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Posts de 28/06/2010

28 Jun 17h29

Seleção Brasileira fez sua obrigação – e o que todos esperavam dela – contra o Chile. Que venha a Holanda. Mas não se iludam: a história será bem diferente…

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Juan FABRICE COFFRINI AFP 300x228 Seleção Brasileira fez sua obrigação   e o que todos esperavam dela   contra o Chile. Que venha a Holanda. Mas não se iludam: a história será bem diferente...

A seleção brasileira fez a sua obrigação – e também o que todos esperavam dela - na vitória por 3 a 0 sobre o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Quando a insegurança, a dúvida e a desconfiança ameaçam ganhar espaço no ambiente canarinho, nada melhor do que encontrar o Chile pela frente para recuperar a Autoestima.

Foram seis vitórias nas últimas seis partidas contra os chilenos.

É bonito, interessante e louvável ver o técnico do Chile, o argentino Marcelo El Loco Bielsa, exigir de seus comandados o jogo para frente e o ataque incessante a seus adversários.

Só que El Loco exagerou.

Pagou por ter se deixado dominar por sua conhecida ansiedade.

Temeu o Brasil bem menos do que deveria - ou não temeu em momento algum.

Com isso, errou na mão, sobretudo depois do primeiro gol brasileiro, de Juan, aos 34 minutos no primeiro tempo, em lance de bola parada, na cobrança de um escanteio.

El Loco Bielsa mandou seu time ir atrás do prejuízo sem se preocupar com os contra-ataques brasileiros, um dos mais eficientes do mundo.

Além disso, não teve a precaução mínima de mudar o posicionamento dos laterais e do meio-campo para neutralizar os contra-ataques brasileiros.

A negligência do ansioso Bielsa foi fatal.

Sua equipe perdeu todas as chances de classificação que tinha exatamente neste ponto e neste momento do primeiro tempo do jogo.

Com boa movimentação de Ramirez e de Daniel Alves, em contraste com as atuações perdidas dos volantes chilenos, o Brasil deitou e rolou nas respostas às investidas do adversário.

E chegou fácil aos 2 a 0, quatro minutos depois, com um gol de Luis Fabiano.

Os brasileiros poderiam ter feito o terceiro e definido a parada ainda na primeira etapa.

Criaram o suficiente para isso.

Na segunda etapa, El Loco Bielsa tentou tornar o time mais forte com uma substituição no meio-campo (Valdivia) e outra no ataque.

E o Brasil passou a atrair o Chile para seu campo, criando, com isso, condições para os botes mortais de contra-ataque, nos moldes da bem-sucedida tática adotada pela Alemanha na goleada de 4 a 1 sobre a Inglaterra.

Aos 14 minutos, numa arrancada sensacional, Ramirez tomou a bola no meio campo, partiu para o ataque com a defesa chilena desarrumada e passou para Robinho.

O atacante deu um belíssimo tapa na bola, colocando-a no canto esquerdo do goleiro chileno.

3 a 0.

Fatura liquidada.

Aos 35 minutos do segundo tempo, Kaká deu lugar a Kleberson.

Cinco minutos depois, Gilberto substituiu Robinho.

Ao que tudo indica, serão os únicos minutos jogados por esta dupla de reservas nesta Copa.

Que venha a Holanda às 11h da sexta-feira (02).

Será outra conversa.

Muito diferente desta.

O Brasil poderá até tornar fácil o jogo contra os holandeses.

Tem bola e disciplina tática para isso.

Mas precisará se esforçar e ser ainda mais preciso do que foi contra o Chile e a Costa do Marfim.

A Holanda é uma seleção muito bem organizada.

Tem rapidez, disciplina tática, volantes eficientes, jogadas ensaiadas pelas laterais, consistência no revezamento dos dois zagueiros e eficiência na proteção do sistema defensivo.

E, como se tudo isso não bastasse, dois jogadores em ótima forma do meio para frente: Snider e Arjen Robben.

Passando pelos holandeses, teremos Gana ou Uruguai.

Acredito nos uruguaios.

É uma seleção técnica, raçuda, mas o Brasil tem plenas condições de superá-la.

Vencendo os uruguaios, aí teremos Alemanha, Argentina, Espanha e Portugal, as duas últimas, na minha opinião, menos cotadas.

Não se pode tomar gol da Alemanha.

A pior coisa do mundo é jogar em desvantagem no placar com essa jovem, rápida e talentosa equipe alemã.

Qualquer time corre o risco de ser atropelado nos contra-ataques por Özil, Schweinsteiger, Klose e companhia, a turma dona dos contra-ataques mais fulminantes da Copa do Mundo até agora.

Mas isso é assunto para daqui a alguns dias.

Por enquanto, a festa para comemorar a boa vitória contra o Chile basta.

Copa? É no R7. Confira.

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