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Posts de março/2010

31 Mar 18h03

Dourado, Rei do Big Brother e, pela primeira vez, líder do ranking de celebridades Celeb

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dourado tvglobo frederico rozario 300x214 Dourado, Rei do Big Brother e, pela primeira vez, líder do ranking de celebridades Celeb

O professor de Educação Física e lutador Marcelo Dourado está mesmo no embalo.

No final da noite da terça-feira (30), teve 60% dos votos a seu favor na maior votação mundial da história dos reality shows em todo o mundo (154 milhões).

Venceu na final os adversários Fernanda e Cadu e saiu da casa com R$ 1,5 milhão no bolso.

O feito o levou, pela primeira vez, ao topo do ranking do Celeb, o site que lista as celebridades mais citadas nos veículos de comunicação do País.

Subiu quatro posições e deixou para trás o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o jornalista Armando Nogueira (morto na segunda-feira 29 vítima de câncer) e a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff.

Leia mais sobre o BBB10 aqui.

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31 Mar 17h30

Videoclipe da cantora Ximbica sobre multas no trânsito vira viral geral na Internet

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Mais uma da série Virou Viral Geral.

Explodiu no YouTube o videoclipe Telefone (acima), da cantora Ximbica, personagem criada na Internet pela designer Lia ST.

Ximbica ironiza a fúria da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo para multar motoristas que falam ao celular enquanto dirigem.

O clipe, que conta com a participação da drag queem Nany People, já teve mais de 200 mil acessos no YouTube.

No ano passado, falar pelo celular ao volante gerou 457 mil multas na cidade de São Paulo.

“Não adianta ligar a cobrar/que eu não vou retornar/do meu telefone”, diz uma parte da letra da música.

“Eu queria mesmo era ironizar a CET, que multa tanta gente por isso. Mas acabou virando uma mensagem a favor do bom comportamento do trânsito”, explica a cantora.

Assista.

É engraçado.

Conheça os blogueiros do R7.

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28 Mar 15h43

Entrevista de Pet é muito mais ressentida do que corajosa. Ele perdeu a posição na bola e quer retomá-la na carteirada

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petkovic 225x300 Entrevista de Pet é muito mais ressentida do que corajosa. Ele perdeu a posição na bola e quer retomá la na carteirada

Uma entrevista dada por Petkovic ao jornal Lance! gerou um pouco mais de confusão em sua já conturbada relação com o Flamengo.

Vou discordar de meu amado e competente confrade Cosme Rímoli em pelo menos dois pontos.

Primeiro: a entrevista foi mais ressentida, desconexa, incoerente e conservadora do que corajosa.

Segundo: ela, a entrevista, não escancara quase nada além do que já se sabe.

A diferença é que Pet, ressentido, falou.

O ponto é um só: Pet, por vários motivos, perdeu a posição para Vinícius Pacheco na bola e, agora, quer ganhá-la na carteirada e no bate-boca.

E também numa crença pessoal, tirada não sei de onde, de que os oito milhões que ele deixou pelo caminho na negociação, por vontade própria,  devem garantir a ele - sempre - uma vaga de titular.

A qualquer custo.  Independentemente do que esteja conseguindo correr ou jogar.

Insano. Fora de propósito.

Pet - quando quer e/ou aguenta - joga o fino, todos sabem.

No momento, por exemplo, está jogando pouco. Muito pouco.

Chegou tarde para treinar nesta temporada.

Jamais recuperou a forma do segundo semestre do ano passado.

E cometeu uma série de erros, que teve como ponto alto a fuga do vestiário do Maracanã no intervalo de um Fla-Flu

Justamente no jogo em que Vinícius Pacheco, com uma atuação impecável no segundo tempo, começou a roubar-lhe a posição.

Neste momento - e aí meu amigo Cosme foi preciso - Pacheco substitui Pet no Flamengo com consideráveis vantagens.

Um clube do porte do Flamengo não pode garantir, nem a Pet nem a ninguém, uma vaga de titular por um acordo financeiro ou judicial.

Mesmo porque ele assinou esse trato porque quis.

E ainda porque sabia que, não o assinando, demoraria anos, talvez décadas, para começar a ver parte dessa grana pingar todo mês em sua conta.

Isso se ela, sem o acordo, começasse um dia a pingar.

O restante da entrevista de Pet foi de dar pena.

É de um conservadorismo constrangedor, comovente.

Essa conversa de Eurico centralizador bom e Flamengo democracia ruim já deu o que tinha que dar.

O futebol ainda vai ouvir com respeito coisas como essas?

Ai meu Deus... Onde fui amarrar meu jegue...

Que dizer que agora vamos concordar com o Pet e defender que as decisões fundamentais, no futebol e em todos os âmbitos, sejam tomadas por uma única cabeça, normalmente autoritária e centralizadora?

Ora, por favor...

De dar pena.

Outra: Pet reclamou que Andrade não fala mais com ele do mesmo jeito.

Óbvio.

Se fosse você, estimado leitor, falaria?

O Andrade, uma suavidade em pessoa, pediu para que ele fosse contratado quando a diretoria do Flamengo ainda se dividia em relação à possibilidade.

Foi um dos poucos a bancar o cara.

Deu toda moral.

No elenco, transformou o sujeito numa espécie de auxiliar técnico informal.

Deu-lhe autoridade para orientar e até repreender jogadores mais novos.

Não foram poucas as vezes em que se viu Pet, ao lado de Andrade, esbravejando com os colegas após ter sido substituído.

E aí o gringo pega e sai do vestiário sem sequer olhar para a cara do Andrade, que é quase da geração dele?

Quer o quê?

Parece manha - e, se for, manha de adulto é muito feio.

Pet é um senhor jogador.

Mas precisa fazer a sua parte: falar menos, não criar confusão e jogar bola.

No Flamengo ou em qualquer lugar em que cartolas estejam, neste momento, preparando o bote de urubu no Urubu para ver se sobra alguma coisa.

Leia o post de Cosme Rímoli aqui.

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27 Mar 02h01

Algumas impressões sobre a reta final e as sentenças no julgamento do caso Isabella

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casal camburao1 300x225 Algumas impressões sobre a reta final e as sentenças no julgamento do caso Isabella

Foto: Werther Santana/07.05.2008/AE

Algumas impressões sobre a reta final do julgamento do caso Isabella:

O jurado abrigou a tese de que o casal Nardoni cometeu o crime. E o juiz, Maurício Fossen, aplicou todos os aumentos de prazo pelas agravantes, o que levou a pena de Alexandre Nardoni (31 anos, um mês e dez dias) a praticamente dobrar em relação ao primeiro período anunciado, de 16 anos. Vitória total e inquestionável do promotor Francisco Cembranelli.

Vitória também da perícia da polícia científica de São Paulo. Trabalho excepcional, um marco neste tipo de atividade. Prova pericial bem feita é um tesouro para jurados e juízes. Por um motivo elementar: elas se baseiam em fatos. Prova pericial não é a favor nem contra. Ela apenas é. Ou seja, diz uma verdade que pode beneficiar ou prejudicar o réu. Neste caso, prejudicou.

As penas (31 anos, um mês e dez dias para Nardoni e 28 anos e oito meses para Anna Carolina Jatobá) são altas, duras, mas compatíveis com o ato praticado. Tudo isso, logicamente, considerando como verdade o que o juri julgou ser verdade.

No final, brilhou também o juiz Maurício Fossen. Produziu um texto de sentença claro, organizado, ordenado e possível de ser entendido por quase todos . E o leu com voz serena, mas segura.

Para fiéis e supersticiosos: Alexandre, 31 anos, pegou 31 anos; e Anna Carolina, 26, pegou 26.

Para ter direito de pedir a avaliação de um juiz para passar do regime fechado para o semi-aberto (aquele em que o condenado passa o dia fora e volta para dormir na prisão), Nardoni terá de cumprir, no fechado, pelo menos dois quintos da pena, o que, no seu caso, dará algo entre 12 anos e meio e 13 anos. Anna Carolina precisará de 11 anos. Mas isso, claro, se o juiz julgar que eles merecem o benefício quando o pedido for feito.

Não deixa de ser surreal ver gente soltando fogos de artifício para comemorar uma situação dessas. As pessoas quererem Justiça e demonstrarem isso são coisas legítimas, mas aquele momento, é bom lembrar sempre, foi o desfecho de um episódio triste. Não pedia fogos de artíficio.

O juiz acertou mais uma vez ao negar ao casal a possibilidade de recorrer da sentença em liberdade. Com os ânimos exaltados do jeito que estão, seria arriscado deixar os dois atualmente em contato com as pessoas.

A atitude do advogado de defesa, Roberto Podval, de não dar entrevista coletiva após a sentença, alegando que o brilho da noite era todo do promotor Cembranelli, tem sua carga de elegância. Mas, do ponto de vista jornalístico, deixou a desejar. Seu pronunciamento poderia esclarecer detalhes sob a ótica do casal e até mesmo adiantar detalhes da estratégia de defesa nos recursos que a lei permite aos condenados a partir de agora. Pena. Esperemos que ele se manifeste logo.

Leia mais sobre o caso Isabella aqui.

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26 Mar 20h16

Casal Nardoni matou Isabella? Ou foi a terceira pessoa? Com uma ou outra tese aceita, teremos bons motivos para sentir vergonha do ser humano

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isabella2 300x225 Casal Nardoni matou Isabella? Ou foi a terceira pessoa? Com uma ou outra tese aceita, teremos bons motivos para sentir vergonha do ser humano Foto: Lumi Zúnica/R7

Defesa e acusação travam agora o duelo final no caso Isabella, horas antes das sentenças a serem impostas a Alexandre Nardoni e a Anna Carolina Jatobá.

O momento sugere uma reflexão: qualquer tese a ser aceita pelos jurados servirá como um exemplo completo, uma fotografia acabada de como o ser humano pode se superar na tarefa de cometer atos estúpidos, violentos e irracionais.

Os sete jurados adotarão uma entre duas hipóteses: considerar o casal culpado ou entender que o crime foi cometido por uma terceira pessoa.

Se a primeira tese for tomada como verdade, estaríamos diante de um casal de classe média alta, com vida privilegiada, comida farta e sofisticada aos domingos com a família, dinheiro no bolso, carros, conforto, bons colégios e boas casas que se deixa levar por emoções fúteis e ciúmes mesquinhos e estúpidos ao ponto de cometer uma barbaridade deste quilate.

Seriam dois adultos primitivos, capazes de descarregar todas as frustrações e desequilíbrio numa pobre de uma criança inocente de cinco anos.

Se for este o caso (não estou dizendo que é), Nardoni e Anna Carolina Jatobá não seriam doentes mentais inimputáveis, ou seja, incapazes de receber pena judicial.

Mas convenhamos: ainda assim, se for este o caso, haveria muito de loucura em uma mulher dominada pelo ciúme de forma tão insana a ponto de espancar uma criança de cinco anos e de convencer o marido, este igualmente fraco e não menos insano, a jogar a menina pela janela.

E este marido, justamente o pai da criança, cumpre o pedido.

Se esses dois rapazes fizeram isso (não estou dizendo que fizeram), é de se espantar como um casal pode se fechar de forma tão cega em seu delírio de posse mútua.

Uma atitude que seria motivada por um sentimento doentio que não merece ser chamado de amor ou de paixão, capaz de fazer alguém considerar que qualquer barbaridade – qualquer uma imaginável na face desta Terra – pode ser cometida para preservar intacta uma neurose.

Visto de longe e sem atingir ninguém, esse tipo de ciúme que mergulha o casal numa teia de imbecilidade pode até criar situações risíveis.

Gente assim que se exploda com essa passionalidade cafona de otário, de preferência longe dos sensatos.

Mas se idiotices deste porte forem capazes de produzir um final trágico como o de Isabella, é grave, insano e merece punição.

Fala-se muito nos dois filhos do casal que ficariam “órfãos” se a dupla passar muito tempo na cadeia.

É uma preocupação realmente relevante.

Agora, francamente: se esse casal realmente matou Isabella da forma como a promotoria descreve e os laudos atestam (não estou dizendo que matou), não seria o caso de seus familiares e os homens de bem acharem bom mesmo que essa dupla fique distante desses pequenos?

Mas, se também por hipótese, os sete jurados considerarem como verdade a tese de que Isabela foi morta por uma terceira pessoa (igualmente não estou afirmando que isso ocorreu), estaríamos diante de um sádico louco.

Uma besta pseudo-humana que teria entrado em um apartamento, atirado uma menina de cinco anos do sexto andar e saído, em minutos, sem levar nada ou tomar qualquer outra atitude aparente.

Como justificar tal atitude imaginando que ela tenha partido de uma mente sã?

Em resumo: o ser humano será o derrotado com qualquer decisão dos sete jurados.

Em um ou em outro caso, seriam mentes lúcidas o suficiente para serem punidas com uma sentença pesada, porque sabiam bem o que estavam fazendo.

Mas também, em um ou em outro caso, seriam mentes capazes de produzir espanto, no pior sentido do termo, pela capacidade de desconsiderar até a coisa mais valiosa de um semelhante – a vida – ao primeiro sinal de que um de seus interesses ou sentimentos mais rasteiros foi supostamente contrariado ou arranhado.

Um caso que, de tão estúpido, não dá chance para qualquer saída honrosa.

A picada do inseto ou o inseticida no ar.

O espeto na carne ou o calor da brasa incandescente.

A lógica das trevas.

Esses cinco dias de julgamento mostraram, antes de tudo, que, muitas vezes, é plenamente possível e justificável ter vergonha do ser humano.

Leia mais sobre o caso Isabella aqui.

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25 Mar 16h33

Polícia do Rio investiga Adriano e Love. Deve ser lindo viver numa cidade em que a polícia, sem pepinos para combater, corre atrás de jogador

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adriano 2 Polícia do Rio investiga Adriano e Love. Deve ser lindo viver numa cidade em que a polícia, sem pepinos para combater, corre atrás de jogador

A polícia do Rio de Janeiro faz uma grande investigação, com uso de muitos profissionais e grande cobertura dos veículos de comunicação, para saber o que o atacante do Flamengo, Vagner Love, fazia em um baile que abrigava traficantes com armas pesadas.

Ao mesmo tempo, a polícia do Rio de Janeiro realiza outra grande investigação, igualmente com uso de muitos profissionais e imensa cobertura dos veículos de comunicação, para descobrir o motivo que levou atacante Adriano, o Imperador, também do Flamengo, a colocar uma motocicleta que comprou em nome de um traficante que foi seu amigo de infância.

Com grande estardalhaço, jornalistas e órgãos de imprensa cobrem o depoimento de Love e o da mãe do traficante criado ao lado de Adriano na favela da Vila Cruzeiro.

Em seu depoimento, o Imperador afirmou que não deu moto ao traficante. Alegou ter havido uma confusão.

É claro que casos como esse devem merecer atenção e, se for o caso, também a ação da autoridade policial.

Defendo isso.

Mas qual a lógica de se dedicar tanto esforço e fazer tanto barulho para atrair os holofotes em dois casos aparentementemente pouco profundos, isso em numa cidade abarrotada até o ladrão de prioridades policiais, como o Rio de Janeiro?

Esses episódios me fazem lembrar do querido Ancelmo Gois, um dos meus mestres de jornalismo nos tempos de iniciante.

Diria ele, com a inteligência e a fina ironia habituais: deve ser maravilhoso viver numa cidade em que a polícia, por absoluta falta de problemas maiores para combater, fica correndo atrás de jogador de futebol...

A ameaça são os boleiros...

E você, amado amigo, o que pensa?

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25 Mar 15h29

Chutaram o advogado do casal Nardoni na entrada no tribunal. É um absurdo. Ele está lá para garantir o direito à defesa que todo ser humano deve ter

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podval 2 300x225 Chutaram o advogado do casal Nardoni na entrada no tribunal. É um absurdo. Ele está lá para garantir o direito à defesa que todo ser humano deve ter Foto: Ernesto Rodrigues/AE

Deram um chute em Roberto Podval, advogado de defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, enquanto ele entrava no Fórum de Santana para o terceiro dia de julgamento do caso Isabella, na quarta-feira (24).

O gesto em si não produziu maiores efeitos (o golpe pegou de leve) mas a simbologia negativa é grande.

É bom lembrar: Podval não matou Isabella nem ninguém.

Está lá para ser o agente profissional indispensável ao exercício de um direito garantido pela Constituição: a defesa plena e total de qualquer acusado antes de ser julgado.

É um direito sagrado, garantido a mim, a você, a Alexandre Nardoni, a Anna Cristina Jatobá, a todos os brasileiros e a quase todo mundo no planeta - apenas as ditaduras grotescas não o contemplam.

Por isso, estão todos lá – juiz, jurado, promotores, peritos, policiais e advogados - até a sentença final.

Antes do veredicto, é preciso ouvir tudo o que as duas partes têm a dizer.

Se não fosse assim, os acusados seriam presos sem defesa – e aí estaríamos diante da barbárie, da civilização perdida.

Imaginem quantos inocentes seriam condenados por equívoco se não houvesse defesa?

Por isso existe promotor de acusação, advogado de defesa, jurado e juiz para bater o martelo.

O casal Nardoni precisaria obrigatoriamente de um advogado de defesa.

Assim, felizmente, exige a lei. Em todo e qualquer julgamento.

Pelas circunstâncias, o deles é Podval.

Os que possuem opinião formada a respeito da culpa do casal possuem o direito de manifestá-la.

Podem até, eventualmente, vaiar o advogado, como está ocorrendo.

Sem problemas.

O que não pode é tranformar a indignação em agressão física contra o profissional da defesa.

Isso não pode.

Serão a coisa vira um absurdo.

E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que pensa sobre isso?

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25 Mar 14h35

Caso Isabella: lembrar que a avó teria pedido aborto da neta é golpe baixo. Se for verdade, isso por acaso justificaria um crime estúpido depois?

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trochas nardoni 300x225 Caso Isabella: lembrar que a avó teria pedido aborto da neta é golpe baixo. Se for verdade, isso por acaso justificaria um crime estúpido depois? Foto: Daia Olivier/R7

Alexandre Nardoni, 31 anos, afirmou em seu depoimento, na manhã desta quinta-feira (25), que a avó materna de Isabella, Rosa Maria Cunha, teria pedido à filha, Ana Carolina Cunha Oliveira, para fazer aborto ao descobrir a gravidez.

Ana Carolina Cunha Oliveira, segundo ele, teria escondido a gravidez da família até os quatro meses. E, depois disso, teria brigado muito com a mãe para levá-la até o fim.

Alexandre completou:

- Briguei para ela (Isabella) nascer. A avó materna queria que ela (Ana Carolina Cunha Oliveira, a mãe de Isabella) abortasse. A Ana Carolina Cunha Oliveira também discutia. Ela escondeu da família até o quarto mês (de gravidez).

Nardoni está bem treinado.

Ao citar a mãe de Isabella, teve o cuidado de dizer seu nome completo (Ana Carolina Cunha Oliveira) para não levar as pessoas à confusão com sua atual mulher, Anna Carolina Jatobá, também acusada de participação no crime.

Mas, ainda que a avó tenha realmente orientado a filha para fazer aborto naquele momento, a revelação do episódio no depoimento é uma manobra diversionista.

E também um golpe baixo, fruto do desespero de quem, ao que tudo indica, pretende aliviar o que for possível do peso de uma sentença dura que começa a se aproximar.

A questão, agora, não é debater se abortos, nestes ou em outros casos, podem ou não ser feitos, devem ou não ser feitos.

São outras discussões, que podem ser retomadas em outro contexto.

O ponto, agora, é o seguinte: mesmo que a avó tenha orientado a mãe a abortar, isso atenua ou anula a culpa de Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, caso eles realmente tenham cometido o assassinato de Isabella?

Parece claro que não.

Primeiro: se a avó queria o aborto, independentemente do juízo de valor que eu ou você faça dessa atitude, era a avó, e não a mãe.

Segundo: mesmo que a mãe tivesse pensado em abortar a menina, ainda assim nem isso - nem nada - justificaria uma ação brutal como a que foi cometida contra essa menina de cinco anos.

São duas questões distintas – e misturá-las só produz confusão.

Uma delas – a do aborto – está no campo da hipótese, levantada só agora por Nardoni.

A outra, o assassinato de Isabella, é realidade.

E você, amado amigo, o que acha?

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24 Mar 17h02

Não torço pelo Santos. Mas, se os concertos da Orquestra dos Meninos Felizes continuarem no Brasileiro, não vou ficar triste se meu time perder para eles

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neymar Não torço pelo Santos. Mas, se os concertos da Orquestra dos Meninos Felizes continuarem no Brasileiro, não vou ficar triste se meu time perder para eles

O Santos não é meu time do coração.

Os atentos - e até os nem tanto - sabem que sou Flamengo.

Mas eu e quem curte o encantamento do futebol praticado com maestria temos um compromisso diante da tevê, às 21h desta quinta-feira (25): acompanhar o que deverá ser mais um show da arrasadora Orquestra dos Meninos Felizes da Vila.

Tomara que seja assim.

Quando um time chega a esse ponto de refinamento, torcer contra e outros atos de rivalidade tornam-se ridículos.

Torcer pelo sucesso deste Santos é coisa de homem de bem.

Essa molecada tem a fúria mais encantada e comovente que pode retirar do futebol: a rotina imutável de partir para dentro do adversário, jamais tirar o pé do freio e marcar gol, gol, gol, gol, gol...

Gol até todo cair de lado. Farto e agradecido.

Com apenas um volante, dois armadores talentosos, um centroavante e dois atacantes na órbita - e esse ritmo estonteante, alucinante, espetacular - esses garotos estão pulverizando a lei absurda do freio de mão puxado imposta, nos últimos anos, por técnicos medrosos travestidos de primadonas periféricas.

Como disse o genial e querido Tostão, a turma de "professores" está morrendo de inveja, de dor no cotovelo, ao ver este time do Santos tão lindo e tão viável ao mesmo tempo.

Com os 9 a 1 sobre o Ituano, a Orquestra dos Meninos Felizes somou 60 gols em 18 partidas desta temporada.

Sessenta.

Quarenta e cinco em 15 partidas do Paulistão (média de três).

E outros 15 na Copa do Brasil.

Apenas nas quatro últimas partidas, foram 26 bolas na rede, número maior que o de gols a favor de 14 times do Paulistão até agora, o Corinthians incluído entre eles.

"Será mais uma goleada. Mas não vamos tirar o pé", prometeu o meia Paulo Henrique Ganso no intervalo da partida contra o Ituano. O placar já estáva 4 a 1.

É assim que se faz.

Em meio a esse domínio hipócrita, pobre e cegamente conservador do politicamente correto no futebol, em que técnicos pouco inteligentes e instruídos levam boleiros ainda menos inteligentes e instruídos a acreditar ser correto o jogador que leva o drible esticar o dedo no nariz e ameaçar o driblador, a bola que o Santos tem jogado é uma luz, um bálsamo, o combustível para a Lanterna de Diógenes.

O Santos não é meu time do coração, repito.

Mas, se os concertos da Orquesta dos Meninos Felizes continuar a promover exibições desse quilate no Brasileirão, confesso que não ficarei triste se meu time perder para ela.

O futebol terá vencido.

E, com ele, todos nós.

Vida longa a essa bola da molecada.

Leia mais sobre futebol no R7.


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24 Mar 15h40

Defesa diz que casal Nardoni não matou Isabella. Quem matou? Depois de tanto tempo, não deveria haver pelo menos um sinal da tal terceira pessoa?

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podval 1 hg Defesa diz que casal Nardoni não matou Isabella. Quem matou? Depois de tanto tempo, não deveria haver pelo menos um sinal da tal terceira pessoa? Foto: Julia Chequer/R7

O brilhante Roberto Podval, advogado de defesa do casal Alexandre Nardoni, 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, 26, insiste na tese de tentar destruir a credibilidade dos laudos fornecidos à promotoria apontando suas supostas falhas.

Até agora foi infeliz.

Por um motivo elementar: em casos como este, não dá para destruir tudo sem colocar alguma coisa no lugar.

Se o casal não matou, quem matou?

Quem é a terceira pessoa?

Não é muito estranho que não tenha aperecido nem um rastro, um cheiro, uma suspeita qualquer dessa suposta terceira pessoa desde março de 2008, quando Isabella foi jogada do sexto andar?

Se este assassino existe, não é estranho que, mesmo agora, durante o julgamento, ninguém tenha qualquer pista sobre ele.

Podval até tem razão quando diz haver apenas provas de perícia.

Mas se abandonarmos essas provas de perícia, sobrará o quê?

Uma coisa é certa: alguém cometeu este crime.

A acusação tem laudos, nomes, sobrenomes e documentos para acusar.

A defesa de Podval tem algo para substituir tudo isso?

E você, amado amigo, o que pensa?

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