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Posts de 05/11/2009

5 Nov 22h13

Decisão do Supremo não se discute. Se cumpre. É isso mesmo, senadores?

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cumpra se 186x300 Decisão do Supremo não se discute. Se cumpre. É isso mesmo, senadores?

O que acontece quando aquele seu vizinho deixa de cumprir a decisão do juiz da comarca da esquina de pagar a pensão alimentícia do filho que vive com ex-mulher dele?
Parabéns, vocês acertaram todos: o juiz espera passar o prazo dado na sentença e manda a polícia tascar o inadimplente no xilindró.

Quando há descumprimento de ordem judicial, em caso de pensão ou em qualquer querela legalmente capaz de gerar prisão por desrespeito, o desfecho natural da história é esse mesmo que a gente teme sentir na pele: cadeia.

Sem choro. Tampouco sem grito.

A regra é essa. Para mim e para você.

Pois então, amado amigo da blogosfera colorida, observe com cuidado o que ocorreu nos últimos oito dias no Senado Federal.

Na quarta-feira (28), por sete votos a um, o Supremo Tribunal Federal, o STF, decidiu confirmar o afastamento do senador Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado pela Justiça Eleitoral de Rondônia, seu estado, por compra de votos nas eleições de 2006.

No mesmo dia - e na mesma tascada -, o STF determinou que o segundo mais votado em Rondônia, Acir Gurgacz (PDT), fosse empossado na vaga do tucano afastado.

O Supremo é o mais importante tribunal do País.

É também a última instância da Justiça brasileira, aquela que toma a decisão final sobre qualquer processo que apareça por lá.

Isso significa, nobre amigo da blogosfera colorida, que não é possível a ninguém – veja bem, a ninguém - contestar, recorrer e, sobretudo, deixar de cumprir imediatamente os que foi determinado por seus magistrados.
Saiu de lá, é decisão final. Não tem apelação. Só há tempo de respirar fundo - antes de cumprir.

Diante de tudo isso, o que deveria ter feito o Senado no último dia 28?
Isso, isso mesmo: cassar imediatamente o mandato do tucano Expedito Júnior e empossar em seu lugar o pedetista Gurgacz.

E o que o Senado fez?

Bom... Não sei exatamente porque, mas desconfio (com pureza de minhalma)  que todos, rigorosamente todos os nobres amigos tenham, uma vez mais, acertado na mosca.

O Senado fez o seguinte: em uma constrangedora queda de braço com a Justiça, temperada com generosas pitadas de espírito de corpo, adiou, por oito dias, o cumprimento da decisão do STF.

O pretexto para a atitude incompreensível foi dar a Expedito Filho “todas as chances de defesa”.

Revoltado com o adiamento, o senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), companheiro de partido do pedetista que deveria assumir, ameaçou solicitar à Justiça a prisão do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do  presidente da Comissão de Constituição e Justiça da casa, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), aquele branquinho carequinha (careca, diz meu pai, é ponto de referência. Veja só...).
Sarney chegou a ironizar Cristóvão Buarque.

Disse que não pediria cigarros na prisão (ele não fuma), mas aceitaria carinho e atenção.

Na quarta-feira (04), Gurgacz rumou para Brasília com a família para a posse.

Preparou a festa, comprou o bolo, chamou os amigos, revisou o discurso mas... não lhe colocaram no cargo.

Depois de muita pressão, desgastes e reações de espanto da sociedade, o mandato finalmente lhe foi entregue na quinta-feira (05).
Enquanto contribuía para o adiamento do inadiável, o senador Torres chegou a dizer que a inexplicável e injustificável demora do Senado não deveria preocupar o Supremo e nem os brasileiros, porque “quatro dos sete integrantes da Comissão de Constituição e Justiça estavam decididos a afastar Expedito Filho, e isso garantia a maioria”.

Como assim, Senador? Como assim?

Vossa Excelência sabe mais do que todos nós: determinação de uma coisa chamada Supremo Tribunal Federal é para ser imediatamente cumprida.  Imediatamente cumprida. Se possível, no átimo. Na hora. E ponto.

Não é o caso de questionar a independência dos poderes.

Não é o caso de estabelecer queda de braço provinciana com a Justiça.

Não é o caso de tentar insinuar aos brasileiros que o Senado teria poder suficiente para dar de ombros à Justiça neste caso – até porque ninguém, nem mesmo o manobrista da esquina, acreditaria.

Quando uma instituição tão importante quanto o Senado desafia o Supremo de forma tão provinciana, fica no ar a insinuação de que virar as costas para a lei pode ser algo aceitável e, pior, passível de ser executada por qualquer um de nós.

O que sobrou desses oito dias constrangedores foi a triste lição, involuntária ou não, dada aos brasileiros, de como entrar pequeno numa causa natimorta e sair dela menor ainda.

Leia as notícias de Brasil do R7.

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5 Nov 05h55

Um pouco mais sobre o caso Geisy, a moça do vestido rosa

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vestido blog 32 199x300 Um pouco mais sobre o caso Geisy, a moça do vestido rosa

Volto ao assunto dos comentários nefastos e dos atos de estupidez coletiva cometidos contra a estudante de turismo Geisy Vila Nova Arruda, a moça do vestido rosa curto, feitos por centenas de alunas e alunos (e provavelmente até por alguns professores e seguranças) no campus de São Bernardo do Campo (SP) da Universidade Bandeirante, porque amigos da blogosfera colorida pediram. Muitos entraram até em posts mais recentes, sobre outros temas, para pedir a retomada do debate.

Ajudado pelos colegas da produção do programa Geraldo Brasil, da Rede Record, entrevistei a moça.

O episódio é mesmo grave.

Mas cria oportunidade para que a gente possa discutir coisas importantes.

Vamos lá, pois:

Primeiro: sempre que for possível, é preciso afirmar, reafirmar, afirmar, reafirmar, afirmar e, quando parecer suficiente, afirmar uma vez mais, com toda a ênfase possível, o seguinte: nada, nenhum deslize estético, nenhum erro sobre escolha de roupa ou adequação do que se veste, nada disso justifica, ainda que em ralo pensamento, a ação primitiva ocorrida naquele campus.

Faço questão da ênfase e da repetição porque tenho visto, desde a divulgação do episódio, especialistas em bom comportamento, bom senso fashion, sei lá, gastarem 90% do tempo de seus comentários ou do espaço de seus textos o equívoco da moça ao escolher a roupa daquela noite para ir à aula.

Para só depois, no final, lembrar timidamente que "nada justifica" aquilo.

Não.

Essa história é muito maior do que isso.

A discussão sobre a propriedade estética ou simbólica de a moça ter ido à faculdade com aquele vestidão matador perde toda a relevância diante da brutalidade cometida e dos riscos corrido por Geisy e seus amigos.

São duas coisas absolutamente diferentes em dimensão e em relevância.

Não podem ser medidas pela mesma régua.

E, colocadas lado a lado, provocam mais confusão do que esclarecimento.

Há vários indícios de violência à lei no que se fez com a estudante.

Por isso, infelizmente e sem referências infames, o buraco é mais embaixo do que a malhazinha sanfonadinha rosinha de gosto duvidoso que a moça de Diadema usou com o coração leve de pardal solto.

O amigo da blogosfera colorida Armando P. da Silva Jr., um leitores mais atentos e participativos deste espaço, lembra que os estudantes da Uniban protestaram nesta semana dizendo que o curso de turismo e o campus de São Bernardo do Campo ficaram “mal vistos”.

E conclui: "Até agora não vi nem professores e nem a faculdade defender a estudante, como se fosse ela a culpada por tudo o que aconteceu".

Acrescento: depois do que se viu por lá, fica difícil mesmo - diria impossível - não se imaginar "mal visto".

Outro ponto: vários amigos leitores levantaram aqui, como justificativa para as reações animalescas das alunas e dos alunos da Uniban, a hipótese de a moça ser prostituta ou garota de programa.

Mais uma vez: francamente.

Consideremos por hipótese que tudo isso seja fato.

Deixe-me ver se entendi a lógica do raciocínio, da insinuação ou da tentativa de construção de uma ponte entre atitude e pena.

A gente forma um grupo e sai por aí, na ruas, nos flats de luxo de São Paulo, na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, nas estradas do País, e pergunta para toda a mulher que a gente encontrar se ela é prostituta ou garota de programa.

Sempre que uma delas responder sim, a gente ameaça fotografar suas partes íntimas, urra palavrões como bicho e, se for possível, dá uns tapas, umas porretadas, quem sabe mata.

É isso?

Ora, façam-me o favor...

Leiam mais sobre o caso Geisy no ótimo blog de André Forastieri.

Mais reportagens do R7 sobre o caso Geisy.

Todos os blogueiros do R7

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5 Nov 05h30

Coloquem fogo no debate sobre a filha do gente boa Zezé di Camargo. Mas sem exagero…

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flores1 Coloquem fogo no debate sobre a filha do gente boa Zezé di Camargo. Mas sem exagero...

A participação avassaladora dos amigos da blogosfera colorida nos comentários, a partir de um texto meu sobre a filha do gente boa Zezé di Camargo, deixou-me orgulhoso e feliz.

Continuem por aqui.

Poucas coisas me deixam mais satisfeito do que merecer algum tempo de vocês.

Se, além da leitura, os amigos se prestam à delicadeza de tascar um comentário, aí é a gratificação total.

Os que discordam ou me malham, suave ou duramente, são tão valorizados quanto as pessoas que apoiaram minha opinião em todos os casos.

Não tenho o menor problema em ser criticado, mesmo com dureza.

Sempre que posso, eu mesmo libero e publico todos os comentários. A favor ou contra.

E, para ser muito sincero, lembro-me por muito pouco tempo do que foi dito. A favor ou contra.

A rigor, qualquer espaço dedicado ao leitor preenchido apenas com elogios traz uma visão distorcida e falsa da realidade, seja ele aberto em jornal, revista, rádio, tevê ou internet.

E aqueles com 100% de crítica também.

Pelo fato singelo e comovente de que nada na vida é 100% de um jeito só.

Aos que detestaram esta ou qualquer outra opinião do blogueiro, obrigado.

Aos que gostaram desta ou de qualquer outra opinião do blogueiro, obrigado.

Só vamos combinar uma coisa: é preciso abandonar, nos comentários, as ofensas com palavrões inclassificáveis.

As regras do R7 não permitem que eles sejam publicados dessa forma.

Em casos específicos, quando se reproduz declarações de entrevistados, e os termos são indispensáveis para o entendimento do texto, eles podem ser reproduzidos.

Mas, para promover ataque de leitor contra leitor ou de leitor contra personalidades e entrevistados, não.

Pessoalmente, não ligo para qualquer tipo de ataque, com qualquer termo.

Se dependesse exclusivamente de mim, publicaria todos do jeito que eles chegam.

Mas a questão, bem destacada pela direção do R7, é a seguinte: os outros leitores, os que ficam incomodados ou ofendidos com palavrões, têm o direito de consumir os produtos do Grupo Record sem bater de frente com um deles a cada momento.

Concordo com cada letra.

Critiquem e opinem com vontade.

Mas sem golpe baixo, ok?

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