minas gerais

A difícil arte de ser feliz!

Por que será os astros conspiram contra nossa felicidade? É cada vez mais difícil. Todo dia há alguém, uma lei, uma portaria, uma norma, um burocrata para nos tirar o sorriso. Vamos tomar como exemplo passagens recentes do nosso futebol, paixão maior do brasileiro. A Seleção Brasileira não faz um jogo com os mesmos atletas e, o que é pior, a gente sequer sabia da existência de alguns escalados, como o tal Felipe que jogou na quarta em Londres. O antigo presidente da CBF saiu às pressas do país e deixou no seu lugar um ladrão de medalhas. No estádio de futebol, não podemos tomar cerveja porque alguns vândalos fizeram bobagem um dia e agora querem nos proibir de levar o radinho alegando que o dono pode agredir alguém com as pilhas. Qualquer cabeça-de-bagre (denominação preferida do inesquecível Kafunga para adjetivar os ruins de bola) ganha mais de 100 mil reais por mês e estão criando, deliberadamente, todas as condições para que os mais pobres sejam afastados dos gramados. Apesar de inúmeras ocorrências da maior gravidade e até um bárbaro assassinato em área nobre, devidamente documentado pelas câmaras, não conseguimos acabar com as torcidas ditas organizadas e, acreditem, no último domingo, enquanto os pagadores de impostos corriam todos os riscos para chegar ao Mineirão, as duas mais famosas (Galoucura e Máfia Azul) eram escoltadas pela tropa de choque da Polícia Militar. A propósito de segurança, as famílias sumiram dos campos de futebol e só um sem juízo entra com sua criancinha num daqueles ônibus que levam os fanáticos. Difícil ir de transporte público disponível e impossível ir de carro porque criam todas as dificuldades. No que toca ao deslocamento do torcedor, assim como em outros aspectos, querem que tenhamos aqui o mesmo comportamento de cidades europeias, cujos habitantes dispõem de metrôs de verdade que os deixam na boca do campo... Lá dentro do estádio inacabado costuma faltar água, papel higiênico, tropeiro, vaso sanitário, respeito enfim. Só nos resta sentar em frente à TV e nos submeter à ditadura de quem define o horário, dita as regras e impõe opinião, além de nos obrigar a ver, antes, o inacreditável BBB. Lembro-me de novo de Kafunga, que dizia: “No Brasil, o errado é que é o certo”. (Nos) Salve Jorge!