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25 Mai 06h00

Belo futebol, subida na hora certa, sete ou oito jogando o fino e o melhor do planeta. Alguém ainda acha que a Argentina não está entre as favoritas ao título da Copa?

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argentina Belo futebol, subida na hora certa, sete ou oito jogando o fino e o melhor do planeta. Alguém ainda acha que a Argentina não está entre as favoritas ao título da Copa?

Adoro ver o Brasil ganhar da Argentina.

Disputa de cuspe à distância, de purrinha, arremesso de ponta de cigarro, tempo com a respiração presa, potência de flato... não importa: se eles estiverem no meio, um de nós tem que ganhar.

Mas toda minha rivalidade com los hermanos termina no apito final da competição.

Na vida, fora dos campos de disputa, não estou entre os que nutrem por eles um ódio mortal.

Não quero que eles morram.

Ao contrário.

Acho a Argentina um grande país.

Sou fã de Piazzolla, do Maradona, do escritor Adolfo Bioy Casares e, sobretudo, de Jorge Luis Borges, um dos maiores poetas de todos os tempos.

Adoro caminhar, badalar, comer e tomar vinho em Buenos – e, lá, jamais fui maltratado por portenhos.

Bom, eles parecem ter reecontrado o melhor futebol.

Um futebol que, sem dúvida, merece respeito dos brasileiros e de todo o mundo.

Na goleada de 5 a o sobre o Canadá, na tarde desta segunda-feira (24), no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, em seu último amistoso de preparação para a Copa do Mundo 2010, A Argentina colocou uma pulga atrás da nossa orelha.

E passou um recado para o mundo.

O recado é o seguinte: crescemos na hora certa e estamos indo para a África do sul em busca do título.

De fato, apesar da fraqueza dos canadeneses, os comandados de Maradona exibiram talento, leveza e recursos que parecem ter abandonado a equipe liderada por Dunga.

Maradona poupou o atacante Diego Mitilo, vencedor da Liga dos Campeões no domingo (23) com a Inter de Milão, e Lionel Messi, do Barcelona, o melhor do planeta.

Mesmo assim, sua equipe deu um show.

Muita movimentação, Verón jogando o fino e cinco belos gols.

A Argentina cresceu na hora certa.

Tem muita gente no grupo jogando bola demais: Messi, Milito, Sergio Aguero, Higuaín, Carlos Tevez, Masccherano, Verón, só para dizer alguns

Tem no banco jogadores que podem entrar e incomodar, como o artilheiro trombador Palermo.

Enfim, os argentinos estão como eles adoram.

Melhoraram quando era preciso.

Sem o peso do favoritismo antecipado, estão jogando com alegria.

Chegam à Copa não na condição de seleção que precisa confirmar algo cobrado na véspera (a exemplo do Brasil), e sim como uma equipe disposta a mostrar sua capacidade de reverter situações.

Sei não...

Será muito difícil segurá-los.

Pode ser que eu esteja errado, mas os argentinos, para mim, já estão entre os favoritos.

De novo.

E você, amado amigo da blogosfera colorida, o que pensa sobre a seleção argentina?

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