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Posts de 21/02/2010

21 Fev 20h10

Botafogo foi campeão para provar a Papai Joel que é forte. Palmeiras venceu para provar a Muricy que não é fraco. Mas os dois elencos precisam melhorar

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botafogo 300x200 Botafogo foi campeão para provar a Papai Joel que é forte. Palmeiras venceu para provar a Muricy que não é fraco. Mas os dois elencos precisam melhorar

Acho o Botafogo o mais limitado elenco dos quatro grandes do Rio, apesar dos bons estrangeiros Abreu e Herrera no ataque e da jovem revelação Caio.

Mas o alvinegro quis, mais do que todo mundo, ser campeão da Taça Guanabara.

E foi.

Após tomar uma goleada humilhante do próprio Vasco, por 6 a 0, o time, sob o comando de Joel Santana, o Papai Joel, tomou corpo e venceu o primeiro turno do estadual fluminense.

O formato da Taça Guanabara roporciona muita emoção.

Mas também permite o triunfo de times teoricamente mais limitados do que os que ficam eliminados pelo caminho.

Papai Joel foi fundamental.

Reanimou os jogadores e fez um elenco mediano, antes humilhado, arrancar duas vitórias, sobre Flamengo e Vasco, na base da garra e da superação.

Em São Paulo, é exagero e leviandade dizer que houve o dedo do novo técnico do Palmeiras, Antônio Carlos, na vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo.

Não houve.

Não deu tempo.

palmeiras gol 300x224 Botafogo foi campeão para provar a Papai Joel que é forte. Palmeiras venceu para provar a Muricy que não é fraco. Mas os dois elencos precisam melhorar

Os jogadores é que jogaram por Antônio Carlos.

Ou melhor: jogaram por eles próprios, para acertar uma conta, sem esconder o desejo de mostrar a Muricy Ramalho que o elenco não é mediano como ele insinua.

Mas, particularmente, acho os dois elencos abaixo do piso aceitável para clubes do porte e da tradição de Botafogo e Palmeiras.

Quero saber o que pensa o amado amigo.

Opine.

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21 Fev 11h51

Mandato de Kassab é cassado. Mas então ele não é mais prefeito? Ah, não mudou nada? Pobre consumidor de notícia…

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kassab 300x225 Mandato de Kassab é cassado. Mas então ele não é mais prefeito? Ah, não mudou nada? Pobre consumidor de notícia...

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Resende Silveira, confirmou a decisão sobre a cassação do mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), da vice-prefeita, Alda Marco Antônio (PMDB), e de pelo menos oito vereadores, por captação ilegal de recursos de campanha.

Mas, na prática, esta decisão ainda não altera nada.

Um efeito suspensivo automático garante ao prefeito, à vice-prefeita e aos parlamentares o direito de ficar em seus cargos até o julgamento final da ação eleitoral.

É simples dar notícia limpa e explicar com clareza o que aconteceu, para que todos entendam, não é mesmo?

Pois é: não foi o que ocorreu nesta virada de sábado para domingo.

A suprema maioria dos veículos de comunicação deu a notícia da cassação solta, com manchetes apelativas, como se todos já estivessem apeados de suas cadeiras.

E, muito depois, a explicação de que, na prática, a decisão não muda nada no momento e talvez nem venha alterar patavinas.

Isso quando explicavam.

Peguei uma manchete dessas no meio da madrugada, ao acordar com a televisão ligada, e achei que o barraco do Kassab tinha desabado.

Era o que a manchete, sem mais nem menos, informava.

O pobre do consumidor de notícias que via a manchete assim, seca, “Juiz cassa mandato de Kassab”, tinha a impressão de que o prefeito já estava fora do cargo, algo longe da verdade.

Jornalismo feito sem concentração e apuro.

Isso só confunde o leitor e o consumidor de notícia.

Pobre leitor.

Pobre consumidor de notícia.

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21 Fev 11h13

Lembram-se do João Hélio, o menino de seis anos arrastado por sete quilômetros no Rio? Pois é: um dos autores do crime, na prática, já está solto

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joao helio1 300x187 Lembram se do João Hélio, o menino de seis anos arrastado por sete quilômetros no Rio? Pois é: um dos autores do crime, na prática, já está solto

Foto: arquivo familiar

O Estado é de Direito e, a rigor, a lei só está sendo cumprida.

Mas que parece algo entre o surreal e o espantoso, ah, isso parece.

Vocês se lembram de João Hélio Fernandes, o menino carioca de seis anos que, preso a um cinto de segurança, foi arrastado barbaramente, por sete quilômetros, pelo asfasto de Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, até morrer, em 2007?

Claro que sim - é impossível esquecer.

Pois acreditem: Ezequiel Toledo de Lima , o Quiel, um dos cinco autores daquela barbaridade, está, na prática, solto de novo.

Foi colocado pela Justiça em regime de semiliberdade.

Sai da unidade de manhã, passa o dia inteiro livre e volta às dez da noite para dormir.

Oficialmente, ele cumpre algum tipo de pena.

Na prática, está de novo entre nós, livre, leve, solto como um passarinho, para fazer o que sua cabeça pedir.

E por que isso acontece?

É a lei.

Quando participou daquela coisa indescritível, Quiel era menor.

Tinha 17 anos.

Por isso, como manda a legislação, não foi julgado por homicídio como os outros quatro comparsas, estes condenados e atualmente cumprindo pena.

Quiel ficou internado como menor infrator.

Agora, aos 19 anos, foi liberado.

Tudo na letra da lei.

E, como foi ameaçado por outros internos, será incluído no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte.

Deverá ganhar outros documentos - e um dinheiro mensal para se manter até os 21 anos.

O Estado de Direito impõe coisas como essa .

Proteger menor é sempre uma atitude digna de elogio.

Mas que parece surreal, ah, isso parece.

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