21 Fev 20h10
Botafogo foi campeão para provar a Papai Joel que é forte. Palmeiras venceu para provar a Muricy que não é fraco. Mas os dois elencos precisam melhorar

Acho o Botafogo o mais limitado elenco dos quatro grandes do Rio, apesar dos bons estrangeiros Abreu e Herrera no ataque e da jovem revelação Caio.
Mas o alvinegro quis, mais do que todo mundo, ser campeão da Taça Guanabara.
E foi.
Após tomar uma goleada humilhante do próprio Vasco, por 6 a 0, o time, sob o comando de Joel Santana, o Papai Joel, tomou corpo e venceu o primeiro turno do estadual fluminense.
O formato da Taça Guanabara roporciona muita emoção.
Mas também permite o triunfo de times teoricamente mais limitados do que os que ficam eliminados pelo caminho.
Papai Joel foi fundamental.
Reanimou os jogadores e fez um elenco mediano, antes humilhado, arrancar duas vitórias, sobre Flamengo e Vasco, na base da garra e da superação.
Em São Paulo, é exagero e leviandade dizer que houve o dedo do novo técnico do Palmeiras, Antônio Carlos, na vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo.
Não houve.
Não deu tempo.

Os jogadores é que jogaram por Antônio Carlos.
Ou melhor: jogaram por eles próprios, para acertar uma conta, sem esconder o desejo de mostrar a Muricy Ramalho que o elenco não é mediano como ele insinua.
Mas, particularmente, acho os dois elencos abaixo do piso aceitável para clubes do porte e da tradição de Botafogo e Palmeiras.
Quero saber o que pensa o amado amigo.
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