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1 Out 18h36

Impressões sobre a batalha (nada olímpica) de Copenhagen

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Faltam horas para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos d2 2016.

Tasco aqui algumas impressões deste blog a partir dos últimos movimentos em Copenhagen, na Dinamarca, onde arde a batalha das quatro cidades finalistas (Rio de Janeiro, Madri, Tóquio e Chicago) pela indicação final.

rio roda gigante 300x225 Impressões sobre a batalha (nada olímpica) de Copenhagen

A entrevista coletiva dos brasileiros foi a mais organizada. Pareciam ter se preparado profissionalmente para a ocasião. Americanos improvisaram e japoneses se perderam em números e em problemas de última hora com o material levado. 

Membros da delegação americana declararam que o Rio de Janeiro não teria condição de abrigar os Jogos. Delegados espanhóis disseram que o Rio "é a pior entre as quatro cidades". 

A parte do regulamento ligada ao comportamento ético na disputa proíbe ataques como esses entre as delegações.

O Rio agiu certo ao pedir formalmente dois registros de protesto. Com isso, além de entrar no escaninho das vítimas (o que sempre faz bem em disputas de ascendentes com estabilizados do Primeiro Mundo),  fez os espanhóis se desculparem publicamente. Outro ponto.

Lula foi feliz ao comparar a sua trajetória pessoal (o nordestino pobre que chegou à presidência da República e ao cenário político internacional) com a luta do Rio (uma cidade de um país em desenvolvimento e de uma região que jamais abrigou uma Olimpíada, a América do Sul) diante de três cidades do mundo rico. Pode fazer algum efeito, sobretudo entre os africanos. Outro ponto.

Foi boa a tacada de levar Paulo Coelho para jantar com as mulheres de 70 delegados. Coelho é uma estrela mundial. Desperta encantamento em qualquer tipo de gente, inclusive em delegados. Outro ponto.

A disputa está apertadíssima, mas o Rio leva uma vantagem mínima sobre Chicago na maioria das agências de apostas.

Pelé. Outros muitos pontos - e aqui, por motivos elementares, são desnecessárias as explicações.  

É possível, então, bater o martelo desde já e dizer que o Rio levou?

Não. Claro que não. Longe disso.

Todos esses pontos - e também o trabalho realizado até aqui pelo Rio 2016 - podem não resistir ao charme de um certo professor universitário com residência civil em Chicago chamado Barack Obama. E também ao de sua mulher, Michelle.

O casal mais poderoso do mundo não defende apenas uma cidade americana - o que já seria muita coisa.

Fazem campanha pela cidade em que criaram o par de filhas primeiros anos, fizeram carreira acadêmica e construíram a vida da família.

A cidade para onde voltarão após deixarem o endereço atual do casal, dos filhos e do cachorrinho da família: a Casa Branca.  

A cidade dele, o Homem. A cidade dela, a Mulher.

simbolos finalistas 300x261 Impressões sobre a batalha (nada olímpica) de Copenhagen

Há precedentes para a virada. Faz pouco tempo. O nobre amigo deve se lembrar.

Quatro anos atrás, Paris chegou como favorita a Cingapura para a disputa pelos Jogos de 2012. Bastou, no entanto, um rasante do então primeiro-ministro britânico Tony Blair para que Londres levasse a parada.

Por três votos.

Teremos novamente vitória por pequena margem.

Tomara que Lula - como disse recentemente um certo professor universitário chamado Barack Obama - seja novamente o cara.

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