minas gerais

Feliz Ano Novo, Joaquim!

Permitam-me, senhoras e senhores leitores, realizar um sonho de dezenas e dezenas de milhões de brasileiros: enviar votos de Boas Festas à personalidade do ano. E o faço, caro ministro Joaquim Barbosa, não para agradá-lo, mas, como forma de reconhecimento ao que o senhor fez por um Natal mais feliz dos brasileiros este ano. Na noite de anteontem, estava a refletir sobre as coisas boas que aconteceram em 2012 e, acredite, o pensamento voava, voava, e voltava no seu semblante, às vezes – convenhamos – antipático, para uns autoritário, mas, e daí, quem disse que juiz tem de ser simpático? O que conta mesmo é a sua firmeza, a sua indiferença diante dos que representam a roupagem velha, a prática antiga de empurrar tudo para debaixo do tapete. O senhor desafiou a dor nas costas, exorcizou alguns “pares” e nos deu, finalmente, motivos para dizer aos filhos que o certo é ser correto... Afinal, sabes conterrâneo, os nossos meninos já estavam olhando de banda prá gente, como quem quisesse saber se o melhor não seria mesmo ser esperto...

Entre os bacanas da sua lista de réus há um publicitário mineiro que vivia se gabando nas altas rodas, alardeando, acima dos mortais: “Vai dar em nada...” Ele não baixou a bola nem quando, diante da magistral Denise Frossard, numa CPI do Congresso, ouviu da magistrada: “O senhor não sabe no que se meteu!” Como bom mineiro, o senhor sabe que a nossa “mineiridade” é, muitas vezes, confundida com hipocrisia, ou seja, dissimulação, para não ficar mal com ninguém... Por isso, a turma graúda dos dois bancos nossos – sinônimos de safadezas – os nossos pseudo-publicitários e mais uma turma considerável de políticos anda de cabelo em pé ha meses.

Continuo certo de que vão parar atrás das grades, mas, o sufoco que já passaram nos alenta... Fico imaginando na semana passada como ficaram quando, toda vez que a campanhinha batia, imaginavam que era a Polícia Federal buscando-os para passar a Noite Feliz no xilindró... Não, ministro, nem eu nem o senhor, nem o brasileiro trabalhador, nós não temos sangue na boca, queremos vingança ou justiça a qualquer preço... Estamos é cansados da roubalheira, da zombaria desses ladrões baratos que se julgam mais espertos... Não acredito que nesses 512 anos o Brasil tenha vivido momento tão exemplar e, por isso, sem procuração para tal, ousado e pretensioso, o declaro a personalidade do Ano. Abraço.