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25 Mar 16h33

Polícia do Rio investiga Adriano e Love. Deve ser lindo viver numa cidade em que a polícia, sem pepinos para combater, corre atrás de jogador

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adriano 2 Polícia do Rio investiga Adriano e Love. Deve ser lindo viver numa cidade em que a polícia, sem pepinos para combater, corre atrás de jogador

A polícia do Rio de Janeiro faz uma grande investigação, com uso de muitos profissionais e grande cobertura dos veículos de comunicação, para saber o que o atacante do Flamengo, Vagner Love, fazia em um baile que abrigava traficantes com armas pesadas.

Ao mesmo tempo, a polícia do Rio de Janeiro realiza outra grande investigação, igualmente com uso de muitos profissionais e imensa cobertura dos veículos de comunicação, para descobrir o motivo que levou atacante Adriano, o Imperador, também do Flamengo, a colocar uma motocicleta que comprou em nome de um traficante que foi seu amigo de infância.

Com grande estardalhaço, jornalistas e órgãos de imprensa cobrem o depoimento de Love e o da mãe do traficante criado ao lado de Adriano na favela da Vila Cruzeiro.

Em seu depoimento, o Imperador afirmou que não deu moto ao traficante. Alegou ter havido uma confusão.

É claro que casos como esse devem merecer atenção e, se for o caso, também a ação da autoridade policial.

Defendo isso.

Mas qual a lógica de se dedicar tanto esforço e fazer tanto barulho para atrair os holofotes em dois casos aparentementemente pouco profundos, isso em numa cidade abarrotada até o ladrão de prioridades policiais, como o Rio de Janeiro?

Esses episódios me fazem lembrar do querido Ancelmo Gois, um dos meus mestres de jornalismo nos tempos de iniciante.

Diria ele, com a inteligência e a fina ironia habituais: deve ser maravilhoso viver numa cidade em que a polícia, por absoluta falta de problemas maiores para combater, fica correndo atrás de jogador de futebol...

A ameaça são os boleiros...

E você, amado amigo, o que pensa?

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