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Posts de 30/09/2009

30 Set 22h56

“Estou com ódio do Hino Nacional”, diz a cantora Vanusa

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“Acho que nunca mais vou cantá-lo publicamente”, completa a cantora.

O nobre amigo da blogosfera colorida certamente viu a interpretação peculiar do Hino Nacional feita pela cantora Vanusa, no último mês de março, em uma cerimônia da Assembléia Legislativa de São Paulo.

A coisa virou viral geral. São milhões de acessos no YouTube.

No vídeo, a intérprete eterna de Paralelas (olha o Belchior aí, gente...) e de Manhãs de Setembro sapeca um “és belo, és forte, és risonho e límpido” no lugar de “és belo, és forte, impávido colosso”.

E, na segunda metade, se enrola totalmente e transforma a obra de Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva num amontoado de versos com melodia e ritmos bem próprios. O público nota o problema e aplaude antes do final, mas o sinal não funciona: a cantora continua até ser interrompida pelo mestre de cerimônias.

Vanusa merece todo o carinho e compreensão. Confesso que, se fosse desafiado a cantar todo o Hino, por exemplo, no momento em que tasco este post aqui na nossa tribuna virtual, minha memória cada vez mais demi bouche e meus neurônios castigados jamais me garantiriam um início-meio-e-fim ao menos aceitável sem a colinha completa do lado.

Nesta entrevista, concedida ao confrade de R7 Miguel Arcanjo Prado com a colaboração luxuosa e decisiva de Tellé Cardim, a cantora encontra pontos positivos no episódio.

- O debate sobre a exigência legal de se cantar o Hino Nacional nas escolas está de volta. E eu contribuí para isso, não há como negar. Se olharmos a coisa por este ponto, consigo até achar um motivo para sentir orgulho

Mas logo muda o tom da cantilena:

- Estou com ódio do Hino Nacional. Não quero cantá-lo nunca mais

Como você avalia tudo isso?

Vanusa – Foi desgastante, mas houve pontos positivos. A volta da discussão sobre o Hino Nacional nas escolas é um deles. Quando era criança, cantava na escola. Com o tempo, isso acabou. Os que riram da minha cara são ridículos e falsos, porque 99,9% deles não sabem cantar o Hino todo sem ler a letra. Os jornalistas, os apresentadores de tevê e os jogadores de futebol também não sabem.

Como isso caiu na internet?

Vanusa – Havia três ou quatro câmeras na Assembléia, todas da tevê oficial. Alguém foi no arquivo, tirou a fita e, quatro meses depois, jogou na Internet. Pelo o que me disseram, a pessoa tinha sido mandada embora e fez isso, em plena semana do Sete de Setembro, para se vingar. Não tenho mágoa. É uma coitada. Quis desmoralizar a Assembléia e me prejudicar, mas acabei virando um hit no Brasil. Um hit produzido por uma coisa ruim, rancorosa, é verdade. Mas um hit.

hino 31 300x228 Estou com ódio do Hino Nacional, diz a cantora Vanusa

 

Você bebeu antes da cerimônia?

Vanusa – Não. Disseram que eu havia tomado meio litro de uísque... Até consegui rir com isso na ocasião. Estava com labirintite. Meu mal foi ter me automedicado. Além disso, tive uma crise pouco antes de começar a cantar. Por causa da crise, fiquei com medo de fazer. Tudo isso deixou minha cabeça oca. A gente fica meio mole, parecendo que bebeu. Foi isso.

O que você acha do Hino Nacional?

Vanusa – Está na hora de jogar essa letra no lixo e adotar um hino menor, não é mesmo? Ninguém mais nesse País está deitado em berço esplêndido, mesmo que por metáfora. Varios apresentadores de tevê falaram mal de mim, uma pessoa com 41 anos de vida artística... Duvido que eles saibam cantar o Hino todo. Fiquei chateada, mas repito: não há mágoa.

Este blog propôs que você cantasse o Hino Nacional corretamente, como merece, para ser colocado no ar. Por que não quis?

Vanusa - Estou com ódio do Hino Nacional. Acho que nunca mais vou cantá-lo publicamente.

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30 Set 19h04

Depois do “Ensaio” e da “Última Parada”

4 Comentários

Os cineastas Fernando Meirelles e Bruno Barreto falam ao blog sobre seus próximos projetos

fogo nas entranhas Depois do Ensaio e da Última Parada

Este blog conversou com dois de nossos maiores diretores de cinema, Fernando Meirelles e Bruno Barreto, sobre os próximos planos.

Os dois foram conferir a gravação do novo DVD de Gilberto Gil, Bandadois, na noite de terça-feira (29), no Teatro Bradesco, em São Paulo.

Meirelles e os profissionais de sua produtora, a O2, estão em fase final de elaboração de um roteiro baseado no romance Fogo nas Entranhas, escrito pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, diretor dos excelentes Carne Trêmula, Tudo Sobre Minha Mãe, Fale com Ela e Má Educação.

O livro de Almodóvar conta a história do dono de uma loja de absorventes íntimos determinado a se vingar de cinco mulheres que o abandonaram.

Sobram passagens quentes no romance do espanhol. O próprio Almodóvar se pergunta como o time da O2 conseguirá adaptar Fogo nas Entranhas sem fazer um filme “pornográfico”. “O livro traz uma idéia forte, mas acho que dá pra fazer uma coisa elegante”, pondera Meirelles. A produção do filme deverá ser toda brasileira.

Barreto foi mais econômico e misterioso. Adiantou apenas que fará um filme bem diferente de Última Parada 174, “com uma atriz internacional de nome grande”. Esperemos, pois.

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30 Set 18h12

São-paulinos, santistas e palmeirenses: provoquem o rival. Quem sugere é o próprio diretor do Corinthians

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A cena do vídeo exibido no jantar de aniversário de 99 anos do Corinthians, de um gavião driblando um bambi todo soltinho, continua a gerar polêmica.

Marco Aurélio Cunha, vereador em São Paulo pelo DEM e superintendente de futebol do clube do Morumbi, não achou a menor graça em ver o bichano com as mãos nas cadeiras e, depois, numa corrida serelepe com os pulsos leves e os braços soltos ao ar:

- É uma grande bobagem, um absurdo, uma coisa apelativa. A mim não incomoda. O São Paulo é uma instituição muito forte para se perturbar com isso. Vejo um chororô danado do outro lado quando tem alguma brincadeira. Depois não reclamem. E nem digam que o São Paulo é quem começa

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosemberg, procurou minimizar o caso:

- Não vejo nada demais. É uma brincadeira sadia. Dia desses coloquei um anúncio nos jornais provocando o Palmeiras. Com a cidade toda em preto e branco, perguntávamos: ‘Para quê mais verde?” Na final do Paulista, embrulhamos um peixe, símbolo do Santos, em papel jornal. Este vídeo (do bambi) não é novo. Está na internet há muito tempo. Com humor e sem violência, nossos rivais deveriam nos provocar também. Assim é saudável. Estou esperando ansiosamente que eles nos provoquem com bom humor.

Se o próprio Rosemberg “espera ansiosamente” a resposta saudável dos rivais, como você, são-paulino, santista ou palmeirense, provocaria o rival do Parque São Jorge?

E você, corintiano, tem alguma ideia sadia, como diz Rosemberg, para espetar mais uma vez os três adversários?

Descreva sua proposta nos comentários. Com equilíbrio, claro.

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30 Set 17h45

Paradinha? Pare com isso

4 Comentários

Pênalti.
O jogador corre em direção à bola e para um segundo antes da batida.
O goleiro cai estatelado, humilhado, no canto que escolheu.
O batedor dá um toquinho no lado oposto.
A bola entra macia e beija a rede. Gol.
Gol?
Do jeito que se tem visto nos gramados, sobretudo os brasileiros, a conclusão desses lances, moralmente, não merece ser chamada de gol.
É covardia, exagero, fuzilamento antiesportivo.
A cena, muitas vezes, é patética.
Está certo que pênalti é infração grave e que o lance deve ter grandes chances estatísticas de terminar em gol.
Mas tudo tem limite.
Quando Pelé a inventou, a paradinha era apenas um leve movimento de corpo, uma quebra de ritmo do batedor para escolher o canto com um pouco mais de chance de converter a penalidade.
Hoje, os jogadores chutam o chão, rebolam, param duas ou três vezes a caminho da marca penal, passam o pé sobre a bola, trazem o pé de volta, ameaçam e não chutam...
Enfim, uma esculhambação.
Não é mais paradinha – e sim um intervalo longo e constrangedor para humilhar o pobre coitado do goleiro.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, pede que a International Football Association Board (IFAB), a associação que regulamenta as regras de futebol no mundo, acabe com a paradinha na reunião marcada para o próximo dia 20 de outubro.
Em visita ao Brasil para o lançamento da pedra fundamental da nova sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Blatter condenou o recurso com palavras fortes, sem paradinhas verbais:
- É uma maneira de roubar. Quem fizer isso deveria receber o cartão amarelo. Não é justo. Trata-se de uma trapaça que precisa acabar.
Mas o chefão da Fifa só percebeu isso agora? Estranho.
O tema é polêmico.
O que acha o nobre amigo da blogosfera colorida?
Espero o comentário de todos nesta minha primeira cantada de galo no terreno dos esportes, esquadrinhado com maestria neste R7 por meu confrade Cosme Rímoli.

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