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Posts de novembro/2010

9 Nov 14h32

O que une a música Telma, Eu Não Sou Gay à Casa Civil da presidente eleita Dilma

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ney matogrosso divulgacao O que une a música Telma, Eu Não Sou Gay à Casa Civil da presidente eleita Dilma Divulgação

Telma, eu não sou gaaaay...

O que falam de mim são calúnias,

Meu bem, eu pareeei...

Os versos acima formam o refrão da música Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay), um sucesso enlouquecedor na voz de Ney Matogrosso no Brasil da década de 1980.

Os brasileiros que estão no mundo há mais de quatro décadas sabem: o hit de Ney é uma versão de outro fenômeno popular, a balada romântica melosa Tell Me Once Again, de B. Anderson, que vendeu um milhão de cópias no Brasil dos anos 1970, aquele mesmo que, para a turma da blogosfera colorida de hoje, parece peça de estudo arqueológico.

Pois bem: o jornalista Felipe Patury lembra, em sua coluna na revista Veja, que B. Anderson é, na verdade, o brasileiríssimo André Barbosa.

Barbosa foi um dos expoentes da composição pop, digamos assim, no tempo em que era moda brasileiros assinarem e cantarem músicas em inglês com pseudônimos também em inglês.

Pois é, rapaziada, houve isso no Brasil.

E, acreditem, era bacana, romântico e engraçado.

B. Anderson, ou André Barbosa, é hoje um respeitado advogado.

Virou assessor da Casa Civil da presidência da República, aquela mesma que foi chefiada pela presidente eleita, Dilma Rousseff, e atualmente disputa uma vaga no conselho da Agência Nacional de Telecomunicações.

E a carreira artística?

Bom, essa foi abandonada. Ficou por lá, nos anos 1970.

Mas, se bobear, Dilma já dançou Tell Me Once Again de rostinho colado pelo menos uma vez na vida.

Ah, já...

Veja abaixo um vídeo da música Calúnias (Telma, Eu Não Sou Gay)

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8 Nov 06h01

Minha aposta: Verdão levará a Sul-Americana e Brasileiro ficará só com o G3. E a sua?

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felipao leandroamaro tvi 20101107 Minha aposta: Verdão levará a Sul Americana e Brasileiro ficará só com o G3. E a sua?

Na tascada aqui embaixo, mandei ver que Fluminense, Corinthians e Cruzeiro serão os três primeiros do Brasileirão.

Só pedi para não me perguntarem quem será o campeão...

Neste momento, chute só seria... Chute.

Lógica zero.

Bom senso, idem.

Pois vou fazer outra aposta: o Palmeiras vai passar pelo Atlético-MG, superar o vencedor do duelo entre Avaí e Goiás e derrubar o gringo que vier para a final.

E o gringo provavelmente será o argentino Independiente, que ontem segurou o colombiano Tolima por 2 a 2, na casa do adversário, e agora joga em casa por um empate de 0 a 0 ou 1 a 1.

Uma senhora vantagem.

Se despachar o Tolima, pegará o vencedor da batalha entre o também argentino Newell's Old Boys e os equatorianos da LDU.

Sei que os dois argentinos, sobretudo o Independiente, são ossos.

E também que a LDU vem fazendo uma boa campanha nesta Sul-Americana.

Os equatorianos estão jogando com aplicação tática. Montaram um time compacto, que toma poucos gols, tem dois bons volantes e um ataque muito rápido.

Enfim, o lado de lá da tabela está, a meu ver, mais duro, equilibrado e imprevisível do que o de cá, em que o Palmeiras surge como favorito.

Bom, mas, no lado de lá, eles terão que se engolir...  E assim, como no lado de cá, sobrará apenas um.

Então vou fazer uma fezinha no Verdão.

E você, acha que o Palmeiras roubará a quarta vaga do G4 do Brasileirão?

Ou pensa que irá desabar diante de um desses times?

Perderá de quem?

Opine.

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8 Nov 06h00

Aposto no G3 com Flu, Timão e Cruzeiro no final. So não pergunte a ordem… Opine

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flu wallace teixeira photocamera Aposto no G3 com Flu, Timão e Cruzeiro no final. So não pergunte a ordem... Opine Wallace Teixeira/Photocamera

Faltando quatro rodadas para o final do Brasileirão, a tabela está ividida em quatro grupos de interesse, digamos assim.

1) O primeiro é o chamado G3. Aqui parecem garantidos Fluminense (61 pontos), Corinthians  e Cruzeiro (os dois últimos com 60). Tudo indica que, lá na 38ª rodada, a final, estes três continuarão a ocupar os três primeiros lugares, com vagas garantidas para a Libertadores.  Agora, não me perguntem em que ordem eles estarão... Você sabe? Então opine.

2) O segundo é o da chamada luta para a quarta vaga do G4 - isso se ela existir e não for roubada por um vencedor brasileiro da Copa Sul-Americana, o que, confesso, acho mais provável. Neste grupo estão Botafogo (55), Atlético-PR e Grêmio (os dois últimos com 53). Santos e Inter hoje não precisam disso. E São Paulo e Palmeiras, na faixa dos 50, parecem longe demais. Só um milagre levaria um deles.

3) O terceiro grupo é o da galera que tenta fugir das duas vagas ainda não decididas do rebaixamento.  Do Flamengo (o 13º, com 40 pontos) ao Avaí (18º, com 34), está todo mundo nessa briga de foice no escuro. Pelo menos dois deles poderão ganhar um presentinho (uma vaga na Sul-Americana de 2011) além de escapar da degola. Por enquanto, Flamengo e Vitória são os privilegiados. Mas se não ficarem espertos...

4) Bom, o quarto grupo é... bom, é o do bye bye, so long, farewell, até amanhã, um abraço, um beijo no gaiteiro, um abraço no pipoqueiro... Goiás (31) e Grêmio Prudente (27), com sinceridade: foi bom estar com vocês. Boa Série B no ano que vem.

Concordas com tudo?

Discordas do quê?

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5 Nov 06h00

Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

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nani 1 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Fotos: Divulgação/A Fazenda

Ilustres e celebrities de pedigree variado não estão apenas na sede e na roça do reality show A Fazenda.

Esses conhecidos e reconhecidos de quilates distintos também se acomodam na poltrona para acompanhar, pela TV, as façanhas dos peões e das peoas.

Um desses observadores sempre atentos dos movimentos da vipeãozada é Jacob Pinheiro Goldberg, um dos mais importantes psicanalistas no país.

Escritor, doutor em psicologia pela Universidade Mackenzie, conferencista com passagens em várias universidades do mundo, Goldberg identifica uma tendência curiosa nessa terceira edição de A Fazenda.

Ele notou o seguinte: do início do programa até agora, o telespectador, com seu voto, preserva os famosos menos famosos expulsando, uma a uma, as celebridades mais conhecidas e bombadas do programa.

Primeiro, limaram a veterana da fama Monique Evans.

Depois, apertaram o botão vermelho do nosso míssil tomawawk da mobilidade social Geisy Arruda, nossa fênix belzebu do ABCD, disparada a mais bombada e visada celebridade de A Fazenda na atualidade.

Daí, foi só um passo para detonar Tico Detonautas Santa Cruz, o roqueiro head, o vocal cabeça, outro beeeem badaladinho.

E também Sérgio Mallandro, outro herói da resistência e da sobrevivência na selva de holofotes dos veículos de comunicação.

Agora, com 63% dos votos, praticamente dois a cada três, transformaram Nany People, mais uma veterana carcaça das câmeras e dos microfones, na mais nova ex-peoa em atividade.

Por que a galera vira as costas para os "medalhões" nessa A Fazenda?

Quem nos responde, ao olhar da psicologia social, é Jacob Pinheiro Goldberg.

Este fenômeno, explica ele, recebe o nome de comportamento paradoxal.

nany 2 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Nosso telespectador ilustre faz questão de explicar, em linguagem simples, o que é esse bicho:

- Comportamento paradoxal, ou escolha paradoxal, é uma decisão, de uma pessoa ou de um grupo, de seguir um caminho oposto ao que se espera dela em uma situação. Nestes casos coletivos, como A Fazenda, normalmente fazem isso para colocar para fora sentimentos de frustração, recalques, complexos e questionamentos dolorosos. É a vontade de destruir algo que não se consegue ser. Isso surge em alguns momentos para avacalhar os melhores e, assim, desmoralizar o sucesso. Em alguns pontos, esse comportamento ou escolha tem a ver com o sadomasoquismo e a opção pelo sofrimento.

Caramba...

Goldberg continua:

- Esse tipo de comportamento pode surgir de uma hora para outra e, em alguns casos, tornar-se até uma tendência. Ele é, por exemplo, a base que está por trás da afirmação do compositor Tom Jobim de que sucesso, no Brasil, é ofensa pessoal. Por enquanto, eu não conseguiria dizer se o caso de A Fazenda, programa que eu acompanho com muito prazer, é uma opção isolada ou uma tendência. Neste caso, a opção pode se transformar ou não em tendência.

nany 3 Nany People fora. Psicólogo explica porque só detonam os mais famosos na Fazenda

Mas não existe uma explicação mais simples para isso?

Por exemplo: a galera do voto, majoritariamente jovem no caso de A Fazenda, tira essa turma madura do ar porque a considera, mesmo com a exceção de Geisy, mais velha, chata, cheia de neura e papo-cabeça, características que a idade traz e que, juntas, pesam muito quando se observa tanto tempo?

o psicólogo responde:

- Esses detalhes certamente influenciaram parte desse eleitorado, definiram um pedaço dos 48% da saída do Mallandro e engordaram o bota-fora de Nany People. Mas, para mim, não podem ser tomados como os fatores decisivos. Na minha avaliação, foi o que chamo de comportamento paradoxal mesmo. Lembre-se bem: o Mallandro, por exemplo, fez quase tudo, o tempo todo, para agradar. Ao seu jeito, fez o que teve ao seu alcance para viabilizar as coisas. E foi fulminado.

Bom..., é Goldberg.

Mais Goldberg do que nunca.

E o telespectador de A Fazenda, Jacob Pinheiro Goldberg, como vota?

A resposta vem de bate-pronto:

- Este só assiste. Cada coisa no seu lugar.

Ah, bom...

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4 Nov 06h00

Chega: as Mayaras e Mayaros da vida precisam pagar algo por todo esse preconceito de embrulhar o estômago

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tweet preconceituoso 300x193 Chega: as Mayaras e Mayaros da vida precisam pagar algo por todo esse preconceito de embrulhar o estômago

Tenho falado demais - muito mais do que gostaria - sobre preconceito e racismo neste nosso canto da blogosfera colorida.

Quero ser breve o quanto for possível sobre o episódio desta cidadã, a Mayara Petruso.

Mesmo porque resta pouco a dizer depois da exemplar exibição de tolerância de minha confreira de R7 Rosana Hermann, uma atitude amplificada pelo simbolismo de o texto ter saído da pena de uma judia.

Não quero usar a idiotice cometida por essa moça para me purgar simbolicamente, buscar o travesseiro achando que sou o máximo na distância da manifestação tribal de um outro.

Não, não, não mesmo.

Sou uma besta comum, contraditória, que erra para caramba, muitas vezes de forma patética.

Mas primeiro foram aqueles manifestos recentes - e podres - contra nordestino, São Paulo para os paulistas, a gente fecha fronteiras, manda uns milhões deles de volta e coisa e tal.

Agora vem essa ... Mayara conclamando os outros, pelo Twitter, a matar nordestino.

Com uma dose de idiotice e de bestialidade tão grandes que sequer se deu ao trabalho de fazer as contas (aliás, as contas estavam feitas no R7) e perceber que, se o Brasil tivesse apenas as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ainda assim Dilma Rousseff ganharia a eleição por uma diferença de 275 mil votos.

Vira e mexe e, infelizmente, surge uma coisa dessa a partir de um forno de bem-criados e ilustres de São Paulo.

Chega.

Basta.

Não quero a cruz para esta moça e nem para ninguém, repito.

Mas será simbólico, emblemático e recomendável que, ao menos por um tempo, ao menos em determinadas coisas ou setores da vida, e ainda que se arrependa (aliás, acho mesmo que deveria se desculpar), ela tenha perdas e prejuízos que a façam refletir sobre a gravidade e a densidade da atitude que tomou.

Sim, porque, naqueles termos, o erro deixa de ser apenas uma besteira individual.

Passa a ser uma estupidez social, com todo o prejuízo - social - que isso pode acarretar.

Italianos (como meus ascendentes), portugueses e judeus, só para citar três exemplos, são comunidades com dinheiro, influência cultural, canais de mídia à disposição e densidade social históricas e pesadas neste País (e em quase todo o mundo) para combater e, na suprema maioria dos casos, neutralizar atitudes grotescas como essas quando elas vitimam suas tradições, chamando as sociedades à reflexão.

Mas, quando as vítimas são os nordestinos, a coisa sempre fica mais complicada.

Fica um deixa que eu deixo, como se diz no vôlei, e a bola sempre acaba caindo no chão.

Ninguém faz nada para controlar seus bonitinhos com opinião de monstrinhos.

Muitos pais e familiares, no fundo, acham até que é isso mesmo - bacana, pupilo.

E a coisa vai crescendo, saindo de controle, rumando para o irracional.

Não.

Chega.

Basta.

Que as leis e forças naturais do mundo punam Mayaras e "Mayaros" na dimensão e na intensidade da ignomínia, da bestialidade e de todo esse preconceito de embrulhar estômago que eles se propõem a cometer sem pensar meia vez.

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2 Nov 06h00

São Paulo e Palmeiras irão amolecer contra o Flu para derrubar o Timão? Opine

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felipe penailti flamengo fernando pilatos gazeta press São Paulo e Palmeiras irão amolecer contra o Flu para derrubar o Timão? Opine Fernando Pilatos - Gazeta Press

Em 2009, o estranho comportamento do Timão na partida Corinthians x Flamengo, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela penúltima rodada do Brasileirão, gerou a desconfiança de que o Coringão teria facilitado a vida do rubro-negro para tirar as chances de título e de Libertadores dos rivais São Paulo e Palmeiras.

Teve até pênalti em que o goleiro Felipe se recusou a tentar pegar (na foto acima).

Pois bem: vejam só que suprema ironia, que cilada o destino armou.

Em sua caminhada na tentativa de seu segundo título nacional, o Fluminense, atual líder do Brasileirão 2010, pegará o São Paulo, na antepenúltima rodada (próximo dia 21), e, na rodada seguinte, o Palmeiras (no dia 28).

A essa altura do campeonato, os dois clubes,  a exemplo do que aconteceu com o Timão em 2009, não deverão ter maiores interesses na competição.

Os dois jogos serão em São Paulo.

O amado amigo da blogosfera colorida já deve ter adivinhado a pergunta que vou fazer: o Tricolor e o Verdão irão facilitar a vida do Flu nesses jogos para derrubar o Corinthians, que hoje está apenas três pontos atrás do time carioca?

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1 Nov 16h19

Acabou: 400 mil 001 urnas apuradas. De cada quatro eleitores, um não foi votar…

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A urninha do interior do Acre acaba de ser contabilizada.

Temos 100% dos votos oficiais apurados.

Dilma Rousseff (PT) - 55.752.529 (56,05%)

José Serra (PSDB) - 43.711.388 (43,95%)

Diferença de votos a favor de Dilma: 12 milhões, 041 mil, 141 votos.

Diferença percentual dos votos válidos: 12,1%.

Abstenção: 29.197.152, ou 21,50% do total de votantes.

Isso mesmo: praticamente 30 milhões de eleitores  - quase um em cada quatro eleitores, quase 25% do total - deixaram de votar.

Passou do horário de questionarmos a obrigatoriedade do voto.

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1 Nov 14h17

Aos curiosos: falta apurar só uma urnazinha do Acre

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Segunda feira (1°), 14h15.

99,99% das urnas apuradas em todo o país.

400.000  das 400.001 urnas apuradas em todo o país.

A última urninha a ser apurada, aquele unzinho solto ali no final, está em um lugar de difícil acesso no interior do Acre.

O TSE promete liquidá-la e anunciar o resultado final - e oficial - ainda na tarde desta segunda (1°).

Mas calma: Dilma, dilmistas, Lula e lulistas podem continuar a festa.

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1 Nov 06h00

Com a volta do fuso horário antigo no Acre, boca de urna no segundo turno será praticamente desnecessária

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elefante branco Com a volta do fuso horário antigo no Acre, boca de urna no segundo turno será praticamente desnecessária Divulgação: Elefante Branco Rock Band

Os eleitores do Acre aprovaram em referendo, neste domingo (31), a volta do fuso horário antigo do Estado, de duas horas a menos em relação a Brasília.

Em 2008, por força de uma lei federal, os acreanos foram obrigados a adiantar 60 minutos seus relógios, diminuindo de duas para uma hora a diferença que os separa do horário oficial de Brasília.

Com a decisão dos eleitores neste referendo, o fuso voltará para duas horas a menos, em condições normais, e três a menos no horário de verão.

O segundo turno das eleições brasileiras, além de ser apurado muito mais rapidamente do que o primeiro, ocorre sempre no horário de verão.

Para não influenciar eleitor de qualquer parte do País, as pesquisas de boca de urna e as parciais oficiais de apuração só podem ser divulgadas a partir do momento em que a última urna, do Estado com o fuso horário mais distante de Brasília, for fechada.

Neste ano, isso ocorreu a partir das sete da noite no horário de Brasília, quando a última urna do Acre, que está duas horas atrás, foi fechada.

A partir de agora, com a volta do Acre ao fuso antigo, as bocas de urna e parciais voltarão a ficar embargadas e trancadas no TSE até, no mínimo, 20h.

Acontece que, às oito da noite deste 31 de outubro de 2010, a eleição caminhava para os 90% dos votos oficialmente apurados para presidente e também para governador, no DF e nos nove Estados onde houve segundo turno.

Às oito da noite, o País já sabia que Dilma Rousseff seria a próxima presidente da República.

Tudo isso indica uma coisa curiosa: sob o ponto de vista da informação pública, a menos que as disputas nos Estados e na presidência fiquem na base do voto a voto, e as pesquisas se aprimorem a ponto de aumentar absurdamente a precisão, as bocas de urna perderão o sentido e a razão.

Por um motivo simples: às oito da noite, hora em que todas elas puderem ser divulgadas, os tribunais já terão como informar os números oficiais praticamente finais de todas as apurações, inclusive da presidencial.

É muito pouco provável que elas parem de ser feitas.

As campanhas, os veículos de comunicação e os grupos de interesse continuarão a querer instrumentos para conhecer as tendências horas ou mesmo minutos antes do mortal comum.

Mas que no segundo turno a boca de urna perderá a maior parte de seu poder de antecipação, ah, isso perderá...

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