30 Ago 18h07
Estados Unidos 70, Brasil 68. Uma derrota da ressurreição do basquete brasileiro
O Brasil acaba de perder para os Estados Unidos por 70 a 68, no Mundial de Basquete disputado na Turquia.
Mas, por tudo que a seleção fez em quadra, essa derrota, ironicamente, pode ser classificada como a da ressurreição do basquete masculino brasileiro.
A equipe jogou muito bem, sem medo, sem pipoca, sem desmerecimento próprio diante de um adversário notoriamente qualificado.
Foi para cima, assumiu a disputa e não deixou transparecer em nenhum momento que aceitaria uma derrota passivamente.
E eles estavam enfrentando os Estados Unidos, que, como sabemos, estão para o basquete como a Seleção Brasileira está, ao menos no todo da história, para o futebol.
O Brasil esteve à frente na metade do tempo do jogo.
Teve a chance de matar a partida a três segundos do final, quando já perdia pelos 70 a 68 finais, quando Marcelinho Huertas sofreu uma falta enquanto arremessava dentro do garrafão.
Infelizmente, ele não converteu a bola.
Uma bola que daria dois pontos, o empate do jogo e o direito de mais um lance livre para, possivelmente, fazer o 71º ponto e liquidar a partida.
Huertas, que fazia uma excelente partida, foi então para os dois lances livres.
E, por nova infelicidade, errou o primeiro.
Como o outro ponto não seria suficiente para empatar, Huertas no segundo lance livre, mandou propositalmente a bola no aro para tentar, no rebote, uma cesta de dois ou três pontos.
Mas a marcação americana impediu que a bola caísse e os três segundos se passaram.
Eu, como muitos, quase sempre fico de saco cheio quando se diz que o Brasil perdeu algo com dignidade, cabeça erguida, que foi o vencedor moral de uma partida ou de um campeonato...
Na maioria dos casos, é patriotismo barato de perdedor que se acostumou a esta condição.
Mas desta vez, acreditem, quem disser coisa do tipo estará plemamente certo.
Apesar da derrota, o basquete masculino brasileiro mostrou técnica, entrosamento, competitividade e vontade de vencer não vistos há mais de uma década.
Para uma seleção que estava paralisada, fora das últimas olimpíadas, consumida bor brigas políticas mesquinhas, com gestão falida e os melhores jogadores se recusando a defendê-la, numa draga de fazer dó, essa derrota, apesar de ter sido derrota, representou uma ressurreição.
Agora, o Brasil passa a brigar com Eslovênia e Croácia pela segunda colocação do grupo.
Os Estados Unidos são líderes.
Mas esta Seleção, dirigida pelo bravo e competente argentino Rubén Magnano, pode ainda dar alegria neste Mundial.













