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Posts de 24/07/2010

24 Jul 17h58

Se o Fla lhe deve salários, Bruno tem todo direito de cobrar. E de receber. Afinal, a dívida do clube é anterior à criada por ele ao destruir sua própria imagem

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bruno 13 300x200 Se o Fla lhe deve salários, Bruno tem todo direito de cobrar. E de receber. Afinal, a dívida do clube é anterior à criada por ele ao destruir sua própria imagem

Ércio Quaresma, advogado do goleiro Bruno, suspeito de ter mandado matar Eliza Samudio, vai atrás dos dirigentes do Flamengo.

Argumenta que o clube deve ao goleiro salários atrasados e direitos de imagem que somariam R$ 1 milhão.

Quer que seu cliente receba este dinheiro.

Se a dívida realmente existir, os dois estão certíssimos em cobrá-la.

Bruno mandou matar Eliza?

Então que a lei o abrace forte o infrator com seu braços de estivador, como diria Chico Buarque, e o faça pagar por tudo o que deve.

Isso é uma coisa.

bruno 31 300x225 Se o Fla lhe deve salários, Bruno tem todo direito de cobrar. E de receber. Afinal, a dívida do clube é anterior à criada por ele ao destruir sua própria imagem

Mas o fato de dever muito à Justiça por este crime não livra o Flamengo de uma dívida criada com o goleiro muito antes dele ter corroído as cláusulas do contrato com as supostas atitudes criminosas.

Isso é outra coisa.

Aliás, é impressionante ver como o caos administrativo historicamente reinante no Flamengo (que, tomara, seja anulado por Patrícia Amorim e Zico) leva o clube a sofrer humilhações mesmo em situações em que deveria ser vítima.

O rubro-negro anuncia a suspensão do contrato de um atleta com a imagem queimada dessa forma.

E, antes de receber ou mesmo de ganhar na Justiça qualquer coisa,  leva o “carão” de ser cobrado em praça pública pelo atleta que tenta encostar na parede.

No ar, fica a suposição da necessidade de, no final, ainda ter que se fazer um acerto – que não deixará de ser humilhante – com a parte queimada.

É uma maravilha...

É o fim do mundo...

A propósito, no início achei as contas de prejuízo do Flamengo um pouco exageradas.

Pelas contas da presidente Patrícia Amorim e dos dirigentes, as perdas incluem o valor gasto pela compra dos direitos federativos do goleiro e também os salários pagos durante o tempo em que ele jogou no clube.

A princípio, algo me parece exagerado nisso.

Quanto aos direitos federativos, a versão moderna e temporária do passe, tudo bem: aí é perda, prejuízo.

As chances objetivas de o jogador gerar a recuperação deste investimento são nulas.

Agora, em relação aos salários, tenho cá minhas dúvidas.

Pensem comigo: Bruno recebeu o salário acertado entre as duas partes como remuneração mensal por trabalho, cumpriu esses meses no trabalho, ganhou títulos no seu trabalho de jogador e decidiu vários campeonatos a favor do clube nesses meses trabalhados.

Por que teria, então de devolver um dinheiro que lhe foi pago como salário pelos serviços que efetivamente prestou – em termos esportivos, com muita competência, por sinal?

Sei não.

Bruno sem dúvida deve ao Flamengo em função do fez com sua imagem pública.

Mas, na minha opinião, não os salários recebidos pelos meses em que trabalhou.

De qualquer forma, a Justiça decidirá sobre isso.

Que se façam as contas com correção.

As duas.

Para um lado e para o outro.

Feito isso, a maior menos a menor dará o seguinte resultado: Justiça.

Justiça que queremos no caso Bruno.

E em todo e qualquer outro caso.

Acompanhe a melhor cobertura da imprensa brasileira sobre o assunto no R7.

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