20 Set 06h00
Pausa para boas piadas. Advogado: leia com fair play
O professor de Educação Física, cantor, compositor e percussionista Christian Marini - que tem a qualidade de ser um dos seres humanos mais bem-humorados deste planeta e a má sina de ser meu irmão caçula – mandou essas piadas para o meu e-mail neste final de semana.
As brincadeiras, diz o texto do e-mail recebido por ele e repassado a mim, teriam sido retiradas de um certo livro chamado Desordem no Tribunal.
Esta obra, segundo consta, reuniria diálogos entre advogados e testemunhas que realmente teriam ocorrido em julgamentos pelo País.
Meu mano acredita que esse livro nem exista, pois ele passou um bom tempo pesquisando na internet e não achou nada que comprove a sua autoria ou publicação.
Encontrou apenas referências e comentários sobre o nome do livro, o que não garante rigorosamente nada.
Na pesquisa que fiz, aconteceu rigorosamente o mesmo.
É provável que seja mais um daqueles telefones sem fio da rede em que as pessoas inventam algo e, por algum medo ou constrangimento, não assumem a autoria.
Ou então criam uma outra autoria, de ficção.
De qualquer forma, eu, a exemplo do meu mano, dei boas gargalhadas com essas brincadeiras.
Eu as conheci agora, provavelmente com um bom atraso.
Mas é possível que muitos dos amados amigos conheçam a coisa, pois há registros do material na rede com mais de cinco anos.
De qualquer forma, vale a tascada.
Os que ainda não leram irão se divertir.
E os que conhecem terão uma leve e divertida lembrança, o que nunca é demais nem tampouco ruim.
Antes, repasso um conselho que veio no e-mail do meu mano:
- Peço aos meus amigos advogados a gentileza de ler com a tecla do bom humor ligada...
Abraços.
Às piadas, pois:
Advogado: Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha : 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todo ano.
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Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha : Sim.
Advogado: E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha : Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
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Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha : 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha : Há 45 anos.
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Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha : Ele disse: “Onde estou, Bete?”
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha : Meu nome é Célia.
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Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos...
Testemunha : Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
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Advogado : Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?
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Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha : Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
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Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha : Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha : Nenhum
Advogado : E quantas eram meninas?
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Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha : Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
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Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha : Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha : Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
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Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, Ok?
Que escola você freqüenta?
Testemunha : Oral.
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Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha : Sim, a autópsia começou às 20h30.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha : Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
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Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
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Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima?
Testemunha : Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha : Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha : Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha : Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha : Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha : Sim, é possível que ele estivesse vivo... cursando Direito em algum lugar...
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