24 Mai 19h23
Técnico da Seleção exagera ao proibir torcida e ouve “Dunga, B…dão, libera o portão”. O portão foi liberado. Não aconteceu nada. Nem doeu

A CBF e o técnico Dunga acertaram ao liberar a entrada de cerca de 400 torcedores para acompanhar o treinamento da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (24) no CT do Caju, em Curitiba.
Na véspera, Dunga havia errado feio e exagerado ao proibir qualquer contato.
Esses poucos dias em Curitiba são dedicados a exames, testes e à preparação física do grupo.
Nenhum treinamento tático pesado, ensaio de jogadas, nada.
Bola, aqui não vai rolar.
Só na África do Sul.
Não custa nada deixar os poucos e educados paranaenses prestarem homenagem a seus ídolos.
São jovens, crianças, famílias completas e bem humoradas.
Que gritam em paz o nome dos jogadores.
Tudo com ordem e limite.
Dunga está certo ao impor regras.
E também ao procurar fazer da preparação da Seleção o oposto do que vimos na esculhambação da pequena Weggis, na Suíça.
Mas há o limite do bom senso.
Enquanto não rola bola e o público é mantido à distância, não há porque proibir o acompanhamento por 20, 30 ou 40 minutos, como acaba de ocorrer.
Se houver necessidade de sigilo, explique, mande a polícia retirar o público com ordem e pronto.
No dia seguinte, volta.

Produzir a separação total entre a Seleção e o povo e, no mínimo, cometer uma grande absurdo popular e assumir um diploma de incapacidade.
O absurdo é o de isolar a Seleção de seu dono, o brasileiro.
O diploma é o incapacidade de harmonizar trabalho com a participação do público no futebol, um universo onde isso sempre foi possível.
Dunga mereceu ouvir ontem o “Dunga, B...dão, libere o portão”.
Hoje, mereceu ouvir o “Valeeeu Dungaaa!”
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