Banco central em Brasilia foto Banco Central do Brasil201109090002 850x566 O que esperar para 2018

BC: Inflação deve ficar abaixo da meta (Foto: Divulgação)

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (12) as notas da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada nos dias 5 e 6 de dezembro em que foi estabelecida a redução da taxa básica de juros para 7% ao ano. Neste documento, além dos motivos técnicos para a decisão, foram apresentas as perspectivas para a próxima reunião que ocorrerá em fevereiro.

Como o Banco Central vê o momento atual da economia?

Para o BC, a economia está se recuperando de forma gradual, com a inflação sob controle e o cenário externo ainda favorável às economias emergentes, como o Brasil.

Qual a expectativa para a inflação de 2017 a 2019?

A projeção é de 2,9% em 2017, portanto abaixo do limite inferior da meta de inflação (3%) e que uma vez confirmada, obrigará a entidade a se explicar ao Ministério da Fazenda pelos motivos deste descumprimento. Esta será a primeira vez na história que a inflação ficará abaixo do limite inferior estabelecido pelo regime de metas.

Para 2018 e 2019 a expectativa é de uma inflação de 4,2%, abaixo do centro da meta estabelecida.

Mas, o que pode pressionar a inflação?

O Banco Central elegeu como principais riscos a não conclusão das reformas estruturais, principalmente as que visam a redução de despesas públicas, como a reforma da previdência e a reversão do cenário internacional que hoje é favorável a países emergentes.

O que esperar da próxima reunião do Copom em fevereiro?

Caso as reformas avancem, a expectativa é de um novo corte na taxa básica de juros, mas de magnitude menor, ou seja, a taxa básica de juros seria reduzida em 25 ponto percentual para 6,75% ao ano.