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20/02/2012 às 14:21:15
Palahaçada da Riotur... só isso
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19/02/2012 às 00:04:56
esse é um caso bom pra discutir, mas é um fato.. se um orientador do AA está visivelmente sob efeito de embriaguez, ou do NA visivelmente "drogado", a credibilidade da instituição estaria comprometida...
Ela perdeu a oportunidade "educativa" de ter tentado "reposicionar" o seu peso e mostrar isso aos seus orientados.. -
18/02/2012 às 22:43:19
"OLHA EDUARDO" há controvérsia,não estou achando certo o que a *tal da empresa fêz com a moça*,mas vê bem *ELA* trabalhava nos VIGILANTES DO PESO.
"Se *ela* não entrava em contato com o público:tudo bem numa boa(apesar de não ser nada saudável para *ela*),*mas* caso contrário foi pelo menos falta de bom senso dela e da empresa".
Pois *ela* não engordou de uma hora para outra,não dormiu magra e acordou gorda.A empresa deve ter acompanhado a "engorda da moça",e somente depois de 20k é que foi achar ruim?
"ELA" por sua vêz deveria por questão de bom senso ter pedido *socorro a empresa*.
30 Set 19h24
Viva: Supremo deixa a rapaziada votar sem título
O desejo deste blog e de milhões de brasileiros prevaleceu: o Supremo Tribunal Federal acaba de deixar a rapaziada votar nas eleições do próximo domingo (3) com apenas um documento que tenha foto.
Por oito votos a dois, os ministros do STF aprovaram uma Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pelo PT sobre o tema.
Esta Ação Direta pede que o STF derrube a decisão da Justiça Eleitoral de exigir do eleitor a apresentação obrigatória do título de eleitor e também de um documento de identidade com foto para votar no próximo domingo (3).
O PT argumenta que a exigência dupla iria “cassar o direito constitucional” do voto de milhares ou talvez milhões de eleitores que não consigam tirar a segunda via do título até esta quinta-feira (30), quando termina o prazo nos cartórios para as eleições 2010.
Nesta eleição, 135 milhões, 804 mil e 433 brasileiros estão aptos a votar.
Agora, com a decisão do STF, o eleitor não precisa mais levar os dois documentos para as urnas.
Ele poderá votar levando apenas um documento com foto ou com este mesmo documento e mais o título.
Mas fique esperto: quem levar apenas o título de eleitor não poderá votar, porque título não tem foto.
A relatora do processo no STF, ministra Ellen Gracie, considerou a exigência dos dois documentos desnecessária.
- Não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor. A ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto.
Logo depois, ela acrescentou:
- O documento (título de eleitor) não se torna inútil, apenas dispensável. Quem o trouxer será atendido com mais rapidez. Contunua a se exigir os dois documentos, mas a ausência do título de eleitor não mais impede o direito de votar.
Ellen Gracie teve seu voto seguido por seus colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.
Gilmar Mendes e Cezar Peluso, presidente do Supremo, votaram contra o pedido.
Mendes adiou por um dia a decisão do STF ao pedir vista da ação na quarta-feira (29).
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que Gilmar teria pedido vista no processo depois de receber um telefonema do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra.
A exigência do título beneficiaria Serra e poderia ajudar a gerar o segundo turno, pois os eleitores mais pobres e moradores de localidades mais distantes dos cartórios eleitorais teriam maior dificuldade para tirar a segunda via do título.
E a maior vantagem a favor de Dilma Rousseff sobre Serra e a verde Marina Silva está justamente neste eleitorado.
Mendes foi contra a ação com o argumento de que uma liminar três dias antes da eleição traria “desestabilização” ao do processo eleitoral.
Cesar Peluzo, o outro voto contra, chegou a ironizar:
- Acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral.
Apesar da contrariedade dos vencidos Mendes e Peluzo, prevaleceu no Supremo o entendimento de algumas teses, argumentos e opiniões colocados neste blog, em texto recente, para defender a retirada da exigência, como ocorreu.
Vale lembrar alguns deles:
* Nos rincões do Brasil profundo, a indústria informal do leva e traz para transportar eleitor sem título de suas casas distantes até os cartórios devia estar comendo solta, numa beleza, numa maravilha.
* A rigor, ao bater pé e exigir o título na boca da eleição, a Justiça Eleitoral apenas criava uma grande dificuldade para os cabos eleitorais dos candidatos de má-fé venderem facilidades. Facilidades pagas a preço de voto, claro. No interior, muita gente ainda troca voto apenas pelo transporte casa-urna-casa.
* O País que instituiu o voto obrigatório por lei agora pretendia impor, também por lei, a obrigação de não votar a milhares, talvez milhões de brasileiros. Iria sonegar o direito do voto, tão defendido em tribunais e em campanhas pagas com o direito do contribuinte.
* Se a proibição permenecesse, eu e muita gente temíamos por brigas e desentendimentos Brasil afora entre mesários e eleitores que chegassem para votar apenas com um documento.
* Se votar é um direito sagrado, o que é mais importante: criar condições para que o voto ocorra mesmo sem título ou sonegar esse direito constitucional e sagrado do voto a uma grande parcela de eleitores apenas por capricho ou excesso de rigor de organização?
* O que é maior e mais nobre: garantir o direito do voto ou a satisfação de um rigor organizacional, de uma burocracia legal?
Felizmente, venceu a visão de que garantir o direito ao voto é maior e mais nobre.
O que sobra disso tudo?
A necessidade de uma apuração rigorosa da informação, dada pela Folha de S. Paulo, de que o candidato Serra teria ligado para Mendes antes de o ministro interromper a sessão do STF com um pedido de vista.
Até que ponto procede a sugestão de interferência feita pela Folha?
Nesta quinta (30), em um dos intervalos da votação no STF, Mendes voltou a negar que tenha conversado com o candidato tucano:
- O Serra nem me chama de “meu presidente”, me chama de Gilmar. Vãoficar patrulhando com quem a gente fala, agora?
Pode ser. Por enquanto, é só sugestão e desconfiança.
Mas o Brasil quer – e precisa – ver essa muito bem contada.
O melhor das Eleiçoes 2010 você acompanha no R7. Confira.
29 Set 09h54
Weslian Roriz, viral geral na internet: “Quero defender toda aquela corrupção!”
Weslian Roriz, mulher do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que assumiu a candidatura do marido sete dias antes da eleição, virou viral geral.
A candidata do PSC explodiu na rede após a confusa e até divertida participação no debate com os candidatos a governador do Distrito Federal, na noite desta terça-feira (29) na Globo.
Durante o debate, Weslian apareceu em terceiro lugar entre os mais citados do Twitter. Chegou à primeira colocação e, às 9h20 da manhã desta terça-feira (29), permanecia no segundo lugar, atrás de Tico Santa Cruz.
Com uma grande cola de questões a serem feitas e de perguntas respondidas que foram preparadas pela assessoria, Dona Weslian se enrolou, deixou sobrar grande parte do tempo em suas respostas e, várias vezes, trocou o tema das perguntas.
Numa questão que deveria ser sobre gestão pública, para Toninho do PSOL, questionou o candidato sobre desemprego. Advertida, arrancou risadas dos presentes ao culpar a "falta de prática" pelo erro.
O auge do sucesso ocorreu quando ela, num comentário sobre corrupção, tascou firme:
- Quero defender toda aquela corrupção!
Depois de uma respirada funda, Dona Weslian se tocou e tentou acertar o rumo:
- Tudo que for de corrupção eu não vou aceitar. Vai começar um novo plano de governo e uma situação nova em Brasília. Vamos fazer o governo sem máculas.
A certa altura, questionada pelo candidato petista Agnelo Queiroz sobre sua proposta para o transporte público, mandou uma frase nonsense:
- Tudo vai na hora certa.
E, no mesmo instante, transformou a resposta em pergunta e colocou Queiroz, seu principal adversário, na parede:
- Uma pergunta para o senhor: o senhor era do partido comunista, que não acredita em Deus. O PT expulsou quem é... quem não é... contra o aborto. O senhor é contra ou favor do aborto?
A turma se divertiu no Twitter:
quel_rps: " A Dona Weslian Roriz está aí para provar que pior do que está fica sim, viu, sr. Tiririca?"
AnaCristiane: "Você sabe o que faz um governador? Eu também não sei, mas vote em mim que meu marido sabe..."
O colunista José Simão disse, em relação a Dona Weslian, que Ana Maria Braga já tinha substituta.
Ao que alguém retrucou: "maldade, meu Deus..."
E um terceiro repicou: "contra quem?"
Maldade, meu Deus...
28 Set 06h00
O blog pede outra vez: deixe a rapaziada votar sem título
Ao calor das eleições cada vez mais próximas, o blog, de forma absolutamente independente, pede de novo: deixe a rapaziada votar sem título.
Fui ao cartório eleitoral do centro da cidade de Cotia (SP) no final da tarde do último dia 19 de setembro.
Um domingão de sol.
Era plantão do serviço eleitoral.
Eu estava entre os milhares (talvez milhões) de brasileiros que não se lembram onde enfiaram ou efetivamente perderam o título de eleitor.
Como as autoridades eleitorais decretaram ser obrigatório levar o título e pelo menos um documento com foto para votar no próximo domingo, lá fui eu tirar uma cópia do meu título.
Felizmente, deu tudo certo.
Apesar de eu votar no centro da cidade de São Paulo, a funcionária do cartório imprimiu uma cópia do meu título e deu algumas orientações, entre elas a de plastificá-lo, em poucos minutos.
Tudo rápido e muito eficiente.
Em Cotia foi assim. Não sei se o resto do País segue o exemplo.
O prazo para tirar a cópia do título vai até a próxima quinta-feira (29).
É necessário levar um documento com foto.
Bom, eu já tirei a minha segunda via.
Estou pronto para votar.
Fiz minha parte.
Meu novo título está na minha carteira.
Plastificado.
Isso me dá liberdade para defender o seguinte: Justiça Eleitoral, por favor, acate a solicitação dos que a fizeram e libere o voto só com a apresentação de qualquer documento com foto, sem a obrigatoriedade do título de eleitor, como foi até aqui.
Muitos já devem estar me acusando de incentivador do relaxamento, de instrumento do PT ou de coisas parecidas.
Nada disso. E nenhum desses é o caso.
O problema: não é difícil enxergar um monte de problemas neste rigor da Justiça Eleitoral a praticamente cinco dias do voto.
Algum deles:
- Nos rincões do Brasil profundo, a indústria informal do leva e traz para transportar eleitor sem título de suas casas distantes até os cartórios já deve estar comendo solta, numa beleza, numa maravilha. Sou de cidade do interior. Sei como isso funciona.
- A rigor, ao bater pé e exigir o título na boca da eleição, a Justiça Eleitoral está apenas criando uma grande dificuldade para os cabos eleitorais dos candidatos de má-fé venderem facilidades. Facilidades pagas a preço de voto, claro. No interior, muita gente ainda troca voto apenas pelo transporte casa-urna-casa. O problema é que muitos, incluindo gente que decide, ainda não possuem informação para dimensionar essas coisas no Brasil que não é urbano e nem frequentado por eles.
- Outro ponto: o País que instituiu o voto obrigatório por lei agora vai impor, também por lei, a obrigação de não votar a milhares, talvez milhões de brasileiros. Vai sonegar o direito do voto, tão defendido em tribunais e em campanhas pagas com o direito do contribuinte, a uma parcela significativa de brasileiros que estão em dia com suas obrigações eleitorais e querem votar.
- Sim, porque até hoje as eleições foram feitas sem a exigência de título e sem maiores problemas. Por que essa haveria de gerar algum entrave importante?
- Temo por brigas e desentendimentos Brasil afora entre mesários e eleitores que chegarem para votar apenas com um documento. Infelizmente, isso vai ocorrer. E muito.
- A intenção da Justiça Eleitoral de levar os eleitores a tirarem a segunda via do título é equivocada? Claro que não.
- Acho apenas que isso não precisaria ser feito assim, muito próximo do dia da eleição, às custas do direito do voto para tanta gente. É só dar mais uma chance, fazer campanhas depois e cobrar na eleição seguinte. Parece razoável, não?
- Se votar é um direito sagrado, o que é mais importante: criar condições para que o voto ocorra mesmo sem o título (e essas condições, sabemos, existem de forma plena) ou sonegar esse direito sagrado do voto a uma grande parcela de eleitores por capricho ou excesso de rigor de organização?
- O que é maior e mais nobre: garantir o direito do voto ou a satisfação de um rigor organizacional, de uma burocracia legal?
- A queda da exigência do título beneficiaria o PT, que possui mais eleitores entre os pobres e moradores de localidades mais distantes das cidades, justamente o grupo com maior dificuldade para retirar outro título agora?
- Paciência. Não defendo a tese pensando em partido A ou B. A rigor, não faço nada pensando em partido A ou B. Não tenho partido. Apenas apresento algo que considero razoável para todo e qualquer eleitor, de qualquer candidato ou partido, que esteja em dia com suas obrigações.
- Mesmo porque os pobres de Lula/Dilma de hoje eram os mesmos pobres enamorados de FHC e de seu Plano Real de ontem e igualmente os mesmos pobres da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, o partido da ditadura de anteontem.
Justiça eleitoral: deixe a rapaziada votar sem título.
Não parece, mas as condições para existir chantagem eleitoral e compra de votos serão menores.
27 Set 18h46
Hoje não tem crítica, ironia ou chibatada. Só a alma leve para festejar o primeiro ano do R7, esse menino abusado
Hoje, de minha parte, não haverá crítica ou ironia contra ninguém.
Nem chicotada verbal, chibatada, paulada, caída de pau, essas coisas que jornalista adora fazer e, sobretudo, falar que fez.
Hoje não haverá borrachada no lombo de quem quer que seja, ainda que o ser mereça o ato simbólico ou mesmo o físico.
Dane-se se algum gaiato ou um monte deles desejar cravar a ferro quente, na minha testa, o rótulo supostamente definitivo de simulacro de jornalista sem compromisso com as causas.
Neste resto de hoje, 27 de setembro de 2010, quero o corpo e alma leves e sugiro que você, amado amigo da blogosfera colorida, faça o mesmo.
Neste 27 de setembro de 2010, cultivaremos a leveza, você e eu, para merecermos festejar o primeiro ano de um moleque travesso que, embora sempre estabelecido entre você e eu, jamais dorme ou marca ponto.
Um moleque abusado que já nasceu na pilha, correndo para sentar na frente de muita gente mais velha (ele ainda não entendeu porque essa galera é chamada de concorrente) nos busões e aviões dos ibopes da vida.
Parece que a gente não te educou, rapá...
R7. Um ano.
Parabéns, menino.
Desde que o vi berrar pela primeira vez, na noite de 27 de setembro de 2009, este é o texto número 441 que tasco no seu bolso ao que tudo indica sem fundo.
Para mim, reincidente incorrigível em cometer textos-testamentos tão longos quanto pretensiosos, nesta terra de poucas e nem sempre boas da internet, não deixa de ser um monte e tanto de dedadas nos teclados da vida.
Mas, em todo caso, comporte-se, meu camarada.
Ou melhor: pensando bem, comporte-se nada, patavina alguma.
Continue indo para cima do mundo virtual.
O mesmo mundo virtual que te ensinaram chamar de concorrência.
Com a mesma competência precoce, a mesma fúria, mas também com o fair play de sempre.
Olhe lá, heim, rapá.
Beijo forte, menino.
Coisas boas como o R7 estão, é claro, no R7. Poupe-se do esforço de tentar encontrá-las em outro lugar...
27 Set 06h00
Debate da Record: Serra e Marina preferiram manter o insuficiente. Dilma agradece
Fragmentos sobre o didático debate entre os candidatos à presidência da República exibido na noite deste domingo (26) pela Rede Record, o R7 e a Radio Record, com cobertura da Record News.
* O debate não teve um vencedor a ponto de alterar a situação dos candidatos, sobretudo dos três primeiros colocados nas pesquisas (Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, nesta ordem) a menos de uma semana do primeiro turno.
* Se ninguém claramente venceu, venceu Dilma. Mesmo nervosa e numa noite pouco inspirada.
* Celso Freitas esteve perfeito na mediação. Seguro, no tom certo, firme sem ser indelicado, com um belíssimo timing, mostrou toda sua competência profissional nas duas horas e meia de trabalho.
* Ana Paula Padrão também brilhou – inclusive no Twitter, onde apareceu por um bom tempo entre os dez temas mais comentados na rede social.
* Ontem eu falava, neste nosso canto, de minha ansiedade em relação à postura que seria adotada por José Serra no debate. Iria o candidato continuar na versão Serrinha Paz e Amor? Ou partiria para a guerra, encostando Dilma na parede com perguntas e cobranças sobre a quebra de sigilo fiscal de sua filha e de tucanos e o escândalo Erenice Guerra na Casa Civil, levantando a bola para que Marina e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) o ajudassem a completar o serviço?
* Mas, para quem precisa arrancar entre cinco e dez pontos de Dilma em seis dias para forçar o segundo turno, Serra foi diplomático demais. Evitou até mesmo fazer perguntas à adversária quando teve possibilidade. Preferiu a tática de questionar Marina e Plínio sobre temas a respeito dos quais queria falar (educação, saúde, habitação, segurança, emprego), para ter a chance, na réplica, de espetar a candidata petista.
* Resultado: nas duas horas e meia de debate, Serra e Dilma se enfrentaram praticamente uma única vez – e por iniciativa de Dilma. Foi quando ela questionou por que Serra não mostrava Fernando Henrique Cardoso em sua campanha. O tucano respondeu sem muita inspiração e a petista reforçou a crítica.
* Na tréplica, por ironia e capricho supremos do destino, Serra sentiu-se obrigado a fazer uma defesa enfática e até bonita de um FHC supostamente esquecido até aqui por ele, pela campanha e pelo PSDB. Disse que Lula, os petistas e são ingratos com o tucano ex-presidente. Acusou Lula, Dilma e o PT de terem bombardeado o Plano Real, o Proer e vários outros projetos do governo FHC que criaram condições de estabilidade e de equilíbrio para que Lula fizesse os dois aclamados governos que fez.
* Mas, para quem está perdendo de muito na disputa dos votos foi pouco, muito pouco. A esta altura do campeonato, a estratégia de tentar corroer parte da montanha de votos de Dilma sem uma atitude decidida parece ineficaz.
* Não é o caso de sair atirando a esmo, pois, sabe-se, que quem age assim afunda ainda mais em quase todos os casos. Mas sim de tomar alguma atitude mais firme de ataque e de conquista de território.
* Para usar as tintas e paletas do futebol tão amadas por Serra e Lula, imagine uma decisão de campeonato em duas partidas. Se o seu time perdeu a primeira partida por 5 a 0, não pode iniciar a segunda com um único atacante, três volantes de marcação e dois laterais travados, tocando a bola com lentidão para os lados na defesa enquanto o tempo passa. Assim, o tempo passa e acontece o óbvio, ou seja, não acontece nada.
* E se existe alguém que deseja que o tempo passe e não aconteça nada, esse alguém é, claro, Dilma Rouseff.
* E olhe que Dilma não estava em uma noite feliz. É verdade que ela teve um bom momento quando disse preferir as polêmicas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. E quando devolveu a Plínio, após uma provocação, que ela veio da esquerda para a esquerda e não da esquerda para a direita. E ainda quando forçou Serra a colocar FHC no debate. E, sobretudo, quando, em resposta a uma pergunta de Marina sobre o que fez na Casa Civil, onde Dilma foi ministra, respondeu: “o mesmo que você em relação às pessoas do Ministério do Meio Ambiente que se envolveram com compra e venda irregular de madeira, foram descobertas pela Polícia Federal e estão sendo processadas”.
* Mas na maior parte do tempo não foi assim. Dilma deixou a tensão transparecer em suas falas, que perderam as nuances, os contrastes e boa parte da leveza conquistada a treino, bem assimilada e exibida na campanha até aqui. Não conseguiu disfarçar o incômodo com os segundos que precisava esperar para ver o cronômetro zerar antes de iniciar suas falas. Sempre que algo a incomodava, a imagem da reprovação tomava conta de seu semblante de forma indisfarçável. Chegou a gaguejar após um comentário firme de Marina sobre educação e analfabetismo. Definitivamente, não estava em uma boa jornada.
* No placar geral da petista, os momentos ruins venceram os bons, mas não com ênfase suficiente para alterar sua realidade de franca favorita. Se os adversários tivessem sido competentes para aproveitar sua noite infeliz, poderiam ter movimentado as intenções de voto com relevância. Não foram. Assim, como se dizia em Portugal logo após a partida da família real para o Brasil, tudo parece ter ficado como dantes no quartel d´Abrantes.
* Serra esteve bem. Vestido adequadamente, seguro nas respostas, parecia equilibrado e tranquilo. Os treinamentos dos marqueteiros e profissionais da fala em público fizeram bem para o tucano, que costumava se irritar em público em pouco tempo e com muita facilidade. No debate a Record, teve boa jornada. Atravessou as duas horas e meia com equilíbrio, ao final, parecia sinceramente animado. Na entrevista, disse que “precisava arrumar algo para gastar a energia” e que “ficaria no debate por pelo menos mais duas horas”. O problema é que foi polido e diplomático demais. E essa postura leve alterou pouco ou quase nada algo que, para ele, precisava ser concretamente alterado.
A candidata verde Marina Silva também demonstrou equilíbrio. É segura, se expressa bem, sabe destacar o mais importante de suas falas. Mas ontem, ao contrário de outras ocasiões, não conseguiu passar para o público, com clareza, os pontos que, segundo ela e os verdes, a fazem a boa novidade desta campanha. Já teve melhores jornadas. Mesmo assim, pode ter arrancado alguns votos no debate.
* Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, dentro de sua realidade de candidato de pouquíssimos votos, teve ótimos momentos. Foi muito elogiado pela turma que estava ao meu lado, formada majoritariamente por jovens. Ganhou alguns votos no grupo.
* Mas Plínio não participou do debate como um candidato a presidente com estratégia para ganhar votos. Não. Ele era antes de tudo, talvez apenas, um porta-voz de ideologias pelas quais é apaixonado no uso de um ótimo espaço para divulgá-las.
* No debate da Record, Plínio lembrou-me o italiano Domenico de Masi, o teórico do ócio criativo: fala o que você quer ouvir, mas falta apenas o detalhe mero de combinar com a realidade. No twitter, alguém foi menos pretensioso e bem mais preciso do que eu: “Plínio é a Cleyde Yáconis, a Dona Brígida da novela Passione: não interfere no roteiro, não tem papel de destaque, mas sempre que aparece rouba a cena”. Es-pe-tá-cu-lo.
* Para um candidato e um partido sem chances de vitória eleitoral, esses discursos podem ser feitos. Plínio é coerente com suas idéias, fiel à sua trajetória e possui inegável talento como comunicador. Mas, entre os quatro que estavam lá, apenas ele pode mandar o que vem na telha (salário mínimo a R$ 2 mil em janeiro, dez por cento para a Educação em janeiro, não sei quantos milhares de escolas e de faculdades em janeiro, o mundo dos sonhos em janeiro...) sem obrigação de ganhar algo mais do que tem e sem medo de perder tudo o que juntou. Mesmo porque qualquer uma dessas opções, a rigor, não mudaria o quadro em rigorosamente nada. Mas, pela coerência ideológica e a eterna disposição de cutucar todo mundo, é sempre bom ter Plínios em debates.
* Moral da história: Serra, Marina e Plínio foram bem, mas não ao ponto de mudar algo a favor do trio; Dilma não foi bem, mas não ao ponto de mudar algo contra ela.
* Em vistas grossas, forças que se neutralizaram num empate geral.
* E quem adorou esse empate em vistas grossas neste jogo decisivo, claro, foi Dilma, a que está na frente da tabela.
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26 Set 06h01
Drama do Fla não é a chance de entrar no Z-4. O pior é parecer não ter bola para sair
O Flamengo perde novamente.
Desta vez por 3 a 1, para o não menos irregular e errático Palmeiras de Felipão.
Perde novamente em casa.
Perde novamente com incrível facilidade.
Perde, entrega a invencibilidade de nove jogos no Engenhão desde a abertura do estádio (sete vitórias e dois empates).
Com um meio-campo que não cria patavinas e um ataque que se recusa a fazer gols, foi só encaixar uma marcação especial para travar o excelente lateral direito Léo Moura e o Flamengo derreteu de forma comovente.
Se o Avaí vencer o Ceará neste domingo (26), em casa, na Ressacada, algo absolutamente normal, o rubro-negro inicia a semana em 16º lugar, como o primeiro clube fora da lista da degola, apenas dois pontos na frente do Atlético-GO.
Em outros termos: o Fla volta a sentir o cheiro dominante e o gosto forte de um ambiente bastante conhecido pelo clube: a zona de rebaixamento.
Mas, por incrível que pareça, o pior, para o torcedor rubro-negro, nem é isso.
Não é entrar na Z-4.
Não é o que o time deixou de fazer de bom até agora.
O problema é estar na boca para entrar lá e aparentar não ter a menor condição, talento e força para sair.
Este limitado elenco do Fla não passa a mais remota sensação de que, uma vez com os pés atolados na areia movediça do Z-4, conseguirá lutar na baba canibal do rabo da tabela com forças para superá-la e permanecer na Primeirona.
As perspectivas são terríveis.
O que oferece o atual elenco do Flamengo?
Um bando de gente fora de forma e sem fôlego para correr (Maldonado, Renato Abreu, Juan, Deivid, David e Jean, só para citar os mais importantes).
Um Petkovic que, inegavelmente, sabe jogar. Mas, aos 38 anos, a cada jogo segura menos tempo em alta performance. Atualmente, joga como Petkovic de 20 a 25 minutos em média, talvez 30 nos bons dias. No restante, vira espectador. No banco ou no campo.
Um meio-campo de gente que, além de se arrastar, não cria nada, não resolve nada. Burocracia e mediocridade total.
Uma defesa de gente sem o melhor tempo de bola em função da falta de forma. Todos.
E um ataque feito por Diogo, um ciscador de luxo (que, diga-se, está correndo, se esforçando e nem pode ser responsabilizado), e Deivid, uma sobra do atacante ágil de anos atrás, uma referência pesadinha, sem ritmo e completamente inoperante.
Por tudo isso, o maior problema do Flamengo é dar a impressão quase total de que, se entrar no Z-4, ah, meu amigo, não conseguirá sair de lá.
Esse time do Flamengo – ou parte dele – até pode ser preparado para 2011.
O problema é que, antes, é preciso fazer um trabalho: fugir da Segundona.
Trabalho que poderia ser menos complicado, sobretudo para o atual campeão.
Mas que os erros do Flamengo tornaram difícil.
Torcedor rubro-negro, é bom se segurar: lá vem motivo para você voltar a dar cabeçada na parede.
26 Set 06h00
Sobram motivos para não perder o debate da Record
“Por se tratar de um encontro realizado na última semana de campanha, o debate ajudará a definir o voto de milhares de eleitores.”
A frase acima abre a reportagem sobre o debate da Rede Record com os presidenciáveis na página do candidato José Serra (PSDB) na internet.
O debate começa às 21h deste domingo (26).
Serra e os outros candidatos estão certíssimos em apostar na importância deste debate.
E você cometerá um grande, um supremo erro se perdê-lo.
Vários fatos tornarão decisivo este encontro marcado para daqui a algumas horas na tela da Record.
Alguns deles:
Os carros apontaram na reta da chegada da última volta. Quando o mediador mandar o boa noite para você ao final do debate, faltará menos de uma semana para a eleição.
José Serra. Estou muito curioso para ver como o tucano se comportará no debate.
Ele seguirá no tom adotado até agora no horário eleitoral, uma mistura de emoção com propostas de forte apelo popular, entre elas a do salário mínimo a R$ 600 já em 2011?
Ou vai trocar o Serrinha Paz e Amor pelo Serra Acabou o Amor e mandar chumbo grosso e pesado na direção da petista Dilma Rousseff?
Para Serra chegar ao segundo turno, não basta ganhar o coração dos indecisos, ainda que o de todos eles.
Será preciso também que Dilma, dona de mais da metade das intenções de voto segundo todas as pesquisas, perca um pedaço de seus seguidores.
O PSDB jogou na internet filmes contra o PT feitos pelo marqueteiro mão-pesada Adriano Gehres.
Em tom intencional de terrorismo eleitoral, as peças fazem Dilma se transformar em Zé Dirceu, afirmam que os petistas massacram a democracia e comparam os militantes do partido a cães rottweilers ensandecidos.
Serra disse que jamais pediu esses vídeos. Sabe-se que sim.
Afirmou que jamais os viu ou recebeu informações sobre eles. Sabe-se que não.
Os tucanos jogaram a coisa na internet, mas não a usaram na campanha de rádio e tevê.
Os que eram contra usar no início (entre eles Serra) ganharam com o argumento de que, na história eleitoral recente da redemocratização brasileira, quem bateu pesado acabou, na suprema maioria dos casos, perdendo para a vítima que criou com as pancadas que deu.
É o sublime Cartola no verso final da não menos sublime O Mundo é um Moinho: abismo que cavastes com seus pés.
Além disso, os casos de quebra de sigilo fiscal de tucanos e, sobretudo, o escândalo Erenice Guerra na Casa Civil começaram a tirar alguns pontos de Dilma, sobretudo entre os eleitores mais ricos e com maior nível de instrução.
Assim, a estratégia para o tudo ou nada da última semana tucana ficou aberta.
O que fazer?
Tocar o terror e correr o risco de afundar de vez, berrando ao vento?
Ou seguir Serrinha Paz e Amor e ver a estratégia ser neutralizada pela eficiente comunicação de Dilma no horário eleitoral, como aconteceu até agora?
O problema é que, como Dilma sangrou pouco com o caso Erenice e, ao que tudo sugere, parou de sangrar ainda em condições de vencer com folga no primeiro turno, o Serra versão Acabou o Amor, se for o caso, precisaria começar agora, por essas horas.
E nada seria mais conveniente para esta mudança de estratégia, se ela vier a ocorrer, do que o canhão do debate da Record.
Dilma Roussef. Como a candidata petista, que chegou a chamar o caso Erenice de “factóide”, reagirá ao bombardeio de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Marina Silva (PV) e sobretudo Serra sobre sua ex-colaboradora?
Com a quantidade de detalhes contra Erenice disponíveis hoje, Dilma conseguirá neutralizar este ataque no primeiro debate com grande audiência na tevê depois da fervura do escândalo?
E se Serra adotar o estilo Acabou o Amor e partir para cima? Dilma terá habilidade suficiente para desqualificar a fúria do tucano, transformando-se, por exemplo, em vítima de quem pode ser acusado de sentir o gosto amargo da derrota?
Plínio, Marina e Serra têm fome e sede.
Chegarão famintos e sedentos na Record.
Dilma não pretende virar comida ou bebida a seis dias da eleição.
Por tudo isso, eu não perderei esta esgrima de jeito maneira, por nenhum decreto – até porque há muita chance de que ela, a esgrima, se torne uma luta de vale-tudo com sangue para os lados.
E que os senhores, amadas e amados amigos da blogosfera colorida, façam o mesmo.
Hoje, às nove da noite deste domingo (26), não tem conversa: todos na tela colorida da Record.
A gente conversa depois do debate.
Os filmes do PSDB contra o PT na internet.
Não duvide: a melhor cobertura das Eleições 2010 na internet está aqui, no R7.
25 Set 06h00
As dez melhores capas de Playboy na década.Concorda?
Estou cansado.
Muito gripado.
Febril.
Com uma desgraçada de uma sinusite que sova e aperta a minha massa encefálica como se fosse massa de pão, o nariz avermelhado como tomate Carmem, as maçãs do rosto projetadas e bombadas feito um par de gomos de abóbora japonesa.
Por isso, até por pena, piedade, permitam-me entrar no final de semana um pouco distante das coisas supostamente sérias.
Amanhã, prometo, voltaremos a abraçar juntos os temas de gravata.
Pois bem: a revista Playboy selecionou as dez capas que considera as melhores da década.
São elas: Alessandra Negrini, As Preferidas do Leitor, Regiane Alves, Juliana Paes, Mel Lisboa, Flavia Monteiro, Angelita Feijó, Carol Castro, Bárbara Borges e uma das duas produzidas para Cléo Pires.
Vou selecionar minhas três prediletas neste bolo.
Para chegar ao veredicto, não considerei somente a, digamos assim, qualidade do material humano em si.
Levei em consideração também o conjunto de recursos estéticos, a proposta fotográfica, o conceito da imagem, o acabamento conseguido e, enfim, o resultado visual geral.
Tudo explicado, vamos, pois:
Em terceiro lugar...
Em segundo lugar...
E em primeiríssimo lugar...
Fotos: Divulgação-Playboy
Oportuno lembrar que a edição com Cléo Pires teve duas capas, mas apenas essa entrou no ranking da revista.
E no meu também - e logo para levar o caneco.
Veja as dez capas escolhidas no site da revista, volte aqui e critique minhas escolhas com vontade.
Quero sobretudo ver a manifestação sempre mais inteligente e sensível do contingente feminino, das amadas amigas da blogosfera colorida.
24 Set 09h00
Tomara que o Brasiliense ajude Andrade a voltar a voar
Andrade vai treinar o Brasiliense.
O atual técnico campeão brasileiro vem com a tarefa de livrar a equipe do Distrito Federal do rebaixamento na Série B do Brasileirão.
É seu primeiro emprego desde que foi demitido do Flamengo.
Sua decisão de assumir o Brasiliense surpreendeu alguns, pois recentemente o treinador recusou convite do mineiro Ipatinga, que também luta contra o rebaixamento na mesma Série B.
Esperava ser chamado por clubes de maior investimento.
Craque refinado, ser humano ainda mais refinado, Andrade, o Tromba, deu-me alegrias imensuráveis como termômetro daquele Flamengo gravado a ferro e fogo na memória de todo rubro-negro: Raul; Leandro, Figueiredo ou Marinho, Mozer e Junior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.
Gravado na memória de todo rubro-negro e de todo amante de futebol, fiel a qualquer time, ungido pela graça de ter testemunhado aquilo tudo...
Meu Deus do Céu, como eu era feliz...
Depois, como profissional das divisões de base do Flamengo, e também na função de técnico, foi um dos entrevistados mais agradáveis, educados, sábios e equilibrados deste sempre complicado universo do futebol.
Andrade sempre foi muito verdadeiro.
Tão verdadeiro que, após ter sido campeão brasileiro como técnico do Flamengo, foi atropelado algumas vezes pela própria sinceridade.
Chorou em programas de tevê.
Insistiu, talvez de maneira exagerada, que não era chamado por grandes clubes, apesar de ser o atual campeão brasileiro, por ser negro.
Dias atrás, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, revelou ter ficado assustada e surpresa quando ele a procurou para perguntar se escalaria ou não Petkovic em uma partida (muitos outros presidentes adorariam, Patrícia, adorariam...).
Mas, para além dessas pequenas inseguranças, instabilidades e excessos de sinceridade em praça pública, Andrade é gente boníssima.
Figura do maior caráter, da mais explícita retidão, da melhor qualidade possível.
E, como técnico, melhor do que muita gente marrenta atualmente badalada e com o saco esticado pelos baba-ovos de plantão do futebol.
Tomara que o Brasiliense seja o começo de um processo de recuperação da confiança, da auto-estima e da segurança do Tromba.
Para que ele possa voltar a voar no comando dos times que possuem o seu tamanho.
Gasolina para isso ele tem.
E merece. E como merece.
24 Set 06h00
O gaúcho Mano Menezes e o futuro de Neymar na Seleção
Helio Nogueira - News Free - AE
O jovem Neymar é um projeto que todo mundo sonha ver dando certo, sobretudo na Seleção Brasileira.
Mas penso que, se ele apostar, para seu futuro, que os dirigentes da CBF irão mandar Mano Menezes passar a mão em sua cabeça caso ele esteja arrebentando, na Vila ou fora dela, vai se dar mal.
Mano, Felipão, Dunga.
Mano talvez seja o mais ponderado desses três gaúchos que dirigiram recentemente a Seleção.
Mas... é gaúcho.
E gaúchos não costumam negociar esse tipo de autoridade.
Nem por um decreto.
Ainda quando, do outro lado, há rebeldes de alto poderio bélico com a bola no pé.
Felipão chegou a fazer algumas (peço licença ao gaúcho) declarações de amor ao atleta e companheiro de Seleção Romário.
Ricardo Saibun - Divulgação - Santos FC
Disse, entre outras coisas, que se tivesse o Baixinho em seu Palmeiras naquela decisão de 1999 teria sido campeão mundial interclubes.
Mas sentiu-se traído por Romário, que se negou a disputar uma Copa América quando o técnico contava muito com sua presença e liderança.
Por isso, não levou o Baixinho para ser pentacampeão do mundo em 2002, na Coréia do Sul e no Japão.
Fala-se aqui de Romário, o maior artilheiro do futebol brasileiro depois daquele Edson que tornou sacro o mesmo solo da Vila em que o menino
Neymar hoje costuma traçar, no melhor dos sentidos, as suas molecagens.
Pois não adiantou choro, não adiantou grito: Romário viu a Copa pela tevê.
Dunga adora Adriano, o Imperador.
Adora o atacante Adriano, adora o camarada Adriano.
Mas aí Adriano, mergulhado em baladas e em problemas pessoais, mostrou pouco compromisso com a Seleção comandada por Dunga.
Pronto: Adriano viu a Copa pela tevê.
Aliás, viram a Copa pela tevê ele, Adriano, e mais dois moleques absurdamente talentosos do Santos que estavam quebrando a cocada por aqui. Lembra por acaso do nome desses dois meninos, Neymar?
Bom, agora temos Mano.
Um cara bem mais tolerante, equilibrado, ponderado do que os outros dois.
Um sujeito bem menos marcado pelas decisões de impulso do que os outros dois.
Mas um gaúcho.
Lembre-se disso, Neymar, lembre-se disso...
O Futebol retratado da maneira mais saborosa está no R7. Não saia daqui.

























