minas gerais

Efeito “Blasé”

Clarisse Ferreira Ribeiro, de 1 ano e 11 meses, foi encontrada sem vida na cadeirinha do automóvel. De acordo com a polícia, a mãe saiu de casa para levá-la ao berçário, antes de seguir para o trabalho, mas acabou indo direto trabalhar e esqueceu a menina no carro. A criança ficou trancada no veículo por aproximadamente cinco horas. A primeira reação humana é de espanto: como pode uma mãe esquecer uma filha no carro? Muitos dirão: a dona deve estar passando por momentos muito difíceis, talvez depressão, quem sabe até tomando remédios fortes... Os comentários serão os mais variados, mas, uma coisa ninguém discute: a vida dessa mulher, de 36 anos, está definitivamente comprometida pelo sentimento de culpa. E isto basta para se dispensar todas as reflexões que não levem à sincera oração para que ela tenha forças e siga em frente, cuide de outros filhos, realize-se, seja feliz. Quando indagado sobre as possíveis causas, o sargento que atendeu a ocorrência disse:

“Geralmente era o pai que fazia, deixava a criança no período da manhã e buscava também. E ela quebrou essa rotina, pelo fato de o marido estar viajando, esqueceu a criança dentro do veículo e foi trabalhar; levar a vida dela normal”.

Os mais apressados então dirão: aí é que não dá mesmo prá aceitar, pois, se houve alteração da rotina, como esquecer a filha no carro? Amigos, do pouco que conheço dos quatro grandes mestres da Sociologia o meu preferido é o alemão Simmel e, com ele, aprendi a consequência mais grave da cidade grande. Ele escreveu, quase 100 anos atrás quando, evidentemente, as cidades não eram tão grandes, tão densamente povoadas, não havia tantas luzes, faixas, cartazes, tantos computadores, celulares e essa parafernália da nossa vida:

“A impessoalidade, traço marcante do homem metropolitano irá produzir, uma característica essencialmente metropolitana: a atitude blasé. Essa atitude é consequência do homem urbano ser massacrado com um turbilhão de estímulos ou acontecimentos quotidianos, aos quais depois de certo tempo deixa de reagir, sofrendo uma espécie de anestesia, que faz com que ele não se espante com nada, tenha uma atitude distanciada, um embrutecimento produzido pelo excesso de estímulos nervosos.Não escapando desse meio conturbado e intenso, o homem metropolitano não encontra forças e nem tempo para se recuperar”.

Que Deus nos proteja!

Falta do que fazer

Amigos, francamente, eu acho que não vou aguentar! Marquei praia com a família uma semana em janeiro, pescaria com amigos uma semana em fevereiro, mas, diante dos últimos acontecimentos, estou tentando ir ao Espirito Santo - de preferência de trem – neste finalzinho de ano, só para sentir a brisa do mar e me acalmar. É que a cada dia as notícias me deixam mais sem paciência e esperança no futuro. Não quero ser pessimista chato; no entanto, eles não cooperam: nas últimas 48 horas ouvi que vão fazer vasectomia e laqueadura nas capivaras, que Márcio Lacerda e Pimentel entraram em rota de colisão na eleição da Câmara Municipal de Belo Horizonte (o que pode prejudicar a capital no futuro), mas, o que doeu mesmo foi a notícia de que uma organização não governamental pediu e a promotoria de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público recomendou à Prefeitura interromper o processo de escolha do nome do segundo gorilinha nascido no nosso Zoológico. A alegação: as opções em disputa, de origem africana, podem configurar racismo.

Minha gente, o que é isso? A representação da ONG Insod (Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural) enviada ao MP questiona a escolha de nomes de origem africana para o gorila. "Inaceitável a postura da Fundação, no sentido de vincular um ícone histórico de racismo – o macaco – a nomes de origem africana, com o intuito, segundo a Fundação, de fazer homenagem à origem africana do animal, sem levar em consideração a magnitude dos danos aos grupos étnicos-raciais diretamente atingidos". Aí, na última sexta-feira, as promotoras de Justiça Nívia Mônica da Silva e Cláudia Amaral Xavier enviaram recomendação à Fundação Zoo-Botânica, que administra o zoológico, para cancelar a votação ou substituir os nomes. Segundo o documento, “muito embora bem intencionada, a votação pode atuar em sentido contrário ao pretendido: ao invés de prestar uma homenagem ao continente africano, contribuirá, por certo, para a perpetuação de uma opressão sistêmica e estrutural ao povo negro”. Li a notícia e me belisquei. Será que estou sonhando? Ou viajando na maionese? Abri o Google, fui à Wikipédia para ver a origem do gorila. E lá encontrei: “Os gorilas são mamíferos primatas pertencentes ao gênero Gorilla, endémicos das florestas tropicais do centro da África”.

Os nomes em votação são Ayo, que tem como significado “felicidade”, Bakari, que significa “o que terá sucesso”, e Jahari, que é “jovem forte e poderoso”. A ideia da prefeitura era batizar o segundo gorila com um nome africano para homenagear a origem do gorila. O primeiro filhote recebeu o nome de Sawidi, que em Tupi-Guarani quer dizer "é amado, querido, desejado.

Tá difícil ser feliz

Não sei quanto a você, mas, de uns tempos para cá tenho redobrado meus esforços para tolerar as tentações e insistir na direção da felicidade, da superação dos eventuais dissabores e ver tudo com determinação, aquele otimismo indispensável ao seguir em frente com largo sorriso nos lábios. No e-mail a agressão está virando rotina: há quem continue chamando quem votou diferente de sua escolha de idiota e analfabeto; outro prega campanha nacional de não pagamento de impostos e tem até quem defenda a volta dos militares. Outro me põe reparos depois de um comentário, que considerou muito amigável ao prefeito da capital e pergunta se sou “compadre” do Lacerda. Como as pessoas gostam de olhar para as outras considerando suas práticas...

Vejamos o futebol, nossa paixão maior. Os excessos e a intolerância são tamanhos que nos impedem de festejar o melhor momento de Minas. Os dois grandes clubes da capital estão no topo, mas, aqueles que são alvo das mais caras manifestações de apoio reagem com postura que separa bem a paixão do profissionalismo e o amor do interesse pessoal. Caso do Atlético: exatamente o jogador que menos atuou esse ano, por contusões, e que esteve envolvido em casos de excessos noturnos – o Revér – é quem anda falando em “problemas internos”; outro herói, Tardeli, diz que é hora de pensar nele, que se dedicou muito... De fato! Veio de um lugar onde ninguém sabia que ele existia, com salário de 400 mil, virou titular da seleção e diz que, até aqui, foi um sacerdote em missão. E no Cruzeiro? Quando todo mundo está de olho nos craques, um diretor de futebol rouba a cena, se tornando mais importante que as verdadeiras estrelas. E o Mineirão? Gastaram uma fortuna para transformar nosso estádio querido em um monte de concreto, acabaram com os estacionamentos – onde também havia reunião pré e pós-jogo, com direito a encontros e outras prosas – empurraram os que chegam mais cedo para churrascos improvisados e perigosos – sem controle sanitário – com incomodo de toda ordem, num clima de vale tudo. Lá dentro, aquela festa das arquibancadas acabou, a alegria da geral não existe mais e, com sorvete a 8 reais e ingresso a mil, as cadeiras ficam vazias, mesmo no duelo mais importante entre os rivais. E o transporte coletivo? Geraldo Pedro ficou uma hora – ele e mais 300 pessoas – na fila, esperando o Move... Desistiu, caminhou até a Antônio Carlos e tomou ônibus convencional.

Mas, não é só no Mineirão. O Hamilton Gualberto foi ao Expominas e levou hora e meia para conseguir acessar o estacionamento. E o outro reclama que arrombaram o carro, há quem se queixe dos foguetes, da buzina incessante... Não sei quanto a você, mas, aonde vou, só ouço gente reclamando... Que labuta!

Que tristeza!

Sabe aqueles dias que, se você pudesse, passaria a borracha, recusava-se a levantar da cama e pediria proteção divina contra as surpresas da vida? Para mim, foi ontem. Pouco antes de iniciar o programa na Itatiaia recebi recado da produção de que um cidadão residente em Confins estava a caminho da rádio, queria denunciar perseguição por parte de um delegado e pedir proteção das autoridades. Na verdade, a produtora só comunicava porque ela já conhece a prática: todos os que quiserem denunciar poderão fazê-lo, sempre! Pedi também que ligasse para o ouvidor geral de polícia para que ele pudesse tratar do caso, verificar a veracidade das informações do denunciante, dar ao policial direito de defesa, enfim, a prática jornalística habitual.

Durante o programa, o repórter Osvaldo Diniz relatou a terceira etapa de uma operação da Polícia Civil contra a corrupção em Confins, repetiu-se a entrevista do delegado responsável pelo caso e, então, veio a entrevista com o denunciante, que se queixa de perseguição contra ele e a mulher, vereadora, presa na operação... Cinco minutos antes de encerrar o programa, enquanto aguardava contato para repassar o assunto, a surpresa: dois homens, dizendo-se policiais civis, invadiram o estúdio para fazer uma prisão. Pedi que esperassem um pouco, que aguardassem na redação ou mesmo dentro do estúdio, apenas o bastante para comunicar a algum diretor da emissora, pois, afinal, sou apenas um funcionário. Mas, antes de tudo, deixei claro que não pretendia impedir a ação policial, menos ainda o cumprimento de um mandado de prisão... Ao contrário, é uma alegria saber que a polícia está combatendo a roubalheira.

As ponderações não foram ouvidas. Paulo Alkmin, o ouvidor de polícia, retornou a ligação e, a meu pedido, falou com os policiais, melhor, os aconselhou por duas vezes: “Façam a prisão assim que o cidadão deixar a emissora”. Consultaram um superior e concluíram o trabalho. Sem mostrar o mandado.

Nunca havia visto aquele preso antes, não sei nada da vida dele e nem da companheira. Nunca vi os dois policiais. Mas, fiquei numa tristeza! Encerrei o programa, entrei no carro e dirigi por meia hora, para outro compromisso e também para assimilar o que acontecera. O que dói não é a desnecessária pressa dos agentes da lei. É pensar que se eles – que são da inteligência da Polícia Civil – agem assim, imagina outros, de operações. O que mexe com os nervos é pensar que, se isso acontece no estúdio de rádio mais famoso do Estado, o que não ocorre nos barracos humildes de vilas e favelas. O que estragou o dia foi trocar elogios a um trabalho bem feito contra a roubalheira pela linha tênue que separa autoridade de autoritarismo.

Menores são transferidos após rebelião

Na madrugada desta terça-feira (9), aproximadamente 70 adolescentes foram transferidos do CEIP (Centro de Internação Provisória) Dom Bosco, na região leste de Belo Horizonte, para outros centros de internação após uma rebelião na tarde e noite de segunda-feira (8).

 

Está no nosso DNA

A cada esquina que cruzo mais e mais me convenço de que o problema da corrupção que, em medida mais ampla é irmã siamesa de desonestidade, está no nosso sangue, melhor, nos nossos genes. Não há qualquer ação que não resulte em surpresas. Se você compra uma geladeira, descobre, na hora que ela chega que tem de pagar pela instalação... Ah, e tem de ser o técnico credenciado que já chega com a tabela de preços na mão; se muda para um prédio novo e descobre que a construtora escolheu determinada empresa para fornecer o gás (sem lhe consultar), tem de chamar o técnico (credenciado) para colocar o medidor e cobrar o que ele quiser; se é cliente que não atrasa e acaba premiado com um cheque especial vai descobrir que os juros do banco são simplesmente extorsivos... E, em toda parte, há um novo exemplo. Gente e instituições tentando vender o peixe sem dizer que ele é congelado, ou que foi criado em águas suspeitas... Cada um de nós quer levar vantagem como se fosse possível, numa relação de espertalhões, todos vencerem. Desde a sincera amizade até a paz, pois, bem sabemos, irmãos estão se matando por heranças que não passam de cinco mil reais.

Vejam o desabafo que Wederson Augusto da Silva enviou por e-mail:

“ Na última quinta-feira 4/12/14 fui abastecer meu carro em um posto da Avenida José Cândido da Silveira em BH, pois lá estava com preço diferenciado dos demais postos! Com o último aumento, cada centavo tem que ser valorizado! Mas ao me aproximar mais vi que a placa dizia que o valor seria apenas para pagamento em dinheiro; como somente tinha cartão de débito, não abasteci! O frentista ainda disse que pagamento com cartão de débito seria para etanol ou aditivada! Percebi a malandragem ainda mais! Nesse caso acredito que é assunto para PROCON, pois pagamento com cartão de débito é considerado pagamento a vista!

Bem, segui viagem até a Via Expressa onde há uma concentração de postos da bandeira que costumo abastecer meu carro! Chegando ao primeiro, o preço não era o mesmo praticado pelo último posto, mas aceitava cartão de débito. Fiquei tranquilo. Que nada! O frentista chegou próximo a janela do carro e disse, "patrão, o governo autorizou a acréscimo de 23% de etanol na gasolina comum, por isso estamos sugerindo que os clientes abasteçam com etanol e/ou aditivada", eu falei com ele que não precisava, podia ser comum mesmo! Olha para você ver a máfia, o combustível já aumenta, perde a qualidade, e ainda os postos querem induzir o cliente a comprar um combustível que não é eficiente - o caso do etanol - e, se possível, o cliente comprar o combustível mais caro, que, com certeza, não fica longe do combustível comum! Querem detonar com o governo, pelos desmandos que prejudica o povo honesto, mas o que fazer sendo em cada que em cada esquina tem um governo fazendo o mesmo?”.

Luzes e trevas

Natal é um tempo especial. A gente consegue olhar em volta e enxergar os desvalidos, até abraça desafetos e perdoa de coração. No fim de ano, a alegria das luzes toma conta da nossa alma, mas, como nada pode ser perfeito, como é impossível relaxar nesses tempos de insegurança e maldade, esta é a época escolhida pelos donos do poder para fazer as maldades. Anunciam um monte de impostos que ainda vão vencer – como se avisassem IPTU vem aí, não esqueça IPVA, etc. – e ajudam os amigos como podem, especialmente nas casas legislativas, onde mais verbas para os graúdos passam, mas, o interesse dos pobres fica para o ano que vem.

Um exemplo: 72 por cento das escolas do país continuam sem biblioteca. Então, há agora uma lei nacional estabelecendo que haja pelo menos uma em cada estabelecimento de ensino até 2020. No embalo, o governador Alberto Pinto Coelho mandou projeto para a Assembleia criando o cargo de bibliotecário. Antônio Afonso, presidente do Conselho da categoria reclama a má vontade dos deputados em votar a proposta. No fundo, ele já sabe que os tempos de trevas rondam comissões e plenários não apenas daquela casa, mas, de todo o legislativo brasileiro, a começar pelo Congresso Nacional onde parlamentares viram a noite e a madrugada, submissos ao governo, votando uma lei que desautoriza outra (porque esta não foi cumprida pela presidente da República) e, em troca, ganham algumas verbas a mais para fazerem política e garantirem a próxima reeleição. É de doer. E de fazer rir, pois, o PT, que nos últimos 12 anos queria aprovar tudo o que significasse despesa, agora tenta impedir até reajuste de servidores, enquanto os tucanos, no clima de fim de festa, tentam enfiar a mão no dinheiro do IPSEMG e da antiga Minascaixa e jogar no caixa único. Dá prá rir e prá chorar.

E o governador, que vai hoje a Viçosa inaugurar um posto de perícia integrada para atender a vários municípios, mas, até agora, não tem sequer um perito nomeado? É isso mesmo, um posto de perícia sem perito! Ou, como diria meu amigo Luciano Moreira, algo como comer ovo frito e frango com quiabo ao mesmo tempo. Que as luzes de Natal, tradição que remonta a meados do século 17 – para representar a estrela que guiou os reis magos até Jesus Cristo, iluminem esses senhores de paletó e gravata e que tenham consciência do quanto é importante não esquecer o mais importante do Natal: o aniversariante. Suas lições, seu desprendimento, seu

senso de servir e suas mãos limpas. Se ele teve de carregar a cruz e depois morreu de tanto sangrar pregado nela, é bom que estejamos preparados para o reencontro.

Comércio de BH espera vendas menores no Natal

Consumidores desconfiados pretendem comprar menos neste Natal e pagar à vista, conforme uma pesquisa da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Belo Horizonte. Isso é um reflexo do aumento da inflação e da ameaça de uma crise econômica.

 

Inseguranças

Há dias especiais na vida da gente. Ontem, foi um deles. Muitas alegrias, as de sempre, construídas com a rotina que tentamos tornar mais palatável, as piadinhas ruins, o agradecimento a Deus pela saúde, etc. Mas, que dia triste por conta de um assunto que passeia por minha cabeça dia e noite, por conta da profissão, condição de pai ou cidadão brasileiro: a segurança pública! A escolha de Pimentel e o sofrimento de um ouvinte mexeram com minha cabeça.

Primeiro, a escolha. O governador eleito anunciou que o ex-deputado federal Bernardo Vasconcelos será o futuro secretário de Defesa Social. Foi um susto daqueles, pois, a menos que me convençam do contrário, trata-se de uma pessoa que não tem as qualificações para o cargo: saber jurídico, suporte institucional e conhecimento das práticas de segurança para enfrentar o problema mais sério, junto com educação e saúde que é a criminalidade em alta. Na minha cabeça, quem ocupa a pasta tem de ter um currículo digno de respeito por parte do alto comando das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros, além, é claro, de ser capaz de dialogar com Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, mas, principalmente, de entender como funcionam as instituições e seus dramas – desde os maiores como leis orgânicas e definição de atribuições até a preguiça de fazer blitz ou os lobbies corporativos. Depois que externei minha estranheza, recebi dezenas de e-mails de delegados, todos respeitosos, defendendo a indicação com o argumento de que, como parlamentar em Brasília, Bernardo teve boa atuação na área de segurança pública. Até onde sei ele defendeu interesses das policias contra o Ministério Público e, se de fato são gratos, poderiam lhe dar uma placa, uma medalha, enfim prestar uma homenagem, mas, daí a achar que o homem vai dar conta do recado é outra conversa. Não sou dono da verdade, portanto, me deem razões para o apoio, sem apenas dizer que é bom. Falem-me de qualificações para o cargo.

A outra tristeza de ontem foi receber os pais de um policial acusado de algo muito grave. Não cabe aqui deixar qualquer pista que identifique os personagens porque o sofrimento já é muito grande. Mas, como incomoda a cabeça de um repórter diante de uma família destroçada, convencida de que há uma injustiça, porém, sem meios para provar. E como preocupa o fato de que esses familiares ficaram tristes com comentários do repórter, que só fez o seu trabalho e só refletiu em cima de informações das quais dispõe.

Como esquecer Riobaldo, o vaqueiro companheiro de Guimarães Rosa em “Grandes Sertões” e aquela sua frase, definitiva: “Viver é muito perigoso, doutor”. Como é perigoso! E como eu queria acreditar em dias melhores...

Homem agride namorada após beber em bar de Montes Claros

Um homem abusou e agrediu violentamente a namorada em Montes Claros, na região norte de Minas Gerais. A vítima ficou com ferimentos por todo corpo e relatou que esta não é a primeira vez que ela é agredida pelo companheiro. Entretanto, ela retirou todas as queixas contra o homem que fez junto à Polícia Militar.

Isso serve para pais alertarem suas filhas que quando elas se apaixonarem não deixem que coração prevaleça sobre a razão. É bom demais estar apaixonado, mas quando é encrenca é encrenca. Não adianta.