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20/02/2012 às 14:21:15
Palahaçada da Riotur... só isso
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19/02/2012 às 00:04:56
esse é um caso bom pra discutir, mas é um fato.. se um orientador do AA está visivelmente sob efeito de embriaguez, ou do NA visivelmente "drogado", a credibilidade da instituição estaria comprometida...
Ela perdeu a oportunidade "educativa" de ter tentado "reposicionar" o seu peso e mostrar isso aos seus orientados.. -
18/02/2012 às 22:43:19
"OLHA EDUARDO" há controvérsia,não estou achando certo o que a *tal da empresa fêz com a moça*,mas vê bem *ELA* trabalhava nos VIGILANTES DO PESO.
"Se *ela* não entrava em contato com o público:tudo bem numa boa(apesar de não ser nada saudável para *ela*),*mas* caso contrário foi pelo menos falta de bom senso dela e da empresa".
Pois *ela* não engordou de uma hora para outra,não dormiu magra e acordou gorda.A empresa deve ter acompanhado a "engorda da moça",e somente depois de 20k é que foi achar ruim?
"ELA" por sua vêz deveria por questão de bom senso ter pedido *socorro a empresa*.
31 Out 05h55
“Vou processar muita gente”, diz jovem ameaçada na Uniban por usar vestido curto

Fotos Julia Chequer/R7
Na editoria São Paulo do portal R7 - e agora também aqui no nosso canto - o amigo da blogosfera colorida lê a entrevista que fiz com Geisy Vila Nova Arruda, a moça de 20 anos que foi humilhada e chamada de "puta" por trogloditas travestidos de estudantes, no campus de São Bernardo do Campo (SP) da Universidade Bandeirante, pelo fato mero de usar um minivestido rosa (o mesmo da foto, por sinal).
Leiam e sintam as dimensões da estupidez.
“Me senti um bicho, uma criminosa”, diz estudante da Uniban
Eduardo Marini, do R7
Geisy Vila Nova Arruda, 20 anos, 1,70 metro, loira, olhos verdes, é a terceira dos quatros filhos de um casal de classe média baixa de Diadema, cidade do ABC paulista. Estuda no primeiro ano de Turismo da Universidade Bandeirante, campus São Bernardo do Campo, também no ABC. Na quinta-feira (22), ela foi vítima de um dos mais insanos atos coletivos de que se tem notícia nos últimos tempos. Centenas de estudantes, inclusive mulheres, a atacaram com palavrões, termos chulos e ameaças de agressão e de estupro pelo simples fato de ela usar um minivestido. Nesta entrevista - concedida ao R7 na sexta-feira (30) com o mesmo vestido usado no episódio que ganhou as páginas do YouTube -, Geisy lembra que sentiu “medo e vergonha”. E alerta: “vou processar muita gente”.
R7 – Os gritos e palavrões começaram assim que você chegou ao campus?
Geisy Vila Nova Arruda – Não. Cheguei por volta de 19h50 e fui direto para a sala. Na entrada, ouvi um ou outro comentário, um “gostosa” aqui, um outro ali, mas nada grave ou fora do aceitável. A coisa começou a ficar feia quando fui ao banheiro, por volta de 20h40. Meninas me olharam muito feio no banheiro. Se alguma disse algo, não ouvi. Mas, na volta para a sala, começaram com os palavrões. Alguns tentaram colocar o celular embaixo do meu vestido para fotografar.
R7 – Você voltou para a sala de aula?
Geisy – Sim. E trancamos a porta. Foi quando a situação começou a sair de controle. Eles chutavam a porta, batiam na janela, tentavam filmar tudo com os celulares. Gritavam: “puuu-ta, puuu-ta”, “deixem ela com a gente”, “nós vamos estuprar”, “vamos linchar” e outras coisas terríveis. Tive medo e muita vergonha. Era como se eu fosse um bicho, uma criminosa. Fiquei em estado de choque. Não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo. Ainda estou assustada. Diga-me uma coisa: se eu fosse prostituta, existiria uma justificativa para me agredirem? Então está correto sair pelas ruas identificando prostitutas para bater ou cometer estupro só pelo fato de elas serem prostitutas? Claro que não. Isso é preconceito, retrocesso, burrice, estupidez. Uma falta total de civilidade.
R7 – Este seu vestido me parece normal. Diante do que é possível ver em algumas faculdades urbanas brasileiras, diria que é até comportado...
Geisy – É o que eu penso.

R7 – Você já foi à aula com roupas semelhantes?
Geisy – Claro. Com vestidos até mais decotados e ousados. Tenho fotos no Orkut com roupas bem mais curtas. Eu me visto dessa forma. Gosto de ser assim. É um direito que tenho.
R7 – E aí?
Geisy – A faculdade cometeu vários erros. Demorou muito a mandar seguranças para a sala. Um deles, em vez de pensar em como resolver a situação, passou a me repreender. Fazia perguntas do tipo “francamente: isso é roupa para vir estudar?” e “você não tem vergonha?”. Imagine a situação: as pessoas da sala com medo e os caras pensando em repreensão, em falso moralismo. O que eles têm a ver com a maneira como me visto? Quero lembrar duas coisas importantes. Primeiro: a polícia foi lá para proteger a minha vida, a do nosso professor e a dos meus colegas de turma, e não para me expulsar do campus, como muitos disseram. Segundo: minha turma toda ficou ao meu lado. Ninguém apoiou aquela loucura.
R7 – A coisa piorou mesmo na saída da sala, não é mesmo?
Geisy – Isso. Deram-me um jaleco para vestir. Enquanto eu andava escoltada pelos policiais, o pessoal gritava feito louco. Um detalhe curioso: os homens ficaram mais descontrolados e as ofensas verbais aumentaram quando as mulheres se aproximaram e fizeram críticas. Acho inveja de mulher, quando quer competir ou criticar outra mulher, a pior coisa do mundo. Nada é mais terrível. Muitas das que gritaram pareciam estar era colocando para fora uma inveja pelo meu jeito livre e alegre de ser. Uma das mais enlouquecidas era uma menina que, inclusive, pega ônibus comigo. Berrava de forma descontrolada. O mais curioso é que, no ônibus, ela sempre fica quietinha.
R7 – E os rapazes?
Geisy – Eles pareciam possuídos. Tinham maldade nos olhos. Gritavam: “vamos filmar e colocar no YouTube”. Naquela noite, quando cheguei em casa, fui direto para Internet. Não deu outra: estava lá, no YouTube.
R7 – Quem você vai processar?
Geisy - Já tenho advogado. Vou processar e pedir indenização a todos os que colocaram essa coisa na Internet, com aqueles títulos deploráveis, palavrão e tudo o mais. Eles postaram lá para me humilhar, mas a imprensa virou o jogo e agora estão todos com medo das consequências. E elas, se Deus quiser, serão duras. Se meu advogado julgar oportuno, deverei processar a Uniban, os alunos que forem identificados por minhas testemunhas e até professores que disseram o que não deveriam ter dito. Como me chamar de fulana e de outras coisas piores.

R7 – Como era seu relacionamento na Uniban antes do caso?
Geisy – Normal. Nunca tive nada grave com ninguém.
R7 – Acha que fariam isso contigo se você fosse de família rica ou filha de alguém influente na universidade?
Geisy – De jeito nenhum.
R7 – Você agora ficou conhecida. Deverá receber convites...
Geisy – Já entendi o que você quer saber. Posar nua eu não aceito. Reality show, para mim, seria monótono. Não agüento ficar muito tempo trancada. Mas, se for algo bom, quem sabe?
R7 – Como espera ser recebida de volta na faculdade?
Geisy – Não preciso que as pessoas me peçam desculpa, mas queria voltar de cabeça erguida e ser respeitada. Se por acaso alguém me aplaudir, vou gostar.
Leia mais
+ Grupo de garotas agride e abusa de colega em SP
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30 Out 05h55
Governo mantém redução do IPI para a linha branca. Os leitores deste blog já sabiam

A principal notícia da quinta-feira (29) foi o anúncio da prorrogação dos descontos de IPI para a chamada linha branca (geladeiras, tanquinhos, máquinas de lavar e fogões).
Os amigos que frequentam este canto da blogosfera colorida podem bater no peito e mandar: sei disso há mais de um mês. Para eles, a notícia não é nova.
Abaixo, a reportagem sobre o assunto publicada pelo R7 e, depois, o texto que tasquei aqui logo na estreia do portal, em 27 de setembro.
Primeiro, a reportagem atual:
Governo mantém redução de IPI para eletrodomésticos
Josie Jeronimo, do R7 em Brasília
Os consumidores poderão aproveitar o 13º salário para comprar eletrodomésticos com imposto reduzido. O Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (29) que o governo vai prorrogar até o fim janeiro o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) reduzido de geladeiras, tanquinhos, máquinas de lavar e fogões, a chamada linha branca.
O ministro Guido Mantega inseriu um novo critério para a redução do imposto. Produtos chamados da linha "verde", que apresentam "selo A", porque consomem pouca energia elétrica, continuarão com o mesmo desconto.
Mas a partir do dia 1º de novembro, geladeiras e outros eletrodomésticos que consomem muita energia, os chamados modelos de luxo, terão os preços aumentados, pois voltarão a ser tachados com os índices anteriores da redução do IPI.
Geladeiras da chamada "linha A" continuarão com IPI de 5%, o imposto antes da redução era de 10%. Máquinas de lavar econômicas também manterão o atual índice de IPI, de 10%. Apenas os fogões terão um leve aumento, pois o preço terá acréscimo de 2%. Até o dia 31, os fogões não pagam nada de IPI, mas em 1º de novembro terão aumento de 2% no preço.
- O objetivo dessas medidas é estender o benefício do IPI reduzido, de modo que os preços desses produtos continuem baixos - disse Mantega.
O ministro da Fazenda afirmou ainda que os comerciantes se comprometeram a repassar essa redução do imposto para os preços dos produtos, além de gerar mais empregos no setor.
- O grande objetivo do governo com esse anúncio é possibilitar que o consumidor de renda mais baixa tenha acesso a esses produtos. Hoje, 60% da população ainda não têm máquina de lavar ou tanquinho.
Mantega afirmou, entretanto, que a partir de fevereiro a indústria terá que voltar a caminhar com as próprias pernas e o IPI deve voltar aos níveis pré-crise financeira.
Agora, o post de 27 de setembro:
Aposte com grandes chances de ganhar: redução de IPI para linha branca será mantida
Governo deverá manter descontos para incentivar compra de fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho
Este blog felizmente não pretende viver apenas da conversa doce e mole de seu titular. Sempre que possível, irei tascar (a turma bacana aqui do R7prefere postar) neste buraco virtual algo útil para a vida do nobre amigo da blogosfera colorida.
Pois chame a mulher, o marido, o namorado, o amigo, a amiga ou o vizinho e aposte com grandes chances de ganhar: no próximo dia 16 de outubro, o governo federal deverá prorrogar a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, sobre a chamada linha branca – geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A informação escapuliu de um cantinho quente do Ministério da Fazenda.
O IPI das geladeiras foi reduzido de 15% para 5%. O dos fogões, de 5% para zero. O das máquinas de lavar, de 20% para 10%, e o dos tanquinhos, de 10% para zero. Desde o início dos descontos, as vendas aumentaram 20% nas grandes redes de lojas e de supermercados.
A Receita Federal é contra, mas representantes do governo, fabricantes, comerciantes defendem a manutenção da colher de chá. A turma do sim tem os seguintes argumentos: o setor ainda precisa dessa força para se recuperar da crise e o buraco produzido pelo desconto dado nestes produtos não fere tanto assim o Tesouro.
O chorinho para a linha branca gerou nos últimos seis meses uma renúncia fiscal bruta de R$ 354 milhões. Um machucadinho de criança se comparado ao que deixou de ser arrecadado de IPI, a partir do estouro da crise, para fazer a indústria automobilística pegar no tranco.
De acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), houve neste mercado R$ 1,8 bilhão de renúncia bruta no primeiro semestre de 2009, com R$ 559 milhões de custo final para o governo, descontada a arrecadação adicional produzida pelo aumento de vendas.
Mas essa porta, ao que tudo indica, começará a ser fechada no próximo dia 1º de outubro, com o início da recuperação das alíquotas. Pena. O amigo interessado tem até a próxima quarta-feira para conferir, nas concessionárias, a xepa chique dos últimos feirões das montadoras. E bater o martelo – longe da pintura do carango, é notório.
Sempre que for possível, os amados amigos da blogosfera colorida saberão das coisas antes de geral.
veja mais:
+ Mantega nega que critério de redução do IPI seja político
+ Saiba como aproveitar o IPI reduzido
+ Governo mantém redução de IPI para eletrodomésticos
+ Conheça todos os blogueiros do R7
29 Out 20h00
Os Jogos Olímpicos no Rio serão seguros. O problema é outro

Os conflitos entre polícia e traficantes e o assassinato covarde de um diretor do grupo Afroreggae, em episódio marcado pelo comportamento delinquente de policiais, ressuscitaram a discussão sobre a capacidade do Rio de Janeiro de realizar uma Olimpíada segura em 2016.
Novamente, a discussão é travada a partir de um misto de alhos, bugalhos, miopia e bairrismo periférico.
Em alguns casos, há a soma de parte desses elementos. Em outros, a união de todos.
O ponto é o seguinte: realizar uma Olimpíada segura no Rio e criar uma rotina com padrões minimamente aceitáveis de segurança para os habitantes da cidade são questões com pontos em comum, mas completamente distintas.
O Rio de Janeiro vai realizar os Jogos Olímpicos de 2016 sem qualquer problema relevante de segurança.
O Rio de Janeiro, Borá (SP), Bacurituba (MA), Fortaleza (CE), Parintins (AM), São Paulo (SP), minha amada Três Rios (RJ) de nascimento ou qualquer um dos nossos mais de 5,5 mil municípios que eventualmente fosse escolhido para isso.
Por um motivo elementar: com tantos anos de preparo e vontade política de não deixar furos, os poderes públicos federal e estadual têm condições de garantir, por 60 dias, a segurança total para a tal família olímpica em qualquer ponto deste País.
E isso será feito na capital fluminense por qualquer grupo que estiver à frente desses poderes na ocasião.
Até por uma questão de sobrevivência de projeto político - seja ele qual for.
Transformar o Rio por 60 dias numa redoma de segurança provisória não será difícil.
O problema da cidade não é esse agora - e nem será em 2016.
A questão é aproveitar a oportunidade e os investimentos históricos para garantir padrões dignos de segurança aos cariocas do morro e do asfalto bem antes do Dia Zero - a véspera da chegada de todos - e imediatamente após o Dia 60 - ou seja, o minuto seguinte ao que a tal família olímpica disser bye bye, so long, farewell.
Até para que a cidade deixe de registrar - em seu cotidiano - cenas como a que voltamos a ver recentemente.
Leia mais
+ Rio pode ganhar mais unidades pacificadoras nas Olimpíadas
+ O que você sabe sobre a candidatura do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016?
+ Para indústria, Copa, Olimpíadas e pré-sal colocam Brasil em novo patamar de negócios
28 Out 14h55
Substituição nas cabeleiras poderosas de Brasília: sai acaju Senado, entra preto pré-sal

Ricardo Stuckert/Presidência da República/ABr
O tom da cabeleira das autoridades virou assunto saboroso nas rodas de conversa em Brasília.
Senadores, ministros e outras figuras de peso do poder abandonaram a tintura de cabelo "acaju Senado", hit histórico na capital federal, para aderir com entusiasmo a um tom mais radicalmente escuro, batizado desde já de "preto pré-sal".
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o das Cidades, Márcio Fortes, e o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) são alguns dos muitos ex-acaju empolgados com a novidade.
Más línguas apostam que a tinta acaju da barbearia do Congresso acabou.
E há ainda quem aposte: a partir de agora, se o objetivo for encaminhar boas votações e projetos, o melhor a fazer é tratar com muito carinho - e elogio - o bloco cada vez mais forte e envaidecido do preto pré-sal.
28 Out 05h50
Receita Federal procura uma fotografia de Lina Vieira

Antonio Cruz/ABr
A publicação da foto acima, da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, é uma contribuição modesta deste blog para a sempre atenta equipe deste diligente órgão da administração federal.
O motivo da ajuda é singelo: por coincidência, falta de tempo, má vontade ou, vá lá saber, qualquer outro motivo, a galeria de retratos dos ex-secretários da Receita Federal ainda não conta com a imagem de Lina.
O detalhe não escapou ao olhar implacável da repórter Josie Jerônimo, do R7 em Brasília.
Lina gerou polêmica ao dizer que se encontrou, em outubro passado, no Palácio do Planalto, com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.
Na versão de Lina, no encontro, que teria sido convocado pela ministra, Dima teria pedido a ela que “concluísse rapidamente" a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Dilma, provável candidata do PT à presidência da República, nega com veemência o encontro.
De qualquer forma, a fotografia está aí. E no R7, uma galeria reúne mais fotos de Lina Vieira. Confira!
26 Out 05h43
A linda Marisa Monte, o lindo tio Carlinhos e a linda Isadora

O tosco que tasca coisas nessa esquina esquecida não é propriamente um fã de chocolate.
Nem de doce, diga-se a bem da verdade.
Antes, ao contrário.
No entanto, ele adora jujuba, mariola, balas e assemelhados.
Este cidadão acha essa coisa entre o doce e o suicídio o mais justo encanto ilusório de caimento do mundo.
Tenho uma filha de seis anos - e às vezes ela me pede jujuba, mariola, balas e assemelhados.
Na minha hesitação entre ver a repressão assim, como ela se dá, e a suposta salvação da própria consciência, eu quase sempre faço concessões.
Entrego-me porque acho que vida, antes de tudo, é prazer.
Um prazer que a gente constrói a cada momento.
Deliro agora inspirado pelo fato mero de que isso me faz lembrar coisas efetivamente bacanas de minha história pessoal.
Mariola, por exemplo.
Para os não cariocas, mariola é doce de banana embrulhada em papel celofane.
Mariola sempre me faz lembrar um tio meu, o tio Carlinhos, carioquíssimo, que sempre, ao ligar para minha casa, a propósito de matar saudades de seu irmão mais velho (o meu pai), bradava ao ouvir o alô:
- Ganha uma mariola se adivinhar quem ééé...
Claro: eu e meus irmãos sempre adivinhávamos quem era. Claro: a gente sempre fazia juz à mariola. Claro: a gente jamais recebeu a mariola.
Mas, para além do carinho e da elegância do tio Carlinhos, a gente sempre se deparou com presentes muitos mais encorpados do que uma mariola quando ele, o tio Carlinhos, tinha oportunidade de estalar um beijo em uma das nossas bochechas.
Tio Carlinhos sempre foi e é gênio - até porque, felizmente, ainda está entre nós.
É gênio do que deve ser o prazer.
A história chapou-me à cabeça enquanto ouvia a belíssima Não é proibido, cantada por Marisa Monte.
A elegância destilada de Marisa Monte, ao contrário de me parecer ser pano de fundo para uma crítica negativa, óbvia e emburrecedora da idiotiália, produz-me encantamento.
A música pop mais agradável dos últimos tempos é Não é proibido.
Sobretudo quando quem a executa está lá, com aqueles cachos de cor preta inegociável e aquele vestido de cor preta igualmente inegociável.
Como é final de semana, vamos ao que interessa:
http://www.youtube.com/watch?v=D05vdXdvJIk
Se este atalho não der certo, entre em YouTube, escreva Marisa Monte Não é Proibido.
E seja feliz - se a elegância, assim, lhe permitir.
26 Out 00h52
Pitacos sobre a rodada do Brasilerão que se encerra

1) São Paulo é mais candidato do que o Palmeiras
2) Atlético Mineiro é candidato até passar nossa desconfiança.
3) Flamengo, que resolveu não perder mais, é candidato de supremo fato ao título.
23 Out 10h17
Como se chama mesmo a filha do talentoso e gente boa Zezé di Camargo?

O que tenho lido nas últimas semanas sugere que aquela moça, uma das filhas do gigantesco Zezé di Camargo, aquela que tenta cantar, tem tentado na verdade uma espécie de new way pseudo-cosmopolita para sua carreira.
Sou levado a crer que a moça está à procura de, imaginemos dessa forma, uma aura um pouco mais pop globalizada.
Noite de um final de semana desses, entrei na sala da minha casa, quase sempre frequentada por amigos músicos de meu amado filhote roqueiro Luan, e eis que estava lá, na tevê, uma blondie tapuia cabelinho gritando, à falência de qualquer limite de garganta, Não!Não! Não!
Fiquei assim, olhando.
A cidadã gritou Não! mais umas 37 vezes, ao que tive condição de contar.
E, aí, organizou o movimento um dos caras da banda do Lula (não aquele, o cara, por sinal amigo de Zezé, mas o meu Luan, para nós também o cara, no seu devido apelido familiar).
Encarando-me com aquela barba cubista típica desses rapazes que hoje somam menos de 25 anos, o baixista (ou baterista, ou guitarrista) mandou ver: "tio Dudu, essa aí é a filha do Zezé di Camargo. O cara, além de bom artista, é gente boa pra caramba. E bom de bola. Será que ele num bate uma pelada daquelas com a gente aqui na Granja?"
Em seguida, o cara emendou: "Você sabe que eu li num canto desses aí de internet que, tipo assim, ela não quer ver mais sua imagem - sua não, tio Dudu, a dela - relacionada à do Zezé di Camargo? Não pode ser possível. O cara é gente fina demais!".
Esperei a filha do Zezé di Camargo acabar de gritar mais uns Nãos! (acho que foram outros dez ou onze, sei lá...) e respondi: ééé... faz sentido.
E aí, para resumo estético de tudo isso, o rapaz perguntou: "Tio Dudu, como ela se chama mesmo?"
Artisticamente, eu e a suprema e encantada maioria do País conhecemos Zezé di Camargo.
O autor, entre várias outras, da antológica É o amor, o hino popular desde já registrado, por soberba competência de seu autor, na média da memória coletiva e eterna do brasileiro das massas pós-modernas.
Enquanto lembro-me do episódio - e coloco pontos finais nesses remendos -, ouço de longe Maria Bethania, a Deusa, preenchendo parte do espaço com "Você é minha doce amada/minha alegria/meu conto de fadas/minha fantasia/a paz que eu preciso pra sobreviveeeeeer..."
O resto é brincadeira.
Haveria mais o que dizer. Mas deixa pra lá.
23 Out 07h19
Da série virou viral geral: a mina do Mano Menezes
Olá.
Fiz mais essa reportagem para o R7.
Como não sei passaram por lá todos os fiéis e amados amigos da blogosfera colorida, trato logo de oferecer por aqui meu modesto mas estimado balde de estrelas.
Com carinho. Eduardo.
A mina do Mano Menezes
Com mais de um milhão de seguidores, o Twitter do técnico do Corinthians é comandado por sua filha Camilla Menezes

- Treinamos bem nesta quarta-feira. Depois de um dia de trabalho, estou em casa assistindo ao jogo da rodada.
Às 21h17 de quinta-feira (22), eram essas as “novas” informações tascadas no Twitter do técnico do Corinthians, Mano Menezes.
A palavra nova, no caso, é mesmo obra de boa vontade: as frases sobreviviam no teto da página do treinador por colossais 23 horas. Uma eternidade no mundo virtual, na blogosfera colorida e, sobretudo, na cada vez mais neurótica microblogosfera de twitters, facebooks e afins.
Claro que não é sempre assim. Mas, de qualquer forma, o toque de bola cadenciado e sem correrias não parece atrapalhar a campanha para atrair multidões.
Naquela mesma noite, Mano contabilizava 1.098.596 (isso mesmo: um milhão, noventa e oito mil, quinhentos e noventa e seis) seguidores. São vinte e sete estádios do Pacaembu lotados e mais outro a um terço da bomba – e isso já com empurrãozinho dado para o Corinthians disputar, com lotação máxima de 40,2 mil fiéis, a próxima Libertadores.
Mano é o segundo integrante brasileiro do Twitter com o maior número de súditos. Até semanas atrás estava na liderança, mas foi superado pelo apresentador Luciano Huck. Naquela mesma quinta-feira, o apresentador global tinha 1,23 milhão de sujeitos em sua cola.
As marcas surpreendentes do microblog do técnico são fruto do trabalho da jornalista Camilla Menezes. Formada na PUC do Rio Grande Sul, especializada em jornalismo internacional na City University de Londres e com estágios na Rádio ONU e no escritório britânico da rede CNN, a simpática Camilla é também filha única de Mano.
Este último dado de seu currículo de vida é, evidentemente, o mais caro aos olhos do treinador. Foi fácil perceber isso semanas atrás, quando o gauchaço de semblante carrancudo derreteu-se em lágrimas diante de câmeras e jornalistas ao ver a moça chegar de surpresa, vinda da Europa, numa entrevista coletiva concedida por ele.
Foi de Camilla a ideia de lançar o Twitter do treinador no primeiro semestre deste ano. Fez isso antes da criação da página oficial do técnico (www.manomenezes.com.br), e depois usou-o como ferramenta principal de promoção do site.
No início, Mano estranhou. Parecia pós-modernidade demais para um cidadão com vida forjada no mundo da boleirada.
Mas, logo depois, ele sucumbiu aos argumentos da filhota e capitulou. Os dias e meses seguintes se encarregariam de provar que a estratégia da mina do Mano estava correta.
Ela mesma dá detalhes:
- Lançamos o Twitter em abril. Com apenas sete dias de atividade, ele já reunia mais de 30 mil seguidores. Então lançamos a página oficial e fizemos a ligação entre uma coisa com a outra.
Ao R7, Mano não escondeu a satisfação com os resultados do mundo virtual e do trabalho da filha:
- Confesso ter ficado surpreso com a velocidade da comunicação no Twitter. Ela é feita através de contatos imediatos, sem intermediários com o torcedor. Isso permite passar mensagens sem distorções ou erros de interpretação. E a Camilla é a competência aliada à confiança extrema. Para mim, não poderia haver situação melhor.
Marinês, mãe da mina e mulher do Mano, faz de tudo para manter-se distante dos holofotes. Prefere assim. E, de acordo com a filha, o jeitão carrancudo do pai não revela toda a sua personalidade:
- Ele, de fato, é rigoroso. Valoriza a seriedade no trabalho e nas escolhas da vida. Mas também tem senso de humor e sabe se divertir.
Mano tasca, em média, de duas a quatro mensagens em seu microblog. São quase sempre textos como o da abertura desta reportagem, sobre a rotina de trabalho e o time do Corinthians.
As informações sobre a vida pessoal são absolutamente calculadas. No máximo, revelam a quantidade de tempo que passou no Rio Grande do Sul ou em algum destino escolhido para um final de semana de descanso. E também, como no exemplo dado aqui, passam informações gerais a respeito de uma ou outra partida a ser assistida.
O treinador raramente posta algo com os próprios dedos. Na quase totalidade dos casos, discute o conteúdo com a filha, que se encarrega de tascar a mensagem no concorrido espaço de 140 letrinhas.
Os microblogs de Mano, Huck e do programa Fantástico, da Rede Globo, são os únicos brasileiros incluídos numa lista internacional de twitteiros que a rede social sugere a todos os que abrem uma conta em qualquer lugar do mundo.
Ao se cadastrar, o novato recebe uma lista com a sugestão de 20 desses eleitos, escolhida aleatoriamente pela ferramenta. Nerds mais aplicados garantem que o empurrão seria capaz de garantir uma média de 6 mil novas ovelhas virtuais por dia.
Isso poderia explicar porque o técnico acumulou tanto seguidores num tempo relativamente curto. E o motivo de existir, entre eles, uma parte considerável de estrangeiros sem fotos no perfil ou mesmo condição de ler em português.
Para muitos, viria daí também a explicação para o fato de Mano, sintomaticamente, ter sido ultrapassado justamente por Luciano Huck, o companheiro brasileiro da lista de ouro do Twitter internacional.
Diante de tudo isso, ressurge a pergunta que não quer calar: o que se deve fazer para entrar nesta lista? Com a palavra, Camilla:
- Sinceramente, não tenho a mais remota ideia. Eu te garanto: jamais procuramos ou fomos procurados pelo Twitter para, pagando ou não, fazer parte dessa ou de qualquer outra lista. Se estamos nesta ou em qualquer outra, é por decisão exclusiva deles, baseada em critérios que desconheço. Em julho passado, o jornal britânico The Daily Telegraph elegeu o blog do Mano como um dos dez mais influentes do mundo. Desconfio que deva ser interessante contribuir com o crescimento de contas como a nossa para fortalecer o próprio Twitter em meio à concorrência. Mas repito: é apenas um palpite. Como disse, não fizemos qualquer contato ou negociação sobre esse tema.
Camilla lembra de outro detalhe importante sobre o comportamento twitteiro do pai:
- Ele não posta nada quatro ou cinco horas antes, durante e logo depois das partidas, quando ocorrem as entrevistas coletivas. São momentos de concentração e ele não quer passar a ideia de que não está envolvido o suficiente com aqueles momentos importantes.
Mas lembranças como as da quarta-feira passada são feitas com tranquilidade.
Até porque, ao que tudo indica, Mano ficou feliz.
O “jogo da rodada” em questão era aquele em que o barraco do rival Palmeiras desabava na derrota por 2 a 0 para o Santo André, um dos lanternas do Brasileirão.
22 Out 19h48
Sou doutor. Sou mestre. Tenho um sonho: ser gari

Basta a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro), a instituição pública de coleta de lixo dos cariocas, abrir um concurso para gari e a história se repete: doutores, mestres, pós-graduados e graduados se misturam aos milhares de inscritos para concorrer a uma das vagas.
Desta vez não foi diferente.
Entre os cerca de 110 mil concorrentes reunidos até a noite de quarta-feira (21) para disputar as 1,4 mil vagas oferecidas, 45 afirmaram ter título de doutorado, 22 de mestrado e 80 de pós-graduação.
Além disso, 1.026 disseram ter curso superior completo e 3.180, graduação incompleta.
A oferta inicial: salário de R$ 486,10, plano de saúde, vale-transporte e ticket refeição de R$ 237,90.
Para 44 horas semanais de trabalho - trabalho muito duro, como se sabe.
Para fazer o concurso, o candidato precisa ter a quarta série do ensino fundamental.
A seleção não envolve exames escritos, apenas testes físicos.
Pode ser que parte dos candidatos tenha mentido na esperança de levar vantagem com a suposta escolaridade além da exigida.
Pode ser que outros tenham simplesmente errado no preenchimento do formulário.
Ou as duas coisas.
É. Pode ser.
Empregos públicos supostamente trazem segurança.
E os laranjinhas da Comlurb são um dos mais dignos e alegres ícones da carioquice e do próprio País.
Mesmo assim, e ainda com o desconto de todas as possibilidades listadas acima, sobra a certeza de que algo está errado.
Muito errado.
Ainda que consideremos todas as dificuldades do mercado de trabalho, o que obriga um doutor, um mestre ou um pós-graduado a tentar recolher lixo em vez de usar seu preparo para gerar conhecimento e riqueza em atividades mais complexas e com maior valor agregado?
Custa muito dinheiro formar um profissional deste quilate.
É muito caro para ele próprio, é caríssimo para o País.
Esse investimento só vale a pena se o conhecimento adquirido for, em algum momento, dividido com as novas gerações ou transformado em produção e riqueza.
Este é o caminho que o País deveria seguir.
Mas, se mesmo no século 21 isso não for possível, restam algumas informações adicionais.
Os organizadores do concurso da Comlurb esperam mais 90 mil novos concorrentes até o final das inscrições, na sexta-feira (23).
Elas podem ser feitas no site www.funrio.org.br .
A seleção terá validade de 24 meses e a primeira fase de testes físicos deverá ocorrer entre 14 a 20 de novembro.
Em tempo: a essa altura do campeonato (ou do concurso) talvez não seja necessário lembrar que doutores, mestres, pós-graduados e graduados poderão concorrer.












