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Posts de 30/11/2010

30 Nov 19h25

Crise aérea: o que fazer para não passar festas na estrada

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tam tasso marcelo ae 300x225 Crise aérea: o que fazer para não passar festas na estrada

Foto: Tasso Marcelo/AE

Fim de ano.

Muita, muita chuva.

Muito, muito aeroporto lotado.

O tema aeroporto lotado será, inclusive, pauta do ótimo N Blogs, da Record News, às oito da noite desta terça-feira (30) e às oito da manhã desta quarta-feira (1º), com a participação deste blog. Conto com vocês lá, portanto.

Graças a Deus não vou viajar de avião nestas festas de dezembro.

Se fosse, já estaria desesperado.

A quem vai encarar um aeroporto, resta marcar o vôo com a maior antecedência e para dia e hora mais antecipados.

Em resumo: dar tempo ao tempo para que a Lei de Murphy (aquela que diz que tudo o que pode dar errado dará errado) cause o menor estrago possível.

Bom, mas você que vai encarar estrada de carro ou ônibus poderá sofrer com parte do efeito colateral dos aeroportos lotados.

Isso porque, como já se prevê a bagunça básica que vivemos nos últimos anos, com o mercado aeroviário crescendo entre 15% e 18% ao ano, muita gente que terá distâncias a cumprir entre 300 km e 1 mil km irão trocar o avião pelo próprio carro ou então por um belo de um busão executivo, e tal.

E o que isso significará? Claro: mais engarrafamento, mais atraso, rodoviárias ainda mais lotadas, falta de ônibus, horários extras, rodovias entupidas e, infelizmente, mais acidentes e piores condições de segurança nas estradas.

Por isso, vocês que tradicionalmente viaja de carro ou busão, e mesmo vocês que abandonarão os aviões em viagens curtas por falta de saco para enfrentar esses aeroportos lotados (em alguns deles, como o de Congonhas, em São Paulo, nem o ar condicionado está dando conta de tanta gente) devem prestar atenção em alguns detalhes.

Detalhes para que não acabem, de certa forma, pagando um pato comprado nos aeroportos pelas companhias aéreas.

* Se for de ônibus, compre sua passagem rápido. Agora, se possível. Já, se possível. Escolha com calma horários e poltronas. As passagens vão acabar rapidamente. É muito possível que horários normais e extras para os destinos mais procurados entupam de sete a dez dias antes das partidas.

* Compre sua passagem (ou saia de carro) no primeiro minuto que for possível, com a maior antecedência possível em relação ao primeiro minuto que gostaria de estar na casa do papai, da mamãe, da sobra, na praia ou aonde for. Isso porque a tendência é o trânsito ficar lento, travar geral, consumir muito mais horas (ou até dias) do que o normal e, aí... você corre o risco de passar o Natal ou o Ano Novo na estrada.

* Revise seu carro já, com todo cuidado - e, pelamor, economize nas duas últimas cervas, mas nunca - jamais - nos índices de segurança que o seu mecânico condenar e pedir para trocar. Freio, embreagem, amortecedor, pneu, fluídos, óleo... Pediu, trocou. Ou então, se não tiver  com bala suficiente, vá de busão.

* Por fim, segurança: escolha os momentos do dia que estatisticamente chovem menos. A partir de oito da manhã, por exemplo. Se puder, fuja como uma ratazana dos finais de tarde. E, claro, sem cana, sem goroba, sem cerva, sem caldo durante toda, mas toda a jornada.

* Aí, quando chegar ao destino, abra uma gelada e brinde com seus familiares e amados o quanto você é um motorista e chefe de família responsável.

Tim tim. Tenham um Natal e  um Ano Novo sob o olhar do Divino.

A melhor cobertura da crise aérea está aqui no R7.

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