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9 Jan 21h09

Por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva o torcedor a comprar o produto do patrocinador do seu time?

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patrocinios Por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva o torcedor a comprar o produto do patrocinador do seu time?

Um ponto do discurso feito pelo ex-presidente do Flamengo, Márcio Braga, na festa de final de ano do futebol, promovida pela CBF, chamou a atenção de todos.

Braga informou que o contrato firmado com a nova fornecedora de material esportivo, em julho de 2009, prevê R$ 21 milhões por ano ao rubro-negro e o pagamento da maior parte dos salários do atacante Adriano.

Além disso, uma cláusula do contrato estabelece que o grupo pague R$ 8 (oito reais) a mais para o Flamengo por cada camisa oficial vendida, em todo o País, nas lojas do clube ou da empresa.

Embalada em parte pela conquista do Brasileirão, a nova fornecedora vendeu,  só de camisas, 1,1 milhão de unidades entre julho e dezembro do ano passado.

Com isso, além das verbas fixas, o Flamengo recebeu R$ 8,8 milhões da empresa em 2009.

Grande parte dos clubes brasileiros da Primeirona não recebe isso de patrocínio total.

O fato traz novamente à tona uma antiga questão: por que o cartola do futebol brasileiro não incentiva, não convoca o torcedor de seu time a comprar os produtos e serviços das empresas que patrocinam e colocam dinheiro no clube do seu coração?

O creme de barbear, a rede de fast food, o óleo de carro, o posto de gasolina...

Sempre que possível, cartola deveria convocar o torcedor a usar esses produtos.

Posso apostar que pelo menos a metade dos torcedores que acompanham futebol não sabe quem são e que produtos vendem os principais patrocinadores de seus times.

Se não sabem, como vão comprar?

O Corinthians tem feito esse serviço com alguma competência.

Fora isso, nada.

Ao contrário do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, esse trabalho é horrível aqui no Brasil.

Mesmo os cartolas com queda maior para o marketing, caso de Márcio Braga, são péssimos para realizar esse tipo de parceria no Brasil.

Um absurdo. Marketing da época das cavernas.

Dirigentes deveriam convocar os patrocinadores para, juntos, lançarem fortes campanhas de mídia vinculando seus produtos à imagem dos clubes.

Elas incluiriam os principais jogadores, técnicos, enfim, os ídolos que fossem capazes de seduzir o torcedor.

Os craques ganhariam para emprestar sua imagem à campanha – e isso seria pago pelos patrocinadores, que teriam todo o interesse neste tipo de campanha.

Só assim seria possível estabelecer o seguinte círculo virtuoso: o patrocinador vende mais, jogadores e técnicos ganham mais, o clube se valoriza, novos patrocinadores são atraídos porque o clube ajuda a vender mais e, claro, o clube passa a cobrar mais de seus patrocinadores.

Ganha todo mundo.

Mas, para isso, clubes e patrocinadores precisam se comunicar melhor.

E o torcedor, passar a buscar, deliberadamente, os produtos e serviços das empresas que prestigiam seus clubes.

Eu só não compro os produtos dos patrocinadores do meu clube quando não é possível.

Dito tudo isso, peço licença para ir à Internet encomendar uma camisa do meu time de coração.

Havia prometido isso a mim mesmo desde o Natal.

Leia mais sobre Flamengo e Corinthians no R7.

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