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Posts de setembro/2009

30 Set 22h56

“Estou com ódio do Hino Nacional”, diz a cantora Vanusa

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“Acho que nunca mais vou cantá-lo publicamente”, completa a cantora.

O nobre amigo da blogosfera colorida certamente viu a interpretação peculiar do Hino Nacional feita pela cantora Vanusa, no último mês de março, em uma cerimônia da Assembléia Legislativa de São Paulo.

A coisa virou viral geral. São milhões de acessos no YouTube.

No vídeo, a intérprete eterna de Paralelas (olha o Belchior aí, gente...) e de Manhãs de Setembro sapeca um “és belo, és forte, és risonho e límpido” no lugar de “és belo, és forte, impávido colosso”.

E, na segunda metade, se enrola totalmente e transforma a obra de Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva num amontoado de versos com melodia e ritmos bem próprios. O público nota o problema e aplaude antes do final, mas o sinal não funciona: a cantora continua até ser interrompida pelo mestre de cerimônias.

Vanusa merece todo o carinho e compreensão. Confesso que, se fosse desafiado a cantar todo o Hino, por exemplo, no momento em que tasco este post aqui na nossa tribuna virtual, minha memória cada vez mais demi bouche e meus neurônios castigados jamais me garantiriam um início-meio-e-fim ao menos aceitável sem a colinha completa do lado.

Nesta entrevista, concedida ao confrade de R7 Miguel Arcanjo Prado com a colaboração luxuosa e decisiva de Tellé Cardim, a cantora encontra pontos positivos no episódio.

- O debate sobre a exigência legal de se cantar o Hino Nacional nas escolas está de volta. E eu contribuí para isso, não há como negar. Se olharmos a coisa por este ponto, consigo até achar um motivo para sentir orgulho

Mas logo muda o tom da cantilena:

- Estou com ódio do Hino Nacional. Não quero cantá-lo nunca mais

Como você avalia tudo isso?

Vanusa – Foi desgastante, mas houve pontos positivos. A volta da discussão sobre o Hino Nacional nas escolas é um deles. Quando era criança, cantava na escola. Com o tempo, isso acabou. Os que riram da minha cara são ridículos e falsos, porque 99,9% deles não sabem cantar o Hino todo sem ler a letra. Os jornalistas, os apresentadores de tevê e os jogadores de futebol também não sabem.

Como isso caiu na internet?

Vanusa – Havia três ou quatro câmeras na Assembléia, todas da tevê oficial. Alguém foi no arquivo, tirou a fita e, quatro meses depois, jogou na Internet. Pelo o que me disseram, a pessoa tinha sido mandada embora e fez isso, em plena semana do Sete de Setembro, para se vingar. Não tenho mágoa. É uma coitada. Quis desmoralizar a Assembléia e me prejudicar, mas acabei virando um hit no Brasil. Um hit produzido por uma coisa ruim, rancorosa, é verdade. Mas um hit.

hino 31 300x228 Estou com ódio do Hino Nacional, diz a cantora Vanusa

 

Você bebeu antes da cerimônia?

Vanusa – Não. Disseram que eu havia tomado meio litro de uísque... Até consegui rir com isso na ocasião. Estava com labirintite. Meu mal foi ter me automedicado. Além disso, tive uma crise pouco antes de começar a cantar. Por causa da crise, fiquei com medo de fazer. Tudo isso deixou minha cabeça oca. A gente fica meio mole, parecendo que bebeu. Foi isso.

O que você acha do Hino Nacional?

Vanusa – Está na hora de jogar essa letra no lixo e adotar um hino menor, não é mesmo? Ninguém mais nesse País está deitado em berço esplêndido, mesmo que por metáfora. Varios apresentadores de tevê falaram mal de mim, uma pessoa com 41 anos de vida artística... Duvido que eles saibam cantar o Hino todo. Fiquei chateada, mas repito: não há mágoa.

Este blog propôs que você cantasse o Hino Nacional corretamente, como merece, para ser colocado no ar. Por que não quis?

Vanusa - Estou com ódio do Hino Nacional. Acho que nunca mais vou cantá-lo publicamente.

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30 Set 19h04

Depois do “Ensaio” e da “Última Parada”

4 Comentários

Os cineastas Fernando Meirelles e Bruno Barreto falam ao blog sobre seus próximos projetos

fogo nas entranhas Depois do Ensaio e da Última Parada

Este blog conversou com dois de nossos maiores diretores de cinema, Fernando Meirelles e Bruno Barreto, sobre os próximos planos.

Os dois foram conferir a gravação do novo DVD de Gilberto Gil, Bandadois, na noite de terça-feira (29), no Teatro Bradesco, em São Paulo.

Meirelles e os profissionais de sua produtora, a O2, estão em fase final de elaboração de um roteiro baseado no romance Fogo nas Entranhas, escrito pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, diretor dos excelentes Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe, Fale com Ela e Má Educação.

O livro de Almodóvar conta a história do dono de uma loja de absorventes íntimos determinado a se vingar de cinco mulheres que o abandonaram.

Sobram passagens quentes no romance do espanhol. O próprio Almodóvar se pergunta como o time da O2 conseguirá adaptar Fogo nas Entranhas sem fazer um filme “pornográfico”. “O livro traz uma idéia forte, mas acho que dá pra fazer uma coisa elegante”, pondera Meirelles. A produção do filme deverá ser toda brasileira.

Barreto foi mais econômico e misterioso. Adiantou apenas que fará um filme bem diferente de Última Parada 174, “com uma atriz internacional de nome grande”. Esperemos, pois.

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30 Set 18h12

São-paulinos, santistas e palmeirenses: provoquem o rival. Quem sugere é o próprio diretor do Corinthians

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A cena do vídeo exibido no jantar de aniversário de 99 anos do Corinthians, de um gavião driblando um bambi todo soltinho, continua a gerar polêmica.

Marco Aurélio Cunha, vereador em São Paulo pelo DEM e superintendente de futebol do clube do Morumbi, não achou a menor graça em ver o bichano com as mãos nas cadeiras e, depois, numa corrida serelepe com os pulsos leves e os braços soltos ao ar:

- É uma grande bobagem, um absurdo, uma coisa apelativa. A mim não incomoda. O São Paulo é uma instituição muito forte para se perturbar com isso. Vejo um chororô danado do outro lado quando tem alguma brincadeira. Depois não reclamem. E nem digam que o São Paulo é quem começa

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosemberg, procurou minimizar o caso:

- Não vejo nada demais. É uma brincadeira sadia. Dia desses coloquei um anúncio nos jornais provocando o Palmeiras. Com a cidade toda em preto e branco, perguntávamos: ‘Para quê mais verde?” Na final do Paulista, embrulhamos um peixe, símbolo do Santos, em papel jornal. Este vídeo (do bambi) não é novo. Está na internet há muito tempo. Com humor e sem violência, nossos rivais deveriam nos provocar também. Assim é saudável. Estou esperando ansiosamente que eles nos provoquem com bom humor.

Se o próprio Rosemberg “espera ansiosamente” a resposta saudável dos rivais, como você, são-paulino, santista ou palmeirense, provocaria o rival do Parque São Jorge?

E você, corintiano, tem alguma ideia sadia, como diz Rosemberg, para espetar mais uma vez os três adversários?

Descreva sua proposta nos comentários. Com equilíbrio, claro.

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30 Set 17h45

Paradinha? Pare com isso

4 Comentários

Pênalti.
O jogador corre em direção à bola e para um segundo antes da batida.
O goleiro cai estatelado, humilhado, no canto que escolheu.
O batedor dá um toquinho no lado oposto.
A bola entra macia e beija a rede. Gol.
Gol?
Do jeito que se tem visto nos gramados, sobretudo os brasileiros, a conclusão desses lances, moralmente, não merece ser chamada de gol.
É covardia, exagero, fuzilamento antiesportivo.
A cena, muitas vezes, é patética.
Está certo que pênalti é infração grave e que o lance deve ter grandes chances estatísticas de terminar em gol.
Mas tudo tem limite.
Quando Pelé a inventou, a paradinha era apenas um leve movimento de corpo, uma quebra de ritmo do batedor para escolher o canto com um pouco mais de chance de converter a penalidade.
Hoje, os jogadores chutam o chão, rebolam, param duas ou três vezes a caminho da marca penal, passam o pé sobre a bola, trazem o pé de volta, ameaçam e não chutam...
Enfim, uma esculhambação.
Não é mais paradinha – e sim um intervalo longo e constrangedor para humilhar o pobre coitado do goleiro.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, pede que a International Football Association Board (IFAB), a associação que regulamenta as regras de futebol no mundo, acabe com a paradinha na reunião marcada para o próximo dia 20 de outubro.
Em visita ao Brasil para o lançamento da pedra fundamental da nova sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Blatter condenou o recurso com palavras fortes, sem paradinhas verbais:
- É uma maneira de roubar. Quem fizer isso deveria receber o cartão amarelo. Não é justo. Trata-se de uma trapaça que precisa acabar.
Mas o chefão da Fifa só percebeu isso agora? Estranho.
O tema é polêmico.
O que acha o nobre amigo da blogosfera colorida?
Espero o comentário de todos nesta minha primeira cantada de galo no terreno dos esportes, esquadrinhado com maestria neste R7 por meu confrade Cosme Rímoli.

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27 Set 10h42

O drama de Jayme Netto Jr., o técnico campeão que autorizou o doping

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AGE200908051131 ok O drama de Jayme Netto Jr., o técnico campeão que autorizou o doping

"Não penso em voltar para o esporte de alto rendimento, mas peço a Deus para não ser banido do esporte. Minhas filhas não merecem carregar essa marca para o resto da vida"

Na noite de 30 de setembro de 2000, este blogueiro que passa a testar sua paciência teve a sorte de acompanhar, de uma cadeira próxima à linha de chegada da pista do Estádio Olímpico, nos Jogos de Sydney (Austrália), a conquista da medalha de prata pela equipe brasileira no revezamento 4x100 metros.

Era a glória de Claudinei Quirino, Vicente Lenílson, Edson Luciano e André Domingos.

E a consagração do técnico da equipe, Jayme Netto Jr., um dedicado pesquisador e professor do Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente. Mestre em Educação Física, doutor em Ciências da Saúde, dono de um currículo acadêmico com mais de 200 ítens, Netto Jr. passou a ser encarado, no Brasil, como um exemplo de que teoria e prática poderiam correr juntas, em raias coladas, para o bem do esporte.

No último dia 5 de agosto, Netto Jr., para espanto geral, desabou do pódio. O bastão que carregava em sua corrida pessoal livrou-se da mão e beijou o chão. Numa blitz de testes-surpresa, cinco integrantes da delegação brasileira (Bruno Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre) caíram na tarrafa do antidoping por uso do hormônio eritropoietina (EPO). Produzido normalmente em pequena quantidade pelos rins, o EPO, quando injetado no corpo, aumenta artificialmente a oxigenação do sangue.

O técnico assumiu ter autorizado a aplicação. Foi demitido da coordenação de uma equipe particular em que trabalhava, a Rede, afastou-se de suas duas turmas de alunos de graduação na Unesp e anunciou que não mais atuará no esporte de alto rendimento. Em sua defesa, diz ter sido induzido a utilizar a substância por um colega, o supervisor do departamento de Fisiologia da Unesp de Presidente Prudente, Pedro Balikian Jr.

- Mas isso não atenua meu erro. Era o responsável e autorizei.

Deverá pegar entre dois e quatro anos de suspensão. Há a chance de ser banido do esporte. Netto Jr. sempre foi educado e solícito no punhado de vezes em que o procurei, como jornalista, na última década. Fiquei interessado em saber como ele tem enfrentado seu drama pessoal com a poeira um pouco mais baixa, dois meses depois de ver sua imagem estilhaçada com a potência da bomba de EPO que ajudou a armar, como se sabe, ou armou, como alguns questionam.

Nesta entrevista, ele faz revelações sobre sua rotina nas últimas semanas e apresenta algumas justificativas. A voz, antes baixa mas firme, está arrastada. O raciocínio, muitas vezes, demora a engrenar. Há o peso de um cansaço crônico no ar.

Netto Jr. sabia que o objetivo era o doping? Ou foi enganado e é mais uma vítima? Concluam os nobres amigos de blogosfera.

Como passou os últimos dias?
Jayme Netto Jr. – O chão sumiu – e vou demorar um pouco a reencontrá-lo. Recuperei três dos dez quilos que perdi com essa história. Ainda choro sozinho de vez em quando. Sempre chorei sozinho, nunca perto da minha mulher e das duas filhas. Ainda há momentos em que sinto muita, muita vergonha de mim.

As últimas semanas foram pesadas...
Netto Jr. – Você não imagina como. Acordava todo dia uma, uma e meia da manhã, e não dormia mais. Ia para a sala, colocava minha cachorrinha no colo e chorava. Às vezes, entrava no carro e saía sozinho. Ficava horas remoendo tudo isso. A Maria Cristina (ex-jogadora de basquete, atual secretária de Esportes da cidade paulista de Presidente Prudente e mulher do técnico) tem sido o meu suporte.

Qual foi o pior momento?
Netto Jr.- A coisa estourou dia 5 de agosto. Logo depois, na sexta-feira anterior ao Dia dos Pais, uma de minhas filhas ficou muito mal por causa de tudo isso (o técnico é pai de Lara, 17 anos, e de Lorena, 21). Não bastasse, minha mãe foi parar no hospital, abalada por causa dos meus problemas. Decidi então passar o final de semana com meus pais em um sítio, até para me livrar um pouco dos jornalistas que me procuravam. Aí... o domingo, o Dia dos Pais correndo naquele clima todo, tudo ainda muito quente, eu ali sem minhas filhas, sabendo que uma delas não estava bem... Olhe, eu tive uma crise nervosa e emocional pesada, importante, como nunca imaginei que pudesse ter. Até a lembrança me faz mal. Foi o pior momento.

Por que você autorizou a aplicação do EPO?
Um colega da Unesp, o fisiologista Pedro Balikian Jr., disse que o EPO, em pequena quantidade, ajudaria a recuperar os atletas do estresse e não seria detectado como doping. Essa substância, em tese, traz benefícios para atletas de média e longa distâncias, e não para velocistas como os meus. Ele me garantiu que não haveria risco.

Mas você, com todo o seu preparo, não conhecia as restrições a esse hormônio? Não sabia que ele poderia causar problemas?
Netto Jr. – Sim. O que o Balikian Jr. me disse não anula meu erro. Eu era o responsável. Autorizei. Por isso, admiti o erro publicamente. Assumi as consequências e me afastei. Não tenho condições de encarar agora os colegas do mundo do atletismo. Quando autorizei o uso, estava num momento muito difícil da minha vida pessoal. Minha mãe tinha passado por cirurgias cardíacas, meu pai sofreu um infarto e meu sogro, uma pessoa muito importante na minha vida, morreu. Tudo junto. Além disso, estava com muitas demandas profissionais acumuladas.

Mas tudo isso, embora relevante, justifica?
Netto Jr.- Vão dizer que não – e talvez não justifique mesmo. Mas o fato é que me enfraqueceu. E, na intenção de ver os atletas em melhor situação, acabei permitindo. Mas repito: nada disso anula o meu equívoco.

O que você tem feito para amenizar a pressão?
Netto Jr. – Estou tomando duas medicações que me foram receitadas: uma anti-depressiva e outra para insônia. Decidi também melhorar o lado espiritual. Tenho visitado um padre amigo da família.

E os prejuízos financeiros?
Netto Jr.- Não tinha rendimento fixo como coordenador da equipe brasileira. Mas era comum receber dos atletas entre 15% a 20% do que eles ganhavam de prêmio. É uma tradição do meio. Isso, logicamente, eu vou perder. Deixo também de receber material e roupa de patrocinadores e marcas importantes. Vou fazer palestras em todo o país para uma empresa de suplementos alimentares, a Probiótica, mas não serei remunerado por isso. Em troca, eles irão pagar uma bolsa aos atletas que, em função do EPO, foram suspensos por dois anos.

Como acha que será punido no julgamento?
Netto Jr.- Algo entre dois e quatro anos de suspensão, talvez... Vou ser sincero: não penso em voltar ao esporte de alta performance, mas, mesmo assim, não queria ser totalmente banido. Minhas filhas não merecem carregar essa marca para o resto da vida.

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27 Set 10h20

Aposte com grandes chances de ganhar: redução do IPI para linha branca será mantida

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Governo deverá manter descontos para incentivar compra de fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho

linha branca1 300x240 Aposte com grandes chances de ganhar: redução do IPI para linha branca será mantida

Este blog felizmente não pretende viver apenas da conversa doce e mole de seu titular. Sempre que possível, irei tascar (a turma bacana aqui do R7prefere postar) neste buraco virtual algo útil para a vida do nobre amigo da blogosfera colorida.

Pois chame a mulher, o marido, o namorado, o amigo, a amiga ou o vizinho e aposte com grandes chances de ganhar: no próximo dia 16 de outubro, o governo federal deverá prorrogar a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, sobre a chamada linha branca - geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A informação escapuliu de um cantinho quente do Ministério da Fazenda.

O IPI das geladeiras foi reduzido de 15% para 5%. O dos fogões, de 5% para zero. O das máquinas de lavar, de 20% para 10%, e o dos tanquinhos, de 10% para zero. Desde o início dos descontos, as vendas aumentaram 20% nas grandes redes de lojas e de supermercados.

A Receita Federal é contra, mas representantes do governo, fabricantes, comerciantes defendem a manutenção da colher de chá. A turma do sim tem os seguintes argumentos: o setor ainda precisa dessa força para se recuperar da crise e o buraco produzido pelo desconto dado nestes produtos não fere tanto assim o Tesouro.

selo ipi reduzido Aposte com grandes chances de ganhar: redução do IPI para linha branca será mantida

O chorinho para a linha branca gerou nos últimos seis meses uma renúncia fiscal bruta de R$ 354 milhões. Um machucadinho de criança se comparado ao que deixou de ser arrecadado de IPI, a partir do estouro da crise, para fazer a indústria automobilística pegar no tranco.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), houve neste mercado R$ 1,8 bilhão de renúncia bruta no primeiro semestre de 2009, com R$ 559 milhões de custo final para o governo, descontada a arrecadação adicional produzida pelo aumento de vendas.

Mas essa porta, ao que tudo indica, começará a ser fechada no próximo dia 1º de outubro, com o início da recuperação das alíquotas. Pena. O amigo interessado tem até a próxima quarta-feira para conferir, nas concessionárias, a xepa chique dos últimos feirões das montadoras. E bater o martelo - longe da pintura do carango, é notório.

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26 Set 19h10

Salve Geral: o PCC “volta” em grande estilo para Taubaté

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 Salve Geral: o PCC “volta” em grande estilo para Taubaté

Pode ter sido mera coincidência. Mas, de qualquer forma, a história é curiosa.

O bom Salve Geral, filme de Sérgio Rezende inspirado na ação do Primeiro Comando da Capital (PCC) que paralisou a cidade de São Paulo em maio de 2006, foi, como se sabe, escolhido pelo Ministério da Cultura para lutar por uma vaga na disputa de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2010.

O lançamento nacional do filme, com todo o barulho, a pompa e as circustâncias possíveis, está marcado para 2 de outubro.

Mas, antes disso, era necessário resolver um probleminha. Os organizadores do Oscar exigem que todos os concorrentes de uma edição entrem em circuito comercial até o dia 1º de outubro do ano anterior.

A solução foi colocar Salve Geral, por uma semana, num cinema de um shopping de Taubaté, no Vale do Paraíba paulista. Tudo com muita discrição, sem maiores agitos e divulgações, para não diminuir o impacto do tiroteio de marketing previsto para esta semana.

A ironia suprema é a seguinte: O PCC nasceu em Taubaté. Na página 93 de seu livro O Sindicato do Crime – PCC e outros grupos (Ediouro, 250 págs., preço médio R$ 36), o jornalista, escritor e colega de Grupo Record Percival de Souza detalha o episódio com a competência habitual:

O PCC nasceu durante um jogo de futebol no Piranhão na tarde de 31 de agosto de 1993. Eram oito presos, transferidos da capital, por problemas disciplinares, para ficar em Taubaté – até então o mais temido dos presídios pela massa carcerária. Ali, a permanência na cela era de 23 horas ininterruptas por dia.

Os sessenta minutos disponíveis eram reservados para banho de sol, andar no pátio, mexer-se, esticar as pernas, amaldiçoar a prisão. Os oito estavam sendo punidos por péssimo comportamento. Porque veio de São Paulo, o time passou a ser chamado de Comando da Capital. (...) Na gênese do PCC, foi redigido um estatuto composto de 16 artigos”.

Piranhão era o apelido de Casa de Custódia de Taubaté, até então o único presídio considerado de segurança máxima por suas rígidas regras disciplinares. Hoje é largamente superado por outros neste território do rigor. Mas já é história.

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26 Set 18h59

O renascimento de Lolita

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Lolita Rodrigues, Manoel Carlos, a generosidade de um repórter talentoso e uma história bonita que parece - e é - de novela

Dias atrás, dei boas risadas ao ver Lolita Rodrigues, na pele de Noêmia, revelar as peripécias do currículo amoroso de seu filho Marcos (José Mayer), para Helena (Taís Araújo), então namorada e agora mulher do matador cinquentão. Era um capítulo de Viver a Vida, a nova novela global de Manoel Carlos.

As cenas me animaram a contar uma história bonita.

lolita11 O renascimento de Lolita

Miguel Arcanjo Prado, hoje repórter do R7, tem uma generosidade imensa como seu talento. Em 10 de março último, dia do aniversário de 80 anos de Lolita, ele publicou no jornal em que trabalhava, o Agora São Paulo, uma reportagem tocante sobre a atriz, que estava longe da televisão há alguns anos.

Ao lado de Airton Rodrigues, com quem foi casada por 31 anos, Lolita apresentou o programa Almoço com as Estrelas, um dos marcos da extinta Rede Tupi.

Todo ano Lolita faz tudo sempre igual: senta ao lado do telefone com um bloco na mão e anota o nome de todas as pessoas que ligam para dar parabéns. “Hoje ela estará lá”, lembrou o repórter.

Mesmo afastada da luzes, Lolita mostra grandeza na conversa com Miguel:

- Aplaudo quem está lá. Liguei para a Patrícia Pillar durante a Favorita

E completa:

- Não tenho medo da morte. Só pena. Lá em cima não tem televisão. Como vou ficar sem minhas novelas?

lolita nobokov 204x300 O renascimento de Lolita

No mesmo dia 10 de março em que a reportagem foi publicada, Miguel, comovido, enviou uma cópia para alguém que sempre atendeu com atenção seus pedidos de entrevista: o autor de novelas Manoel Carlos. Disse no e-mail:

- Fiz esta matéria sobre os 80 anos da Lolita Rodrigues. A pauta mexeu comigo e resolvi te mandar. Acho que você saberá o que fazer. Abraços. Miguel.

Manoel Carlos sempre gostou de contribuir para o resgate de figuras importantes da história do entretenimento no país. Desta vez não foi diferente. Quinze dias depois, ele mandou a resposta:

- Miguel, boa tarde. Quero lhe dar em primeira mão pois você foi a pessoa que a trouxe de volta com uma bela e comovente matéria para o Agora São Paulo: Lolita Rodrigues está na minha novela.

Ela vai fazer a mãe do protagonista masculino (José Mayer), numa boa participação. Já pedi à produção de elenco que entre em contato com ela, mas queria que você soubesse em primeiro lugar. Um abraço e obrigado. Manoel Carlos.

No dia 30 de março, Manoel Carlos faz novos comentários em resposta a um e-mail de Miguel:

- Vamos fazendo o que é possível, você na sua trincheira e eu na minha. A Lolita me mandou um e-mail agradecendo. Li agora e vou responder. Está feliz, muito feliz. Como você e eu, pela mesma razão. Grande abraço e obrigado pela atenção.

E finalmente, em 3 de abril, arremata:

- Você é padrinho deste retorno da Lolita.

Manoel Carlos ainda mandaria um e-mail para Lolita. Com o carinho de sempre, saudou a atriz pelo retorno e disse ter certeza de que ela se sentiria “cercada de carinho ao nosso lado”.

lolita filme 300x298 O renascimento de Lolita

O encontro de três pessoas deste quilate só poderia dar mesmo no que deu: uma história delicada como as desenhadas por Manoel Carlos entre a moldura de seu Leblon amado.

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26 Set 18h57

O “poderio captador” das “lupas televisistas”

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camera tvrecord ok O “poderio captador” das “lupas televisistas”  

Um delicioso passeio pela Rede Record dos anos 1950

Acaba de chegar às livrarias Ninguém Faz Sucesso Sozinho (Editora Escrituras, 432 págs., R$ 90), a biografia de Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, escrita pelo jornalista José Nêumanne Pinto.

Tuta, 78 anos, é filho do Marechal da Vitória Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira bicampeã mundial de futebol, em 1958 e 1952, e fundador da Record, em 27 de setembro de 1953.

Algumas pérolas do livro permitem dimensionar o papel pioneiro e decisivo da emissora no processo de criação da televisão brasileira, a partir dos anos 1950. Uma época em que a delicadeza compensava a precariedade no país.

Uma delas: um texto jornalístico que anuncia a compra, pela emissora, de um lote de uma lente especial, a “Video Reflector”, com um poderoso, espantoso e revolucionário zoom capaz de arrastar até a ponta do nariz do cinegrafista um objeto colocado à monumental distância de... 150 metros.

Vamos ao texto, reproduzido aqui na íntegra, com os cacos, os sinais do tempo e até os erros que, no todo, lhe conferem um ar deliciosamente poético:

Não terá passado desapercebido ao público amante do futeból e que acompanha as transmissões do seu esporte predileto através o video e o audio da TV-Record que êste canal proporciona tomadas do campo de ângulos e modos e proporções inusitadas nas atividades desse tipo.  Revelamos o segrêdo técnico: como já se sabe, geralmente, na opinião unânime dos maiores técnicos no assunto, não existem no mundo todo outras 10 estações de televisão tão moderna e completamente aparelhadas como a “caçula” da televisão bandeirante.

Isso tornou possível incluir na sua dotação técnica aparelhos e especialmente lentes, além de métodos verdadeiramente “up to date” em matéria de captação e de transmissão. No caso do futeból (mas também aplicável a qualquer outro acontecimento de importância e de cujo local exato não se possa aproximar a câmara por qualquer motivo) deve-se a nitidez dos primeiro planos que parecem quase impossíveis, simplesmente ao chamado “Video Reflector”. Trata-se de uma poderosa lente especial, com a qual estão equipados os caminhões da TV-Record.

Façam idéia os leitores amigos do poderio captador dessa lupa televisista por por êste detalhe: a uma distância de 150 metros ela pode aproximar até MEIO CENTÍMETRO o objeto focalisado permitindo desse modo a análise e até a síntese do menor detalhe.

O custo dessa lente foi de 150 mil cruzeiros! Até agora, enquanto o pessoal responsável se familiariza com sua aplicação que não é muito fácil, tem sido usada para jogos de futeból. Mas imaginem os leitores qual não será a sua utilidade, de futuro, em casos de acidentes, de fenômenos naturais, de visitas de grandes personalidades, de acontecimentos de envergadura enfim. Note-se que não só será de alta valia para os tele-espectadores como também poderá ser de enorme ajuda para as autoridades.

O blog perguntou ao cinegrafista Fábio Ribeiro, da Rede Record, qual o poder das “Video Reflector” de hoje:

- Com uma lente apurada, nossas câmeras de última geração puxam objetos a mais de 3 mil metros de distância. Quando o céu está limpo e a lua cheia, dá para ver bem as crateras da superfície lunar...

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26 Set 07h59

Três, dois, um, zero. No ar? Sim, claro: no ar

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Boa noite.

Honrado pela decisão - mal calculada, ao que tudo indica – de ter sido escalado para lutar por sua preciosa atenção na blogosfera colorida, às cotoveladas virtuais, se preciso for, proponho a cada nobre internauta um mesmo trato bilateral.

Anotem (ou teclem) todos em seus cantos: eu busco daqui um blog sempre melhor e vocês, daí, sempre o mesmo blog.

Não sei por que, mas acho a proposta justa.

Se estamos combinadíssimos assim, sejam todos vocês, meus mais novos e queridos amigos de infância, muito - mas muito - bem-vindos.

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