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Posts de 24/03/2010

24 Mar 17h02

Não torço pelo Santos. Mas, se os concertos da Orquestra dos Meninos Felizes continuarem no Brasileiro, não vou ficar triste se meu time perder para eles

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neymar Não torço pelo Santos. Mas, se os concertos da Orquestra dos Meninos Felizes continuarem no Brasileiro, não vou ficar triste se meu time perder para eles

O Santos não é meu time do coração.

Os atentos - e até os nem tanto - sabem que sou Flamengo.

Mas eu e quem curte o encantamento do futebol praticado com maestria temos um compromisso diante da tevê, às 21h desta quinta-feira (25): acompanhar o que deverá ser mais um show da arrasadora Orquestra dos Meninos Felizes da Vila.

Tomara que seja assim.

Quando um time chega a esse ponto de refinamento, torcer contra e outros atos de rivalidade tornam-se ridículos.

Torcer pelo sucesso deste Santos é coisa de homem de bem.

Essa molecada tem a fúria mais encantada e comovente que pode retirar do futebol: a rotina imutável de partir para dentro do adversário, jamais tirar o pé do freio e marcar gol, gol, gol, gol, gol...

Gol até todo cair de lado. Farto e agradecido.

Com apenas um volante, dois armadores talentosos, um centroavante e dois atacantes na órbita - e esse ritmo estonteante, alucinante, espetacular - esses garotos estão pulverizando a lei absurda do freio de mão puxado imposta, nos últimos anos, por técnicos medrosos travestidos de primadonas periféricas.

Como disse o genial e querido Tostão, a turma de "professores" está morrendo de inveja, de dor no cotovelo, ao ver este time do Santos tão lindo e tão viável ao mesmo tempo.

Com os 9 a 1 sobre o Ituano, a Orquestra dos Meninos Felizes somou 60 gols em 18 partidas desta temporada.

Sessenta.

Quarenta e cinco em 15 partidas do Paulistão (média de três).

E outros 15 na Copa do Brasil.

Apenas nas quatro últimas partidas, foram 26 bolas na rede, número maior que o de gols a favor de 14 times do Paulistão até agora, o Corinthians incluído entre eles.

"Será mais uma goleada. Mas não vamos tirar o pé", prometeu o meia Paulo Henrique Ganso no intervalo da partida contra o Ituano. O placar já estáva 4 a 1.

É assim que se faz.

Em meio a esse domínio hipócrita, pobre e cegamente conservador do politicamente correto no futebol, em que técnicos pouco inteligentes e instruídos levam boleiros ainda menos inteligentes e instruídos a acreditar ser correto o jogador que leva o drible esticar o dedo no nariz e ameaçar o driblador, a bola que o Santos tem jogado é uma luz, um bálsamo, o combustível para a Lanterna de Diógenes.

O Santos não é meu time do coração, repito.

Mas, se os concertos da Orquesta dos Meninos Felizes continuar a promover exibições desse quilate no Brasileirão, confesso que não ficarei triste se meu time perder para ela.

O futebol terá vencido.

E, com ele, todos nós.

Vida longa a essa bola da molecada.

Leia mais sobre futebol no R7.


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24 Mar 15h40

Defesa diz que casal Nardoni não matou Isabella. Quem matou? Depois de tanto tempo, não deveria haver pelo menos um sinal da tal terceira pessoa?

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podval 1 hg Defesa diz que casal Nardoni não matou Isabella. Quem matou? Depois de tanto tempo, não deveria haver pelo menos um sinal da tal terceira pessoa? Foto: Julia Chequer/R7

O brilhante Roberto Podval, advogado de defesa do casal Alexandre Nardoni, 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, 26, insiste na tese de tentar destruir a credibilidade dos laudos fornecidos à promotoria apontando suas supostas falhas.

Até agora foi infeliz.

Por um motivo elementar: em casos como este, não dá para destruir tudo sem colocar alguma coisa no lugar.

Se o casal não matou, quem matou?

Quem é a terceira pessoa?

Não é muito estranho que não tenha aperecido nem um rastro, um cheiro, uma suspeita qualquer dessa suposta terceira pessoa desde março de 2008, quando Isabella foi jogada do sexto andar?

Se este assassino existe, não é estranho que, mesmo agora, durante o julgamento, ninguém tenha qualquer pista sobre ele.

Podval até tem razão quando diz haver apenas provas de perícia.

Mas se abandonarmos essas provas de perícia, sobrará o quê?

Uma coisa é certa: alguém cometeu este crime.

A acusação tem laudos, nomes, sobrenomes e documentos para acusar.

A defesa de Podval tem algo para substituir tudo isso?

E você, amado amigo, o que pensa?

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Leia mais sobre o caso Isabella aqui.

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