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Posts de dezembro/2010

31 Dez 19h47

Cesare Battisti fica no Brasil. O leitor deste blog já sabia

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battisti marini Cesare Battisti fica no Brasil. O leitor deste blog já sabia

O presidente Lula negou nesta sexta-feira (31) a extradição do ativista político italiano Cesare Battisti para a Itália.

É hora de agradecer as boas fontes deste blog, pois nossos leitores já sabiam disso há muito tempo.

Mais particularmente desde as 11h27 do dia 7 de março de 2010, quando este blog publicou a informação, dada por uma fonte quente e próxima de Lula, de que a decisão de manter Battisti no Brasil já estava tomada e que o presidente apenas aguardava o melhor momento para divulgá-la.

Confira aqui o texto publicado neste blog no dia 7 de março de 2010, que antecipa a decisão do presidente Lula de manter Battisti no Brasil:

O jornalismo que informa antes e melhor está aqui. No R7.

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28 Dez 14h57

O NBlogs, da Record News, discute a depressão nesta terça (28). Espero vocês

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depressao 300x225 O NBlogs, da Record News, discute a depressão nesta terça (28). Espero vocês

Nesta terça-feira (28), às oito da noite, eu estarei no programa N Blogs, da Record News, ao lado de Fabiana Panachão, discutindo com dois convidados as causas, sintomas e modos de tratamento da depressão.

É importante que todos saibam e realmente acreditem: depressão não é frescura nem problema inventado por ricos ou cidadãos da classe média.

É doença séria, que afeta todo mundo, de qualquer classe social, do bêbado da família ou das calçadas do bairro à perua cartão de crédito das tardes desocupadas dos shoppings.

Não é tristeza rápida, um bodinho, aquela sensação de baixo astral que rola depois da briga com o namorado, o irmão, a mãe, o pai ou o melhor amigo.

É uma sensação de vazio e de desgosto profunda, crônica, longa, dolorosa e aparentemente interminável.

Que deixa os doentes prostrados, sem reação.

E leva muitos deles a pensar ou mesmo tentar, por exemplo, o suicídio.

Então, vamos deixar o preconceito de lado.

Depressão de verdade merece tratamento e o nosso apoio.

E não o pensamento ou o comentário de que fulano ou beltrana é fresco porque fica com essa conversa mole de que está deprimido.

No Brasil, calcula-se, há entre 17 e 20 milhões de doentes de depressão.

Daqui a dez anos, a depressão será a principal causa de impedimento para o trabalho no mundo.

Ela está relacionada a substâncias químicas que o cérebro deixa de produzir ou produz demais. Este desequilíbrio causa a tristeza crônica.

Ou seja, é um problema realmente médico, que precisa ser resolvido com tratamento.

Espero vocês hoje, às 20h, no N Blogs, da Record News.

O melhor da Medicina e da Saúde está aqui. No R7.

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26 Dez 09h49

Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine

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Este blogueiro passou,  ao lado da repórter fotográfica Julia Chequer, do time do R7 (que, só para variar, deu outro show, como vocês verão), a noite de Natal no Centro de Acolhida Lygia Jardim, na Bela Vista, região central de São Paulo, um dos mais de 40 abrigos de moradores de rua da cidade.

Foi uma das experiências profissionais e, acima de tudo, emocionais mais fortes e contraditória que este repórter de coração já cansado viveu.

O texto é um pouco mais longo do que a média dos publicados neste nosso canto da blogosfera colorida.

Mas peço que me dêem a honra de chegarem ao seu final.

Penso que vale a pena.

Beijos e feliz domingo de Natal.

Uma noite de natal ao lado de quem não consegue dizer Feliz Natal

Reportagem do R7 passa o Natal em um abrigo

de moradores de rua na região central de São Paulo

Eduardo Marini, do R7

natal 1 199x300 Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine Fotos: Julia Chequer

Fim da primeira entrevista do dia, com Edmundo dos Santos, baiano de Feira de Santana, 40 anos. O repórter e sua colega repórter fotográfica mandam praticamente o mesmo agradecimento:

- Obrigado. Feliz Natal.

A resposta é simpática, mas sem entusiasmo:

- Valeu. O papo foi bom.

Tempos depois, ponto final na segunda conversa, desta vez com o mineiro Weldenico Vicentin, 37 anos, ex-estudante de Teologia, pai de duas filhas.

A segunda tentativa:

- Valeu pelo papo. Feliz Natal.

A resposta:

- É isso aí. Um abraço.

Chega ao final a terceira entrevista, com Carlos Gastaldello, 44, gaúcho de Caxias do Sul.

Vamos lá...

- Valeu, Carlos. Feliz Natal.

A resposta:

- Olha, posso até tentar ter uma noite boa, mas Feliz Natal já é demais. A verdade é que somos um monte de solitários reunidos aqui. Não tem essa de espírito familiar. E no meu caso, ainda por cima, você está falando com um ateu.

natal 2 300x199 Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine

São Paulo, início da noite de sexta-feira, 24 de dezembro de 2010.

Faltam menos de seis horas para a meia-noite.

O R7 está no Centro de Acolhida Lygia Jardim, no bairro Bela Vista, um dos mais de 40 abrigos de moradores de rua de São Paulo.

O espírito de Natal, essa nuvem emblemática que faz cristãos acreditarem que todo pecado pode ser purgado e os não-cristãos ao menos aproveitarem o momento para incorporar um pouco mais de delicadeza às atitudes, está espalhado pelo bairro, a cidade, o País e, ainda, por um bom pedaço do mundo.

O sentimento explode nos fogos de artifícios lá fora.

Na gritaria de uma meia dúzia de moleques na rua.

Nas ceias e amigos secretos que enchem os capítulos das novelas que invadem o horário nobre nas duas tevês ligadas no lugar.

No cheiro forte de pernil de porco com cebola e pimentão refogados, a estrela do jantar melhorado da noite, levado à mesa do refeitório pelos que dormem no abrigo em pratos que parecem réplicas do Pão de Açúcar e do Pico do Jaraguá.

Neste país que parece agradecer simbolicamente mais um ano de barrigas cheias e bolsos um pouco melhores, o sentimento natalino parece estar em tudo.

Em praticamente tudo – menos nos corações e mentes daqueles 60 homens e 40 mulheres do Lygia Jardim, uma turma que, em sua suprema maioria, até parece tentar mas não consegue dizer Feliz Natal.

Sentado diante da janela do refeitório, derrubando sua montanha de arroz, pernil e salada de repolho, cebola e tomate (a sobremesa foi sorvete de chocolate), Carlos manda uma pergunta em tom aparente de fuzilamento:

- Você já morou na rua alguma vez?

O repórter diz um “não” seco. E espera uma ironia do tipo “e esses caras ainda vêm aqui falar em Natal Feliz, união”, mas o amigo gaúcho, mesmo com a voz alta, mostra piedade:

- Então passe uma semana na rua e você vai aprender uma realidade. O fato é um só: quem mora em abrigo não tem amigo. Tem conhecido. Eu não tenho amigo aqui dentro.

Oito ou dez pessoas jantam no refeitório. Um rapaz de nome heterodoxo, Necanter Renan (como há rapazes de nomes heterodoxos neste abrigo...), é o único a discordar.

Carlos trabalhava como organizador de arquivos físicos e digitais. Prestava serviços para empresas de grande porte. Em 2003, conta, ficou 28 dias dentro de um grande hipermercado em São Paulo para salvar da falência um sistema que havia montado.

- Tinha um contrato de R$ 200 mil com este grupo. Nesta crise, em janeiro de 2003, eu dormia no máximo duas horas por dia, lá dentro. Cheguei a ficar aceso de segunda a sexta. Essa jornada me trouxe fotofobia, doença do pânico e uma labirintite que não me deixava andar três metros sem cair.

Ele bateu com o carro do cliente. Perdeu a noiva, o cachorro, os bens e, por fim, o equilíbrio mental e psicológico. Ficou, nas suas palavras, meio doidão. A situação foi relatada para todas as lojas do grupo por uma administradora. Carlos não conseguiu mais trabalhar. Daí para o dia em que o dinheiro acabou e a calçada o conheceu, foi um pulo.

- Quando você mora na rua, o álcool, por exemplo, é consequência. É tanto frio, tanto medo de algo ocorra, barulho de carro, poeira, sujeira, ratazana... É tudo tão hostil que você encara qualquer coisa que afaste suas sensações daquela realidade. Aí vem álcool, como no meu caso, e, para outros, droga, tudo. Muitos se viciam. Nessas condições, fica difícil para alguém competir com os bens formados lá fora. O sustento fica inviabilizado e a gente permanece no abrigo. É o ciclo vicioso.

Weldenico, ao lado, ouve a história com atenção. Ele tem duas filhas, hoje com 15 e 12 anos. Viveu com elas, ao lado da mulher, até 1998, em Nova Almeida, no Espírito Santo.

Teve bons empregos, entre eles o de soldador de uma grande empresa prestadora de serviços para a Vale do Rio Doce. Evangélico, como seus familiares, chegou a estudar no Seminário Batista Fluminense, em Campos, no norte do Estado do Rio.

O vício em cocaína começou a derreter sua estabilidade familiar em meados dos anos 1990. Em 1998, quando a situação ficou insustentável, ele chegou à conclusão de que não deveria mais “destruir a vida de ninguém”.

Entulhou as roupas numa mochila e saiu de casa. Um ano depois, veio para São Paulo. E caiu de ponta no crack.

natal 3 300x199 Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine

O Lygia é o oitavo abrigo frequentado por ele. Faz tratamento físico, psicológico e usa medicamentos para ficar longe da pedra, que felizmente não o atazana há seis meses. Tem hepatite C, mas não contraiu o vírus HIV.

Weldenico tem o raciocínio organizado e fala com correção. Mas quase tudo ao seu olhar parece ter a marca da indiferença.

- Você hoje sente saudades das suas filhas?

- Nenhuma. Nem a mais remota. Quero o bem delas, claro, mas acho que essa situação de distância, no nosso caso, é a ideal e deve ser mantida. Desde que vim para São Paulo, fui ao Espírito Santo três vezes, mas não as encontrei. Fiquei em Vitória, a capital.

Weldenico vive ultimamente de “bicos na área de publicidade”. É assim que ele define aquele trabalho em que o cidadão pendura uma placa ou cartaz no corpo e, literalmente, empresta a vida ao bem de alguma mensagem.

A reportagem quer saber por que ele, informado e com cursos técnicos de pintor de paredes, assistente de cabeleireiro e artesão, todos feitos em abrigos, não toma um rumo melhor na vida.

- Olhe, tudo o que eu gostaria era de recuperar meu espaço na ordem religiosa batista. Como não consigo, fico patinando numa eterna crise existencial. E como isso aqui nos dá teto, comida, roupa lavada, eu acabo ficando. Tem um monte de gente aqui que eu vejo dizer, há anos, que quer deixar o abrigo. Mas poucos vão embora. Eu não reclamo. Pago o preço que atitudes erradas que tomei. A verdade é uma só: isso aqui também vicia.

A imagem do vício permite uma explicação.

Pelos cálculos oficiais, há entre 16 mil e 18 mil pessoas “em situação de risco nas ruas”, como os técnicos preferem definir, em São Paulo. Pelo menos 60% deste público é formado por homens a partir dos 30 anos. São viciados em álcool, drogas, pessoas em situação de conflito familiar. Ou, muitas vezes, quase tudo isso - ou tudo isso - junto.

Os que utilizam abrigos como o Lygia Jardim chegam todos os dias a partir das 16h. Guardam seus pertences em um espaço comum, recebem um kit banho, encaram um chuveiro, jantam (das 18h às 20h) e vão dormir em salas comuns lotadas de beliches.

No dia seguinte, o café da manhã é servido das 6h40 às 8h. Neste horário, todos precisam deixar o abrigo, que é limpo e organizado para que a maratona seja reiniciada no final da tarde.

Neste intervalo, muitos recolhem papel, latas, fazem bicos. Alguns trabalham com carteira assinada. A administração do centro tem programas e parcerias que treinam os abrigados em algumas profissões e os indicam para trabalhar em empresas e instituições sociais.

A roupa de cama é trocada uma vez por semana. À noite, a tevê só pode ficar ligada até as dez da noite. Isso não chega a ser um problema para os instrutores. É raro alguém chegar a tanto de olho na telinha. A turma acorda cedo, trabalha pesado e, por isso, procura o colchão cedo.

O que costuma incomodar é a chegada de um abrigado constante muito doidão de álcool ou droga. Ele é orientado para dar uma volta e retornar quando a onda passar. Se voltar ainda muito ruim, tem a entrada proibida, para que suas atitudes inconvenientes ou eventualmente violentas não atrapalhem os outros.

No pensamento da maioria das pessoas, esses abrigos são espaços para pessoas abandonadas no mundo, sem família, eternas vítimas da atitude dos outros. Elas estariam sempre dispostas a chorar o abandono e a reclamar do mundo em grandes datas, como o Natal, ou nos momentos da vida que calam fundo por algum motivo individual.

Não é bem assim.

O mundo ali é árido, duro, triste para quem teve a vida sempre envolvida por um ambiente familiar estruturado.

Há vítimas, é fato, sobretudo entre as mulheres. Mas a maioria se sente um pouco salva para pagar seu pedágio particular e tentar se recuperar de uma trajetória que, pelos “feitos realizados”, talvez até não permitisse uma nova chance.

natal 4 300x199 Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine

Como resultado disso tudo, os depoimentos às vezes são confusos. A sinceridade, muitas vezes, convive com certo cuidado para omitir, aqui ou ali, uma parte da vida muito constrangedora mesmo para quem tenha verdadeiramente se arrependido dela. Nos equívocos de trajetória, quando é o caso, poucos homens gostam de lembrar, por exemplo, os momentos ou fases em que bateram em ex-companheiras.

O baiano Edmundo dos Santos, 40 anos, é um exemplo capaz de desmentir a tese de que abrigado é sempre vítima do alheio. Informado, considera-se liberal em termos políticos. Critica a opção diplomática do governo Lula, que virou olhos e ações para o Irã e países africanos. Acha que os Estados Unidos merecem respeito por serem “o eixo de consumo que move e enriquece o resto do mundo”.

Edmundo ganhou um bom dinheiro como prestador de serviços de eletricista para empresas. Antes de comprar um teto para viver na cidade, torrou tudo em carros (tinha sempre dois), farras e noitadas.

Quando percebeu, existiam apenas as dívidas. Muitas dívidas. A solução foi correr para o abrigo mais próximo.

Até para assumir o próprio erro, sua conversa é, digamos, contextualizada:

- Eu criei as situações para que minha vida afundasse. Mas, como muita gente, preciso de um treinamento melhor para me reerguer. E isso só será possível se o poder político investir em capacitação de pessoas como eu, em situação de risco nas ruas. Sem um trabalho sério neste campo, nós vamos reproduzir a vida inteira essa realidade que você está vendo. E novas gerações farão a mesma coisa.

O Lygia Jardim é um abrigo misto. Mas não misturado. Homens e mulheres ficam em unidades diferentes, paralelas, separadas por um corredor de um metro e meio de largura. Uns não podem entrar no território dos outros. A reportagem esperou a chegada do Natal conversando com as abrigadas no lado feminino.

Uma delas pediu para ter seu nome verdadeiro trocado por Angelina, “em homenagem àquele monumento da Jolie”. Ela parece estar orgulhosa de simplesmente ter sobrevivido.

Nascida em São Gonçalo, no Estado do Rio, órfã aos três anos, criada em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira, Angelina correu o Brasil de cabo a rabo em grandes jornadas que misturavam “programação” (ela prefere esta pérola a prostituição) e muita, muita droga. Primeiro maconha, depois cocaína, logo em seguida crack.

Viciada em pedra, comemora o fato de não ter sucumbido às recaídas no último mês:

- Faço um curso de bar tender. Se tudo der certo, vou sair daqui em pouco tempo, trabalhar, alugar meu cantinho e viver em paz, namorando as mulezinha que eu gosto.

E o espírito de Natal?

- A única pessoa que me desejou Feliz Natal na vida foi minha avó materna, a que me criou. A única que cantou parabéns para mim também foi ela. Estou num momento pessoal alegre, entende? Se alguém quiser achar isso hoje espírito de Natal, que ache, mas eu não sei...

Ao final da conversa com Angelina, um abrigado chega na varanda da lavanderia, do outro lado do corredor, e grita para a amiga: Feliz Natal.

Angelina responde com um aceno.

De qualquer forma, a noite, pela exceção, estava mais macia.

natal 5 199x300 Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine

Almir Pires, coordenador do abrigo, rendeu-se aos pedidos e deixou a tevê correr solto até mais tarde para que alguns pudessem ver a programação do dia especial. Mas a turma fez como sempre: cama depois da novela.

Na saída, a reportagem encontra Necanter Renan, o moço de nome heterodoxo.

Usava calça comprida, camisa e um belo par de sapatos, tudo preto.

- Vou sair com vocês.

Depois de perambular 16 de seus 30 anos por calçadas, bairros e abrigos de São Paulo e da Baixada Santista, ele descolou um emprego de manutenção num hotel no Parque Dom Pedro, região central de São Paulo. Vai ter um quarto só para ele, comida, roupa lavada e R$ 700 por mês.

Na calçada, Necanter joga a mochila nas costas e se despede da dupla de repórteres.

Não deu tempo para perguntar se era presente natalino.

natal 6 300x199 Vale conferir: blog passa noite de Natal em abrigo de moradores de rua. Opine

Metros à frente, no estacionamento particular, o único funcionário de plantão faz o voto:

- Feliz Natal.

Pode ter sido fraqueza diante de tanto comportamento resistente a paulada, mas o fato, como gosta de dizer o amigo Carlos, é um só: ter reencontrado este mundo, é preciso confessar, não deixou de ser confortável.

O maior e melhor cardápio de notícias da internet no País está aqui. No R7.

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25 Dez 08h56

Usem e abusem: os conceitos do Natal valem para todos

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papai noel 2 Usem e abusem: os conceitos do Natal valem para todos

Ética, solidariedade, busca de compreensão, afeto, respeito e valorização da grandeza da vida, de todas as vidas, acima de qualquer coisa.

O cristianismo reconhece esses valores como ensinamentos deixados ao seu rebanho por um homem que, para mais de um bilhão de humanos, ainda está vivo e hoje faz 2010 anos.

Sim, ele mesmo, Jesus Cristo.

Mas todos esses valores podem muito bem ser adotados, cultivados e aprimorados por qualquer um, crente ou não, católico, evangélico, judeu, muçulmando, zen budista, xintoísta, ateu.

Isso porque eles são, inegavelmente, valores humanos.

Valores que poderão exigir de nós algum desprendimento, mas que guardam tudo de universal, de geral, de útil para todos.

Valores que, antes de tudo, podem tornar nossos relacionamentos mais suaves, respeitosos e mais prazerosos.

E nossa vida mais edificante, digna e positiva.

Ao nosso próprio olhar e ao dos outros.

Então, nesta manhã bonita de sábado (25), eu desejo que todos vocês, meus amados amigos da blogosfera colorida que me acompanharam neste ano e os que estão por aqui desde o início, procurem exercer esses valores com ênfase cada vez maior em suas rotinas.

Que, independentemente da crença, ou até mesmo da falta dela, a gente procure crescer valorizando essas atitudes.

papai noel computador Usem e abusem: os conceitos do Natal valem para todos

O melhor Natal possível para todos - em espírito, atitude ou mesmo em conceito.

Como queiram. Como desejarem. Do jeito que for mais produtivo para cada um.

O blog não descansará nesta semana entre o Natal e o Ano Novo.

A gente continuará a conversar diariamente aqui, no nosso canto, nestes dias derradeiros de 2010.

E ainda falaremos sobre o Ano Novo quando ele chegar.

Muito obrigado pela paciência, o carinho e a deferência.

Meu amado montão de novos, queridos e já eternos amigos.

Um grande beijo.

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23 Dez 07h54

Lírios não nascem das leis: São Paulo e Fla, os maiores

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patricia amorim Lírios não nascem das leis: São Paulo e Fla, os maiores

Vivemos um exercício de piada na quarta-feira (22) que passou, com a CBF enchendo o peito do Pelé de medalha.

Afinal de contas, a Copa tá vindo aí e é preciso pavimentar os campos e os caminhos para que nada dê errado.

Ter o Cara, o Pelezão ao lado, nestes momentos de marketing internacional, nunca é de todo imprudente. Ao contrário, sabe a turma que precisa.

E, para isso, a genti faix côqué nigóciu....

Por que que desta vez nosso competente amigo Roberto Assaf ou outro colega carioca a quem a CBF sempre recorre, até pelo justficado dilema competência e proximidade, não fez o dossiê, não obstante a capacidade de nosso Odir Cunha?

Será que era porque desde antemão a gente sabia que a opinião do Assaf, por exemplo, era a de que se reconhecesse apenas o Pedrozão, e não essa piada dessa merreca desse torneiozinho de vaselina dessa Taça Brasil?

Dois brasileiros para o Palmeiras num ano só...

Isso só pode ser brincadeira...

São-paulinos e rubro-negros, vocês são os maiores campeões brasileiros.

Mesmo porque, daqui a sete, oito ou dez anos, serão mesmo, de fato, já que Santos e, sobretudo, Palmeiras, demoram feito uma porca prenha para ganhar um título brasileiro.

Demoraram tanto à espera dessa canetada e vão perder esse status rapidamente, em menos de dez anos - e no campo, no pau, que é o que interessa.

Mas, de qualquer caso, foi uma vergonha.

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22 Dez 18h26

Portal especializado escolhe o anúncio de 2010. Vai que…

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bradesco 2 300x200 Portal especializado escolhe o anúncio de 2010. Vai que... Divulgação - Bradesco Seguros

-  Vai que...

Esse bordão, criado pela agência AlmapBBDO para a Bradesco Seguros, e repetido nas campanhas pelo ótimo ator Felipe Abib, virou viral geral na boca do povo.

A sequência de filmes conquistou o País.

E agora, acaba de ser eleita, em enquete provovida pelo portal do grupo especializado em propaganda Meio & Mensagem, a melhor campanha publicitária de 2010.

O grande mérito da campanha é o de passar leveza e bom humor nas situações em que alerta para riscos de morte, como o trem que se aproxima, os movimentos de trabalho pesado um prédio em construção ou uma casa que cai.

Em segundo lugar ficou um vital da Brastemp, O Dia em que um Sorriso Parou São Paulo, criado pela DM9DDB.

E, em terceiro, a campanha da Nissan Livina, assinada pela Lew’Lara\TBWA.

Os dez mais votados foram, nesta ordem, Bradesco Seguros, Brastemp, Nissan, Topper, Nextel, Devassa, Novo Uno, Skol, Mastercard e Seara.
Seara.

E você, concorda com o resultado?

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21 Dez 18h24

Ronaldinho Gaúcho daria certo no Flamengo? Opine

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ronaldinho milan alessandro galofaro reuters Ronaldinho Gaúcho daria certo no Flamengo? Opine Alessandro Galofaro - Reuters

O Flamengo volta à carga para ter Ronaldinho Gaúcho.

E agora, ao menos aparentemente, com maior seriedade.

Fala-se até de um projeto em parceria com a Traffic para pagar ao craque R$ 1,5 milhão por mês.

Empresa e clube dividiriam 75% deste total, ou cerca de R$ 1 milhão 125 mil.

Os outros R$ 375 mil mil viriam de contratos de utilização da imagem do jogador.

E você, amado amigo da blogosfera colorida, acha que Ronaldinho Gaúcho daria certo no Fla?

Ou continuaria a jogar o futebol apático que o colocou no banco e longe das intenções do técnico do Milan.

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21 Dez 17h38

A pílula, o comprimido que mudou o mundo, faz 50 anos

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pilula 2 A pílula, o comprimido que mudou o mundo, faz 50 anos

Nesta terça-feira, às oito da noite, participarei de uma boa conversa, no programa N Blogs, da Record News, sobre os cinquenta anos de um comprimido que revolucionou a vida, os hábitos e os costumes da mulher e, por consequência, do homem em todo o mundo.

Falo da pílula anticoncepcional.

Com ela, a mulher não conquistou apenas o direito de programar o período de maternidade, mas também a liberdade de incluir a busca do prazer na prática sexual.

E, mais importante, de ir para a rua, buscar o mercado e estabelecer um cronograma com filhos, atividades sociais e trabalho nos momentos mais apropriados.

pilula 1 300x153 A pílula, o comprimido que mudou o mundo, faz 50 anos Divulgação

Neste meio século, a pílula mudou o momento da mulher ser mãe.

E, como consequência, de o homem ser pai, claro.

Para o universo feminino, foi uma revolução da liberdade.

Convido todos.

Hoje, terça-feira (21), às 20h, no delicioso N Blogs, de nossa Record News.

Não percam.

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20 Dez 17h15

Andrés para Imperador: o Corinthians não é clínica. A leitura: desde que você, claro, não seja o Fenômeno

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andres sanchez mauro horita agif gazeta press Andrés para Imperador: o Corinthians não é clínica. A leitura: desde que você, claro, não seja o Fenômeno Mauro Horita - Agif - Gazeta Press

Do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, nesta segunda-feira (20):

- Nós (o Corinthians) não somos clínica de recuperação e nem queremos ser. O Adriano sabe o grau de dificuldade de jogar no Corinthians e, se vier, vai ter que corresponder. O Ronaldo é o que mais treina e nunca atrasa; todo mundo tem que ser como ele.

Sinceramente, não entendi.

É claro que Adriano precisa treinar. Como Ronaldo e como todos.

Mas, no segundo semestre de 2009, enquanto o Fenômeno se recuperava de uma sequência de contusões, o Imperador era campeão brasileiro e artilheiro do campeonato com o Flamengo, um time que ele pegou meia boca e no meio do campeonato.

No segundo semeste, como jogador, Adriano correspondeu. Ronaldo não.

No início de 2010, enquanto Ronaldo caminhava em campo tentando recuperar a forma, o Imperador eliminava o Corinthians de seu sonho da Libertadores ao lado de Vagner Love.

Na Libertadores, ao menos contra o Corinthians, Adriano correspondeu.

Ronaldo, menos.

O Corinthians tinha mesmo de ser a clínica de recuperação de Ronaldo.

O Fenômeno é gênio e merece toda a paciência de qualquer clube do mundo para se recuperar e voltar a exibir o seu talento. Merecerá sempre.

Ronaldo, hoje, é muito mais do que um jogador para o Coringão.

Ronaldo é um banco captador de dinheiro para o Timão.

Por isso, o Corinthians poderá, enquanto ele quiser, ser sua clínica.

Para qualquer recuperação, de qualquer tipo.

Adriano Imperador  seria O Cara para esta temporada do Timão.

O cara que garantiria os gols e os títulos de uma temporada que Ronaldo, como ele mesmo deixa a entender, talvez não tenha condição de cumprir por 40% ou pela metade.

Essa paulada foi consequência do fato de Adriano ter declarado hoje que ficaria na Roma?

Pensando bem, eu acho que entendi tudo.

O Corinthians não é clínica. E nem pode ser.

Mas, pelo que rolou nos últimos anos, o Timão não é clínica.

Desde que você não seja Ronaldo Fenômeno.

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19 Dez 22h53

O cielo(céu) é o limite.Para o nado peito de Felipe França

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felipe franca satiro sodre cbda 300x171 O cielo(céu) é o limite.Para o nado peito de Felipe França Satiro Sodré - Divulgação - CBDA

Ver Cesão Cielo arrebentar e unificar os títulos dos 50 m e dos 100 m livres sempre é bom.

Mas a grande felicidade desta reta final do Mundial de Piscina Curta em Dubai, nos Emirados Àrabes Unidos, foi o ouro de Felipe França nos 50 metros peito.

Muito choro e muita oração de joelhos no pódio.

França, com seu tempo de 25s95, derrubou o favorito, o sul-africano Cameron van der Burgh,  recordista mundial da prova em piscina olímpica (50 metros), com 26s67.

Neste domingo (19), Van der Burgh, com 26s03, ficou oito centésimos de segundo atrás do brasileiro.

A medalha dourada de França ajudou o Brasil a conquistar o sétimo lugar no quadro geral de medalhas.

Cielo era barbada, pule de dez.

Felipe França foi ótimo porque, apesar do bom desempenho neste ano, o ouro era muito difícil.

A dureza foi maior. A alegria, também.

Parabéns Brasil pelas oito medalhas e a melhor campanha em mundiais de piscina curta.

Parabéns Cielo - como sempre.

Viva Felipe França.

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