Publicidade

Posts de 24/01/2010

24 Jan 21h12

Conselho para as próximas edições de A Fazenda: menos diplomacia entre famosos, mais conflito de gente como a gente

4 Comentários

gente gente teve Conselho para as próximas edições de A Fazenda: menos diplomacia entre famosos, mais conflito de gente como a genteReportagem do R7 mostra a preocupação da BBB 10 Cláudia com o, digamos, posicionamento sexual de seu "ficante" Eliéser.

No puxadinho, ela divaga ao lado de Dicésar:

- Acho que o Eliéser é gay. Sei lá, o jeito que ele dança. Sempre namorei caras machões.

É apenas mais um dos vários conflitos de gente comum que eletrizam o BBB10.

E que se tranformaram no principal pilar de sucesso dessa décima edição do reality show global.

Enquanto isso, no front de A Fazenda, a diplomacia e a amizade exacerbadas entre os participantes mergulha o programa, muitas vezes, numa monotonia perigosa.

Lá como cá, as pessoas estão lá para competir.

Foram expostas naquelas " gaiolas" para se deixarem tomar pelas fraquezas da carne e da mente.

E não para trocar sorrisinhos de holofote, dividir prêmios ou propor a divisão de prêmios individuais em tediosos rachunchos para mostrar "união"

E nem tampouco para pensar na "patroa" ou no "patrão" do amigo interessante que despertou seu interesse ali, ao seu ladinho, naquele momento em que pintou um clima, sabe?

Mas o domínio das celebridades criou esses efeitos colaterais chatos.

E o programa está sentindo isso mais do que deveria ou seria desejável.

Para a mais suprema das ironias, os fazendeiros, particularmente a partir desta segunda edição (até porque tinham a referência da primeira), viraram brothers.

Não Big Brothers, mais brothers de quem exerce a "brodagem", como é chamada a parceria nefasta de- amigo-para-amigo-só porque-é-amigo, batizada aqui no Brasil este termo adaptado do inglês.

Semanas atrás, Igor virou para um companheiro fazendeiro e disse que não queria sua parte num rachuncho sugerido por integrantes de uma equipe que ganharia um prêmio.

Alegou que, pelas regras do jogo, os prêmios são de quem os ganha e que as pessoas, aqui fora, esperam é que eles travem disputas, e não acertos, entre si.

Da mesma forma, Igor informou ao colega que, caso ganhasse algo, não dividiria com ninguém.

Fez o corretíssimo- o que se espera de um competidor em um reality show.

Igor estava indo bem.

Dava estocada nos companheiros com honestidade.

E o fato de ser, teoricamente, menos conhecido do que os demais contribuiu para que suas reações lá dentro fossem comparadas às de qualquer um aqui fora.

De uma semanas para cá, Igor também começou a desandar.

Mas por outra razão: talvez embevecido pelos sintomas do que seriam os bons resultados de seu psicologismo ralo, assumiu um certo ar de "sintam só como é bom o meu papo cabeça".

Com isso, passou a errar na dose. Seu discurso tornou-se repetitivo e, em alguns casos, assumiu aparência esquizofrênica.

Em todo caso, Igor é o que ainda dá vigor à Fazenda.

Exatamente por sua dimensão humana.

Reality shows são a chance de o "da poltrona" dar o troco, na genial imagem do maravilhoso Renato Aragão.

O telespectador não quer apenas contemplar.

Deseja interferir.

Colocar seus padrões individuais, os de sua família, os do seu pai, da sua mãe e de seus amigos para decidir a parada.

Em um ambiente, como diz o próprio nome, de show da realidade.

Se o show da realidade, em algum momento, virar apenas show intangível de artista, a coisa cai num limbo.

Não faria mal ao reality da Record misturar dramas de famosos e de comuns.

Um conselho para as próximas edições de A Fazenda:  menos brodagem de celebridade e mais conflito, dor e alegria de ordinary people, ou seja, de gente como a gente.

Em qualquer ponto do mundo, e vestidos com qualquer tema, realities só são sucessos pesados quando respeitam e incorporam essa regra.

Leia mais sobre A Fazenda e BBB10 no R7.

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A