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Posts de 06/04/2010

6 Abr 14h43

Chuva no Rio: a força da natureza não ameniza e nem justifica omissões de governos passados e presentes

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chuva 1 300x225 Chuva no Rio: a força da natureza não ameniza e nem justifica omissões de governos passados e presentes

Está certo que é a pior chuva na região metropolitana do Rio de Janeiro desde o fatídico temporal de janeiro de 1966.

Está certo que, em alguns bairros, Copacabana entre eles, chove mais nas últimas 24 horas do que choveu em janeiro e ferereiro deste ano juntos.

Está certo que, diante de um cenário deste, haveria prejuízo e um determinado nível de desordem em qualquer metrópole do mundo, da africana mais pobre à americana ou europeia mais rica.

Está certo que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), saiu a campo desde cedo, colocou o secretariado na rua e tomou as atitudes corretas, entre elas a de clamar para que os cariocas fiquem em casa e só saiam se for por algo desesperadamente necessário e justificável.

Está certo tudo isso.

Mas tudo isso e a fúria da natureza, que traz certeza de estragos, não amenizam e nem justificam omissões e erros de administrações municipais e estaduais do passado e do presente.

O temporal encontrou as galerias pluviais e os sistemas de drenagem do Rio de Janeiro sujos, entupidos, em petição de miséria.

A cidade tem vários séculos de existência.

Essas coisas precisam ser cuidadas com rigor.

A falha potencializou os riscos e o desconforto.

Isso é trabalho que deixou de ser feito por governos estaduais e municipais.

De ontem e de hoje.

Outro ponto: um carro arrastado por um grande deslizamento invadiu a área da casa do navegador Torben Grael, quatro vezes medalhista de ouro, em Niterói, do outro lado da bela Baia da Guanabara, à 1h da manhã de hoje, terça (06).

Grael e sua filha resgataram uma mulher e uma criança, mas não conseguiram tirar um homem do fundo da lama.

Pois bem: no início desta tarde, às 13h06 - doze horas e seis minutos depois do acidente, portanto - Grael ainda não havia conseguido falar, por telefone, com a Defesa Civil, Bombeiros, polícia ou qualquer instituição do tipo.

E ele é o Torben Grael.

Isso é falta de organização mínima para atender – portanto, falha administrativa.

Outro ponto: é verdade que muitos das dezenas de mortos ocupavam áreas irregulares e perigosas.

Mas a tragédia da chuva em Angra dos Reis – em áreas ocupadas irregularmente no mesmo Estado do Rio de Janeiro - ocorreu há 90 dias.

De lá para cá o governo estadual, a prefeitura do Rio de Janeiro ou de alguma cidade da região metropolitana da capital fluminense fez algum trabalho de retirada, em grande escala, de pessoas que viviam nestas áreas?

Isso deveria ter sido feito.

Obrigatoriamente.

A força da natureza não ameniza e nem justifica a falta de decisão por parte de quem, por obrigação, deveria tomá-las.

E você, nobre amigo, o que pensa?

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6 Abr 12h11

Pulseiras do sexo devem ser proibidas. Mas em casa, pelos pais. Governos, legislativos e o Judiciário já metem o bedelho demais em nossas vidas

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pulseira Pulseiras do sexo devem ser proibidas. Mas em casa, pelos pais. Governos, legislativos e o Judiciário já metem o bedelho demais em nossas vidas

Ouvi muita coisa, na minha opinião, equivocada e fora do ponto sobre essa história de violência sexual contra meninas que usavam a tal pulseira do sexo.

Inclusive de especialistas.

Nesta terça-feira (07), uma psicóloga e sexóloga afirma, na Folha de S. Paulo, que as pulseiras não devem ser proibidas, nem pelos pais nem por ninguém, porque “não são o problema, mas uma justificativa para a questão anterior, que é a falta de limites”.

Ela continua:

- A questão do estupro está muito mais relacionada com a falta de respeito em relação à mulher. Se não fosse a pulseirinha, o crime seria cometido por outro motivo.

Na minha opinião, o raciocínio da psicóloga começa certo.

Mas, talvez por receio de ter alguma opinião relacionada a uma posição conservadora, termina torto.

Deixe-me ver se entendi: as pulseiras, na cabeça de alguns desses animais, dão a senha que eles buscavam para se sentir liberados e atacar sexualmente meninas de dez, 12, 13, 14, 15 anos.

Esses trogloditas insanos querem um motivo, um pretexto, porque são trogloditas.

Bom, aí os pais, em vez de explicarem aos filhos que o custo social e individual dessa brincadeira poderá ser alto, e impedir o uso das tais pulseiras, simplesmente liberam o uso – e o risco – porque alguns animais, se as pulseiras não existissem, arrumariam outro motivo para cometer o mesmo ato neste Brasil “sem limites”?

Não. Não.

Se iremos correr o risco da violência com outras supostas senhas, é também outra preocupação.

Mas porque continaremos a ser tolerantes com esta que já nos traz problemas?

A troco de qual benefício relevante a ponto de compensar riscos desta natureza?

As pulseiras do sexo devem ser evitadas, sim.

Mas exclusivamente pelos pais.

E não por leis, legisladores, vereadores, deputados estaduais, câmara dos deputados, senado, governos municipais, estaduais ou o federal.

O Estado já mete o bedelho demais na minha vida e na de todos os brasileiros.

Tenho uma filha, ela é minha, sou o responsável por ela, serei cobrado por qualquer prejuízo social ou psicológico que ela venha a sofrer e, acima de tudo, sei orientá-la com decência.

Se não for uma atitude criminosa (e até onde sabemos usar pulseiras não é atitude criminosa), nem eu nem pai ou mãe alguma precisa do governo federal, do estadual ou do municipal para dizer que atitude devemos tomar em relação a nossos filhos.

Isso é papel dos pais.

Agora, dito isso, acho que os pais não devem deixar seus filhos de nove, dez, 12, 13 ou 14 anos usarem essas pulseiras.

Lá em casa, já conversamos: a pulseira não rola.

Sem traumas, sem problemas.

Na boa. Na conversa.

Questão absoluta de bom senso.

Possibilidade de risco e de incômodo para pouco ou nenhum benefício.

E você, amado amigo, o que pensa sobre este assunto?

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