inadimplenciabrasil 10 Dicas para quem quer se livrar das dívidas

Pesquisa aponta que 60% das famílias brasileiras estão endividadas (Foto Pública)

 

Em tempos de recessão, aumento do desemprego e queda na renda, o número de famílias com dificuldades para honrar seus compromissos aumenta a cada dia. Na quarta-feira (4), uma pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) apontou que o porcentual de famílias endividadas alcançou 58,4% em setembro deste ano.

A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) também mostrou que as famílias com dívidas ou contas em atraso também cresceu neste mês de setembro passando de 24,6% para 25% das famílias, o maior patamar desde maio de 2010.

O Economia em 5 Minutos listou 10 dicas que podem ser úteis para quem está passando por dificuldades no momento de saldar as dívidas e não vê a hora de sair desta situação. Confira:

 

1. Aceite a realidade e saia do estado de negação

Não adianta procurar culpados ou acreditar que a situação vai se resolver naturalmente. Isso é uma ilusão. O endividamento é resultado de determinados hábitos que guiam a pessoa a regularmente gastar mais do que ganha.

2. Apoio da família

Não tenha vergonha ou receio de expor a situação de endividamento à família. É fundamental que todos estejam conscientes e participem da resolução do problema. A cooperação é fundamental para superar este momento de dificuldade.

3. Viabilidade da renegociação

Antes de renegociar a dívida, calcule todas as receitas e despesas regulares e determine o quanto é viável economizar para o pagamento de dívidas. Não assuma uma renegociação que mais tarde não será honrada.

4. Venda de bens e resgate de aplicações financeiras

Avalie a venda de bens ou a possibilidade de resgate de aplicações financeiras para quitar parte ou toda a dívida. É muito comum uma pessoa utilizar o limite do cheque especial, pagando 12% ao mês, enquanto mantém uma quantia que quitaria essa dívida, na caderneta de poupança, rendendo pouco mais de 0,5% ao mês. Ou, ainda, resistir em trocar o modelo do carro por um mais modesto, e com a diferença quitar parcialmente uma dívida.

5. Portabilidade de dívidas

A legislação permite a portabilidade de dívidas de uma instituição financeira para outra, por inciativa do cliente, ou seja, verifique se outras instituições oferecem condições melhores de taxa de juros e prazos, em caso de acordo, faça a portabilidade. Uma vez encontrada uma instituição interessada em receber sua operação, a instituição com a qual você já tem a operação contratada é obrigada a acatar o seu pedido de portabilidade para a outra.

6. Atenção ao CET (Custo Efetivo Total)

Conhecendo previamente o CET (Custo Total da Operação de Crédito) fica mais fácil para o cliente comparar as diferentes ofertas de crédito feitas pelas instituições do mercado. Portanto, quando negociar nova taxa de juros, fique atento ao CET da operação, que é a taxa que corresponde a todos os encargos e despesas incidentes.

7. Não tolere abusos na hora da cobrança

É muito comum as instituições terceirizarem a cobrança, por isso fique atento e não se sinta pressionado com as ligações ou em ter que aceitar naquele momento uma proposta. Pense com calma na proposta e não permita abusos, como ligações aos finais de semana e/ou em horários inconvenientes. O código do consumidor em seu Artigo 42 estabelece que “na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça”.

8. Priorize as dívidas mais caras

Na situação de múltiplas dívidas e de diferentes perfis e taxas de juros, priorize as de maiores encargos financeiros, como cartão de crédito e cheque especial. Segundo dados do Banco Central, as taxas de juros do cheque especial continuam muito elevadas a 317,31% ao ano (12,64% ao mês). Pior ainda é a taxa do rotativo do cartão de crédito que está em 397,44% ao ano (ou 14,30% ao mês).

9. Não se esqueça de você

Durante o processo do pagamento de dívidas, estabeleça recompensas de curto prazo, no sentido de se permitir a ter algum momento de lazer ou algo que lhe faz bem. É muito importante durante este período difícil se permitir a pequenos prazeres, caso contrário, em algum momento será insuportável prosseguir com o planejamento de quitação das dívidas. Quem apenas se pune tem mais chances de desistir do plano.

10. Tenha paciência durante a renegociação

Ao renegociar dívidas não aceite a primeira proposta, pois há diversas trincheiras de negociação nas instituições financeiras. Tenha consciência disso. Esse tipo de problema não é resolvido em apenas uma ligação, é preciso estar preparado para dialogar muito com a instituição até chegar a um acordo.