11 Out 00h10
Eles não acreditavam em Pet. Eles e todos nós…

O confrade Cosme Rímoli lembra, aqui do lado, a história do retorno ao Flamengo de Dejan Petkovic, 37 anos, herói da vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo neste sábado (10).
Cabe acrescentar que Pet, como a torcida rubro-negra o chama, foi bancado pelo presidente do clube, Delair Dumbrosck, substituto do eleito Márcio Braga, que precisou deixar o cargo para ser submetido a uma cirurgia cardíaca.
Mas ninguém - nem Cuca, nem Kléber Leite, nem Braga, nem mesmo Dumbrosck - acreditava em Pet, o quase quarentão vindo de temporadas apagadas em grandes times como Atlético Mineiro e Santos.
Entre os incrédulos estavam ainda todos - rigorosamente todos - os jornalistas e cronistas esportivos brasileiros.
A coisa só foi feita porque o Flamengo precisava urgentemente resolver uma pendência jurídica, fruto de um processo movido por Pet, que impedia o clube de receber as rendas de seus jogos.
Dos R$ 16 milhões dados pelo juiz, o jogador topou receber a metade.
A rigor, acho que, de uma maneira ou de outra, ele jamais receberia o total decidido no martelo judicial.
Seria fatalmente levado a fazer um acordo.
Acabou com o acerto e também com uma vaga em um grande clube, num momento de total falta de espaço para o seu futebol.
Vista a questão por este ângulo, Pet saiu-se bem.
Agora, ouve-se à exaustão nos programas esportivos: "e eles não queriam o cara...".
Eles e nós todos, caras-pálidas.













