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23 Out 10h17

Como se chama mesmo a filha do talentoso e gente boa Zezé di Camargo?

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zeze Como se chama mesmo a filha do talentoso e gente boa Zezé di Camargo?

O que tenho lido nas últimas semanas sugere que aquela moça, uma das filhas do gigantesco Zezé di Camargo, aquela que tenta cantar, tem tentado na verdade uma espécie de new way pseudo-cosmopolita para sua carreira.

Sou levado a crer que a moça está à procura de, imaginemos dessa forma, uma aura um pouco mais pop globalizada.

Noite de um final de semana desses, entrei na sala da minha casa, quase sempre frequentada por amigos músicos de meu amado filhote roqueiro Luan, e eis que estava lá, na tevê, uma blondie tapuia cabelinho gritando, à falência de qualquer limite de garganta, Não!Não! Não!

Fiquei assim, olhando.

A cidadã gritou Não! mais umas 37 vezes, ao que tive condição de contar.

E, aí, organizou o movimento um dos caras da banda do Lula (não aquele, o cara, por sinal amigo de Zezé, mas o meu Luan, para nós também o cara, no seu devido apelido familiar).

Encarando-me com aquela barba cubista típica desses rapazes que hoje somam menos de 25 anos, o baixista (ou baterista, ou guitarrista) mandou ver: "tio Dudu, essa aí é a filha do Zezé di Camargo. O cara, além de bom artista, é gente boa pra caramba. E bom de bola. Será que ele num bate uma pelada daquelas com a gente aqui na Granja?"

Em seguida, o cara emendou: "Você sabe que eu li num canto desses aí de internet que, tipo assim, ela não quer ver mais sua imagem - sua não, tio Dudu, a dela - relacionada à do Zezé di Camargo? Não pode ser possível. O cara é gente fina demais!".

Esperei a filha do Zezé di Camargo acabar de gritar mais uns Nãos! (acho que foram outros dez ou onze, sei lá...) e respondi: ééé... faz sentido.

E aí, para resumo estético de tudo isso, o rapaz perguntou: "Tio Dudu, como ela se chama mesmo?"

Artisticamente, eu e a suprema e encantada maioria do País conhecemos Zezé di Camargo.

O autor, entre várias outras, da antológica É o amor, o hino popular desde já registrado, por soberba competência de seu autor, na média da memória coletiva e eterna do brasileiro das massas pós-modernas.

Enquanto lembro-me do episódio - e coloco pontos finais nesses remendos -, ouço de longe Maria Bethania, a Deusa, preenchendo parte do espaço com "Você é minha doce amada/minha alegria/meu conto de fadas/minha fantasia/a paz que eu preciso pra sobreviveeeeeer..."

O resto é brincadeira.

Haveria mais o que dizer. Mas deixa pra lá.

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