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Posts de 26/09/2010

26 Set 06h01

Drama do Fla não é a chance de entrar no Z-4. O pior é parecer não ter bola para sair

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fla palmeira wilton junior ae 300x225 Drama do Fla não é a chance de entrar no Z 4. O pior é parecer não ter bola para sair Wilton Júnior - AE

O Flamengo perde novamente.

Desta vez por 3 a 1, para o não menos irregular e errático Palmeiras de Felipão.

Perde novamente em casa.

Perde novamente com incrível facilidade.

Perde, entrega a invencibilidade de nove jogos no Engenhão desde a abertura do estádio (sete vitórias e dois empates).

Com um meio-campo que não cria patavinas e um ataque que se recusa a fazer gols, foi só encaixar uma marcação especial para travar o excelente lateral direito Léo Moura e o Flamengo derreteu de forma comovente.

Se o Avaí vencer o Ceará neste domingo (26), em casa, na Ressacada, algo absolutamente normal, o rubro-negro inicia a semana em 16º lugar, como o primeiro clube fora da lista da degola, apenas dois pontos na frente do Atlético-GO.

Em outros termos: o Fla volta a sentir o cheiro dominante e o gosto forte de um ambiente bastante conhecido pelo clube: a zona de rebaixamento.

Mas, por incrível que pareça, o pior, para o torcedor rubro-negro, nem é isso.

Não é entrar na Z-4.

Não é o que o time deixou de fazer de bom até agora.

O problema é estar na boca para entrar lá e aparentar não ter a menor condição, talento e força para sair.

Este limitado elenco do Fla não passa a mais remota sensação de que, uma vez com os pés atolados na areia movediça do Z-4, conseguirá lutar na baba canibal do rabo da tabela com forças para superá-la e permanecer na Primeirona.

As perspectivas são terríveis.

O que oferece o atual elenco do Flamengo?

Um bando de gente fora de forma e sem fôlego para correr (Maldonado, Renato Abreu, Juan, Deivid, David e Jean, só para citar os mais importantes).

Um Petkovic que, inegavelmente, sabe jogar. Mas, aos 38 anos, a cada jogo segura menos tempo em alta performance. Atualmente, joga como Petkovic de 20 a 25 minutos em média, talvez 30 nos bons dias. No restante, vira espectador. No banco ou no campo.

Um meio-campo de gente que, além de se arrastar, não cria nada, não resolve nada. Burocracia e mediocridade total.

Uma defesa de gente sem o melhor tempo de bola em função da falta de forma. Todos.

E um ataque feito por Diogo, um ciscador de luxo (que, diga-se, está correndo, se esforçando e nem pode ser responsabilizado), e Deivid, uma sobra do atacante ágil de anos atrás, uma referência pesadinha, sem ritmo e completamente inoperante.

Por tudo isso, o maior problema do Flamengo é dar a impressão quase total de que, se entrar no Z-4, ah, meu amigo, não conseguirá sair de lá.

Esse time do Flamengo – ou parte dele – até pode ser preparado para 2011.

O problema é que, antes, é preciso fazer um trabalho: fugir da Segundona.

Trabalho que poderia ser menos complicado, sobretudo para o atual campeão.
Mas que os erros do Flamengo tornaram difícil.

Torcedor rubro-negro, é bom se segurar: lá vem motivo para você voltar a dar cabeçada na parede.

Futebol é no R7. Confira.

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26 Set 06h00

Sobram motivos para não perder o debate da Record

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candidatos divulgacao R7 AE1 Sobram motivos para não perder o debate da Record Fotos:  Divulgação-R7-AE

“Por se tratar de um encontro realizado na última semana de campanha, o debate ajudará a definir o voto de milhares de eleitores.”

A frase acima abre a reportagem sobre o debate da Rede Record com os presidenciáveis na página do candidato José Serra (PSDB) na internet.

O debate começa às 21h deste domingo (26).

Serra e os outros candidatos estão certíssimos em apostar na importância deste debate.

E você cometerá um grande, um supremo erro se perdê-lo.

Vários fatos tornarão decisivo este encontro marcado para daqui a algumas horas na tela da Record.

Alguns deles:

Os carros apontaram na reta da chegada da última volta. Quando o mediador mandar o boa noite para você ao final do debate, faltará menos de uma semana para a eleição.

José Serra. Estou muito curioso para ver como o tucano se comportará no debate.

Ele seguirá no tom adotado até agora no horário eleitoral, uma mistura de emoção com propostas de forte apelo popular, entre elas a do salário mínimo a R$ 600 já em 2011?

Ou vai trocar o Serrinha Paz e Amor pelo Serra Acabou o Amor e mandar chumbo grosso e pesado na direção da petista Dilma Rousseff?

Para Serra chegar ao segundo turno, não basta ganhar o coração dos indecisos, ainda que o de todos eles.

Será preciso também que Dilma, dona de mais da metade das intenções de voto segundo todas as pesquisas, perca um pedaço de seus seguidores.

O PSDB jogou na internet filmes contra o PT feitos pelo marqueteiro mão-pesada Adriano Gehres.
Em tom intencional de terrorismo eleitoral, as peças fazem Dilma se transformar em Zé Dirceu, afirmam que os petistas massacram a democracia e comparam os militantes do partido a cães rottweilers ensandecidos.

Serra disse que jamais pediu esses vídeos. Sabe-se que sim.

Afirmou que jamais os viu ou recebeu informações sobre eles. Sabe-se que não.

Os tucanos jogaram a coisa na internet, mas não a usaram na campanha de rádio e tevê.

Os que eram contra usar no início (entre eles Serra) ganharam com o argumento de que, na história eleitoral recente da redemocratização brasileira, quem bateu pesado acabou, na suprema maioria dos casos, perdendo para a vítima que criou com as pancadas que deu.

É o sublime Cartola no verso final da não menos sublime O Mundo é um Moinho: abismo que cavastes com seus pés.

Além disso, os casos de quebra de sigilo fiscal de tucanos e, sobretudo, o escândalo Erenice Guerra na Casa Civil começaram a tirar alguns pontos de Dilma, sobretudo entre os eleitores mais ricos e com maior nível de instrução.

Assim, a estratégia para o tudo ou nada da última semana tucana ficou aberta.

O que fazer?

Tocar o terror e correr o risco de afundar de vez, berrando ao vento?

Ou seguir Serrinha Paz e Amor e ver a estratégia ser neutralizada pela eficiente comunicação de Dilma no horário eleitoral, como aconteceu até agora?

O problema é que, como Dilma sangrou pouco com o caso Erenice e, ao que tudo sugere, parou de sangrar ainda em condições de vencer com folga no primeiro turno, o Serra versão Acabou o Amor, se for o caso, precisaria começar agora, por essas horas.

E nada seria mais conveniente para esta mudança de estratégia, se ela vier a ocorrer, do que o canhão do debate da Record.

Dilma Roussef. Como a candidata petista, que chegou a chamar o caso Erenice de “factóide”, reagirá ao bombardeio de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Marina Silva (PV) e sobretudo Serra sobre sua ex-colaboradora?

Com a quantidade de detalhes contra Erenice disponíveis hoje, Dilma conseguirá neutralizar este ataque no primeiro debate com grande audiência na tevê depois da fervura do escândalo?

E se Serra adotar o estilo Acabou o Amor e partir para cima? Dilma terá habilidade suficiente para desqualificar a fúria do tucano, transformando-se, por exemplo, em vítima de quem pode ser acusado de sentir o gosto amargo da derrota?

Plínio, Marina e Serra têm fome e sede.

Chegarão famintos e sedentos na Record.

Dilma não pretende virar comida ou bebida a seis dias da eleição.

Por tudo isso, eu não perderei esta esgrima de jeito maneira, por nenhum decreto – até porque há muita chance de que ela, a esgrima, se torne uma luta de vale-tudo com sangue para os lados.

E que os senhores, amadas e amados amigos da blogosfera colorida, façam o mesmo.

Hoje, às nove da noite deste domingo (26), não tem conversa: todos na tela colorida da Record.

A gente conversa depois do debate.

Os filmes do PSDB contra o PT na internet.

Não duvide: a melhor cobertura das Eleições 2010 na internet está aqui, no R7.

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