25 Mar 15h29
Chutaram o advogado do casal Nardoni na entrada no tribunal. É um absurdo. Ele está lá para garantir o direito à defesa que todo ser humano deve ter
Foto: Ernesto Rodrigues/AE
Deram um chute em Roberto Podval, advogado de defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, enquanto ele entrava no Fórum de Santana para o terceiro dia de julgamento do caso Isabella, na quarta-feira (24).
O gesto em si não produziu maiores efeitos (o golpe pegou de leve) mas a simbologia negativa é grande.
É bom lembrar: Podval não matou Isabella nem ninguém.
Está lá para ser o agente profissional indispensável ao exercício de um direito garantido pela Constituição: a defesa plena e total de qualquer acusado antes de ser julgado.
É um direito sagrado, garantido a mim, a você, a Alexandre Nardoni, a Anna Cristina Jatobá, a todos os brasileiros e a quase todo mundo no planeta - apenas as ditaduras grotescas não o contemplam.
Por isso, estão todos lá – juiz, jurado, promotores, peritos, policiais e advogados - até a sentença final.
Antes do veredicto, é preciso ouvir tudo o que as duas partes têm a dizer.
Se não fosse assim, os acusados seriam presos sem defesa – e aí estaríamos diante da barbárie, da civilização perdida.
Imaginem quantos inocentes seriam condenados por equívoco se não houvesse defesa?
Por isso existe promotor de acusação, advogado de defesa, jurado e juiz para bater o martelo.
O casal Nardoni precisaria obrigatoriamente de um advogado de defesa.
Assim, felizmente, exige a lei. Em todo e qualquer julgamento.
Pelas circunstâncias, o deles é Podval.
Os que possuem opinião formada a respeito da culpa do casal possuem o direito de manifestá-la.
Podem até, eventualmente, vaiar o advogado, como está ocorrendo.
Sem problemas.
O que não pode é tranformar a indignação em agressão física contra o profissional da defesa.
Isso não pode.
Serão a coisa vira um absurdo.
E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que pensa sobre isso?
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