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26 Jul 17h11

Nem Cláudia Raia e Celulari resistiram. É realmente um espanto. Casamento perfeito é coisa impossível no mundo das celebridades? Opine

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claudia celulari Nem Cláudia Raia e Celulari resistiram. É realmente um espanto. Casamento perfeito é coisa impossível no mundo das celebridades? Opine Foto: Ag. News

Quem disse que a realidade não pode ser mais surpreendente do que a ficção?

Confesso: estou absolutamente surpreso, quase estupefato, de saber que Edson Celulari e Claudia Raia se separaram após 17 anos de casamento.

Surpreso como há muito tempo não ficava. Com quase nada.

Em algum momento me convenci de que isso, sim, poderia ser impossível.

No meu caso, não havia nada de desejo, moralismo ou pendor principesco.

Apenas passei a acreditar, como muitos, que um sempre achava o outro o pé de sapato com a curva exata para não apertar o calo.

Musa total da tevê, Cláudia Raia saiu de Campinas (SP) para o Rio de Janeiro.

Em 15 de dezembro de 1986, em clima de princesa, casou-se com o ator Alexandre Frota numa cerimônia de almanaque em plena Igreja da Candelária, no centro do Rio.

A primeira união durou pouco.

Passado o furacão, a musa, agora uma mulher madura, parecia ter encontrado no bonitão-gente-boa-competente-com-cara-de-bom-pai-e-bom-marido o sentido para o amadurecimento longe dos impulsos da juventude.

E o bonitão-gente-boa-com-cara-de-bom-marido achado a companheira ideal, empreendedora e admirada, para a sua fama justificada de partidão invejado.

Por isso, para mim, aquela parecia uma fórmula indestrutível.

O triunfo do relacionamento humano – e em praça pública, para todo mundo ver e invejar.

Mas não era – ou pelo foi enquanto durou, a exemplo do que disse o poeta.

Na verdade, muita gente acha que não existe celebridade ou ser público que não se separa pelo menos uma vez na vida.

Acredita que amor eterno e definitivo só é possível no plano dos anônimos, na legião dos sem fama.

Por isso, quando vê um casal como Raia/Celulari, torce tanto para que aquilo não acabe.

E, quando acaba, o observador sofre como se fosse uma das partes.

Você é assim?

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