31 Out 22h05
Volta ao fuso horário antigo no Acre é praticamente certa
A volta ao fuso horário antigo e histórico no estado do Acre, de duas horas de diferença, para menos, em relação a Brasília, está praticamente decidida pelos eleitores do estado.
É o que mostra uma parcial do referendo organizado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do estado neste domingo (31), em todo o Acre, junto com o segundo turno das eleições presidenciais.
Atualmente, com o horário de verão no Distrito Federal e nos estados do Nordeste, Sudeste e Sul, o fuso horário acreano deveria estar três horas a menos do que o de Brasília, mas está apenas duas horas a menos.
Neste domingo (31), além de ajudar a escolher o presidente da República, os eleitores acreanos decidiram nas urnas se queriam manter o fuso atual, de uma hora, definido por lei federal em 2008, ou voltar ao fuso histórico de duas horas.
O referendo fez aos eleitores a seguinte pergunta: você é a favor da recente alteração de horário legal promovida no seu estado?
Quem apoiava a mudança, feita por lei em 2008, digitou na urna eletrônica o número 55, correspondente ao sim.
Os que defendiam a volta ao fuso anterior, de duas horas a menos, digitaram o número 77, correspondente ao não.
A apuração do referendo não está tão rápida quanto a da presidência.
Com 57% dos votos do referendo computados, 59,09% dos eleitores acreanos votaram no número 77, o do não, ou seja, pediram o retorno do fuso antigo, de duas horas a menos na grade normal e de três horas a menos no horário de verão.
Os outros 30,91% digitaram o 55 do sim, ou seja, a opção pela manutenção da lei federal sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008 com o apoio e a defesa enfática do então senador e hoje governador novamente eleito Tião Viana (PT).
Se vitória do não for confirmada, a volta ao horário antigo não será automática.
O TRE do Acre deverá enviar o resultado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que, por sua vez, comunicará oficialmente ao Congresso Nacional.
O Congresso Nacional, então, aprovará uma nova lei, que anulará os efeitos daquela aprovada em 2008.












