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20/02/2012 às 14:21:15
Palahaçada da Riotur... só isso
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19/02/2012 às 00:04:56
esse é um caso bom pra discutir, mas é um fato.. se um orientador do AA está visivelmente sob efeito de embriaguez, ou do NA visivelmente "drogado", a credibilidade da instituição estaria comprometida...
Ela perdeu a oportunidade "educativa" de ter tentado "reposicionar" o seu peso e mostrar isso aos seus orientados.. -
18/02/2012 às 22:43:19
"OLHA EDUARDO" há controvérsia,não estou achando certo o que a *tal da empresa fêz com a moça*,mas vê bem *ELA* trabalhava nos VIGILANTES DO PESO.
"Se *ela* não entrava em contato com o público:tudo bem numa boa(apesar de não ser nada saudável para *ela*),*mas* caso contrário foi pelo menos falta de bom senso dela e da empresa".
Pois *ela* não engordou de uma hora para outra,não dormiu magra e acordou gorda.A empresa deve ter acompanhado a "engorda da moça",e somente depois de 20k é que foi achar ruim?
"ELA" por sua vêz deveria por questão de bom senso ter pedido *socorro a empresa*.
25 Fev 21h31
Flamengo teve menor público da rodada entre brasileiros na Libertadores da América. O que acontece, nação rubro-negra?

A apaixonada Nação Rubro-Negra está estranha...
Confira o ranking de público pagante nos jogos de estreia dos times brasileiros em casa na Taça Libertadores da América, neste meio de semana:
1º) Internacional 2 x 1 Emelec (Equador): 39.304 pagantes
2º) São Paulo 2 x 0 Monterrey (México): 35.523 pagantes
3º) Corinthians 2 x 1 Racing (Uruguai): 32.927
4º) Cruzeiro 4 x 1 Colo-Colo (Chile): 31.035
5º) Flamengo 2 x 0 Universidad Catolica (Chile): 24.301
O que acontece com os rubro-negros?
É ainda a mesma torcida acostumada a bater todos os recordes de arquibancada?
Opinem.
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25 Fev 20h52
O BBB Marcelo Dourado deve ser amado ou odiado? Por que? Opine. Registre sua opinião

O lutador Marcelo Dourado, do BBB10, é um personagem complexo.
Multidões o amam.
Multidões o odeiam.
Esses sentimentos contraditórios me levam a tentar entender o que realmente pensa o amado amigo da blogosfera colorida a respeito desse rapaz.
Por que você gosta de Marcelo Dourado? Por que ele merece ser amado? Quais as suas principais qualidades?
Por que você odeia Marcelo Dourado? Por que ele merece ser odiado? Quais os seus principais defeitos?
O que se diz sobre ele nos veículos de comunicação, de maneira geral, corresponde à realidade?
Você acha que ele vencerá o Big Brother?
Se não acha, quem vencerá?
Escreva sua opinião aqui nos comentários.
Opine.
Registre o que pensa.
24 Fev 02h16
A terça-feira (23) pode ter entrado para a história do futebol. Romarinho, o filho do Peixe, assinou seu primeiro contrato como jogador

Esta terça-feira (23) pode ter entrado para a história do futebol brasileiro.
Romarinho, 16 anos, das categorias de base do Vasco, assinou seu primeiro contrato profissional com o clube.
É o legítimo filho do "peixe". Do peixe Romário.
Os clubes cariocas estão, por sinal, bem recheados de descendentes ilustres.
Mateus Oliveira, filho de Bebeto, aquele que os jogadores brasileiros "embalaram" na Copa de 1994, é jogador das divisões de base do Flamengo.
No Vasco, além de Romarinho, brilham Andrey, filho do meia Geovani, que foi um craque, e Rodrigo Dinamite, filho de Roberto Dinamite, maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro, com 191 gols, e atual presidente do clube.
Se esses meninos jogarem a metade do que jogaram seus papais, seremos novamente felizes.
24 Fev 01h09
Homofóbico, preconceituoso, tolerante e libertário. O público que eliminou a lésbica Angélica do BBB10 foi, antes e acima de tudo, um imenso paradoxo

Angélica Morango é a sétima eliminada do BBB10.
Recebeu 55% dos votos, cerca de 42,5 milhões dos impressionantes 77 milhões de palpites do paredão, recorde de todas as edições do programa.
Dourado ficou com 38% e Dicesar, com apenas 7%.
Estava decidido a fazer um texto essa disputa. Analisar os sinais culturais, comportamentais e morais a serem dados pelos brasileiros numa disputa entre uma lésbica assumida, um homossexual igualmente assumido e um suposto homofóbico me animava.
Mas, no final da tarde, ao ler o (só para variar) brilhante texto Existe mesmo a tão falada homofobia no BBB10?, publicado aqui por minha confreira de R7 Lele Siedschlag, confesso ter ficado um pouco desanimado.
Parecia não haver mais nada de útil a dizer.
Por respeito à vida própria que as coisas bem feitas merecem ter, vou reproduzir aqui só o final do texto de Lele, o suficiente para dar sentido ao meu blá-blá-blá.
Diz ela em seus dois parágrafos finais:
Falar em heterofobia seria burrice, isso não existe: sim, os homossexuais são o lado mais fraco dessa história, anos de agressão física e moral por sua sexualidade, isso é claro. Mas achar que todo o programa BBB10 se centra no embate homossexuais x homofóbicos é de uma pobreza de pensamento que assusta. Ninguém é só isso, como disse Angélica. Nem ela, nem Dicesar, nem Serginho, nem Dourado (se é que ele é mesmo homofóbico, não vou entrar nessa questão). Nem o programa.
Enquanto isso, Serginho, o Colorido-desencanado, corre por fora, alheio a todo o violento embate, clamando sua preferência a Dourado, livre de rótulos limitadores, livre de qualquer pressão psicológica do jogo, livre das ameaças de seus companheiros de "tribo". Enfim, livre.
Se está voltando ou se vai depois, obrigado. Continuo.
Lele, como vimos, identifica com precisão a influência da divisão da casa em “tribos” (Sarados, Ligados, Cabeças e alguns rótulos a mais) no comportamento forçado dos participantes.
E mostra, com clareza didática, que a tentativa de fechar um ser humano numa única gaveta, seja ela a dos homofóbicos, dos gays ou das lésbicas, é reducionista, míope e pouco inteligente.
“Ninguém é so isso, como disse Angélica”.
No alvo. A divisão dos percentuais de voto mostrou isso. E também a complexidade e o caráter multifacetado do povo brasileiro.
No seu mais forte teste de conceitos em um reality até agora, o telespectador médio foi tolerante, homofóbico, preconceituoso, carinhoso, libertário e conservador.
Isso mesmo: tudo ao mesmo tempo agora, em camadas, com cara de grande paradoxo.
Algumas lições tiradas por mim desta votação:
• Angélica Morango foi julgada só por suas (humm...), vamos dizer assim, características passíveis de julgamentos arriscados. O público, em sua maioria, ainda resiste e, quando pode, rebate de voleio mulher forte, mulher decidida, mulher que fala o pensa na cara, mulher que desmascara quem tem duas caras. Quando, além de tudo isso, essa mulher é também mulher que gosta de mulher - e assume isso -, aí é inapelavelmente fatal. A turma pegou tudo, misturou num pacote de supostas maldades e simplesmente enterrou a doçura que, vejam vocês, também acompanha a moça. E o que é mais triste: na sensação de pleno direito. Morango é vermelho, lindo e muitas vezes doce. Mas só foi lembrado pela possibilidade estatística de poder ser azedo. Teve 55% dos votos. Quem defende preconceito, aqui, passou o dedo indicador no queixo e sorriu.

• Dourado (38%) caminha naquele fio de navalha que marca praticamente todos os outros fortões de realities. Teoricamente, é um ser mais óbvio. Muitos o odeiam por achá-lo homofóbico, embora essa acusação seja duvidosa. Muitos o amam, lá dentro e aqui fora, escorados no que percebem de qualidade em seu comportamento, como deu para perceber no entusiasmo de muitos colegas da casa ao vê-lo de volta. Se para Morango a legião só uniu “ponto negativo”, no caso de Dourado a turma colocou o positivo no alto, o “ruim” abaixo, passou a régua, fez a continha de diminuir e aprovou o bichão raspando, na bacia das almas. Desconfio de que ele não resistirà à primeira disputa em que enfrentar adversários mais (humm...), digamos assim, convencionais aos olhos do povo.
• Por fim, Dicesar. Este claramente tirou largo benefício da tendência do brasileiro de anestesiar seus questionamentos diante de uma imagem alegre. Foi claramente “abraçado”, incorporado, e levou apenas 7% dos votos. E, no extremo oposto de Morango, avaliado quase que exclusivamente por suas qualidades de ser humano, percebem a profundade? Pelo menos neste caso. No futuro, o futuro dirá.
Morango foi pisoteada. A mulher que virou suco.
Dourado e Dicesar, os sobreviventes, ainda precisam entrar em outros paredões para que o público acabe que escrever seus perfis.
Opine, amado amigo da blogosfera colorida, opine.

23 Fev 15h58
Opositores na Câmara de SP se unem após cassações
No plano nacional, o caso da cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), rende troca de acusações entre líderes do PT, do PSDB e do Democratas.
Mas na Câmara Municipal, principal tribuna política da cidade, prevalece um curioso e raro clima de cumplicidade entre situação e oposição.
É a solidariedade que aparece diante do aperto comum, da preocupação que afeta praticamente todos os grandes partidos representados na casa.
Não era para menos: 24 dos 55 vereadores foram cassados em primeira instância, desde novembro do ano passado, pelo juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.
A exemplo de Kassab e da vice-prefeita Alda Marco Antônio, todos são acusados de receber recursos de campanha irregulares de empreiteiras, concessionárias de serviço público, associações e bancos.
Oito vereadores são do PSDB, cinco do PT, cinco dos Democratas e dois do PTB.
Completam a lista, com um parlamentar cada, PMDB, PV, PP e PR.
No final da tarde de segunda-feira (22), o juiz Silveira aceitou recurso do advogado dos Democratas, Ricardo Penteado, e concedeu efeito suspensivo à cassação do prefeito e da vice.
Apenas na última decisão de Silveira, a mesma que envolveu Kassab e a vice-prefeita Alda Marco Antônio (PMDB), oito vereadores foram envolvidos.
Kassab, Alda e os vereadores permanecem em seus cargos. Especialistas consideram que eles também receberão efeito suspensivo. Se isso ocorrer, eles ficarão em suas cadeiras até o julgamento final, pela Justiça Eleitoral.
São eles os petistas Antonio Donato, Arselino Tatto, Ítalo Cardoso, Juliana Cardoso e José Américo Dias; os tucanos Gilberto Natalini e José Police Neto e o democrata Marco Aurélio Cunha.
Conversei com alguns deles, na Câmara, na tarde de segunda-feira (22).
Os petistas falaram com a condição de não serem identificados. Um deles foi direto:
- Não vou ser cínico. Eu e Kassab temos o mesmo problema. Neste caso, ocupamos o mesmo barco. Estamos todos, situação e oposição, muito constrangidos, indignados e preocupados com nossa imagem. Há diálogo entre todos os vereadores envolvidos, de todos os partidos, e também entre seus advogados. A sentença do Kassab acaba de receber efeito suspensivo. Se o juiz Silveira não fizer o mesmo comigo, vou recorrer ao Conselho de Justiça.
O vereador classifica de “cama de gato” a decisão judicial:
- Para nós, funcionou como uma armadilha, uma cama de gato. Por orientação do PT, só aceitamos recursos de empresas que se declararam em ordem com a lei eleitoral ou se encaixaram nas jurisprudências anteriores. Declarei tudo, sem caixa dois, sem nada de errado. O tribunal aprovou. E aí,, depois da aceitação, um promotor sugere e o juiz acata. Isso não é correto.
O vereador Marco Aurélio Cunha, companheiro de partido de Kassab e um dos oito punidos na decisão tomada no final semana, era um dos mais contrariados.
Sua campanha custou cerca de R$ 280 mil. Deste total, R$ 150 mil, ou pouco mais de 50%, foram doados pela construtora SA Paulista, que teria parcerias com empresas concessionárias no Estado de São Paulo. Cunha não escondeu a revolta:
- O juiz criou, por critérios individuais e subjetivos, um teto 20% para o dinheiro que ele considera irregular. E me enquadrou. Com todo respeito: definir um percentual único para incidir sobre qualquer total de gasto é um critério sem o menor sentido. O magistrado não pode criar regras com bases em conceitos destruídos pelas jurisprudências.
Cunha tenta explicar a tese com algumas contas:
- Se um vereador gastou R$ 1 milhão e 19% vieram de fontes teoricamente irregulares, ele recebeu delas R$ 190 mil. Se eu gasto menos de R$ 300 mil no total, com R$ 150 mil de fontes do mesmo tipo, quem está mais errado?
Questionado se considerava éticas as contribuições de empresas que não trabalham para a administração, mas têm como sócios donos de grupos concessionários, Cunha optou por uma resposta política.
- Declaramos a doação como manda a lei. Não escondemos nada. Hoje, tudo é holding, conglomerado. Um grupo compra outro, que compra outro, que compra outro... Fica quase impossível saber quem está em determinado lugar. Se continarmos assim, daqui a pouco ninguém poderá mais doar.
Outro vereador petista condenado à perda do mandato, também com a condição de não ser identificado, se apega às jurisprudências:
- Pode-se até discutir futuramente uma regra geral para as doações de sindicatos e associações. Mas o fato é que, neste caso, o prefeito Kassab e a maioria dos vereadores estão protegidos pelas jurisprudências. O juiz acusa a Associação Imobiliária Brasileira de ser fachada das empreiteiras. Em 2006, ao analisar as contas do deputado Rui Falcão, meu companheiro de partido, com doações importantes da AIB, o tribunal eleitoral considerou que elas eras regulares. Decisões como esta devem ser tomadas como norte para sentenças futuras. O próprio juiz lembra dessas jurisprudências nas sentenças em que nos condenou.
Mas, em relação a este episódio, há caça às bruxas de lado a lado aqui na Câmara?
O petista responde seco:
- Aqui na Câmara Municipal não tem (o deputado federal) Ronaldo Caiado (DEM-GO).
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22 Fev 05h00
O segredo do sucesso dos Jogos de Inverno na tevê aberta? Simples: eles são bonitos como poucas coisas. E o público sabe que, muitas vezes, beleza basta

- Eduardo, filhote, tenho dormido tarde para ver essas danças e corridas no gelo que vocês estão passando aí na Record e na Record News. Seus primos também. Coisa linda. Os caras descem aquilo como loucos. Bom, o Brasil não ganha nada nesse lance de gelo, né não?... Aí a gente relaxa e fica olhando só o lado bonito do negócio...
Há dias tento entender porque a tacada da Record de transmitir em canal aberto os Jogos Olímpicos de Inverno 2010, em Vancouver, no Canadá, tem se revelado tão certeira, uma realidade traduzida em generosos índices de audiência.
Num telefonema para minha casa, na manhã deste domingo (21), Tia Carminha, amada irmã caçula de minha mãe, matou a charada.
São delas as sábias frases que abrem este texto.
Minha titia do coração toca nos dois pilares deste interesse: o clima de relaxamento e a inegável beleza plástica das provas.
Primeiro, o relaxamento.

Nós, brasileiros, bombas latinas de emoções, adoramos competir e torcer.
Isso é fato.
Em boa parte, até utilizamos vitórias esportivas para purgar frustrações e desafiar limitações (“com brasileiro, não há quem possa...”).
Mas, diante da inevitável, avisada e sobreavisada verdade de que um pódio brasileiro seria impossível nestes Jogos, o telespectador leigo congelou seu espírito competitivo e deixou de lado calculadoras, somas de pontos e décimos de segundo.
Fez tudo isso para esquiar, sem medo de ser feliz ou recalques de neófito tropical, pelos traçados e caminhos que levam ao balé dos patinadores, aos movimentos fortes dos snowboarders e à combinação de força e precisão dos esquiadores.
A estética incorporando ainda mais beleza ao esporte, como se ele necessitasse.
Neste caso dos Jogos de Inverno, não há, como maioria, torcida, fã de esporte com comportamento de computador ambulante ou teórico do recém-descoberto.
Nada disso.

Antes, há o contrário, ou seja, a força do cidadão leigo em busca do prazer estético da contemplação.
Povo gosta de luxo, já disse o carnavalesco genial (ou o jornalista genial).
Um ou outro descobre um grande atleta mundial, passa a torcer para determinada equipe com passado relevante no esporte.
Mas não foram, definitivamente, a regra.
Os Jogos Olímpicos de Inverno 2010 Record e na Record News conquistaram a turma porque, antes de tudo, são espetáculos bonitos como poucas coisas no mundo atual.
Esporte e competição são coisas divinas.
Mas, muitas vezes, beleza basta.

O sol, neste País, como se sabe, racha catedral.
Mas, a partir de agora, as coberturas desses jogos no gelo não serão mais como antes.
Podem apostar.
Leia mais sobre os Jogos de Inverno no hot site Vancouver 2010, do R7.
21 Fev 20h10
Botafogo foi campeão para provar a Papai Joel que é forte. Palmeiras venceu para provar a Muricy que não é fraco. Mas os dois elencos precisam melhorar

Acho o Botafogo o mais limitado elenco dos quatro grandes do Rio, apesar dos bons estrangeiros Abreu e Herrera no ataque e da jovem revelação Caio.
Mas o alvinegro quis, mais do que todo mundo, ser campeão da Taça Guanabara.
E foi.
Após tomar uma goleada humilhante do próprio Vasco, por 6 a 0, o time, sob o comando de Joel Santana, o Papai Joel, tomou corpo e venceu o primeiro turno do estadual fluminense.
O formato da Taça Guanabara roporciona muita emoção.
Mas também permite o triunfo de times teoricamente mais limitados do que os que ficam eliminados pelo caminho.
Papai Joel foi fundamental.
Reanimou os jogadores e fez um elenco mediano, antes humilhado, arrancar duas vitórias, sobre Flamengo e Vasco, na base da garra e da superação.
Em São Paulo, é exagero e leviandade dizer que houve o dedo do novo técnico do Palmeiras, Antônio Carlos, na vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo.
Não houve.
Não deu tempo.

Os jogadores é que jogaram por Antônio Carlos.
Ou melhor: jogaram por eles próprios, para acertar uma conta, sem esconder o desejo de mostrar a Muricy Ramalho que o elenco não é mediano como ele insinua.
Mas, particularmente, acho os dois elencos abaixo do piso aceitável para clubes do porte e da tradição de Botafogo e Palmeiras.
Quero saber o que pensa o amado amigo.
Opine.
21 Fev 11h51
Mandato de Kassab é cassado. Mas então ele não é mais prefeito? Ah, não mudou nada? Pobre consumidor de notícia…

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Resende Silveira, confirmou a decisão sobre a cassação do mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), da vice-prefeita, Alda Marco Antônio (PMDB), e de pelo menos oito vereadores, por captação ilegal de recursos de campanha.
Mas, na prática, esta decisão ainda não altera nada.
Um efeito suspensivo automático garante ao prefeito, à vice-prefeita e aos parlamentares o direito de ficar em seus cargos até o julgamento final da ação eleitoral.
É simples dar notícia limpa e explicar com clareza o que aconteceu, para que todos entendam, não é mesmo?
Pois é: não foi o que ocorreu nesta virada de sábado para domingo.
A suprema maioria dos veículos de comunicação deu a notícia da cassação solta, com manchetes apelativas, como se todos já estivessem apeados de suas cadeiras.
E, muito depois, a explicação de que, na prática, a decisão não muda nada no momento e talvez nem venha alterar patavinas.
Isso quando explicavam.
Peguei uma manchete dessas no meio da madrugada, ao acordar com a televisão ligada, e achei que o barraco do Kassab tinha desabado.
Era o que a manchete, sem mais nem menos, informava.
O pobre do consumidor de notícias que via a manchete assim, seca, “Juiz cassa mandato de Kassab”, tinha a impressão de que o prefeito já estava fora do cargo, algo longe da verdade.
Jornalismo feito sem concentração e apuro.
Isso só confunde o leitor e o consumidor de notícia.
Pobre leitor.
Pobre consumidor de notícia.
21 Fev 11h13
Lembram-se do João Hélio, o menino de seis anos arrastado por sete quilômetros no Rio? Pois é: um dos autores do crime, na prática, já está solto

Foto: arquivo familiar
O Estado é de Direito e, a rigor, a lei só está sendo cumprida.
Mas que parece algo entre o surreal e o espantoso, ah, isso parece.
Vocês se lembram de João Hélio Fernandes, o menino carioca de seis anos que, preso a um cinto de segurança, foi arrastado barbaramente, por sete quilômetros, pelo asfasto de Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, até morrer, em 2007?
Claro que sim - é impossível esquecer.
Pois acreditem: Ezequiel Toledo de Lima , o Quiel, um dos cinco autores daquela barbaridade, está, na prática, solto de novo.
Foi colocado pela Justiça em regime de semiliberdade.
Sai da unidade de manhã, passa o dia inteiro livre e volta às dez da noite para dormir.
Oficialmente, ele cumpre algum tipo de pena.
Na prática, está de novo entre nós, livre, leve, solto como um passarinho, para fazer o que sua cabeça pedir.
E por que isso acontece?
É a lei.
Quando participou daquela coisa indescritível, Quiel era menor.
Tinha 17 anos.
Por isso, como manda a legislação, não foi julgado por homicídio como os outros quatro comparsas, estes condenados e atualmente cumprindo pena.
Quiel ficou internado como menor infrator.
Agora, aos 19 anos, foi liberado.
Tudo na letra da lei.
E, como foi ameaçado por outros internos, será incluído no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte.
Deverá ganhar outros documentos - e um dinheiro mensal para se manter até os 21 anos.
O Estado de Direito impõe coisas como essa .
Proteger menor é sempre uma atitude digna de elogio.
Mas que parece surreal, ah, isso parece.












