10 Ago 06h00
Real Madrid torra R$ 2,38 bilhões em craques na última década. Nike joga Neymar no mundo. Nosso futebol parece mesmo condenado a ser creche ou geriatria…
Ricardo Saibun - Divulgação Santos FC
Vamos cruzar duas notícias esportivas do momento.
Cena um – O principal jornal esportivo espanhol, o Marca, faz as contas e anuncia: nos últimos dez anos, o Real Madrid gastou 1,02 bilhão de euros, o equivalente a R$ 2,38 bilhões de reais, para contratar jogadores.
Isso mesmo: o equivalente a dois bilhões, trezentos e oitenta milhões de reais.
Sabe o que esta soca de dinheiro significa?
Mais ou menos três anos e meio de todo o dinheiro gasto pelo futebol nos 20 maiores clubes brasileiros somados, se considerarmos os orçamentos oficiais anunciados por eles.
Só com o atacante português Cristiano Ronaldo (R$ 224 milhões), o meia francês Zinedine Zidane (R$ 168 milhões) e o meia Kaká (R$ 149 milhões) o clube espanhol torrou a bagatela de R$ 541 milhões.
Um dinheiro que, este ano, passaria a régua nas contas de Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Juntos.
Um espanto.
Cena dois – Como bem mostra meu confrade Cosme Rímoli em um post recente, a Nike prepara seu ônibus espacial para lançar à estratosfera a figura alegre, magricela e arrepiada de Neymar, com seu cabelo moicano improvável e aquelas golas de camisa levantadas e ainda mais improváveis.
Enquanto isso, a diretoria do Santos mergulha num esforço quase comovente para manter seus meninos na Vila Belmiro.
Infelizmente, acho que não conseguirão.
Acho que o futebol brasileiro está mesmo definitivamente condenado à combinação creche e geriatria.
Teremos sempre meninos muito meninos, como Neymar, e veteranos veteranos, ou seja, os Decos e outros que retornam quando enchem o saco de viver e ganhar dinheiro na Europa.
E você, o que pensa?
Acha que o Santos conseguirá segurar esses meninos por muito tempo?
Opine.
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