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Posts de 21/01/2010

21 Jan 08h22

Mais uma perna amputada por causa de um pit bull. Permitir a criação dessas armas brancas é coisa de país incivilizado

47 Comentários

pit Mais uma perna amputada por causa de um pit bull. Permitir a criação dessas armas brancas é coisa de país incivilizado

Mais uma perna teve que ser amputada por causa de um pit bull.

Rosane de Fátima Campos, 40anos,  teve uma perna amputada por causa de um pit bull.

Estava em sua casa, na noite de sábado passado, quando ele agarrou.

E não largou.

A cidadã foi salvar a sobrinha-neta, de 4 anos.

É o quinto ataque na região nos últimos quatro ou cinco meses.

Alguns dirão que a culpa é dela, que levou para casa um animal adulto três dias antes.

Parece um papo de você tratar bem ou mal o vagabundo que, por destino, deve chamar de seu.

E aí, quando o bichão destrói a primeira pelvis à sua frente, não há salvação.

Cachorro é a melhor coisa do mundo, desde que seja de Labrador para baixo.

Quando sua perna virar picadinho, quem estará com você?

Criar pit bull, rottweiller e afins é coisa de país incivilizado.

Sociedade que ainda admite essas coisas entre nós é incivilizada.

Primitiva.

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21 Jan 05h40

Tá legal, Dona Morena, eu aceito o argumento. A saudade tem a dimensão do mundo que te representa. Vou dormir

3 Comentários

Dona Morena era - e sempre foi - uma implacável vigilante da língua pátria.

Dona Morena era, de batismo, Maria José.

Maria José Barbosa Marini.

Dona Morena me inventou.

Em tudo o que eu sou.

Em todos os meus movimentos, de forma que até fico, agora e sempre, sem eles todos.

Mas talvez nem ela, por proteção da prole que sempre achou divina, houvesse de se lembrar disso.

Pelo menos à minha lembrança - e à minha reação.

E, sem que eu soubesse reduzir essa perturbação a algo que me representasse minimamente, ela sempre conseguiu arranhar-me o fado.

Só que agora tenho- oh, mama eu tenho, oh, mama, eu não sei virgular - um blog.

Você (você mama) nunca soube o que é um blog.

Sempre preferiu as hortênsias, no que fez de rigorosa e soberba sabedoria.

E olhe, mama, veja só, há quem imagine a vida naquela mesma cantilena tridimensional para a qual só nós (não confesse agora) arrastávamos nossos dedos grossos, de pele pedinte de lixa (também não confesse agora), no sonho de nos tornarmos maiores do que as possibilidades que, no fundo, a gente sempre achou um pressuposto.

Você se lembra?

Não levei um cutucão, vou fingir que esqueci.

Eu arranho.

Mas volta tudo, direitinho, como você sempre concebeu.

Dona Morena, minha mãe, não fosse seu olhar maior (creio) do que o de todos nós, completaria 73 anos na última segunda-feira (18).

Até nisso ela foi mais elegante - e pensou nisso logo jovem, aos 65.

Na segunda-feira fiquei quieto.

Não troquei palavra com ser humano.

Desde que ela foi oferecer entre as nuvens bolos melados de doce de leite e de amendoim (era o que ela fazia nos meus aniversários), não sei o que fazer nos dezoitos de janeiros.

Só agora consegui falar.

A saudade tem a dimensão do tamanho do mundo que te representa.

Vá dormir, menino.

Vá dormir.

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