mesmo tempo o consumo de luxo alavanca as grandes economias. Sem o luxo ou a imitação do luxo não há estímulo para a produção e sem consumo não dá para viver.
Os acessórios também são peças que representam o poder e status. As coroas da realeza representam poder e riqueza ( bem, hoje menos poder, mas ainda muita riqueza). As alianças representam relações, bem isso é bem estranho também. É como ter um dono e gostar de mostrar.
Fomos conversar com a designer de acessórios, Elisa Stecca e falamos sobre esse universo de moda de luxo e acessórios.
Elisa Stecca conversa com Blog Repórter sobre moda por blogreporter no Videolog.tv.
Praga da Mônica e fui atropelado
Fui atropelado enquanto andava de bicicleta. Tudo doe agora.
A jornalista Mônica Waldvogel fez um pouco de chacota dos ciclistas no programa dela, o Saia Justa, e bastou para uma campanha chamando a moça de vários nomes. E eu que depois dessas chacotas todas justificadas por bens de consumo, resolvi aderir a campanha contra ela e também apoiei os revoltados repassando mensagens bobas.
Peguei a bicicleta no domingo de manhã e fui para academia, como sempre. Na volta escuto uma buzina e um carro numa velocidade acima do normal vindo de trás. E um grande estalo.
Ele bateu com o espelho retrovisor no guidão e eu bati com a lateral da perna na porta dele e fui para o chão. Nem vi direito. Fiquei tonto e senti uma dor bem forte na perna e na mão.
O pessoal do bar bem na frente nem se mexeu para me ajudar. Já o motorista do carro de trás parou e foi me ajudar. O motorista que me atropelou também parou.
Levei ainda alguns minutos para me entender direito e vi que não tinha machucado nada aparentemente.
Vim para casa e saí para almoçar. Já no almoço tudo começou a doer. Resolvi ir a um hospital para ver se não tinha quebrado nada além do meu celular que parece que agora está desligando sozinho. Já não estava muito bom antes, agora pifou de vez. Lá vão mais parcelas no cartão.
Fui até a Beneficência Portuguesa. O atendimento das enfermeiras e recepção é ótimo, o médico nem tanto. Fiz uns raios X e não quebrei nada. Só tem um calombo na perna e um celular quebrado. Agora eles não entregam mais as chapas, é tudo digitalizada.
A bicicleta aparentemente está tudo certo.
Os motoristas ainda não entenderam que não adianta buzinar para bicicletas. O que um ciclista pode fazer? Ele continua reto e é de responsabilidade do motorista diminuir a velocidade e manter distância. É uma lei de trânsito, mas quase todos os dias alguém passa por mim mais rápido do que deveria e buzina. Aliás todos que estão numa velocidade acima do normal acham que o ciclista é quem deve sumir da frente dele e não ele que deve reduzir.
Quanto a Mônica, foi ficar torcendo para que ela entenda que as bicicletas talvez não salvem o planeta, mas é uma forma de pensar numa maneira mais razoável de consumir.
Um pouco de água
Passo por alguns lugares e vejo plantas mortas. Como essas pessoas deixam a planta morrer sem água? Aqui perto tem uma confecção com 2 vasos secos.
O calor que tem feito aqui na cidade está quebrando pedras, mas se colocar um pouco de água pela manhã e depois um pouco a noite, as plantas ficam bem felizes mesmo com esse calor.
Recuperação da planta de Ivan Murilo por urbe no Videolog.tv.
As celebridades são as sementes dos ditadores
Ir contra toda tendência pode ser uma certa teimosia, burrice ou um ponto de vista além do da maioria cega.
Não celebrar a vida das celebridades, não saber quem é o tal cantor ou tal participante de programas é quase um sacrilégio. E cultuar celebridades para quem trabalha com comunicação é o mesmo que falar de faturamento, de dinheiro, de audiência e de poder dentro de uma empresa.
Agora os portais, sites, revistas e até jornais ganham dinheiro falando da vida boba dessas pessoas, como se isso fosse mudar o rumo das coisas. Mas não dá para fugir disso.
Os maiores salários hoje nos meios de comunicação estão entre os que falam sobre as celebridades e candidatos a isso. Ser celebridade é ser o herói da vez, nem precisa saber fazer nada. É ser famoso pela própria fama. Aliás, as celebridades dizem ter muita personalidade, mas na verdade acabam ficando todas com a mesma cara. Os homens com o mesmo corpo, tipo de cabelo e barba e as mulheres que fazem o mesmo tipo de plástica. Barriga tanquinho e peito grande de silicone são as estrelas da nossa era.
Afinal o que interessa para o universo das celebridades é a audiência e número de seguidores, não querem saber de personalidade ou inteligência.
Obviamente é bem melhor cultuar uma celebridade do que um ditador, mas lá na frente, num futuro próximo o resultado vai ser parecido. Claro que o ditador tem um efeito de violência absurdo e a celebridade conquista pela superficialidade e mercado. Mas o nivelamento do intelecto é bem parecido no final das contas.
O ditador não quer ninguém pensando muito e a celebridade quer que as pessoas comprem muito e pensem menos ainda.
Infelizmente as celebridades tomaram conta do mundo e num mundo onde poucos pensam, os ditadores surgem com facilidade num momento de crise. Imagine se a situação financeira começar a ficar ruim no país, quem vai ganhar as próximas eleições? Vai ganhar o candidato que falar com mais força e demostrar que a força resolve tudo através da repressão. O discurso dele vai inventar um inimigo em potencial
Como esses candidatos que já surgem hoje. Alguns pregam coisas religiosas não pelo amor, que deveria ser a base de qualquer religião, mas pela falta de adequação a seus ideais de humanidade de alguns que eles entendem como inimigos. Os reacionários de direita e de esquerda extrema adoram encontrar inimigos e declarar violência e repressão como forma de progresso.
É meio triste pensar que o culto às celebridades venha a ser o caminho para a falta de elaboração intelectual e com isso um retrocesso político e humano.
Síndrome da pressa
Uma pessoa fica o tempo todo agitada, sem conseguir descansar mesmo nos fins de semana e nas horas de lazer.
Você deve conhecer alguém com esses sintomas. É bem comum encontrar amigos assim ou ver pessoas se comportando como se tivessem com muita pressa mesmo em situações onde deveriam estar descansando.
Um dia ouvi um homem gritando com o filho porque ele estava andando muito devagar no parque. O menino respondeu mais ou menos assim: mas se era para andar depressa, por que a gente não foi passear na Paulista?
Menino esperto esse!
A ansiedade é causadora de muitos dos casos dessa síndrome que já perturba 30 % dos brasileiros. Parece exagero essa estatística, mas quando você entra numa empresa já percebe que tem umas pessoas que estão super agitadas mesmo para entender apenas um telefone ou uma pessoa. Fazem como se tivessem que resolver aquilo rápido e depois partir para outra coisa. Você fica desconfortável imediatamente.
Pessoas com essa síndrome causam nos outros um certo desconforto. É como se você imediatamente percebesse que aquela pessoa está a caminho de um colapso e que se você não se cuidar, ela vai te arrastar com ela. Talvez esse desconforto que sentimos quando encontramos uma pessoa desequilibrada ou portadora de alguma síndrome seja um sistema de defesa dando um alerta.
Outra coisa que normalmente me deixa muito desconfortável é gente que gosta de argumentar e contradizer o tempo todo. Evito como forma de defesa. Já começo até a evitar de encontrar essas pessoas porque sei que elas normalmente vão causar a qualquer momento um desconforto social. E como ando com vontade de sair para me distrair e não para me aborrecer, já tenho uma lista de amigos e conhecidos que devem ser evitados. Esses que gostam de dizer que nunca levam desaforo para casa são os primeiros da lista dos que evito. Isso não é síndrome da pressa é mais uma falta de senso social.
Já os que ficam incomodados com a demora da fila do cinema e não desligam o celular quando o filme começa eu fujo com medo de ser contaminado com a pressa sem necessidade. Mas alguns eu arrisco indicar uma boa ioga ou natação. Só para ver se eles percebem que muitas vezes o simples fato de relaxar um pouquinho já resolve essas disfunções sócias.
No Nblogs de ontem conversamos sobre síndrome da pressa e foi bem esclarecedor. Eu tinha algumas dúvidas sobre os termos corretos e fui olhar no dicionário para ficar mais claro:
Síndrome = Conjunto de sinais e sintomas que pode ser produzido por mais de uma causa.
Doença = Falta ou perturbação da saúde.
Histeria = Neurose que se caracteriza pela presença de sinais diversos.
Neurose = Perturbação mental que não compromete as funções essenciais da personalidade.
Estresse = Conjunto de reações do organismo de origens diversas, capazes de perturbar o equilíbrio.
Conversa de botequim
A Síndrome da Pressa tem tomado conta do mundo. Não há lugares onde você vá e não encontre alguém com pressa.
As pessoas nas filas ficam reclamando que os atendentes são lerdos, os motoristas esperando o farol abrir ficam desesperados buzinando ou roncando o motor, o cliente do restaurante reclama que a comida não veio mesmo quando ele não tem nada para fazer depois. São tantas pressas que já virou mania. As pessoas reclamam da demora mesmo não tendo nada para fazer depois.
E viver com essa sensação de que está perdendo tempo e que tem que fazer tudo rápido pode ser uma doença. No programa Nblogs desta terça-feira às 14h, na Record News, vamos discutir sobre a Síndrome da Pressa.
Já na direção contrária, o teórico italiano Domenico de Masi escreveu o livro O Ócio Criativo. Um livro que trata justamente do tempo que você dedica ao fazer nada para que possa produzir mais. Um dos pontos fortes da teoria dele é que uma pessoa tranquila e descansada consegue fazer mais coisas e com mais qualidade do que uma pessoa que está sempre fazendo coisas muito rápido e no meio do aflição. Se você ainda não leu e anda com muita pressa, o livro é um bom caminho.
E o programa Blog Repórter foi gravar uma conversa de botequim com a escritora Ivana Arruda Leite e a cantora Fabiana Cozza. Para mostrar que muitas coisas boas surgem justamente no tempo livre.
Ivana Arruda Leite conversa com Fabiana Coza por blogreporter no Videolog.tv.
Segunda-feira com muito sol
A cidade está tão quente que o asfalto está meio mole. E lembrar que na semana passada estávamos todos com blusas e casacos. Não dá mesmo para dizer que o clima não está bem maluco. Pior é saber que a previsão é de chuvas fortes para hoje e as ruas estão cheias de lixo. Isso quer dizer que os bueiros vão entupir e a água vai subir.
O pior disso é que justamente às 4 da tarde eu vou estar lá do outro lado da cidade com meu guarda-chuvas xing-ling de R$ 5,00.
E as notícias vindas de Salvador ainda não mostraram nenhuma melhora, ao contrário, as coisas por lá parecem horrorosas. Faz lembrar daquela época em que Los Angeles passou por turbulências. E tinha gente aqui que dizia pelas ruas: ainda bem que essas coisas nunca acontecem por aqui. Bem, não aconteciam! Depois o Rio inventou de ter, São Paulo teve uma semana de caos, algumas capitais têm dias de barulho por causa de aumentos de tarifas de ônibus e agora Salvador está passando pelo que parece a pior crise urbana de todas por causa de uma grave da PM.
Felizmente, podemos dizer que não temos problemas com terremotos, como ontem aconteceu nas Filipinas. Ops, nem é bom falar muito nisso porque no Rio caiu um prédio há pouco tempo. Claro que não foi por causa de terremoto, mas o efeito é bem parecido.
Mas tivemos a festa de aniversário de 20 anos do nosso craque! Ah, isso sim que foi importante! Agora ele é milionário? Ou mais que isso? Nem dá para saber mais o que é ser milionário por aqui.
As regras do IR foram publicadas hoje e um dos pontos diz que quem tem um patrimônio acima de R$ 300 mil deve declarar. Mas agora qualquer pequeno apartamento vale mais do que isso! Então todo mundo vai ter que declarar. Um vizinho da rua ao lado colocou a casa dele para vender e está pedindo R$ 1 milhão! Cacildis! Tudo isso? Parece muito perto dos salários, mas se você for ver que ele vai vender uma casa com quintal e garagem para depois comprar um apartamento bem menor sem quintal. A coisa fica estranha.
Se eu tivesse hoje R$ 1 milhão, acho que mudaria para o nordeste e montaria uma barraca na praia para vender suco de frutas. Será que tem liquidificados que não faça barulho? Talvez já exista algum que faça barulho de mar. Vou querer uns desses para minha barraca. Já sei que Recife não vou porque tenho medo de tubarão, Salvador tem problemas com a PM e Aracaju é muito quente. Acho que vou escolher Fortaleza, que tem aquele vento gostoso e o mar é uma delícia.
Enquanto não sobra R$ 1 milhão, vou ter que continuar trabalhando e aguentando meus vizinhos fazendo barulho com liquidificar mequetrefe desde às 7 da madrugada e os pernilongos picando minhas orelhas a noite toda.
E Salvador teve um dia agitado
Os baianos resolveram botar para quebrar tudo. Ficaram insatisfeitos e aproveitaram a greve da PM para roubar, espancar e saquear.
Parece bem estranho pensar que porque a PM entrou em greve, a população e os bandidos resolveram botar terror na cidade. Soa mais como uma ação orquestrada. Não parece nada com ação de bandidos independentes.
Certamente tem alguma coisa escondida nisso tudo que não consegui encontrar nas notícias. Mas a impressão é que tem armação por trás disso.
Aliás, como é que os bandidos iriam aproveitar tanto assim? Onde eles estavam? Quer dizer que eles estavam por todos os lados e foi só a PM entrar em greve e eles saíram da toca? Sinto muito mas essa história tá muito mal contada.
Lembra aquele livro do Júlio Verne? Aquele que falava em conquistar um novo mundo, e os militares armaram uma bagunça na cidade dizendo que a população estava toda desprotegida para depois eles mesmos se declararem protetores e ditadores da recém-conquistada terra.
Parece que é isso que essa greve fajuta está cheirando.
E todo mundo está careca de saber que a ligação entre polícia e bandido é muito estreita e o que um quer o outro faz. Nessa versão de bandalheira baiana, o que vai acontecer daqui uns dias é que eles vão forçar um aumento de salário e mais regalias. Não que eles não mereçam, mas se minhas suspeitas estiverem certas, eles usaram meios pra lá de confusos.











ultimos_comentarios