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22 Set 17h44

Recado santista para Neymar com a demissão de Dorival: agora pode tudo, meu garoto

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A editoria de Esportes do R7 e meu confrade Cosme Rímoli disseram praticamente tudo o que é necessário e procedente sobre este caso da demissão de Dorival Jr.

Queria apenas complementar com alguns pontos:

Eu deixo este episódio absolutamente decepcionado com o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

O homem, com sua imagem de intelectual das finanças e da administração colada na aura, fez de tudo, desde a campanha, para se vender como o emissário da modernidade, o arauto da gestão, o líder da pacificação e da ordem...

... o Luiz Gonzaga Belluzzo que o Luiz Gonzaga Belluzzo gostaria de ter sido no futebol.

Bom....

E aí, na primeira crise verdadeira produzida pelo inaceitável comportamento Neymar...

Na primeira vez em que Luis Álvaro foi realmente desafiado a usar sua sensibilidade, sabedoria e capacidade de gestão de seres humanos para administrar uma crise pública...

Na primeira vez em que foi chamado a mostrar ao que veio como cartola “diferente”...

Eis que...

Luis Álvaro engasga, cria um arremedo de punição que deixou a clara impressão de ser servido muito mais como um instrumento para aliviar a imagem da diretoria do que uma concessão ao humilhado Dorival Jr. e...

... Entrega a cabeça do treinador de bandeja para os conservadores que ajudaram a manter o menino na Vila ou que simplesmente não são nada, apenas conservadores chatos.

Vitória de Neymar e da pressão periférica, atrasada e injustificada dos agentes da grana.

No embalo, Laor, infelizmente, jogou no ralo a mais nobre parte de sua autoridade.

Não a registrada na ata de posse por compulsão do cargo, mas aquela nutrida e reforçada no dia-a-dia com as boas atitudes.

E, ainda no mesmo embalo, perde todo o respeito e a esperança das pessoas que pensam minimamente.

Dorival Jr. até poderia ter aliviado depois do jogo de domingo (19), da ação certamente orientada e bem executada em Campinas (SP) por Neymar para amolecer seu coração, e coisa e tal.

Mas, uma vez que não aliviou, deixar o menino de fora de mais um jogo, diante da gravidade da situação, com garrafas e isotônico voando no vestiário e tudo o mais, não era nenhum absurdo.

Não é admissível que Laor não tivesse bancado Dorival.

Ou pelo menos convencido o técnico a escalar o jogador e divulgar isso como decisão sua.

Mesmo porque essa ideia de que Neymar poderia se desvalorizar com mais um jogo de punição ou puxão de orelha de Mano Menezes é de uma idiotice estonteante, comovente se não fosse tão destrutiva.

Isso daqui a pouco, daqui a dez dias, passará.

Neymar continuará a jogar seu bolão.

Pensar em “preservar” a imagem deste rapaz a cada espirro que ele dá é coisa de quem está sendo pressionado por investidores a vendê-lo diante do primeiro caminhãozinho de dinheiro que aparecer.

Para o “presidente da modernidade”, para o “rei da gestão”, isso é imperdoável.

E dá para todos – para mim, para você, amado amigo, para o elenco do Santos, para o próximo técnico, para todo o mundo do futebol, enfim – um recado claríssimo.

Neymar, meu menimo, meu garoto, meu rapaz, pode arrepiar.

Pode chutar o balde, encher a pafunça, quebrar coco, tocar o terror, pegar um, pegar geral.

A gente cria uma mímica de punição e, no dia seguinte, atropela quem parar na frente.

E ainda falam em Dunga, Paulo Autuori, Abel Braga e Parreira para reunir os cacos do Santos...

Todos caras que exigem autoridade e respeito...

Para quê?

Para entregar a cabeça do treinador daqui a 15 dias, quando o menino rebelde e livre de punição aprontar a próxima?

Luis Álvaro, como seu mandato acabou rápido, heim?

Como o trem de esperança representado pela sua eleição descarrilou tão perto da estação de saída...

Cheguei a escrever aqui que o medo de perder Neymar não poderia fazer o Santos ficar menor.

Mas fez.

De forma constrangedora, com um brutal comportamento amador em público, fez.

Futebol é no R7. Confira.

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