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Posts de 02/07/2010

2 Jul 12h55

No primeiro tempo, o sonho que o Brasil não aproveitou. No segundo, o pesadelo que a Holanda transformou em realidade. E a Seleção, com desequilíbrio emocional absurdo, está fora da Copa

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festa da holanda AFP PHOTO CARL DE SOUZA 640x487 300x228 No primeiro tempo, o sonho que o Brasil não aproveitou. No segundo, o pesadelo que a Holanda transformou em realidade. E a Seleção, com desequilíbrio emocional absurdo, está fora da Copa

O desequilíbrio emocional da Seleção na partida contra a Holanda foi inexplicável.

A Seleção Brasileira tinha tudo para matar a partida ainda no primeiro tempo.

Não aproveitou essa chance rara em uma partida difícil com esta e deixou a Holanda gostar do jogo.

Por isso, está fora da Copa do Mundo da África do Sul.

O Brasil falhou no que tinha de melhor: a bola em seu miolo de zaga, praticamente perfeito na Copa até então.

E a Holanda, no segundo tempo, fez exatamente o que o Brasil não soube fazer no primeiro: aproveitar o momento de instabilidade do adversário.

Não se pode perder uma oportunidade como a que o Brasil teve de decidir a partida em uma Copa do Mundo.

Resultado: a Seleção tomou um gol absolutamente bobo aos sete minutos do segundo tempo e sofremos.

O Brasil começou perfeito taticamente.

E arrasador.

Surpreendeu a Holanda executando melhor exatamente a tática que os holandeses adotaram, de marcação sob pressão.

Era marcação contra marcação, com a do Brasil mais eficiente, bem posicionada e agressiva.

Aos sete minutos, Daniel Alves recebeu impedido um lançamento e tocou para Robinho.

Robinho fez o gol, mas o juiz anulou corretamente.

Três minutos depois, o prêmio pelo início fulminante do Brasil: Robinho recebe um lançamento perfeito de Felipe Melo pelo meio e só teve o trabalho de chutar, sem sequer ajeitar a bola.

Brasil 1 a 0.

Gilberto Silva incorporou de vez o papel do terceiro zagueiro e Felipe Melo, bem posicionado e ligado na partida, dava combate e passava a bola com eficiência.

O passe é um dos fortes de Felipe Melo.

Ele sabe jogar bola. Não precisa ser tão violento como costuma ser, algo que sempre preocupa pela perspectiva de um cartão vermelho.

Robinho, Felipe Melo e Lúcio foram os destaques do primeiro tempo.

Luís Fabiano foi muito bem marcado.

Michel Bastos, com a missão de marcação mais difícil, o primeiro combate em Arjen Robben, teve dificuldades para neutralizar o adversário.

Tomou um cartão amarelo.

Precisará de uma cobertura mais próxima e de um posicionamento melhor na segunda etapa para não ser expulso.

Kaká atuou travado na primeira etapa.

É jogo para ele – e ainda poderá ser no segundo tempo.

Se o camisa dez estivesse um pouco melhor na partida, com deslocamentos e arrancadas pelas pontas, talvez tivesse decidido a classificação do Brasil ainda na primeira etapa.

Na verdade, o cenário estava montado para o Brasil fazer o segundo gol e decidir a parada ainda na primeira etapa.

Kaká poderia ter feito essa diferença no primeiro tempo, mas pareceu preocupado com sua condição física quando tentava arrancar.

Mas o primeiro tempo foi ótimo, considerando que o saldo de gols a favor do Brasil, nas dez partidas jogadas até agora contra a Holanda, é de apenas um gol.

Começa o segundo tempo.

Os holandeses, que conseguiam neutralizar Luís Fabiano, parecem também ter encontrado Robinho.

Aos sete minutos, o gol absurdo: no cruzamento da Holanda, a bola raspa na cabeça de Felipe Melo e vai direto para as redes.

Falha maior de Julio César, que vinha de frente para o lance e não poderia trombar com o defensor que está de costas, porque a bola, em vários desses lances, vai para o gol. Como foi.

Logo do Julio César...

O time sente o gol e fica muito nervoso.

Começa a dar espaço para a Holanda, que tenta aproveitar o momento de instabilidade dos brasileiros.

Aos 22 minutos, gol de Sneijder, em outra falha de marcação do setor defensivo brasileiro e, de novo, de Julio César, que fica travado na linha no gol vendo a bola atravessar a pequena área, após ser cabeceada no primeiro pau por um jogador baixo.

Sneijder cabeceia livre para as redes, na pequena área, entre cinco brasileiros.

Logo Julio César...

No segundo tempo, Kaká, Luís Fabiano e Robinho foram neutralizados pela marcação.

E a Holanda fazia rigorosamente o que o Brasil não fez no primeiro tempo: aproveitar a instabilidade do Brasil.

Aos 27, Felipe Melo pisa infantilmente em um holandês e é expulso. O filme anunciado em toda a Copa vira realidade.

Aos 30, no desespero, Dunga troca o apagado Luís Fabiano por Nilmar.

Mas já era tarde.

Em desvantagem num jogo tão duro com um time bem armado na defesa e eficiente nos contra-ataques, os minutos finais foram de desespero.

O Brasil foi uma tragédia emocional no segundo tempo.

Robinho foi anulado no segundo tempo.

Kaká e Luís Fabiano, neutralizados no jogo todo.

Felipe Melo expulso.

A zaga em um dia ruim.

Assim, não dava mesmo para ganhar da forte Holanda.

Estamos fora.

E não dá para dizer que a Holanda não mereceu.

O filme virou realidade.

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