Publicidade

26 Out 05h43

A linda Marisa Monte, o lindo tio Carlinhos e a linda Isadora

4 Comentários

marisa 298x300 A linda Marisa Monte, o lindo tio Carlinhos e a linda Isadora

O tosco que tasca coisas nessa esquina esquecida não é propriamente um fã de chocolate.

Nem de doce, diga-se a bem da verdade.

Antes, ao contrário.

No entanto, ele adora jujuba, mariola, balas e assemelhados.

Este cidadão acha essa coisa entre o doce e o suicídio o mais justo encanto ilusório de caimento do mundo.

Tenho uma filha de seis anos - e às vezes ela me pede jujuba, mariola, balas e assemelhados.

Na minha hesitação entre ver a repressão assim, como ela se dá, e a suposta salvação da própria consciência, eu quase sempre faço concessões.

Entrego-me porque acho que vida, antes de tudo, é prazer.

Um prazer que a gente constrói a cada momento.

Deliro agora inspirado pelo fato mero de que isso me faz lembrar coisas efetivamente bacanas de minha história pessoal.

Mariola, por exemplo.

Para os não cariocas, mariola é doce de banana embrulhada em papel celofane.

Mariola sempre me faz lembrar um tio meu, o tio Carlinhos, carioquíssimo, que sempre, ao ligar para minha casa, a propósito de matar saudades de seu irmão mais velho (o meu pai), bradava ao ouvir o alô:

- Ganha uma mariola se adivinhar quem ééé...

Claro: eu e meus irmãos sempre adivinhávamos quem era. Claro: a gente sempre fazia juz à mariola. Claro: a gente jamais recebeu a mariola.

Mas, para além do carinho e da elegância do tio Carlinhos, a gente sempre se deparou com presentes muitos mais encorpados do que uma mariola quando ele, o tio Carlinhos, tinha oportunidade de estalar um beijo em uma das nossas bochechas.

Tio Carlinhos sempre foi e é gênio - até porque, felizmente, ainda está entre nós.

É gênio do que deve ser o prazer.

A história chapou-me à cabeça enquanto ouvia a belíssima Não é proibido, cantada por Marisa Monte.

A elegância destilada de Marisa Monte, ao contrário de me parecer ser pano de fundo para uma crítica negativa, óbvia e emburrecedora da idiotiália, produz-me encantamento.

A música pop mais agradável dos últimos tempos é Não é proibido.

Sobretudo quando quem a executa está lá, com aqueles cachos de cor preta inegociável e aquele vestido de cor preta igualmente inegociável.

Como é final de semana, vamos ao que interessa:

http://www.youtube.com/watch?v=D05vdXdvJIk

Se este atalho não der certo, entre em YouTube, escreva Marisa Monte Não é Proibido.

E seja feliz - se a elegância, assim, lhe permitir.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A