PV Agencia Trabalhador Foto Pedr Ventura 251020160011 1024x680 Melhorou, mas o desemprego ainda é muito alto

Desemprego ainda é muito alto no Brasil (Foto: Pedro Ventura/Fotos Públicas)

O IBGE acaba de divulgar os números do desemprego no País e mostra que houve uma melhora nos números, mas a percepção da população é que pouco ou nada mudou. A taxa de desocupação (12,2%) no trimestre móvel de agosto a outubro de 2017 recuou 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho de 2017 (12,8%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2016 (11,8%), houve aumento de 0,4 ponto percentual. E este ponto é fundamental para entender por que mesmo com uma sequência de dados positivos econômicos nos últimos meses, a população ainda não sente os efeitos da retomada econômica.

O motivo é que mesmo com a queda na taxa de desocupação caindo de 13,7% no trimestre de janeiro a março para 12,2% de agosto a outubro, ainda estamos em um patamar mais elevado do que qualquer momento de 2016!

A situação econômica está, sim, melhorando, mas o desemprego cai lentamente, o que gera essa sensação de desconforto e dúvida.

O economista norte-americano Arthur Okun criou um índice justamente para mensurar este desconforto da população, combinando dados da taxa de inflação e desemprego. A ideia é que tanto a inflação quanto desemprego são doenças econômicas graves e causam o empobrecimento das pessoas. Portanto, quanto maior este índice, maior o desconforto da população e vice-versa.

O Economia em 5 Minutos calculou o índice do desconforto para o Brasil desde 2012, utilizando a inflação acumulada nos últimos 12 meses (IPCA) e os dados do IBGE para a taxa de desocupação.

O gráfico abaixo demonstra que faz todo sentido as pessoas ainda não sentirem a retomada da economia, afinal o índice não retornou ao patamar pré-crise (anterior a 2015), justamente pela elevada população desempregada — 12,7 milhões de trabalhadores.

A expectativa para 2018 é que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça acima de 3%, o que tende acelerar a queda do desemprego e melhorar as perspectivas para a população.

Ìndice de Desconforto1 Melhorou, mas o desemprego ainda é muito alto