minas gerais

Que calor!

Será que alguém ainda duvida de que a natureza está cobrando pelos maus tratos e respondendo com dramática mudança climática? O senhor já viu dezembro como esse? A senhora reparou como o sol dos últimos dias queima de forma especial, a ponto de doer na nossa pele? E a sensação de abafamento, o chamado “mormaço”? Os meteorologistas avisam: as chuvas que caíram até agora não chegam a 40 por cento da média para o último mes do ano.

E convém nos preparar porque quando as águas vierem serão em grande quantidade e em poucos minutos, o conhecido “pancadão” com as consequências mais graves, especialmente para cidades como a nossa, cuja topografia lembra uma bacia, isto é, regiões mais altas na lateral sul convergindo para o fundo de vales... Como eles foram canalizados, de forma equivocada (cobertos com base na sua vazão em tempos de seca) não comportam as enchentes e vomitam sua fúria criando algo impensável anos atrás em Belo Horizonte: agora, o perigo maior está em vias movimentadas, como Prudente de Morais, Cristiano Machado e Bernardo Vasconcelos.

É incrível, mas, entre nós, muitos ainda não levam a sério o aquecimento global – aumento da temperatura média dos oceanos e e do ar perto da superfície da terra, desde a metade do século passado, por causa das concentrações crescentes de gases do efeito estufa, fruto de atividades humanas como a derrubada de árvores e um número espantoso de carros queimando petróleo. Está claro. O aumento já é perceptível e, na melhor das hipóteses, será de dois graus até o final desse século, de acordo com especialistas sérios. Isto significa aumento do nível do mar (avanço das águas sobre cidades litoraneas), e mudanças nos padrões de precipitação, resultando em enchentes e secas. O aquecimento e as suas consequências variarão de região para região, de forma que ainda não foi possível aferir, mas, é certo, trará alterações na frequencia e intensidade de eventos meteorológicos extremos, extinção de espécies e variações na produção agrícola.

Nós sabemos que a situação é grave, pode piorar, mas, vamos levando, levando... Os grandes líderes mundiais agem comos políticos brasileiros quando se fala na tão necessária reforma tributária: topam sim, desde que não percam nada, não façam sacríficios. Assim caminha a humanidade.