26 Ago 19h10
Luxa: “quero trabalhar com Zico”. E o Fla, troca Rogério?
Vanderlei Luxemburgo (, técnico do Atlético-MG, em entrevista ao repórter Tiago Pereira, do Mais Vencer:
- Quero voltar ao Flamengo e trabalhar com o Zico. É o clube que eu gosto. Sou flamenguista. Voltarei como técnico ou num cargo de dirigente. Isso é fato. É claro que, quando vou jogar contra, faço de tudo pela equipe em que estou trabalhando, tanto que já ganhei dois títulos em finais contra o Flamengo.
E em seguida:
- Com a história que Zico tem no Flamengo, tudo facilita. A volta dele traz muita credibilidade e seriedade. Tudo passa a ser olhado de maneira diferente. Quando ele vai a público e diz que a imagem do Flamengo tem de mudar, dá outro impacto. É o Zico, né?
Declaração de amor para uns, cavada em momento indevido para outros.
Tire sua conclusão.
Tenho minhas dúvidas de que seria bom para o Flamengo, ao menos neste momento, ter Luxemburgo como técnico.
Seria um caso a pensar.
O que tenho certeza é de que Rogério Lourenço ainda não é um técnico à altura das necessidades de um clube e de uma equipe com as dimensões do rubro-negro.
Pode até ser que um dia se torne, mas ainda não é.
Rogério não é hoje e nem tampouco era quando o maravilhoso Zico assumiu a chefia do futebol rubro-negro.
Em janeiro deste ano, Zico foi demitido, como técnico, do Olimpiakos, da Grécia.
Sentiu demais. Ficou muito magoado.
Expressou publicamente sua decepção (“confesso que estou muito triste e desiludido com o futebol”).
E se disse decidido a processar o clube grego (“vou atrás dos meus direitos na Justiça. Estou conversando com advogados. O documento que recebi traz argumentos que não fazem sentido para a minha demissão e tudo foi feito para um rompimento litigioso”).
Além do ícone do esporte e do exemplo de cidadão que sempre foi, Zico é a ética em pessoa, a correção com dois braços e duas pernas.
Tenho certeza de que ele não substituiu Rogério Lourenço logo quando chegou porque não queria ser acusado de ter feito o mesmo que fizeram com ele sem dar chance a um novato de mostrar o seu trabalho.
Logo ele, que, dias atrás, tanto sentira sua demissão do Olimpiakos.
Mas agora a situação é rigorosamente diferente.
Mesmo com o álibi da substituição por baixo dos craques que foram, o time não anda como minimamente esperava que se andasse.
O ataque não faz gol, o meio-campo não cria...
E a defesa precisa se virar para tentar tapar as dezenas de furos desta represa chamada Flamengo com seus poucos pés e mãos.
No início, Zico agiu com ética, com o sentimento de quem viveu aquilo na própria carne e que por isso saberia, melhor do que todo mundo, como lidar com o assunto.
Mas tudo tem limite – e ele, o limite, chegou.
Rogério até pode um dia treinar o Flamengo, mas agora esse cargo precisa ser ocupado por alguém com maior experiência e capacidade de exigir e de arrancar rendimento dos jogadores.
Esse técnico, agora, pode até não ser Luxemburgo.
Ou pode.
Mas que a mudança se impõe, ah, isso sim, ela se impõe com vontade...
E você, amada amiga e amado amigo, o que pensam?
Opinem.
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