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Posts de janeiro/2010

31 Jan 02h15

Robinho e Ronaldo se pagam. E ajudam a pagar os colegas. Mas o que a gente quer mesmo é ver os dois jogando muito

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robinho3 300x182 Robinho e Ronaldo se pagam. E ajudam a pagar os colegas. Mas o que a gente quer mesmo é ver os dois jogando muito

Meu confrade de R7 Cosme Rímoli mostra que o Santos espera arrecadar com Robinho um caraminguá suficiente para pagar seus salários  e ainda encaixar R$ 10 milhões de sobra.

Leia Cosme Rímoli aqui e volte.

O contrato do Pedalador com o Santos irá até o início de agosto.

Se estão corretos os números divulgados, Robinho custará R$ 6 milhões, isto é, seis salários de R$ 1 milhão.

É exatamente o que o Santos, segundo Cosme, quer a mais por ano do patrocinador principal a ser aceito em sua camisa.

Na prática, se o jogador permitir ao Peixe conseguir, em ações de marketing, ingressos, patrocínios e vendas, pelo menos R$ 6 milhões a mais do que arrecadaria este ano, terá pago os próprios salários.

Se a sua presença atrair um centavo a mais do que isso, o que deverá acontecer, dará lucro.

É o caso de Ronaldo Fenômeno.

Muitos colegas jornalistas erram ao fazer o raciocínio de que o Fenômeno, ao levar R$ 13 milhões dos R$ 41 milhões do contrato com a Hypermarcas, estaria dando prejuízo ao clube e promovendo o desequilíbrio no elenco.

Nada mais míope.

R$ 41 milhões menos R$ 13 milhões é igual a R$ 28 nilhões.

Fiz a conta certo, não é mesmo?

Pois é.

Agora, a verdade: sem Ronaldo Fenômeno como ícone de mídia para dar resposta  à altura do que esperam os anunciantes, o Corinthians não teria fechado uma parceria de R$ 41 milhões e nem dos R$ 28 milhões que supostamente seriam a cota do clube sem o craque.

Nove entre dez especialistas neste mercado atestam isso.

O próprio presidente do clube,  Andrés Sanchez, acaba de assumir coisa parecida.

Ronaldo Fenômeno e Robinho se pagam.

E ainda ajudam a pagar o salário do companheiro que corre do lado.

Mas isso, para o torcedor, não basta.

O que ele quer mesmo é ver Robinho, em campo, voltar a jogar bola.

E o Fenômeno, que já voltou a jogar bola, em campo.

E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que acha?

Opine.

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29 Jan 16h03

Deseja ou precisa fazer plástica ou cirurgia de redução do estômago? Siga esses passos antes de escolher seu médico

7 Comentários

telefone1 Deseja ou precisa fazer plástica ou cirurgia de redução do estômago? Siga esses passos antes de escolher seu médico

O R7 acaba de divulgar que o cirurgião Haeckel Moraes, autor da cirurgia de lipoaspiração que, ao que tudo indica, resultou na morte da jornalista Lanusse Martins Barbosa, será indiciado por homicídio doloso com dolo eventual, ou seja, quando assume o risco de matar.

A informação foi dada pela delegada Martha Vargas, da 1ª Delegacia de Polícia de Brasília, após o laudo médico ter identificado dois erros médicos como causas da morte da jornalista.

Leia a reportagem do R7 e volte aqui.

No texto anterior, chamei atenção para o fato de que operações de redução de estômago e plásticas, entre elas a lipoaspiração, são cirurgias sérias.

Que trazem, como qualquer outra, uma boa dose de riscos ao paciente.

Por isso, os casos de morte infelizmente não são poucos.

Orientei quem sonha (por motivos estéticos) ou necessita (por questões médicas) fazer uma delas a buscar muita informação com especialistas antes de escolher a equipe médica, a clínica ou o hospital.

Pois bem: muitos amigos me pediram que indicasse bons profissionais e centros cirúrgicos nestas áreas.

Não dou esse tipo de informação, mas posso perfeitamente fornecer caminhos para que cada um separe o joio do trigo por conta própria e encontre o profissional adequado à sua realidade.

E os caminhos são as associações e conselhos independentes de medicina, em particular os dessas áreas.

O telefone ajudará muito.

Os profissionais e centros cirúrgicos que realizam cirurgias de redução do estômagos estão reunidos na Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (http://www.sbcb.org.br/).

A sede fica em São Paulo. Os telefones são (11) 3284-8298 e 3284-6951.

A entidade dos cirurgiões plásticos é a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (http://www.cirurgiaplastica.org.br/).

O telefone, também em São Paulo, é (11) 3044-0000.

Entre em contato. Informe sua necessidade de tratamento, seus planos e seus convênios de saúde.

Posicione seu poder financeiro, para que não indiquem algo bom, respeitável, mas fora de sua realidade.

Insista para que eles indiquem - ou pelo menos digam quem possa indicar - um profissional competente e respeitado para o seu caso.

Se você quiser tornar sua pesquisa ainda mais segura, ligue para o conselho regional de medicina do seu estado.

Eles são os órgãos de fiscalização do exercício da profissão de médico.

Com eles, confirme se as boas informações sobre determinado cirurgião ou hospital que você recebeu na associação de classe merecem mesmo confiança.

No endereço do Conselho Federal de Medicina na internet (http://www.portalmedico.org.br/), há atalhos para os conselhos regionais de todos os estados.

O telefone do CFM é (61) 2101-5900.

Cirurgia, mesmo na mão dos melhores profissionais, é procedimento de risco.

E será sempre. Qualquer uma.

Mas se o amado amigo tomar essas precauções, esses riscos serão serão reduzidos de forma radical.

Leia mais sobre saúde no R7.

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27 Jan 20h04

Zina é o Latininho da Rede TV!

24 Comentários

zina Zina é o Latininho da Rede TV!

O R7 informa que o promotor criminal Roberto Barbosa Alves, do Ministério Público de São Paulo, pediu a realização de um laudo, por médicos peritos, para constatar a eventual doença mental do humorista Marcos da Silva Herédia, o Zina do programa Pânico na TV, da Rede TV!.

Zina foi preso no último dia 16 de janeiro, em sua casa, no Jardim Panamericano, na zona norte de São Paulo.

De acordo com o boletim de ocorrência, ele teria atirado várias vezes para cima em um matagal próximo de onde mora.

Um revólver calibre 38 foi encontrado em sua casa.

O Ministério Público denunciou o humorista por porte ilegal de armas.

É a segunda vez que Zina é preso nos últimos três meses.

Na primeira, em outubro do ano passado, ele estava com cerca de um grama de cocaína.

O pedido do laudo e a denúncia por porte ilegal de arma são analisados pela 6ª Vara Criminal da Capital.

Leia a reportagem do R7 sobre a segunda prisão. E volte aqui.

Pois bem: o pedido do Ministério Público levanta uma questão importante.

Logo após a primeira prisão, soube-se que Zina tinha movido uma ação contra a RedeTV! antes de ser contratado pelo Pânico.

Neste processo está anexado um laudo médico que aponta o humorista como “portador de transtorno mental grave” do tipo F25.

Em palavras simples: Zina, de acordo com o laudo, é esquizofrênico.

O laudo:

laudo2 215x300 Zina é o Latininho da Rede TV!

Este documento é falso ou fruto de um trabalho incompetente?

As investigações do MP e o resultado do segundo laudo ajudarão a responder essa pergunta.

Haverá informações suficientes para que a Justiça tome uma atitude exemplar.

Existirão dois caminhos a partir dos resultados das investigações.

O primeiro: O laudo judicial pedido agora pelo MP, ao contrário do primeiro, atesta que Zina é normal.

Se isso ocorrer, o médico que assinou o anterior deverá ser investigado.

E, se for o caso, punido. Por incompetência ou a mais pura má-fé.

Em caso de má-fé, ela poderia envolver o próprio Zina, seus representantes ou quem, afinal, teve a ideia de pedir o laudo falsificado.

O segundo: O novo laudo confirma a doença mental do humorista.

Neste caso, merecerá punição a Rede TV!, que explorou por meses um incapaz.

E o fez conhecendo o primeiro laudo, que havia atestado o problema com clareza.

A Rede TV! conhece bem o documento.

Ele estava em um processo movido pelo próprio Zina, que, depois, acabou convencido a fazer um acordo.

Na década de 1990, o Domingão do Faustão, da Rede Globo, causou constrangimento geral ao exibir, grotescamente, o adolescente Rafael Pereira dos Santos, conhecido como Latininho, na época com 15 anos.

Vítima de uma doença chamada síndrome de Seckell, que limita o crescimento, Santos tem problemas mentais e apenas 87 centímetros de altura.

Anos depois, em resposta a uma ação judicial movida pelo próprio Santos, a juíza Gisela Folly, da 21ª Vara Cível do Rio, condenou a Globo a pagar a Santos uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais.

Um trecho da sentença da juíza Gisela:

- Rafael Santos foi submetido a uma situação vexatória e aviltante em rede nacional, (...) sendo sua imagem explorada com a nítida intenção de ridicularizá-lo, destacando suas restrições físicas e mentais através de lamentáveis e reprováveis comentários despidos do que se pode tolerar como admissíveis com um mínimo de bom senso.

Zina é o Latininho da Rede TV!

A emissora poderia se dar por satisfeita com o que já conseguiu de Ibope com ele e tirá-lo do ar.

Fama, sucesso e grana no bolso, muitas vezes, levam pessoas normais a cometer loucuras.

O que dizer então de alguém como Zina, um rapaz inimputável e incapaz de responder por seus atos?

O argumento de que o dinheiro pago a ele melhora a vida de uma pessoa pobre, promovendo suposto ganho social, não justifica a claro risco que a situação provoca.

E muito menos o soco na ética que significa explorar o desequilíbrio de um doente mental para gerar audiência a qualquer custo.

Zina comprou revólver irregular.

Zina deu muito tiro para o alto.

Zina é doente.

Zina não tem capacidade para avaliar e dimensionar suas declarações e, pior, suas atitudes.

Zina mostrou muito bem que a notoriedade está lhe fazendo mal.

Zina aponta com seus atos que, a qualquer momento, isso pode produzir um efeito colateral muito ruim para ele ou para outra pessoa que cruzar seu caminho.

Mas o Pânico e a Rede TV! dão de ombros.

Para além de qualquer bom senso, vale a máxima de que o único Ibope que presta é o próximo.

A qualquer custo.

Zina é Latininho da Rede TV!

A bola está com o Ministério Público.

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27 Jan 17h41

Presidente Henrique Meirelles ou presidente Michel Temer? Vice, a gente sabe, pode deixar de ser vice a qualquer hora…

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meirelles 300x200 Presidente Henrique Meirelles ou presidente Michel Temer? Vice, a gente sabe, pode deixar de ser vice a qualquer hora...

A disputa entre o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o da Câmara dos Deputados, Michel Temer (SP), pela vaga de vice na chapa presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, esquenta a cada minuto.

E vice, o Brasil sabe bem, pode assumir a quaquer momento. Por um bom tempo ou até o final do mandato. José Sarney e Itamar Franco nos provaram isso.

O PMDB "partidário" quer Temer.

O presidente Lula e o PT preferem Meirelles.

Mas o que cada um traria de positivo e de negativo para a aliança?

Primeiro, Temer.

Pelo menos em tese, o paulista Michel Temer traria para Dilma a garantia de um apoio  mais sólido e constante do PMDB na Câmara dos Deputados e no próprio Senado.

E também nos governos estaduais e prefeituras controlados pelo partido.

Temer manda no partido por cima - tem a simpatia de José Sarney e dos outros grandes caciques do partido.

E manda por baixo - exerce forte influência sobre as lideranças políticas e locomotivas de voto espalhadas pela poderosa máquina partidária PMDB, a mais tradicional, capilarizada e ramificada de todo o País.

Além disso, seu poder político vem de São Paulo, o estado que hoje faz a diferença a favor de Serra nas pesquisas de intenção de voto.

Uma certeza une, Lula, os marqueteiros do PT e os líderes do partido: Dilma só vencerá se uma parte da vantagem que Serra ostenta sobre ela no Estado de São Paulo for revertida, sobretudo no segundo turno.

O paulista Temer ajudaria neste trabalho.

E o que o deputado traria de ameaçador?

Na avaliação de petistas ouvidos por este blog, o tamanho da conta e a lista de exigências que seriam apresentadas por ele em nome do PMDB.

Todos temem - sem trocadilho - que elas poderão ser grandes e altas demais.

Agora, Meirelles.

O goiano Henrique Meirelles presidiu a holding internacional do Bank Boston.

Economista, administrador e executivo do setor financeiro, foi o deputado federal mais votado em Goiás em 2002, com 183 mil  votos, pelo PSDB.

Abriu mão do mandato para ocupar a presidência do Banco Central.

É um dos pouquíssimos homens-chave do atual governo a permanecer no mesmo cargo desde o primeiro dia do primeiro mandato de Lula.

Aparentemente, Lula e o PT querem ver Meirelles funcionar como armadura para a ex-guerrilheira Dilma nos momentos de desconfiança e pressão dos setores empresariais e financeiros.

Seria a garantia de que o governo Dilma não tentaria "reinventar a roda", como costuma ilustrar o presidente.

Na prática, Lula quer muito mais do que isso.

temer 300x199 Presidente Henrique Meirelles ou presidente Michel Temer? Vice, a gente sabe, pode deixar de ser vice a qualquer hora...

Se dependesse apenas dele, Meirelles seria o José Alencar de Dilma.

Mas não apenas um Jose Alencar "econômico", que garantisse a interlocução tranquila com os setores produtivos e financeiros.

Lula quer também que Meirelles seja um José Alencar "político".

Um Meirelles leal, agradecido e pouco ligado à rotina da máquina partidária peemedebista.

E, acima de tudo,  pouco disposto - ou pelo menos bem menos do que Temer - a lutar implacavelmente, durante todo o mandato, por ministérios, cargos e recursos para a máquina e os barões políticos do PMDB em todo o País.

Exatamente o perfil adotado por Alencar.

Exatamente o oposto do perfil que, imagina-se, seria adotado por Temer.

O PMDB tem fome.

Sempre teve.

E os petistas sabem: Temer não fará questão de disfarçar as demandas sempre pesadas do partido para aplacar esse apetite.

E o que Meirelles poderia trazer de ameaçador?

De acordo com fontes do PT, o risco de perder parte da base de apoio do PMDB, caso ele, por lealdade a Lula e Dilma, não se comprometa a lutar com firmeza na conquista de espaço e de cargo para o partido.

Com todos os desgastes que essa atitude poderá implicar.

Em termos administrativos, de um lado está Meirelles, o gestor, o administrador mais "destilado".

De outro, Temer, um vice com força política, experiência nos bastidores e poder de articulação.

Lula e o PT sonham com Meirelles.

Mas se, neste caso, o PMDB optar por ser PMDB, é grande a chance de o presidente e os petistas acordarem mesmo ao lado de Temer.

Mais notícias sobre a chapa de Dilma no R7.

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26 Jan 06h54

A postura do Robinho na Europa reforçou no mundo a imagem do brasileiro irresponsável e sem caráter

38 Comentários

robinho A postura do Robinho na Europa reforçou no mundo a imagem do brasileiro irresponsável e sem caráter

Robinho, o Pedalador, o Malabar foi um fracasso na Europa.

Ele poderia ter atenuado essa realidade com uma postura profissional.

Nem isso quis, no entanto.

A atitude de Robinho, rompendo todos os contratos que lhe passaram pela frente, reforça a imagem macunaímica de que somos, todos nós, uns heróis sem caráter, uns irresponsáveis.

De que somos, todos pois, uns boçais.

Uma manemolance que só interessa aos cretinos.

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25 Jan 17h22

Um casal de urubus fez um ninho no telhado da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Será que eles buscam carniça?

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urubu 300x195 Um casal de urubus fez um ninho no telhado da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Será que eles buscam carniça?

No Brasil, até a natureza prega suas peças de ironia.

Os amigos da blogosfera colorida acompanham o chamado Mensalão do Democratas em Brasília.

Ele envolve o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e deputados distritais de sua base de apoio num gigantesco escândalo de pagamento de propina.

Pois vejam só: em meio à crise, um casal de urubus escolheu o telhado do plenário daquela câmara legislativa para fazer o confortável ninho de seus filhotes.

Os dois passam o dia lá, de asas abertas, tomando o sol seco do Cerrado.

Os funcionários da casa se acabam de rir.

Chamam os bichos de  "urubus legislativos".

O comentário mais frequente entre eles (os servidores, bem entendido) é o seguinte: "será que alguém avisou aos bichos que aqui tem carniça?".

Leia mais sobre Brasil no R7.

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25 Jan 16h23

Altos e baixos da SP 456

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Uma parte da mais rica, poderosa e multifacetada metrópole da América Latina completa seu 456º aniversário.

Digo uma parte da cidade porque essa legião – milhares, milhões de pessoas, de todos os cantos – vai trazer de volta à memória a São Paulo bela e resistente de sempre.

O Mercado Municipal com seus sanduíches e quitutes.

A imponência do Parque do Ibirapuera.

A tradição centenária da Avenida Paulista.

A decisão vigorosa de uma megalópole que insiste em viver, 24 horas, com o pé no acelerador, na busca do sonho da felicidade, com tudo de bom e de ruim que isso possa produzir.

A metrópole vitoriosa sempre volta à nossa cabeça – plena, colorida – neste dia 25 de janeiro.

Senti necessidade, no entanto, de pensar na cidade derrotada que, nas últimas duas décadas, fincou pé na nossa rotina e no nosso pensamento.

Aquela vítima de um erro histórico de seus cidadãos e, sobretudo, de seus governantes.

O equívoco de achar que ela deve pensar unicamente nos temas e problemas nacionais.

E se esquecer de que os paulistanos, antes de tudo, precisam ter o mínimo de qualidade de vida em sua rotina, em seu trabalho, em seu lazer, no seu bairro, na sua rua.

25 de março Altos e baixos da SP 456

Talvez seja oportuno lembrar: São Paulo ainda é o que se convencionou chamar de município.

E, para que exista município, é indispensável também que exista gestão séria em busca de qualidade de vida.

É um lugar onde 11,1 milhões de pessoas vivem, levam crianças para a escola, se divertem, tentam dar carinho uns aos outros e perseguem, legitimamente, o sonho de uma vida digna.

Mas a cidade impede isso, por exemplo, com uma engenharia de trânsito caótica, que transformou, sobretudo por omissão, seus milhões de motoristas em cumpridores de jornadas insanas dentro de seus carros.

Nossos engarrafamentos insanos criaram uma democracia diabólica: todos nós sofremos e somos vítimas de uma rotina neurótica, do “piloto” do carrão de rodas imensas e ar condicionado glacial, mas que ainda não voa, ao trabalhador de pé, amassado como sardinha na lata, no trem, no metrô ou ao lado da catraca do “busão”.

Uma cidade com 235 mil estabelecimentos comerciais.

E também com cerca de 70 shoppings centers.

Mas que se tornou incapaz de oferecer uma vaga para estacionamento em tempo decente nestes mesmos shoppings centers.

Uma cidade cercada por cerca de 3 mil córregos e riachos.

Caminhos de água que hoje nos dão mais medo do que orgulho - seja pela chance de transbordarem nos temporais ou pelo mero de estarem infectados como os piores esgotos.

Uma cidade que, por falta de planejamento, humildade e ação cotidiana dos últimos governos estaduais e municipais, viu o pouco de segurança e de conforto urbano que ainda mantinha ser totalmente aniquilado.

A cidade grita, mas o governador e o prefeito parecem não entender que ela precisa de uma grande mobilização de técnicos, especialistas e de forças políticas para que um planejamento realmente sério de recuperação da qualidade de vida e de autoestima seja, enfim, realizado e posto em prática.

Onde está a sabedoria de nossas potentes universidades (que ajudaram a forjar, por exemplo, o inquestionável currículo acadêmico do nosso governador) para nos ajudar nisso?

Governador e prefeito nos enganam com o isolamento em suas fortalezas.

E com o discurso de que tudo o que era possível ser feito foi feito.

E ainda com a justificativa mentirosa de que as mazelas de São Paulo nada mais são do que os efeitos colaterais inevitáveis de uma cidade grande.

A gente sabe muito bem que não é assim.

Nova York foi, até bem pouco tempo, um pouco São Paulo. Às vezes, muito. Hoje não é mais.

Londres teve problemas semelhantes ao de São Paulo. Hoje, não os tem mais.

Buenos Aires, na vizinha Argentina, sofreu com períodos dolorosos de degradação. Hoje, é uma cidade recuperada e agradável.

Paulistanos nascidos e adotados por São Paulo: se a intenção deles é continuar nos enrolando com essa esparrela, vamos cobrar.

Cobrar como nunca.

Se eles não tomam qualquer atitude para devolver nossa São Paulo de volta, vamos exigir isso.

Com força e vontade. E, se for o caso, com a ferramenta poderosa do voto.

Neste 2010, antes do verão – e do período das chuvas, só para citar um exemplo – haverá eleições.

São Paulo deve ser cosmopolita, metrópole mundial, palco de temas nacionais e internacionais.

Tudo isso.

Ela responde por 12% da produção da riqueza nacional.

É o décimo aglomerado humano mais rico do mundo.

Conta com 38% das cem maiores empresas privadas de capital nacional.

Abriga 63% das sedes de empresas internacionais e 17 dos 20 maiores bancos mundiais instalados no País.

Tem 11,1 milhões de habitantes.

Tudo isso.

Mas precisa voltar a ser, com urgência, um município digno, com um padrão mínimo de qualidade de vida.

Espero que, em 25 de janeiro de 2011, a quantidade de temas ruins a lutar nas nossas mentes com as lembranças do Mercadão, do Ibirapuera, da Paulista e de orgulhos afins seja bem menor.

Veja mais:

+ No blog do André Forastieri: "As enchentes têm culpados - e não é a natureza!"

+ A homenagem em imagens de Rosana Hermann ao aniversário de São Paulo

+ Os 456 anos da cidade e a ajuda de vários povos para construírem esta história

+ As atrações pela cidade, no dia de seu aniversário

+ Todas as notícias da cidade de São Paulo, no R7

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24 Jan 21h12

Conselho para as próximas edições de A Fazenda: menos diplomacia entre famosos, mais conflito de gente como a gente

4 Comentários

gente gente teve Conselho para as próximas edições de A Fazenda: menos diplomacia entre famosos, mais conflito de gente como a genteReportagem do R7 mostra a preocupação da BBB 10 Cláudia com o, digamos, posicionamento sexual de seu "ficante" Eliéser.

No puxadinho, ela divaga ao lado de Dicésar:

- Acho que o Eliéser é gay. Sei lá, o jeito que ele dança. Sempre namorei caras machões.

É apenas mais um dos vários conflitos de gente comum que eletrizam o BBB10.

E que se tranformaram no principal pilar de sucesso dessa décima edição do reality show global.

Enquanto isso, no front de A Fazenda, a diplomacia e a amizade exacerbadas entre os participantes mergulha o programa, muitas vezes, numa monotonia perigosa.

Lá como cá, as pessoas estão lá para competir.

Foram expostas naquelas " gaiolas" para se deixarem tomar pelas fraquezas da carne e da mente.

E não para trocar sorrisinhos de holofote, dividir prêmios ou propor a divisão de prêmios individuais em tediosos rachunchos para mostrar "união"

E nem tampouco para pensar na "patroa" ou no "patrão" do amigo interessante que despertou seu interesse ali, ao seu ladinho, naquele momento em que pintou um clima, sabe?

Mas o domínio das celebridades criou esses efeitos colaterais chatos.

E o programa está sentindo isso mais do que deveria ou seria desejável.

Para a mais suprema das ironias, os fazendeiros, particularmente a partir desta segunda edição (até porque tinham a referência da primeira), viraram brothers.

Não Big Brothers, mais brothers de quem exerce a "brodagem", como é chamada a parceria nefasta de- amigo-para-amigo-só porque-é-amigo, batizada aqui no Brasil este termo adaptado do inglês.

Semanas atrás, Igor virou para um companheiro fazendeiro e disse que não queria sua parte num rachuncho sugerido por integrantes de uma equipe que ganharia um prêmio.

Alegou que, pelas regras do jogo, os prêmios são de quem os ganha e que as pessoas, aqui fora, esperam é que eles travem disputas, e não acertos, entre si.

Da mesma forma, Igor informou ao colega que, caso ganhasse algo, não dividiria com ninguém.

Fez o corretíssimo- o que se espera de um competidor em um reality show.

Igor estava indo bem.

Dava estocada nos companheiros com honestidade.

E o fato de ser, teoricamente, menos conhecido do que os demais contribuiu para que suas reações lá dentro fossem comparadas às de qualquer um aqui fora.

De uma semanas para cá, Igor também começou a desandar.

Mas por outra razão: talvez embevecido pelos sintomas do que seriam os bons resultados de seu psicologismo ralo, assumiu um certo ar de "sintam só como é bom o meu papo cabeça".

Com isso, passou a errar na dose. Seu discurso tornou-se repetitivo e, em alguns casos, assumiu aparência esquizofrênica.

Em todo caso, Igor é o que ainda dá vigor à Fazenda.

Exatamente por sua dimensão humana.

Reality shows são a chance de o "da poltrona" dar o troco, na genial imagem do maravilhoso Renato Aragão.

O telespectador não quer apenas contemplar.

Deseja interferir.

Colocar seus padrões individuais, os de sua família, os do seu pai, da sua mãe e de seus amigos para decidir a parada.

Em um ambiente, como diz o próprio nome, de show da realidade.

Se o show da realidade, em algum momento, virar apenas show intangível de artista, a coisa cai num limbo.

Não faria mal ao reality da Record misturar dramas de famosos e de comuns.

Um conselho para as próximas edições de A Fazenda:  menos brodagem de celebridade e mais conflito, dor e alegria de ordinary people, ou seja, de gente como a gente.

Em qualquer ponto do mundo, e vestidos com qualquer tema, realities só são sucessos pesados quando respeitam e incorporam essa regra.

Leia mais sobre A Fazenda e BBB10 no R7.

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22 Jan 22h55

Acusar Richarlyson de homossexual é covardia da torcida do São Paulo

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richarlyson1 300x225 Acusar Richarlyson de homossexual é covardia da torcida do São Paulo

A torcida do São Paulo é covarde em pegar no pé do Richarlyson.

Se ele tem mais trejeitos do que deveria ter, é problema dele e avaliação de cada um.

Mas todos sabem: quem inventou essa coisa de bambi para a torcida do São Paulo foi o ex-jogador Vampeta, do rival Corinthians.

Vampeta jamais foi ameaçado pelos são-paulinos.

Em junho de 2007, um diretor do Palmeiras, José Cyrillo Jr., citou o nome de Richarlyson em um programa de tevê quando perguntado sobre "um jogador homossexual" que quase teria ido para o Verdão.

Cyrillo Jr. jamais foi ameaçado pelos são-paulinos.

O jogador apresentou queixa-crime contra o dirigente, mas ela foi rejeitada pelo juiz Manoel Maximiniano Junqueira Filho.

Na sentença, Junqueira Filho afirmou que o futebol "é jogo viril, varonil, não homossexual".

E sugeriu que, se não fosse homossexual, o melhor para Richarlyson seria ir ao mesmo programa e declarar isso.

“Se fosse, poderia admiti-lo, ou até omiti-lo, ou silenciar a respeito. Nesta hipótese, porém, melhor seria que abandonasse os gramados”, completou o juiz.

Junqueira Filho jamais foi ameaçado pela torcida são-paulina.

Recentemente, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzo, gritou várias vezes numa festa: "Vamos matar os bambis!".

Belluzo jamais foi ameaçado pela torcida são-paulina.

Mas, desde sempre, a torcida pega no pé de Richarlyson.

Um jogador talentoso e dedicado que ganhou, com São Paulo, três títulos brasileiros e um Mundial Interclubes.

É o único do grupo que não tem o nome gritado pela torcida.

Mesmo quando faz jornadas convincentes e decisivas como a da quarta-feira (20), quando impediu a derrota tricolor para o modesto Mirassol com um golaço aos 45 minutos do segundo tempo.

Jogar no ombro deste rapaz toda a responsabilidade pela construção desta "carga bambi" é covardia.

Ele não é o responsável pela construção dessa imagem.

A torcida Independente e os são-paulinos sabem disso.

Leia mais sobre Richarlyson e o São Paulo no R7.

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21 Jan 08h22

Mais uma perna amputada por causa de um pit bull. Permitir a criação dessas armas brancas é coisa de país incivilizado

47 Comentários

pit Mais uma perna amputada por causa de um pit bull. Permitir a criação dessas armas brancas é coisa de país incivilizado

Mais uma perna teve que ser amputada por causa de um pit bull.

Rosane de Fátima Campos, 40anos,  teve uma perna amputada por causa de um pit bull.

Estava em sua casa, na noite de sábado passado, quando ele agarrou.

E não largou.

A cidadã foi salvar a sobrinha-neta, de 4 anos.

É o quinto ataque na região nos últimos quatro ou cinco meses.

Alguns dirão que a culpa é dela, que levou para casa um animal adulto três dias antes.

Parece um papo de você tratar bem ou mal o vagabundo que, por destino, deve chamar de seu.

E aí, quando o bichão destrói a primeira pelvis à sua frente, não há salvação.

Cachorro é a melhor coisa do mundo, desde que seja de Labrador para baixo.

Quando sua perna virar picadinho, quem estará com você?

Criar pit bull, rottweiller e afins é coisa de país incivilizado.

Sociedade que ainda admite essas coisas entre nós é incivilizada.

Primitiva.

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