7 Jun 09h09
O Brasileirão ficará parado por 37 dias. Saiba o que os 20 clubes da Primeirona precisarão fazer na volta. E registre sua opinião

O Campeonato Brasileiro ficará parado por 37 dias.
Corinthians líder por pelo menos 37 dias.
Vasco da Gama vice-lanterna por pelo menos 37 dias.
Atlético-GO lanterna por pelo menos 37 dias.
Todos os holofotes estão direcionados para a Copa do Mundo.
Sete rodadas foram disputadas até agora.
A 31 restantes serão realizadas a partir do próximo dia 14 de julho.
Quem está bem lamenta.
Quem está mal comemora.
As transferências, mudanças administrativas, trocas de técnico e desfigurações produzirão um outro Brasileiro depois deste Mundial de Seleções.
Fiz uma rápida análise daquilo que cada um dos 20 clubes da Primeira Divisão precisa para melhorar o desempenho ou manter a boa campanha após esse longo intervalo.
Pela ordem da classificação atual:
Corinthians – É o líder com justiça. Foi o time mais regular do “Brasileirinho”. Para Ronaldo, a parada foi ótima. Para a equipe, péssima. Ela está mais leve e “na mão” do técnico Mano Menezes. Após a decepção na Libertadores, o grupo parece mais aliviado e tranquilo. Mas, apesar dos 15 gols a favor, o elenco vai precisar de um atacante “matador” mais eficiente. A competição é longa e tudo indica que Ronaldo não terá condições físicas para jogar todas as partidas que o clube necessitaria para chegar na frente ao final do ano.
Ceará – Mais 37 dias para sonhar. E implorar aos céus para que o sonho, ao menos, demore a terminar.
Fluminense – Outro que deverá ser prejudicado pela parada. O elenco tem falhas. Precisa de bons laterais. Muricy foi até rápido na tarefa de dar padrão de jogo ao grupo e recuperou o futebol de alguns jogadores, entre eles Alan. Vai brigar e incomodar muito na volta. Mas precisa se reforçar para não descer a serra e se tornar o Palmeiras de 2010.
Santos – Tem time para passar o ano entre os primeiros e conquistar o título. Se contratar ao menos um lateral direito, um goleiro e um volante confiáveis, torna-se um dos grandes elencos do País. Isso, claro, se Neymar, Ganso, Wesley, Madson & Cia não forem negociados. E nem mergulharem de cabeça na marra, na vaidade e na imaturidade que, diga-se, já prejudicaram o Peixe neste ano.
Guarani – A grande surpresa. Quinto lugar na base da disciplina e da colaboração. Deverá perder jogadores para os mercados interno e externo. E, infelizmente, despencar.
São Paulo – Fernandão trouxe força e confiança, mas o elenco ainda está abaixo das tradições do clube. Mesmo com futebol opaco, é pouco provável que fique longe dos líderes. Estará entre os primeiros, brigando por Libertadores e pelo título.
Goiás – Time irregular e com carências importantes de elenco. Campanha para disputar vaga de Sul-Americana – e olhe lá.
Botafogo – Outro que deverá terminar nos limites da Sul-Americana. Tem bons atacantes, mas um grupo desequilibrado. Libertadores, só por generosidade dos deuses. Título, então...
Flamengo – Esses 37 dias de pausa serão o grande teste de Zico e de Patrícia Amorim. Dependendo do que fizer – e do jeito que fizer – o mandato da presidente e o trabalho do ídolo eterno poderão “terminar” ainda este ano, poucos meses depois do início. Se Vagner Love não ficar, o elenco precisará de, pelo menos, dois ótimos atacantes, um meia criativo e dois zagueiros. Se a intenção for disputar o título, pode encomendar mais um zagueiro, um meia e outro atacante. Isso se ninguém mais sair e Kleberson voltar da Seleção. O Fla deve festejar muito a parada. Sem ela, derreteria na tabela. O elenco atual está fraco. Rogério será um bom técnico um dia, mas ainda é verde para tocar um time do porte do Flamengo. Zico errou ao mantê-lo no cargo. O rubro-negro precisa de técnico melhor e mais experiente.
Palmeiras – Outro clube que pode soltar foguete em comemoração à pausa. Primeiro, o ambiente precisa ser pacificado politicamente. Depois, a diretoria deverá contratar um atacante de referência, dois meias ofensivos, um bom zagueiro e pelo menos um lateral. O Palmeiras, em resumo, precisa se reinventar. E, para tudo isso, o tempo é curto.
Cruzeiro – Vai encontrar um bom técnico e subir de produção. O elenco precisa de ajustes, mas nada grave. A troca de treinador será positiva. A diretoria fez muito bem ao dizer publicamente que as portas estão abertas para quem não quiser ficar. Comprometimento sozinho não resolve, mas sem ele ninguém conquista nada.
Grêmio - O tricolor gaúcho foi um dos que mais sofreu com contusões e suspensões nestas rodadas iniciais. O lado positivo da parada é que ela permitirá o planejamento da contratação de reforços com mais calma. Por outro lado, o time subia nitidamente de produção. Na minha opinião, jogou melhor do que o São Paulo no domingo. Por este aspecto, o intervalo pode matar a escalada. Silas tem condição de armar um time talentoso do meio para frente e ao mesmo tempo guerreiro, como exige o torcedor gremista. Mas, para isso, precisará de um meia de qualidade e, sobretudo, de um atacante matador acima da média. O Grêmio dá sinais de que será um time muito difícil de ser batido no restante do campeonato. O elenco é digno. Não precisa de milagre para se tornar candidato às primeiras posições. Mas o trabalho precisa ser feito.
Avaí – Elenco esforçado mas desequilibrado, sobretudo depois das perdas de jogadores no início da temporada. Se conseguir permanecer na Primeira, será grande lucro.
Vitória – Situação parecida com a do Avaí. Precisa reforçar a defesa e o meio-campo. Permanência na Primeira já será título.
Prudente – Irregularidade e luta para permanecer na elite.
Internacional – Precisará aproveitar muito bem a pausa. E dar tiros certos para recompor o elenco e a comissão técnica. À beira do rebaixamento na 16ª colocação, é uma das grandes decepções do campeonato até aqui. A sorte é que o clube conta com bons dirigentes, se eles forem comparados ao padrão de eficiência do futebol brasileiro.
Atlético-PR – O elenco é fraco, com média de idade alta. Precisaria de uma sacudida geral para mudar o cenário.
Atlético-MG – O time parece ter sentido muito a eliminação da Copa do Brasil para o Santos. E também toda a confusão envolvendo o técnico. Vanderlei precisa acertar nas indicações de reforços – e manter o grupo longe de suas reações fortes.
Vasco – Elenco fraco, falta de dinheiro para reforços de peso, técnico novo, diretoria pressionada por grupos internos e um presidente às voltas com sua campanha política. Resultado: 19º lugar. Segundona de novo, Vascão? Não, né...
Atlético-GO – Já escolheram os quatro clubes que ficarão atrás de vocês ao fim da 38ª rodada? Parece que não, longe disso...
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